Pode o homem mudar a liturgia?

Pode o homem mudar a liturgia por sua própria iniciativa? Nestes nossos dias de trevas, em que a Santa Missa é profanada pelos próprios sacerdotes e pelos leigos que se acham, todos, no direito de inventar uma nova liturgia, essa questão é mais do que pertinente. É uma verdadeira angústia, que acredito seja compartilhada por todos os fiéis que se indagam, perplexos, como chegamos a este ponto, onde o Santo Sacrifício da Missa foi transformado em espetáculo profano.

Uma resposta bem clara para essa pergunta pode ser encontrada nas Sagradas Escrituras:

Os filhos de Aarão, Nadab e Abiú, tomaram cada um o seu turíbulo, puseram neles fogo e incenso e ofereceram ao Senhor um fogo estranho, que não lhes tinha sido ordenado. Saiu, então, um fogo de diante do Senhor que os devorou, e morreram diante do Senhor. (Lv 10,1-2)

É Deus, e não os homens, Quem determina a forma como Ele deve ser adorado. A liturgia da Igreja Católica, vêm dos tempos mais antigos do Cristianismo, porque foi por Deus mesmo ensinada, e representa a própria a vontade d’Ele, a forma como Ele quer ser adorado.

A liturgia é o nosso culto prestado ao Deus Altíssimo, Àquele que, por Sua infinita majestade, merece o culto mais perfeito que Lhe possamos oferecer. E que não pode ser outro senão aquele que o próprio Deus nos ensinou.

Como pode ser o homem prepotente ao ponto de imaginar que pode “inventar” a liturgia da missa? Que grau de malícia e de impiedade não estão por trás das modificações aplicadas à Santa Missa, renovação incruenta do Santo Sacrifício do Calvário! O que os modernistas fazem vai muito além de alterações, são verdadeiramente profanações, infinitamente piores do que o fogo estranho, que não tinha sido ordenado por Deus, oferecido pelos filhos de Aarão. Não foi sem os mais graves motivos que Nossa Senhora disse aquelas palavras severas nas aparições de La Salette e de Fátima. Palavras essas que não foram proferidas somente por conta dos pecados do “mundo”, mas também – que triste escrever isso – pelos pecados cometidos por aqueles que pertencem à Igreja.

E a nossa geração, até quando vai assistir ao “show” de profanações? Quanto tempo ainda permaneceremos na nossa lassidão, na nossa tibieza, assistindo de longe a todos esses abusos?

Devemos, também, acrescentar que não somente os abusos, mas a própria essência da missa nova é má, porque esconde o verdadeiro caráter de renovação do Sacrifício oferecido por Nosso Senhor Jesus Cristo. A carta do Cardeal Ottaviani o prova com abundância de argumentos e de exemplos. E esse documento não perdeu nada de seu valor. Podemos ler e reler a carta e comparar com a missa nova que conhecemos hoje em dia, mesmo aquela – raríssima – sem os abusos e improvisos, e veremos como essa missa é exatamente aquilo que o piedoso cardeal denunciou.

Além disso, conforme disse o Pe. Laguérie, superior do Instituto do Bom Pasto, em entrevista à Folha de São Paulo, a missa nova corresponde à teologia da década de 1960, enquanto que a Missa de Sempre corresponde à teologia que foi eterna na Igreja Católica.

Que a Santa Missa Tridentina, culto perfeito oferecido ao Deus Altíssimo, possa se tornar cada vez mais conhecida e celebrada!

Carismático defende o nudismo

O “carismático” Sizenando acusou-me de ter apagado seus comentários. Isso não é verdade, vários deles estão aguardando moderação, e serão publicados conforme eu tenha tempo de respondê-los. Fui obrigado a atrasar as respostas porque, por mais que eu já tenha respondido às suas questões, ele volta a dizer as mesmas coisas. Além do mais, a baixaria das acusações que ele levantou contra mim nem sequer mereciam resposta. Mas, apesar disso, vamos fazer mais do que ele pediu: vamos publicar, em forma de artigo, alguns dos comentários mais ofensivos a mim e mais esclarecedores sobre seus pontos de vista.

