Não é difícil entender por que a FSSPX ainda não fez o “acordo” com Roma

Não é difícil entender por que a FSSPX ainda não fez o “acordo” com Roma:

Missa de Encerramento da JMJ 2008 Marcada pelo Estilo (Piero) Marini.

http://igrejauna.blogspot.com/2008/07/o-retorno-de-marini.html

A mesma notícia, a partir de outro blog:

The just-concluded World Youth Day 2008 demonstrates that the crisis in the Church is far from over.

http://catholic-perspective.blogspot.com/2008/07/just-concluded-world-youth-day-2008.html

O caminho de volta para a Roma Santa, como nos foi alertado pela Santíssima Virgem em Fátima, é lento e tortuoso. Tanto se afastou da Verdade, que o retorno certamente será demorado e não isento de reveses.

De qualquer forma, ao ver as imagens dessa missa de encerramento, quem seria o cínico de acusar a FSSPX de falta de boa vontade para com o Vaticano? Quem seria capaz de acusar a FSSPX de exagero e de “integrismo”? Somente os que já se encontram empedernidos na heresia modernista querem ver uma atitude unilateral da FSSPX, como se fosse esta o contendor errado, sem razão em sua luta.

Analisemos o que aconteceu aos que fizeram “acordos práticos”, sem resguardo doutrinal, com Roma. A administração apostólica São João Maria Vianney, “os padres de Campos”, depois de anos de heróica resistência ao modernismo, resolveu “regularizar” sua situação.  Em que estado ela se encontra agora? Simplesmente lastimável:

Dom Rifan presente na Missa Nova
http://salveregina.wordpress.com/2008/07/20/abyssus-abyssum-invocat/

Dom Rifan agora se faz presente na Missa Nova, contradizendo tudo o que ele dizia anteriormente. Para usar o mesmo exemplo do blog que eu estou citando, vejamos o havia escrito o mesmo homem que aparece nos vídeos acima:

Porque somos católicos, e queremos guardar fielmente a nossa Fé e identidade católica, não pudemos, infelizmente participar das celebrações litúrgicas, por se tratarem do novo rito da Missa, de caráter ambíguo, protestantizante e ecumênico, portanto ofensiva a Deus, Nosso Senhor.” Pe F. Rifan ‘Quer agrade quer desagrade’ p.88 Gráfica Lobo, 1999.

Que diferença entre o que escreveu o padre Rifan e o que faz hoje o bispo dom Rifan! O contato com os modernista faz perecer rapidamente os outrora defensores da Fé Verdadeira.

E o caso do Instituto do Bom Pastor? O padre Laguérie já atacou bastante, e com muita propriedade, a missa nova. Mas, na tentativa de defender as trapalhadas do padre de Tanoüarn, acabou por defender, ele também, a missa nova:

O delírio doutrinal permanece no IBP
http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2007-c-delirio-doutrinal-permanece-ibp.htm

É por causa de exemplos de apostasia tão claros como esses que não existe razão alguma para se criticar a relutância da FSSPX em fazer o tal “acordo”. Acredito que a FSSPX somente fará um acordo quando as condições do mesmo colocarem de joelhos o modernismo, e não a Fraternidade.

Desafio aos carismáticos

Existe um bom número de carismáticos que, ao lerem o meu blog, deixam alguns comentários onde se mostram indignados contra meu tratamento para com a RC”C”. Reclamam, mas não demonstram em que eu supostamente estaria errado. Aos que ainda não perceberam que a RC”C” é absolutamente incompatível com a Fé cristã, eu sugiro que respondam ao seguinte desafio:

As Sagradas Escrituras nos dizem que existe um só Batismo (Ef 4,5). Para a RC”C”, no entanto, existem dois: um seria o Sacramento do Batismo, conforme a Igreja Católica sempre o ensinou e administrou; e o outro seria o tal “batismo no Espírito”. Pergunto: Como pode uma teoria que contradiz as Escrituras se dizer católica? Gostaria que os carismáticos respondessem a essa pergunta antes de se revoltarem contra minha posição de não aceitar a RC”C” como católica.

