A partir de amanhã estarei sem internet. Espero resolver a questão o mais rápido possível. De qualquer forma, a publicação de artigos e a moderação de comentários ficarão prejudicadas.
Download – Rosário em latim
Disponibilizamos para download, no link abaixo, o manual para oração do Rosário, em latim, confeccionado e compartilhado conosco por nosso leitor Elielton, a quem agredecemos a gentileza:
Por que tantos ataques pessoais?
Continuemos com nossas respostas aos questionamentos.
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Por que tantos ataques pessoais? Por que vocês atacam tanto os líderes da RCC? Não sabem que maledicência é pecado?
Não! O que nos move em nosso combate não são ataques pessoais. Não é uma ou outra pessoa particular que visamos. O que combatemos, antes de tudo, são heresias e outros erros. Mas não há como combatê-los sem mencionar que os propaga.
Maledicência é falar mal de alguém com o objetivo de prejudicá-lo de alguma forma, seja em sua reputação, em suas relações sociais, pessoais, etc. Vamos mostrar através de exemplos que não é isso o que fazemos aqui.
Tomemos o caso do jejum e a abstinência que a Igreja nos impõe como obrigatórios. Vamos supor que eu viesse a saber que uma pessoa não cumpriu tal mandamento. Caberia a mim dirigir-me a ela e dizer que o que ela fez está errado, que ela está desobedecendo um mandamento da Igreja. Isto seria uma correção caridosa. Se, do contrário, eu saísse espalhando para todo mundo que tal pessoa não cumpre o mandamento, isto seria pecado da minha parte. Não teria função de corrigir a pessoa, senão de rebaixá-la.
Muito diferente da situação hipotética desta pessoa que cometeu um pecado, foi o fato denunciado neste blog e que gerou tantos protestos dos carismáticos. O Felipe Aquino disse que era facultativo o jejum que a Igreja ensina ser obrigatório. Aqui, então, já vemos uma grande diferença com o caso anterior. Já não é mais um pecado pessoal, e sim um ensinamento errado, que pode levar muitas pessoas a pecar contra o mandamento da Igreja. Se alguém se propõe a ensinar religião, deve tomar todos os cuidados para não ensinar nada de errado. A responsabilidade de quem quer trabalhar pela salvação da almas é muito grande. A partir do momento em que alguém se apresenta como professor de religião, o que ele ensina já não está mais no domínio privado. Logo, é muito fácil perceber que não se trata de uma questão pessoal, mas sim pública. E isto nos obriga, enquanto cristãos batizados e crismados, a defender a Fé Católica contra qualquer erro.
Outro exemplo. Suponhamos que uma pessoa cometa adultério. Se eu sair espalhando por aí tudo o que fiquei sabendo, sejam boatos ou mesmo fatos verdadeiros, estarei difamando as pessoas envolvidas. Isto seria algo indigno de um cristão. Caberia, sim, a orientação particular.
Muito diferente é o caso do Pe Fábio de Melo dizer na televisão que “pode ser que um dia a Igreja reveja a lei sobre a comunhão de casais de segunda união”. Caímos novamente no caso da defesa da Fé. Porque os tais “casais de segunda união” estão, aos olhos de Deus, cometendo pecado gravíssimo de adultério. A partir do momento em que um padre vem publicamente dizer algo que possa desfalecer nos fiéis a certeza de um mandamento da lei de Deus, a questão já não é mais particular, e sim pública. Se ficarmos em silêncio, muitas pessoas podem começar a crer nos ensinamentos errados de tal padre, e cairiam assim em graves pecados. A nossa obrigação de cristãos, então, é combater tais erros.
São, portanto, situações muito diferentes aquelas que combatemos aqui e aquelas que configurariam pecado de maledicência. É muito fácil perceber que não estamos tratando aqui de fraquezas pessoais, que deveriam ser corrigidas caridosamente em particular, mas sim de questões graves de defesa da Fé, o que impõe que seja publicamente defendida a ortodoxia católica. Não existe, como nos acusam alguns carismáticos, nenhuma intenção de fazer “fofoca” da vida alheia. O que existe, e isto é muito fácil de entender, são situações em que se faz necessário defender a Fé e a Moral católicas.
Está certo, reconheço que eles erraram. Mas, por que vocês os advertem publicamente? Conversem com eles em particular. Tenho certeza de que serão ouvidos.
E quem disse que nós já não tentamos conversar com eles? Tentamos sim, mas não fomos bem recebidos porque eles não querem debater conosco. Pelo contrário, eles já manifestaram abertamente seu desejo de calar nossa boca.