Vamos começar destacando o seguinte comentário, em que ele defende o NUDISMO:

Diz a Palávra de Deus.
Adão e Eva estavam no paraiso nus e nem se encomodavam com isso. E o Pai também não! Isto é fato!
O PECADO não era estar NÚ!
Contra factum non esse argumentum.
O Pecado foi a desobediência, o orgulho etc…
Deus deu toda sorte de alimento para o Homen no Paraíso!
Quando ele ainda estava NÚ.
Depois que ele pecou e se escondeu atraz das arvores e folhas de parreira (inteligencia, Conhecimento humano, Orgulho próprio, farisaismo, etc…) ele perdeu o direito a se alimentar na arvore da vida.
As novas promessas do Pai são para resgatar a vida eterna do Homen por inteiro e isto inclui alimentá-lo com um alimento Puro e santificante para fortalecê-lo frente as batalhas contra o pecado enquanto estamos ainda neste mundo.
Uma India como vove disse (não encontrei a tal foto).
Um ser Humano, nativo, sem conhecimento do pecado original, nasceu e viveu a sua vida toda no paraiso terrestre sem contato com o homem civilizado, PARA ELA ESTAR NÚ É NORMAL Como Eva no paraíso, isto não é pecado e nunca foi (o pecado esta na cabeça e coração daqueles que vendo um ser humano naturalmente criado por DEUS o condena como pecador por estar NÚ) (Jesus perdou a mulher adultera quando todos os farizeus queriam apedrejá-la) És tu por acaso que irá atirar a primeira pedra naquela podre indiazinha e negar a ela o direito da vida eterna.

A virgem de Quadalupe apareceu a um recem batizado indiozinho e utilizou de suas vestes para retratar a sua aparencia que converteu os indios mexicanos sem nenhuma cultura e agora converte os grandes e sábios cientistas ateus do mundo inteiro, pois não conseguem explicar como e porque da imagem existir.

Se fosse tu o enviado ao indio certamente lhe negaria tão maravilhoso milagre,
Pois negas o don de Deus (O Maior Milagre do Mundo) ao simples e pequenino por julgar que seu costume é um pecado e que profanaria o don de Deus.

Ou voce conhece aquela india mais do que a foto pode dizer, Certamente o Papa antes de tal ato procurou saber quem seria a escolhida, se já havia sido batizada, feito catequese, se preparado, confesado etc… NÂO Ele não cometeria este erro tão grave! Joao Paulo segundo é INOCENTE desse Pecado!

[1] – São Pedro o Principe dos apostolos é filho de Deus como eu também o sou, pois fui Batizado e por isso somos IRMÂOS EM CRISTO.
Contra factum non esse argumentum.

VIVA ‘são’ JOÂO PAULO II (O MAGNO).

http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/03/05/resposta-aos-comentarios-do-leitor-carismatico/#comments

Os leitores já devem ter percebido porque não adianta responder os comentários desse carismático. A questão da nudez é tão contrária à moral católica que não precisamos nos deter em explicações. E os absurdos na interpretação das Sagradas Escrituras também são tão evidentes que não merecem comentários.

Mas vale a pena citar a passagem onde ele diz:

Depois que ele pecou e se escondeu atraz das arvores e folhas de parreira (inteligencia, Conhecimento humano, Orgulho próprio, farisaismo, etc…) ele perdeu o direito a se alimentar na arvore da vida.

Ou seja, o carismático é contra a “inteligencia” e o “Conhecimento humano”. Ele é contrário à Razão, o que não é de se surpreender, dado o caráter gnóstico da RC”C”.

Depois ele defende a teoria do “bom selvagem” de Rousseau:

Um ser Humano, nativo, sem conhecimento do pecado original, nasceu e viveu a sua vida toda no paraiso terrestre sem contato com o homem civilizado

Que diferença enorme entre o que Sizenando diz e a doutrina católica!

Não é difícil entender porque eu demoro a responder para o Sizenando. Essa resposta acima foi a que eu obtive depois de apontar para esse carismático os absurdos que João Paulo II cometeu, como, por exemplo, ministrar a comunhão para uma índia semi-nua:

Nativa semi-nua lendo a epístula:
http://traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A018rcBarebstdReads%20Epistle.htm

No ofertório
http://traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A028rcReceivingCommunion1.htm

Nativa semi-nua recebendo a sagrada comunhão:
http://traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A075rcCommunionNakeWoman01.htm

Nativa semi-nua recebendo a sagrada comunhão:
http://traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A076rcCommunionNudeWoman02.htm

João Paulo II beija o Corão – livro que nega a Santíssima Trindade e a divindade de Cristo:
http://traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A055rcKoran.htm

João Paulo II recebe uma “benção” hindu, que para eles representa um pedido de proteção aos deuses hindus:
http://traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A123rcJPIIHinduBlessig.htm

Madre Teresa de Calcutá adorando Buda:
http://traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A067rcMadreTeresaBudha.htm

Vendo essas fotos e muitas outras fica fácil entender porque a Igreja Católica perdeu tantos fiéis: o clero e o próprio papa, que deveriam honrar e ensinar a santa doutrina católica ao povo, cometeram tantos escândalos.