Existem muitas outras questões que se poderiam levantar, mas essa já basta para demonstrar que as teorias da RC”C” não podem ser consideradas legitimamente católicas, porquanto incompatíveis com a doutrina da Santa Igreja. Entender isso, aliás, está ao alcance de todos, tão nítidas são as diferenças.

Aproveito a oportunidade para indicar mais um excelente artigo que demonstra como a RC”C” busca “alternativas” para esconder a sua disparidade com a doutrina católica:

“Caricaturas” do Estado de Graça
http://doctorisangelici.blogspot.com/2008/07/caricaturas-do-estado-de-graa.html

Nos Evangelhos lemos muitas vezes a expressão “quem tem ouvidos, ouça”. Pois bem, convido os carismáticos a se indagarem se devem continuar seguindo a RC”C” apesar de seus ensinamentos serem tão opostos e incompatíveis com a Fé Católica. Pela sorte eterna de suas almas, espero que tenham a boa vontade de perceber que nem tudo que se diz católico, o é de verdade.

Publicado em: on Julho 23, 2008 at 10:21 pm Comentários (0)
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Exemplo a ser seguido

Em primeiro lugar, tenho a alegria de colocar aqui o link para o site da Comunidade Greco-melquita católica do Brasil:

http://www.melquitas.com.br/

A Igreja Greco-melquita Católica celebra a Divina Liturgia, no belíssimo Rito Bizantino. Quem conhece o Rito Tridentino e o Rito Bizantino, compreende facilmente o quanto a missa nova de Paulo VI é pobre de elementos litúrgicos e teológicos, assim como de piedade e de reverência, tanto quanto de beleza e de espiritualidade.

Em seguida, gostaria de chamar a atenção para a enquete promovida no mesmo site: Você concorda com a mudança do rito greco-melquita para carismático? O resultado parcial, no momento em que eu votei, era o seguinte:

Se uma pergunta dessas foi colocada no site, é porque alguma criatura desalmada já tentou influenciar a liturgia bizantina no sentido de uma aproximação com a RC”C”. Felizmente, ao contrário da traição que ocorreu no rito latino com a introdução obrigatória do novus ordo, a liturgia oriental, pelo menos no que depender do desejo dos fiéis, ficará livre das influências “moderninhas”: dois míseros votos desejando a protestantização da liturgia, contra mais de mil pela manutenção da sagrada tradição litúrgica bizantina.

Poderíamos nós também, do rito latino, manifestarmos publicamente e com maior veemência a nossa reprovação do modernismo na liturgia. Enquanto permanecemos em silêncio, a belíssima e santa tradição romana fica restrita a pequenos grupos que têm acesso à Missa de Sempre, enquanto a maioria do povo fiel, sedento de espiritualidade, tem que se contentar com as águas turvas da missa nova.

A presença de Deus nos justos

O presente artigo não tem por finalidade esgotar o tema da presença de Deus nos mundo criado. Limitar-nos-emos a demonstrar a doutrina católica da presença de Deus nos justos, e a denunciar um grave atentado feito contra essa doutrina. Para um aprofundamento do assunto, recomendamos o artigo A Santíssima Trindade em nós - consequências práticas Garrigou-Lagrange, O. P..

Nas Sagradas Escrituras, podemos ler trechos em que fica bastante clara a doutrina de que a habitação da Santíssima Trindade em nós depende da nossa condição de justos:

Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e Seu amor em nós é perfeito. Nisto é que conhecemos que estamos n’Ele e Ele em nós, por Ele nos ter dado Seu Espírito. E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou o Seu Filho como Salvador do mundo. Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus. Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. (1Jo 4,12-16)

Respondeu-lhe Jesus: “Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra e Meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos a Nossa morada. (Jo 14,23)

Deus não pode habitar em uma alma ímpia, mas tão somente em uma alma justa. A doutrina católica nos ensina, também, que é através do Batismo que recebemos o Espírito Santo:

Nossa alma se enche da graça divina, pela qual nos tornamos justos, filhos de Deus, e herdeiros da eterna salvação; pois está escrito: “Quem crer e for batizado, será salvo”. O Apóstolo, por sua vez, atesta que a Igreja foi purificada no banho da água pela palavra.