Assim, se eles continuam ensinando publicamente coisas contrárias à Fé da Igreja, torna-se necessário demonstrar também publicamente que os seus ensinamentos não estão em conformidade com a Fé Católica.
Ninguém menos que São Tomás de Aquino nos ensina que, estando a Fé em perigo, a sua defesa dever ser pública, até mesmo se quem erra são prelados da Santa Igreja: “Havendo perigo para a Fé, os prelados devem arguidos, até mesmo publicamente pelos súditos.” Suma Teológica, II-II, 33, 4. 2.
Os carismáticos, em vez de fazer seus discursos afetados de emoção, deveriam entrar no mérito da questão, debater nossos argumentos. Deveriam ou provar que eles não são válidos, ou então curvar-se à evidência de que os líderes da RC”C” estão em desacordo com a doutrina católica. Nós estamos tentando travar um debate teológico, em alto nível, com argumentos, apoiados não na nossa opinião particular, nem nos nossos pensamentos pré-concebidos, mas sim na doutrina da Igreja. São os carismáticos que sempre levam para o lado pessoal aquilo que deveria ser objetivo.
O que os líderes carismáticos fizeram contra vocês para que os odeiem tanto? Vocês devem ser movidos pela inveja.
Não, eles não fizeram nada particularmente contra mim. Os líderes carismáticos cujas doutrinas são combatidas aqui – Mons. Jonas Abib, Felipe Aquino, Pe Joãozinho, Pe Fábio de Melo, etc – não fizeram, no plano natural, nada contra mim. Eu não os conheço pessoalmente, nem sequer moro na diocese deles.
O grande problema, que os carismáticos não querem aceitar, é que as doutrinas que eles pregam são incompatíveis com a Fé Católica. A questão é bem objetiva, mas eles querem levar para o lado subjetivo, pessoal.
Mil vezes repetimos, mas há quem não queira entender: o que move nosso combate é a defesa da Fé, terrivelmente distorcida pela RC”C”. Não é o indivíduo A ou B que queremos “atacar”, como nos acusam. Mas, na medida que estas pessoas levam confusão à mente dos católicos, temos a obrigação de defender a verdadeira Fé.
E isto nós procuramos fazer objetivamente, com argumentos, apoiados na doutrina bimilenar da Igreja. Basta ler os artigos das várias publicações católicas para ver como são objetivos: comparam a doutrina católica e a doutrina carismática e demonstram como são diferentes. Quando será que os nossos adversários vão parar de apelar para a emoção e para o subjetivismo e vão contra-argumentar objetivamente? Este é o princípio de todo debate sério.
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Sei que ficou repetitivo e enfadonho, mas creio que seja necessário. Continuaremos em um próximo artigo.
Primeiro manifesto internacional contra o comunismo
Bela iniciativa da Europa civilizada: um manifesto internacional contra o comunismo, que pode ser assinado no site:
A tradução para o português pode ser lida no blog Nota Latina:
http://notalatina.blogspot.com/2009/10/primeiro-manifesto-internacional-contra.html
O manifesto foi organizado por quem já sofreu o horror do totalitarismo comunista e conhece bem os crimes que esta ideologia nefasta já cometeu.
Enquanto isso, em terras tupiniquins… Por que a CNB do B não dá o mínimo apoio a camapanhas deste tipo? Eles não gostam tanto da “paz” que apóiam campanhas de desarmamento civil? Se, para eles, o cidadão de bem deve ser desarmado, então por que não combater a ideologia mais assassina que já houve neste mundo?
Eu sei a resposta. Quem está lendo neste momento também sabe. Os digníssimos membros da CNBB sabem melhor do que ninguém qual a ideologia que os move. De fato, todos sabem a resposta. Mas há quem finja não saber e ainda queira dizer que devemos obediência a estes bispos vermelhos. Se a CNBB tivesse um breve “surto” de catolicismo, ela seguiria a ordem de tantos papas que condenaram o comunismo. Mas, o que esperar daqueles que agem como se a Igreja tivesse começado no Vaticano II?
Ainda bem que nossa esperança está em Deus, e não nos homens.
Por que tanto ódio no coração?