Em vez de admitir os erros que João Paulo II cometeu, como homem, o carismático preferiu defender o nudismo. Fica difícil dialogar com quem não quer enxergar a verdade. O papa é infalível nas condições explicitadas pelo Concílio Vaticano I (primeiro!!!). Enquanto ser humano, é falível, como atestam as fotos escandalosas acima indicadas.

Bom, acho que este artigo já foi suficiente para mostrar duas coisa:

1) o motivo pelo qual eu estou atrasando as respostas ao Sizenando;

2) a total falta de compromisso dos carismáticos com a Fé e a Moral da Igreja Católica. Podemos dizer, sem medo, que é uma outra religião, que se infiltrou na Igreja.

Por atitudes semelhantes a essa do Sizenando, é que o Papa Bento XVI falou sobre os grupos que se dizem carismáticos e geram desorientação e chega a pôr em perigo a comunhão eclesial“.

Depois dizem que é implicância minha…

Depois os carismáticos dizem que é implicância minha, mas vejam só o que o prof. Felipe Aquino publicou em seu site.

Quais as diferenças entre a Igreja Romana e a Igreja Ortodoxa(Grega)?

Nesse artigo, o professor Felipe Aquino apresenta algumas diferenças entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas. Eu escrevi no plural, porque são várias igrejas, e não uma, como o professor escreveu. Mas eu vou me concentrar apenas no mais importante. Felipe Aquino conclui seu artigo com uma frase surpreendente:

Enfim as diferenças sao muito, muito pequenas.

São pequenas as diferenças entre a Igreja Católica e as igrejas ortodoxas? Será que o professor não sabe que existe um cisma entre essas Igrejas? É claro que ele sabe.

Então, declarando o professor ser católico, deverá considerar algo de extrema gravidade o cisma. Nesse caso, por que ele omitiu essa informação? Em todo o texto não há sequer uma mínima menção ao cisma. Será que os leitores dele não tinham direito de receber esta informação, sobre um assunto tão grave?

Para se ter uma idéia da gravidade vejamos o diz o Catecismo Romano sobre o cisma:

Os hereges e cismáticos [estão excluídos da comunhão com a Igreja], porque apostataram da Igreja. Pertencem tampouco à Igreja, como os desertores fazem parte do exército, que abandonaram.

Catecismo Romano, Parte Primeira, Capítulo X, número 2, letra b

Por outro lado, se supusermos que o professor Felipe Aquino não considera grave o cisma (o que eu realmente não creio), com que razão ele condenaria a FSSPX de ser cismática? Quando da criação do Instituto do Bom Pastor, escreveu as seguintes palavras tendenciosas (o destaque é meu):


Ora, se ele considera grave a atitude de Mons. Marcel Lefèbvre, que nem sequer foi um cisma, como disse o cardeal Castrillon Hoyos, então porque ele se omite na questão dos Ortodoxos? Estes sim são cismáticos, e não reconhecem o primado de Pedro. A FSSPX sempre aceitou, como de fato aceita tudo o que é católico, e não poderia deixar de ser diferente porque a FSSPX é plenamente católica e nunca teve a intenção de deixar de ser. Aliás, a atitude de Mons. Marcel Lefèbvre foi um ato heróico em defesa da Fé católica contra os modernistas infiltrados na Igreja.

Em vez de esclarecer que os Ortodoxos são cismáticos, o professor Felipe Aquino diz que “as diferenças são muito, muito pequenas”. Mas na hora de atacar injustamente a FSSPX como cismática, aí o professor não se cala.

É por atitudes como essa que eu vou continuar denunciando a RC”C”. Eles elogiam tudo o que não é católico (lembram-se do Mons. Jonas Abib chamando os pentecostais de “lindos” e “santos”?), mas atacam aqueles que querem ser católicos da única forma possível, que é seguindo a Fé que a Igreja sempre ensinou e rejeitando as “novidades” (heresias) que lhe tentam inserir.

PS: não há de se justificar o professor dizendo que se referia às Igrejas em comunhão com Roma, pois elas são chamadas de Igrejas Orientais, e não de Ortodoxas.

Teria o Cardeal Ottaviani aceitado a missa nova?