Ora, o Concílio de Trento a todos propõe a crer, sob pena de excomunhão, que a graça não consiste apenas na remissão dos pecados, mas é uma qualidade divina que inere à alma, é um certo esplendor, é uma espécie de luz que destrói todas as manchas de nossas almas, e torna nossas almas mais formosas e mais brilhantes.

Isso é o que a Sagrada Escritura dá claramente a entender, quando diz que a graça é comunicada por efusão, e quando habitualmente lhe chama penhor do Espírito Santo.

Catecismo Romano, Parte II, Capítulo II, pág 237

E, a respeito da confissão, nos diz o mesmo Catecismo Romano que o mesmo é absolutamente necessário para retornarmos à amizade de Deus, caso O tenhamos ofendido pelo pecado mortal:

Deste Sacramento [da Penitência] devem eles [os párocos] tratar mais explicitamente que do Batismo, pois o Batismo é administrado uma só vez, e não pode ser reiterado, ao passo que a Penitência se impõe como obrigação, quantas vezes o homem caía em pecado, depois do Batismo. Neste sentido, declarou o Concílio de Trento que o Sacramento da Penitência não é menos necessário para quem tenha pecado depois do Batismo, do que o Batismo para a salvação dos que ainda não foram regenerados.

(Catecismo Romano, Parte II, Capítulo V, pág 298)

O terceiro [propósito da confissão] é voltar o homem às boas graças de Deus, cujo ódio e inimizade havia contraído pela torpeza do pecado.

(idem, pág 302)

Não pense alguém que Nosso Senhor instituiu a Confissão, mas sem determinar que fosse de uso obrigatório. Devem os fiéis estar certos de que toda pessoa, onerada de culpa grave, não pode reintegrar-se na vida sobrenatural, senão pelo Sacramento da Confissão.

(idem, pág 320)

O pecado mortal, portanto, é de tal gravidade que faz com que Deus abandone a alma pecadora, e somente possa a ela retornar pelo Sacramento da Penitência.

A mesma doutrina, acima exposta, a respeito da graça santificante e dos Sacramentos do Batismo e da Penitência, podemos ler no seguinte trecho, extremamente esclarecedor, do livro “A Fé Explicada”. Solicitamos ao leitor que preste atenção nos termos natural e sobrenatural, recorrentes no texto, pois serão de suma importância para a argumentação posterior:

A graça é um dom de Deus, sobrenatural e interior, que nos é concedido pelos méritos de Jesus Cristo para nossa salvação.

Uma alma, ao nascer, está às escuras e vazia, sobrenaturalmente morta. Não existe laço de união entre a alma e Deus. Não têm comunicação. Se alcançássemos o uso da razão sem o Batismo e morrêssemos sem cometer um só pecado pessoal (uma hipótese puramente imaginária, virtualmente impossível) não poderíamos ir para o céu. Entraríamos num estado de felicidade natural a que, por falta de outra palavra melhor chamamos limbo. Mas nunca veríamos Deus face a face, como Ele é realmente.

E este ponto merece ser repetido: por natureza, nós, seres humanos, não temos direito à visão direta de Deus. que é a felicidade essencial do Céu. Nem sequer Adão e Eva, antes da sua queda, tinham direito algum à glória. De fato, a alma humana, no estado que poderíamos chamar de puramente natural, não tem o poder de ver a Deus; simplesmente, não tem capacidade para uma união íntima e pessoal com Deus.

Mas Deus não deixou o homem em seu estado puramente natural. Quando criou Adão, dotou-o de tudo o que é próprio de um ser humano. Mas foi mais longe, e deu também à alma de Adão certa qualidade ou poder que lhe permitia viver em íntima (ainda que invisível) união com Ele nesta vida. Esta qualidade especial da alma - este poder de união e intercomunicação com Deus - está acima dos poderes naturais da alma, e por esta razão chamamos à graça uma qualidade sobrenatural da alma, um dom sobrenatural.