Apesar de considerá-las extremamente óbvias, vou começar com este artigo a escrever as respostas às principais questões que os nossos adversários levantam contra nós. Seria desnecessário dizer, se tratássemos apenas com pessoas sérias, que estas respostas são minhas e que, certamente, há outros católicos que dariam respostas muito melhores que estas. Mas estou tentando fazer minha parte em responder, de forma simples e direta, as questões que são levantadas contra nós a fim de justificarmos nossa atitude diante dos católicos inocentes que se encontram perdidos no meio da crise atual, para que não caiam nos argumentos doces e pacifistas dos que semeiam o erro teológico e atacam os que querem defender a fé católica. As respostas são bem simples e diretas a fim de esclarecer porque existem pessoas como eu que não se rendem ao clima de ecumenismo reinante após o concílio. Estas respostas não têm a menor pretensão de esgotar o assunto. Para os espíritos mais sagazes, que exigem abundância de argumentos, haverá outro artigos muito mais críticos e documentados. Vamos, pois, começar a responder algumas questões.
Por que tanto ódio no coração?
Esta pergunta já se tornou “clássica”. Sempre que, por exemplo, algum carismático encontra nossos argumentos contrários à RC”C”, eles lançam logo esta pergunta. Ela parte do pressuposto que todo combate é movido por ódio. Como se somente tivesse amor aquele que aceitacesse passivamente tudo o que vê.
O liberalismo, que tomou de assalto a Igreja, considera boas todas as opiniões, por mais absurdas que sejam. Contrariar uma opinião seria um desrespeito e prova de “ódio”. Do contrário, aceitar passivamente todas as opiniões seria prova de “amor”. Nada é mais contrário ao verdadeiro amor sobrenatural e também à doutrina católica.
Corrigir os que estão no erro é uma das obras de caridade espiritual, como nos ensina a sã doutrina católica. São Francisco de Assis, tão humilde e tão bom, em sua famosa oração, não pede somente para levar amor onde houver ódio, mas pede também para levar a verdade onde houver erro, e fé onde houver dúvida.
O verdadeiro amor, a caridade sobrenatural, não pode ser cúmplice do erro, da mentira, da heresia. Toda negação consciente de uma verdade revelada conduz à perdição eterna. Corrigir os que estão no erro é a maior prova de amor, pois assim se lhes tenta livrar da condenação.
Deus é Amor, mas também é Verdade. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Se Deus é a Verdade, quem está no erro está afastado de Deus.
(Nota: não se apressem a responder este argumento. Aqui, eu apenas expus a questão, sem preocupação de provar o que estou dizendo. Estou preparando outro artigo, bem mais longo e mais fundamentado, para demonstrar, com abundância de argumentos, que o amor não somente permite, mas sim exige mesmo, a correção daqueles que estão no erro.)
Por que vocês querem impor sua opinião?
Não, nós não queremos impor nossa “opinião”. O que estamos defendendo aqui não é nossa “opinião” particular, mas sim a doutrina da Igreja, tal como foi ensinada durante dois mil anos.
A Igreja Católica é Mãe e Mestra, pois foi fundada por Cristo para ensinar tudo aquilo que é necessário para nossa salvação. “Ide e ensinai” (Mt 28,19), foi a ordem que Nosso Senhor Jesus Cristo deu à Sua Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica. Se nós tivemos a graça de receber a mensagem de Cristo, temos também a obrigação de defendê-la e propagá-la. O que defendemos aqui não são idéias nossas, que nós inventamos, mas sim a pura doutrina da Igreja.
As idéias que combatemos, estas sim são opiniões de homens, introduzidas ao longo da história por grupos heréticos. Por mais que elas sejam comuns hoje em dia, durante esta crise, elas não fazem parte da doutrina da Igreja. Nunca foram ensinadas por nenhum Papa, nenhum concílio, nenhum santo ou doutor da Igreja. Pelo contrário, foram vigorosamente combatidas. Haja vista o exemplo do liberalismo, tão repetidamente condenado pelos últimos papas pré-conciliares, e hoje desgraçadamente tão penetrado na mentalidade dos fiéis.
Por que vocês insistem tanto em defender a doutrina? Não basta o amor?
Se Cristo não tivesse deixado uma doutrina bem definida sob a custódia da Igreja, cada homem teria de buscar, por suas próprias forças, a verdade. Na melhor das hipóteses, deveria entrar em “diálogo” com os demais homens para buscarem juntos a verdade. Mas ainda assim estariam limitados pela inteligência humana.
A história da filosofia demonstra claramente como a fraqueza da inteligência humana leva muito mais vezes ao erro do que à verdade. Há inúmeros sistemas filosóficos contraditórios não somente entre si mas até consigo mesmos.