Alguns desesperados defensores da missa nova têm utilizado o argumento de que o cardeal Ottaviani teria se retratado de sua carta escrita ao papa Paulo VI que apontava os erros da missa nova. Foi isso o que escreveu o Alessandro Lima, na data de hoje, no site do Falsistatis. O mesmo argumento já havia sido apresentado pelo bispo Dom Rifan, aquele que traiu a obra de Dom Castro Mayer.

Segundo essa hipótese, o cardeal Ottaviani teria escrito uma carta a Dom Lafond, da ordem dos cavaleiros de Notre-Dame, dizendo que estava satisfeito com as correções feitas pelo papa Paulo VI na nova versão do novo Ordo Missae. Assim, depois da carta do cardeal, o papa teria eliminado os defeitos do novo ordo, e a sua nova versão seria plenamente aceitável.

Em primeiro lugar, devemos observar que foi a imprensa que publicou essa carta para dom Lafond. Alguns dias depois, um porta-voz do cardeal Ottaviani declarou à agência de notícias France-Presse que a carta era autêntica.

Aliado a isso, Jean Maridan, editor do jornal francês Itinéraires, levantou a possibilidade de que tal carta havia sido entregue para o cardeal por seu secretário, monsenhor Agustoni. O cardeal, com a vista já bastante debilitada, teria assinado inocentemente a carta. Pouco tempo depois, dom Agustoni deixou de ser secretário do cardeal para ocupar um outro cargo. Segundo a mesma fonte que eu estou citando, a Wikipédia, a transferência do secretário teria sido feita por mera “rotina”. Podemos até admitir que sim, mas a história é, no mínimo, muito estranha. Um outro site, lembra que o grupo de inimigos de Maridan era muito forte na época, e que poderia ter levado um bom número de testemunhas para dizer que o secretário não havia iludido o cardeal, e este mesmo poderia ter confirmado que sabia do conteúdo da carta e que o aprovara. Se isso tivesse acontecido, e era bem fácil para os defensores do novo Ordo fazê-lo, os argumentos de Maridan teriam sido totalmente desacreditados. Mas isso não aconteceu! Pelo contrário, como já foi dito, mons. Agostini deixou de ser secretário do cardeal Ottaviani pouco tempo depois da carta e foi feito, posteriormente, cardeal. No mínimo, é muito estranho esse fato.

Vejam bem a situação: uma alegada carta, assinada por um cardeal quase cego, levada ao mesmo por um secretário que logo depois o abandonou, publicada pela imprensa, confirmada apenas por um porta-voz, e não pelo cardeal em pessoa. Seria essa a grande retratação do cardeal Ottaviani? É com esses argumentos que nos querem convencer de que a missa nova não é intrinsecamente má? Não dá para acreditar.

Podemos ir mais longe e nos perguntar: será que a nova versão do novo Ordo Missae está livre das críticas apresentadas pelo cardeal Ottaviani? Ou seja, haveria razões para acreditarmos que o cardeal ficou satisfeito com a versão final?

A reposta é, decididamente, NÃO! As críticas do cardeal continuam válidas para a versão final da missa nova que foi aprovada e que se celebra hoje em dia. Citemos apenas alguns exemplos (citações foram tiradas do mesmo blog apontado pelo Alessando Lima):

  • O prefácio da Santíssima Trindade não foi re-incluído na versão final da missa nova;
  • A nova versão continua citando o trabalho do homem no ofertório, como se houvesse uma troca de dons entre o homem e Deus; o cardeal Ottaviani havia deixado bem clara a doutrina católica de que é apenas o Cristo que se oferece como sacrifício na Santa Missa;
  • As genuflexões que foram eliminadas; Disse o cardeal: Não mais do que três permanecem para o padre, e (com certas exceções) uma para os fiéis no momento da Consagração
  • As três toalhas no altar, reduzidas para uma;
  • A ação de Graças para a Eucaristia feita ajoelhada, agora substituída pela grotesca prática do padre e do povo sentando-se para fazer a ação de graças – um acompanhamento bastante lógico para o ato de receber a comunhão em pé.
  • Nas palavras do cardeal: Além disso, a aclamação memorial do povo que segue-se imediatamente à Consagração — “Vossa santa morte nós proclamamos, Ó Senhor… até a Vossa vinda”introduz a mesma ambigüidade sobre a Presença Real sob a forma de um alusão ao Julgamento Final. Quase sem pausa, o povo proclama sua expectativa por Cristo no fim dos tempos no exato momento em que Ele está *substancialmente presente* no altar – como se a vinda real de Cristo fosse ocorrer somente no final dos tempos, ao invés de lá mesmo no próprio altar

Eu citei apenas alguns exemplos, mas haveria outros a citar, numa análise mais profunda. Os que foram apresentados já demonstram como a missa nova aprovada depois da carta do cardeal permanece com os erros denunciados da versão anterior à carta.