O modo que Deus teve de comunicar esta qualidade ou poder especial à alma de Adão foi a sua própria habitação nela. De uma maneira maravilhosa, que será para nós um mistério até o dia do Juízo, Deus “fixou morada” na alma de Adão. E, assim como o sol comunica luz e calor à atmosfera, Deus comunicava à alma de Adão esta qualidade sobrenatural que é nada menos que a participação, até certo ponto, na própria vida divina. A luz solar não é o sol, mas é o resultado da sua presença. A qualidade sobrenatural de que falamos é distinta de Deus, mas flui d’Ele e é resultado da sua presença na alma.

Esta qualidade sobrenatural da alma produz outro efeito. Não só nos torna capazes de ter uma união e comunicação íntima com Deus nesta vida, como também prepara a alma para outro dom que Deus lhe acrescentará após a morte: o dom da visão sobrenatural, o poder de ver Deus face a face, tal como Ele é realmente.

O leitor já terá reconhecido neta “qualidade sobrenatural da alma”, de que venho falando, o dom de Deus a que os teólogos chamam “graça santificante”. Descrevi-a antes de nomeá-la, na esperança de que o nome tivesse mais plena significação quando chegássemos a ele. E o dom acrescentado da visão sobrenatural a morte é aquele a que os teólogos chamam em latim lumen gloriae, isto é, “luz da glória”. A graça santificante é a preparação necessária, um pré-requisito desta luz da glória. Como uma lâmpada elétrica se tornaria inútil se não houvesse uma tomada onde ligá-la, assim a a luz da glória não poderia aplicar-se à alma que não possuísse a graça santificante.

Mencionei atrás a graça santificante referida a Adão. Deus, no mesmo ato em que o criou, colocou-o acima do simples nível natural, elevou-o a um destino sobrenatural conferindo-lhe a graça santificante. Pelo pecado original, Adão perdeu esta graça para si e para nós. Jesus Cristo, por Sua morte na Cruz, transpôs o abismo que separava o homem de Deus. O destino sobrenatural do homem foi restaurado. A graça santificante é comunicada a cada homem individualmente no sacramento do Batismo.

Quando nos batizamos, recebemos a graça santificante pela primeira vez. Deus (o Espírito Santo por “apropriação”) estabelece a sua morada em nós. Com sua presença, comunica à alma essa qualidade sobrenatural que faz com que Deus - de uma maneira grande e misteriosa - se veja em nós e, consequentemente, no ame. E posto que esta graça santificante nos foi ganha por Jesus Cristo, por ela estamos unidos a Ele, compartilhamo-la com Cristo - e Deus, por conseguinte nos vê como a seu Filho - e cada um de nós se torna filho de Deus.

(TRESE, Leo J.; A Fé Explicada; Ed. Quadrante; 5a. edição; 1990; pág. 81-82)

Após o Batismo, a Santíssima Trindade habitará em nós enquanto nos mantivermos em estado de graça santificante. Se nos acontecesse a maior desgraça desta vida, ou seja, se ofendêssemos o Deus Altíssimo de maneira grave, através do pecado mortal, expulsa-lo-íamos de nossa alma, e se tornaria para nós de máxima urgência que o recebêssemos de volta através do Sacramento da Confissão:

Uma vez recebida a graça santificante no Batismo, é questão de vida ou morte que conservemos este dom até o fim. E se nos ferisse essa catástrofe voluntária que é o pecado mortal, seria de uma terrível urgência recuperarmos o precioso dom que o pecado nos arrebatou, o dom da vida espiritual que é a graça santificante e que teríamos matado em nossa alma. (TRESE, Leo J.; A Fé Explicada; Ed. Quadrante; 5a. edição; 1990; pág. 83)

A habitação das Pessoas Divinas no homem está condicionada, portanto, ao fato de o homem viver na graça de Deus, adquirida pelo Batismo, e recuperada pela Confissão, caso o mesmo venha a perdê-la pelo pecado mortal. Essa habitação é um fato absolutamente sobrenatural, ao qual o homem jamais teria direito por natureza. Essa é, em resumo a Santa Doutrina Católica.