A questão teológica é muito mais grave do que a questão filosófica. Que seria de nós se tivéssemos de buscar com nossas próprias forças as verdades sobre Deus? E aquelas mais necessárias para a salvação de nossas almas? Como saberíamos que encontramos a verdade se tívessemos de procurá-la no meio de várias doutrinas religiosas contraditórias entre si? Seria compatível com a bondade de Deus deixar-nos abandonados procurando as verdades religiosas por nossas próprias forças?
Este é já um forte argumento de razão. Mas podemos buscar argumentos de autoridade ainda mais fortes nas Sagradas Escrituras:
“Acautelai-vos, para que não percais o fruto de nosso trabalho, mas antes possais receber plena recompensa. Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho. Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis. Porque quem o saúda toma parte em suas obras más.” (II Jo 1,8-11)
As palavras das Sagradas Escrituras são bastante claras. Quem se afasta da doutrina de Cristo não tem Deus. O herege é aquele que se afasta de Deus, porque se afastou de Sua doutrina. Tal é a gravidade da questão que Cristo não deixou a doutrina ao sabor das discussões dos homens, mas a confiou ao Sagrado Magistério: “Quem vos ouve, a Mim ouve” (Lc 10,16). Por isso, a Igreja Católica tem a obrigação de ensinar a doutrina que Cristo Nosso Senhor lhe confiou (Mt 28,19).
Assim, Deus não deixou para o homem a tarefa de buscar, apenas com suas próprias forças, a verdade sobre as coisas sagradas e necessárias para sua salvação. Se Ele o tivesse feito, como poderia o homem estar seguro da doutrina que defende se há tantos outros com opiniões diferentes dele? A Igreja, fundada por Cristo, dissipa as dúvidas e confirma os fiéis na doutrina ensinada por Cristo.
Portanto, a nós cabe defendermos não as nossas opiniões particulares, mas sim a doutrina que a Igreja sempre nos ensinou, sem a menor mancha, em seus dois mil anos de história. Por este mesmo motivo, devemos rejeitar qualquer novidade introduzida, por quem quer que seja, que contrarie o depósito da Fé (Gal 1,8s).
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Continuaremos as respostas em outro artigo.
Procuram-se cruzados
Excelente vídeo, trazido ao nosso conhecimento por um leitor.
Aproveito a oportunidade para, novamente, convidar todos a participarem desta cruzada. A meta de Dom Fellay é elevada, 12 milhões de terços, mas a graça que pedimos também e, por isso, merece todo o nosso empenho. Vamos nos esforçar para conseguir os 12 milhões.
E não nos esqueçamos de rezar também pelas conversações entre a FSSPX e o Vaticano, que se iniciam no próximo dia 26 de Outubro (http://fratresinunum.com/2009/10/15/declaracao-da-sala-de-imprensa-da-santa-se-26-de-outubro-primeiro-encontro-para-os-coloquios-entre-santa-se-e-fsspx/). Prefiro não fazer especulações, mas confio na competência dos teólogos da FSSPX. E confio também que S.S. Bento XVI buscará o melhor para a Igreja, ou seja, a Verdade. E que, dos encontros, sairá não um acordo prático, mas sim um ganho enorme para a causa da Tradição. Quanto à nós, rezemos.
O interesse pelo terço em latim
No dia de hoje, menos de dois meses depois de publicado o artigo sobre como rezar o terço em latim, o mesmo já ultrapassou o número de 500 (quinhentos) acessos. Nada mal para uma língua que, segundo os modernistas, “afasta o povo”.

A média é de quase nove acessos por dia. O que não é pouco, principalmente considerando que as pessoas que buscam o latim, o fazem por iniciativa própria, pois não há incentivo algum do clero moderno. Imaginem se o latim fosse reintroduzido, ainda que aos poucos, na liturgia. Certamente o interesse aumentaria. A quem não agrada a beleza intrínseca do latim? Quanto a Santa Missa fica ornada com o canto gregoriano! Contra o turbilhão do mundo “pazzo ed aggiornato“, o canto suave do gregoriano traz um pouco da paz que somente na Igreja se encontra. Uma paz que não conhece tempo nem atualização (aggiornamento), que é sempre a mesma, pois o Deus que a concede também é sempre o mesmo. E, não somente o canto, mas toda a liturgia, em latim, torna bem claro que aquele momento da Santa Missa é diferente de todos os outros. Tão especial que merece uma língua diferente daquela do dia-a-dia. Língua esta que contribui enormemente, ainda que não essencialmente, para o tornar o melhor momento de toda a semana, assim como o terço para cada dia.