Apesar da clareza da doutrina, um dos textos mais polêmicos do Concílio Vaticano II afirmava a existência de uma semente divina no homem, sem lhe impor condição alguma. Do texto, transcrito a seguir, entende-se claramente que a existência da tal semente divina no homem seria uma condição natural, e não sobrenatural, dependente do Batismo e da Penitência:

“Por isso, proclamando a vocação altíssima do homem e afirmando existir nele uma semente divina, o Sacrossanto Concílio oferece ao gênero humano a colaboração sincera da Igreja para o estabelecimento de uma fraternidade universal que corresponda a essa vocação.” (Gaudium et Spes, n. 3)

Para evitar qualquer dúvida quanto ao texto, colocamos a referência a um site que defende o Vaticano II e que transcreve todo o documento Gaudium et Spes:
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=CONCILIO&id=con1080

Há quem possa preferir chamar o que se lê acima de ambigüidade ou de imprecisão. Fosse esse o caso, ainda o seria de enorme gravidade, pois um magistério não pode ser ambíguo ou impreciso, sob pena de nada ensinar, senão apenas confundir. Nós, porém, não conseguimos enxergar outra coisa senão um erro grave contra a Fé, uma heresia, para usar a palavra devida. O fato se torna tão mais grave quando se lembra que existe, na mais condescendente das visões, uma semelhança perigosa com a heresia gnóstica. Mas, acreditamos realmente, que não devemos usar de tanta vênia e, sim, dizer que existe uma verdadeira apologia à Gnose no texto do Concílio. Da forma como está escrito, sem impor condição à existência da semente divina no homem, e sem a menor menção aos Sacramentos do Batismo e da Penitência, o texto do concílio é absolutamente incompatível com a Fé Católica.

A Santa Madre Igreja sempre condenou o erro com palavras bem claras. Basta que se leia os anátemas dos outros Concílios, para se perceber a diferença. Da leitura destes, já não sobra ao leitor qualquer dúvida sobre o que a Igreja ensina e sobre o que Ela condena. O Vaticano II, por sua vez, se recusou a condenar os erros. Mas, aqui, no texto supracitado, já não se vê algo senão a descrição exata da pior das heresias, raiz de todas as outras. E mais do que a simples descrição, vê-se a sua exaltação, à qual o concílio atribui a dignidade do homem. Essa é a soberba do homem que se quer fazer deus. Afinal, se existe, por natureza, uma semente divina no homem, então qual a diferença entre este e o verdadeiro Deus? Nesse erro fundamental, encontram-se, em potencial, todos os outros erros antropocêntricos que causaram a enorme crise pós-conciliar.

Já não podemos, diante de tantas evidências, procurar desculpas para esse escândalo. Que rasguem as vestes os farisáicos modernistas e filo-modernistas, mas isto deve ser dito: O concílio Vaticano II ensinou o erro! Por ter sido, pastoral, não dogmático, ele não goza do carisma da infalibilidade e pode ter ensinado, como de fato ensinou, o erro. Que todos os católicos sinceros possam reconhecer a verdadeira face do último concílio e, sem respeitos humanos ou medo das perseguições modernistas, defender a Tradição Católica e a Fé que a Santa Igreja recebeu de Nosso Senhor e ensinou em dois mil anos de existência.

Os Concílios da Igreja Católica

Eu ainda não tive tempo de ver todo o conteúdo, mas parece ser muito interessante o site que eu encontrei a respeito dos Concílios da Igreja:

Major Councils of the Church

Além de uma breve introdução sobre cada Concílio, o site disponibiliza os documentos dos mesmos.

Publicado em: on Julho 11, 2008 at 9:57 pm Comentários (0)
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Sem novidades no front?

O “ultimato” enviado à FSSPX mexeu com todos nestes últimos dias. Alguns ficaram com medo de uma capitulação da FSSPX, de uma aceitação de um acordo de mera gentileza, para “por fim às hostilidades”, mas que comprometesse a Fé. Outros, achavam que a FSSPX deveria aceitar o acordo “correndo” para que não “perdesse a chance”, porque “poderia não haver outra”. Outros, ainda, esperavam um “não” bem grande por parte da FSSPX, para poder acusá-la de recusar a mão generosa de Roma, como um filho pródigo.

A mídia fez o maior barulho, mas a resposta da FSSPX foi silenciosa, dirigida a quem deveria ser, e, pelo visto, muito prudente. Depois de tantos anos de combate pela Fé verdadeira, a FSSPX continua forte e não destruiu o esforço feito até aqui. Não comprometeu a Fé e a Tradição, mas respondeu com sabedoria, de tal modo que o Cardeal Castrillón Hoyos ficou até mesmo satisfeito com a resposta recebida. O que nos dá boas esperanças para o futuro.

No seu breve comunicado oficial, emitido pela Casa Geral, a FSSPX repetiu o que nós já sabíamos: qualquer diálogo entre a FSSPX e Roma deverá se situar no nível doutrinal, a fim de que se mantenha a integridade da Fé, e não se faça um acordo meramente prático. E acrescentou que o levantamento das excomunhões de 1988 seria de grande auxílio para facilitar o diálogo.

Uma notícia que pode nos animar neste sentido é o levantamento das suspensões contra o Mosteiro de Papa Stronsay sem que lhes fosse imposta qualquer condição pelo Vaticano. Simplesmente pediram o levantamento das suspensões e a Santa Sé lho concedeu. Por que a FSSPX não poderia ser contemplada com igual ato de justiça por parte do Vaticano?

Mas não é somente na defensiva que temos boas-novas. Sua Santidade, Bento XVI, estaria já preparando a contra-ofensiva, agindo já no campo do novus-ordo, modificando-o em vários pontos. As notícias seriam de uma verdadeira Contra-reforma do século XXI. E não somente a missa nova seria reformada, mas o próprio Papa já estaria rezando a Missa Tridentina, e determinando que os cardeais fizessem o mesmo. E todas as paróquias deveriam rezar Missa Tridentina. E os seminaristas aprenderiam canto gregoriano, latim e a Missa de Sempre. E a comunhão teria de ser somente de joelhos e na boca. Que Bento XVI possa mesmo fazer tudo isso, e estas notícias possam ser transmitidas já como fato consumado.

Nós, em nossa impaciência, podemos até achar que os acontecimentos estão lentos, mas já não podemos negar que mudanças estão ocorrendo. E melhor de tudo: estão ocorrendo no sentido da restauração da Tradição em toda a Igreja, e sem a capitulação da FSSPX, que se mantém inabalável no combate pela Fé. Para ódio dos modernistas pró Vaticano II e missa nova, mas para o bem da Santa Igreja, haveremos de receber muitas boas-novas do front.

Publicado em: on Julho 6, 2008 at 9:24 pm Comentários (2)
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Festa de São Pedro e São Paulo

Sob o pontificado de Sua Santidade, o Papa Bento XVI, sucessor do Príncipe dos Apóstolos, gloriosamente reinante, iniciamos hoje, nesta festa de São Pedro e São Paulo, o Ano Paulino, a fim de comemorar os dois mil anos do nascimento do Apóstolo dos gentios.

Neste dia, eu não poderia deixar de honrar de maneira especial São Paulo, porque é dele a frase que eu tomei como lema deste blog:

“Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração.” (Rm 12,12)

Essa exortação do Apóstolo tem grande atualidade nestes nossos tempos difíceis. A grande tribulação pela qual passamos, em todas essas décadas em que a heresia modernista parece triunfar, demanda uma robusta paciência, como a que a FSSPX e os católicos tradicionais têm demonstrado. Uma paciência que supera as forças humanas, e que somente pode ser sustentada por uma oração perseverante e uma firme esperança nas promessas do Deus Altíssimo, de que as portas do inferno nunca prevalecerão contra a Igreja de Cristo.

Sancti Petre et Paule, orate pro nobis.

Publicado em: on Junho 29, 2008 at 8:57 pm Comentários (2)
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O que pensar sobre um possível acordo?

Acredito que, neste momento, a ansiedade toma conta de todos os que têm acompanhado os acontecimentos na Igreja nos últimos tempos. O acordo entre Roma e a FSSPX será finalmente assinado?