Confusão gerada pelo abandono da batina
Os padres modernos há muito tempo abandonaram a batina. Parecem ter vergonha de testemunhar publicamente que são sacerdotes de Cristo. Tanto eles buscam se parecer com os simples leigos, que muitos fiéis caem em confusão. Aí surgem coisas como esta pesquisa que fizeram para chegar ao meu blog:

O fato de leigos ensinarem e defenderem a Fé, quando o fazem em perfeito acordo com a doutrina de sempre, não é mal. Mas a omissão do clero, sim. Se os sacerdortes modernos não tivessem vergonha de usar batina, confusões como esta não ocorreriam.
Aproveitando o artigo, e já que me foi perguntado há pouco tempo, vou falar sobre outro assunto. O blog “Salve Regina”, que publicou, originalmente, o artigo sobre o comentário feito pelo Felipe Aquino de que era necessário silenciar os tradicionalistas, infelizmente, foi encerrado. Por isso, estou publicando aqui o comentário em que o Felipe Aquino demonstra sua postura tão contrária ao “diáologo ecumênico”, manifestando seu desejo de nos silenciar (o destaque é meu):
Essas palavras do Papa deixam muito claro, mais uma vez, a fundamental importância do Concílio Vaticano II para a Igreja. João Paulo II já tinha se referido a ele como “a primavera da Igreja”. Assim, é preciso calar de vez as vozes dissonantes e muito prejudiciais à Igreja que se levantam contra o Concílio. São maus católicos, em comunhão imperfeita com a Igreja, os que se prestam a esse triste serviço.
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/10/29/%C2%ABestamos-em-divida-com-o-concilio-vaticano-ii%C2%BB/
Para Felipe Aquino, quem não aceita o pastoral e falível concílio não é bom católico. Justamente o concílio que convidou ao diálogo é apontado como dever primordial de obediência por parte do católico. Se alguém não aceita os erros do concílio, deve ser calado. Devemos dialogar com o “mundo” e com todas as religiões, cristãs ou não, mas o católico que não aceita as inovações do concílio deve ser calado. Esta é a lógica de quem o defende.
Um dos principais objetivos deste blog é justamente discutir o assunto. Por isso, apresentamos os argumentos contrários ao modernismo reinante no concílio. Se os seus defensores quisessem um tratamento sério da questão, deveriam demonstrar que nossos argumentos estão errados. Mas não é isso que fazem. Por mais que nós apresentemos argumentos, eles não valem de nada. Felipe Aquino não quer se dar ao trabalho de contra-argumentar, prefere calar a nossa boca. Bastante contraditório para quem defende o concílio que abriu as portas para o diálogo.
A Tradição está crescendo, cada vez mais pessoas tomam conhecimento do que se passou na Igreja nestas últimas décadas e começam a entender a crise atual. Mas, se não fosse o silêncio que tentam nos impor, a recuperação da Igreja seria muito mais rápida. É lamentável, mas enquanto houver quem queira silenciar os católicos tradicionais, somos obrigados a dispender tempo para fazer nossa defesa.
Para honrar o nome deste blog
Quando eu estava por criar o meu blog, além de todas as meditações se deveria me lançar a esta tarefa, havia também o problema do nome que lhe deveria dar. Sou péssimo para estas coisas. Conhecendo o meu gênio explosivo, que não se conforma com o erro, achei por bem tomar o conselho de São Paulo, “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração.” (Rm 12,12). Assim, toda vez que recebo um comentário desairoso, respiro fundo antes de dar a resposta, pensando sempre no que o Apóstolo disse. Mas, confesso, às vezes é difícil, muito difícil, não dar uma resposta no mesmo nível da provacação.
Desanima perceber que, por mais que apresentemos argumentos, os contendores simplesmente ignoram tudo e repetem as mesmas acusações que já haviam sido respondidas em outro lugar. Parece que querem realmente testar a nossa paciência. Quanto a certas pessoas, que fazem um esforço tremendo para não entender o que estamos dizendo, não há muita esperança de que mudem de atitude.
Por outro lado, existem pessoas que claramente estão no erro porque a ele foram induzidas. Em consideração a estas pessoas, e não aos sujeitos de má vontade evidente, vou me dar ao trabalho de escrever, bem detalhadamente, as respostas para as acusações que nos são feitas. Uma a uma, com calma, com toda clareza, levando em conta, o máximo possível, tudo o que foi escrito pelos nossos adversários. Vamos ver até que ponto chega a perversidade daqueles que não querem enxergar a verdade sobre a presente situação. Se os que agem de má fé continuarão agindo assim, pelo menos, espero reduzir o número daqueles que ficam sem entender o motivo de nosso combate.