As opiniões vacilam de um extremo ao outro. Qual a minha opinião? Eu não arrisco me posicionar categoricamente pelo sim ou pelo não. Falta-me conhecimento profundo das negociações; falta-me graça de estado, o que não falta aos representantes nem do Vaticano nem da FSSPX. A única certeza que eu tenho é que a FSSPX somente assinará um acordo se este não colocar em risco a Fé católica de sempre, defendida por ela de forma tão brilhante em todos estes anos de combate. Um acordo “prático”, somente para dizer que “fizeram as pazes”, está fora de cogitação. Como disse Mons. Willianson, durante seu sermão na tomada de batina, neste ano, no seminário de Flavigny, [um possível acordo] “não é uma questão de gentileza, mas sim uma questão de Verdade“.

No mais, cabe a nós rezarmos para que aconteça o melhor para a Igreja Católica e confiar em Deus, acima de tudo, como lembrou o Ricardo, em comentário no meu blog e em um artigo em seu próprio.

Publicado em: on Junho 26, 2008 at 10:57 pm Comentários (1)
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IBP em São Paulo tem agora uma capela

Finalmente o Instituto do Bom Pastor recebeu a concessão de uso de uma capela em São Paulo:

http://www.ibp-la.org/noticias/?ss=news&l=pt#capela_ibp

E assim a Tradição vai ganhando seu espaço!

A reverência para com as Sagradas Escrituras e o segundo mandamento

É de conhecimento geral a forma irreverente com que o falecido Pe. Léo tratava todos os assuntos. Tudo era motivo de piada, de risos. Nem  mesmo as Sagradas Escrituras eram poupadas. Os santos e dignos mistérios da história de nossa salvação, na boca desse padre carismático, se transformavam em humor popular.

Na entrevista dada em um conhecido programa de televisão, por exemplo, foram contadas piadas em seqüência, todas baseadas em textos bíblicos. Nem mesmo a Paixão de Nosso Senhor escapou do “humor” do padre:

O que já nos parece uma falta de respeito com as Sagradas Escrituras, pelo simples julgamento leigo, revela uma perversidade muito maior quando nos apoiamos na autoridade do Catecismo Romano e do Sagrado Concílio de Trento. No capítulo do Catecismo que trata do segundo mandamento, honrar o Santo Nome de Deus, podemos ler que  uma  das formas de se desobedecer a esse mandamento é não ter a devida reverência para com as Sagradas Escrituras:

Há também uma indigna e vergonhosa conspurcação das Sagradas Escrituras, quando pessoas perversas tomam suas palavras e sentenças, que merecem toda a veneração, para as torcerem em sentido profano, como seja de chocarrices, basófias, sandices, lisonjas, difamações, adivinhações, sátiras e outras infâmias. É um pecado que o Sagrado Concílio de Trento manda coibir com penas canônicas.

Catecismo Romano, Terceira Parte, Capítulo III, pág. 413

Portanto, dentre os outros atos infames mencionados, torcer o sentido das Sagradas Escrituras, “que merecem toda a veneração”, a fim de transformá-las em sátiras (piadas) é uma “indigna e vergonhosa conspurcação” (mancha, mácula) feita por “pessoas perversas”.

No final deste terceiro capítulo da terceira parte do Catecismo Romano, lemos a seguinte advertência que nos dão uma noção da gravidade dos pecados contra o segundo mandamento da Lei de Deus, nos quais se inclui a irreverência para com as Sagradas Escrituras:

Por isso, deste pecado [contra o segundo mandamento] devem escarmentar-nos os vários flagelos que todos os dias nos torturam, pois não será fora de propósito presumir que, na violação deste Preceito, esteja o motivo de caírem os homens nas maiores desgraças. Se os homens tomarem a peito esta verdade, é provável que se tornem mais cautelosos para o futuro.

Catecismo Romano, Terceira Parte, Capítulo III, pág. 414

Rezemos para que o referido padre possa ter se arrependido e ter alcançado o perdão de Deus, assim como todos nós precisaremos um dia. E rezemos também para que os católicos tomem conhecimento do quanto a RC”C” ensina uma doutrina totalmente incompatível com o catolicismo, desprezando os ensinamentos da Igreja, como se comprovou acima, e zombando até mesmo das Sagradas Escrituras.

Publicado em: on Junho 19, 2008 at 10:39 pm Comentários (2)
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