Para honrar o nome do blog, então, vou evitar qualquer provocação mais ofensiva e vou tentar responder aos ataques de forma impessoal, concentrando em um artigo os argumentos adversários expressos em comentários escritos em vários artigos dispersos.
Apesar da minha atual falta de tempo, vamos tentar um diálogo verdadeiro: aquele em os argumentos adversários são levados em conta, e não desprezados. Os comentários continuam abertos, exceto para aqueles que já demonstraram não querer outra coisa senão nos provocar.
Será que ele vai continuar negando que acredita na evolução do dogma?
Este vídeo, que me foi trazido ao conhecimento por outro amigo engajado no bom combate pela Santa Igreja, já estava postado como comentário no meu blog, mas, pelo gravidade dos erros, merece um destaque maior. Enquanto o assistem (se tiverem estômago para chegar até o final) prestem atenção nos seguintes pontos:
- Fábio de Melo acredita que o dogma pode evoluir; ele chega a considerar a hipótese de que a Igreja pode, um dia, revogar a proibição da comunhão para “casais de segunda união”;
- Ele faz uma confusão enorme com o termo “presença real”, chegando a afirmar que “a presença real se dá também na palavra” (35 s);
Para o Pe. Fábio de Melo, seria possível que a Igreja pudesse rever suas leis sobre o matrimônio. Nas palavras dele: “pode ser que a Igreja evolua para pensar isso” (50 s). Será que ele nunca leu os Evangelhos para saber que foi Cristo quem disse “o que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19, 6)? E não foi Ele mesmo a confirmar “todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E quem desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério” (Mt 19, 9)? Será que o padre carismático julga que estas palavras não são de validade eterna? Então seria Cristo mentiroso ao dizer que “o céu e a terra passarão antes seja retirado um jota da lei” (Mt 5,18)? Claro que não! Ora, se a Igreja Católica pudesse ir contra as palavras de Nosso Senhor, já não seria mais a Sua Santa Igreja, e sim mais uma seita protestante. Seria isto o que Fábio de Melo deseja? E depois os carismáticos não aceitam que a RC”C” é protestantismo infiltrado na Igreja de Deus.
Mas, como diz o adágio: abyssus abyssum clamat. E o abismo do relativismo de Fábio de Melo quanto à eternidade das leis da Igreja chama logo em seguida outro, qual seja, a confusão sobre a doutrina da presença real. De fato, para este padre, o termo “presença real” tem um significado muito estranho, estendendo esta presença à “palavra”. Vamos ver o que ele disse:
“Talvez a gente não tenha o hábito de sentir a presença real de Jesus na palavra porque a nossa catequese se limitou a ensinar a presença real no Corpo e no Sangue (1 min 35 s)”
A catequese de dois mil anos está errada, segundo Fábio de Melo! Por favor, padre, avise a S.S o Papa para tomar providências oficiais para acabar com este erro terrível que somente o senhor foi capaz de desvendar!
Continuem firmes, tem mais…
“Quando a Igreja (sic!) me diz que o Evangelho é presença real de Jesus, a proclamação do Evangelho, Jesus está verdadeiramente presente e eu O comungo, eu O recebo em mim .”( 4 min 23 s)
Não dá nem para comentar: Cristo verdadeiramente presente na palavra ao ponto de podermos comungá-Lo… Alguém já leu as críticas ao Novus Ordo sobre o deslocamento da importância na Santa Missa da comunhão para a “palavra”? É mais uma prova da protestantização da liturgia, o que está em perfeito acordo com as palavras do padre:
“Eu preciso confessar para vocês que, às vezes, na celebração, eu sou muito mais sensível ao contexto da palavra do que ao contexto do pão e do vinho. Por quê? Porque eu sou filho da palavra. Na minha vida a palavra sempre teve muito poder.” (5 min 40 s)
Alguém vai querer dizer que isto não tem nada a ver com influência protestante? Se quiser se aventurar, os comentários estão sempre abertos.
Não vou me alongar nos comentários, pois os absurdos ditos pelo padre no vídeo já dizem tudo. Para fechar o artigo, vou fazer uma observação sobre um detalhe quase sem importância: em nenhum ponto do vídeo ele fala para a mulher, que fez a pergunta, que ela está em pecado mortal por viver uma “segunda união”. Prova da importância que os padres modernos dão para a salvação das almas.