Todos esses problemas da missa nova, e muitos outros, denunciados pelo cardeal Ottaviani, continuam a existir na missa aprovada por Paulo VI. No ano passado eu ainda assistia à missa nova e me lembro muito bem deles. Quando eu li pela primeira vez a carta do Cardeal Ottaviani, cada uma das suas críticas caía como uma luva sobre a missa que eu conhecia. Portanto, não havia motivo nenhum para que o cardeal aprovasse a missa nova, mesmo depois das mudanças. As suas críticas permanecem com pleno força em relação à missa nova que está, infelizmente, em vigor. E isso reforça ainda mais a tese de que a carta do Cardeal Ottaviani a dom Lafond seja apenas uma falsificação.

Em outra ocasião apresentarei outros argumentos contra a missa nova, e outros tantos artigos excelentes já publicados por outros sites demonstrando os erros da missa nova e as manobras políticas que foram feitas para que se alcançasse sua aprovação. Por hora, já me basta ter refutado, acredito eu, com argumentos mais do que suficientes o “artiguinho” do Alessandro Lima. Aliás, ele colocou a palavra honestidade entre aspas, ao se referir aos católicos tradicionais. Ora, seu Alessandro, você pode me dizer quem é desonesto? E o seu artigo difamando o bispo Dom Tissier? Não demorou nada para a sua falsificação ser desmascarada. E você ainda ver falar de honestidade?

Sabem de uma coisa? Eu gosto quando os defensores do concílio Vaticano II e da missa nova publicam artigos como esse do Alessandro Lima, porque eles acabam fazendo propaganda contra a própria causa que querem defender.

Os diversos ritos da Igreja Católica

Diante do drama de diversas pessoas, como a amiga Magdália, que, por dever de consciência, não aceitam a missa nova, mas, pela perversidade e insensibilidade do clero modernista frente às necessidades espirituais dos fiéis leigos, se vêem impossibilitados de assistir ao rito Trindentino, resolvi escrever este artigo.

Eu também fiquei um tempo sem assistir a missa. Tenho certeza de que foi melhor para mim do que se tivesse ido à missa nova. Nas últimas vezes que eu assisti ao “espetáculo”, eu saía da igreja muito mais revoltado do que quando entrara. Não é bom nem lembrar, mas vamos citar alguns motivos para tão radical decisão. As músicas idiotas, sentimentalistas, barulhentas não me permitiam concentrar na oração. Algumas mulheres vestiam roupas que causariam vergonha às “mulheres liberais” de algumas décadas atrás. Essas “pouco piedosas” mulheres (que eufenismo!!!) se aproximavam da sagrada comunhão sem que o padre se incomodasse. Os “ministros da eucarístia” entregavam-na nas mãos das pessoas. O padre mudava os textos da liturgia conforme sua vontade (Deus Todo-misericordioso, em vez de Deus Todo-poderoso, etc…) e convidava os fiéis a rezar orações que restritas ao sacerdote. Graças a Deus isso é passado para mim!

Mas para aqueles que ainda não têm a graça de assistir à Santa Missa no rito Tridentino, existem, além da Igreja Católica Apostólica Romana, outras Igrejas que estão em plena comunhão com o Papa. Os membros dessas Igrejas são plenamente católicos, como nós da Igreja de Roma. Seus ritos vêm de antigas datas, são válidos e santificantes, como o rito Tridentino. Eles não foram “inventados” de uma hora para outra, sob a pressão de um modismo ou de um pensamento de época, como o rito da missa nova de Paulo VI. Essas Igrejas mantêm aquilo que é essencial: a integridade da Fé Católica e a obediência ao Sumo Pontífice. As diversas liturgias, por outro lado, não são obstáculo para a unidade, mas sim um exemplo da riqueza da Igreja Católica.

Lembremo-nos, de passagem, do que nós professamos no Credo: creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica. Esses são os quatro atributos essenciais da Igreja de Cristo.

Abaixo, segue uma lista das diversas igrejas particulares que formam a Igreja Católica e seus respectivos ritos:

Ritos Ocidentais – Igreja Católica Latina

* Rito Romano (aqui se incluem a forma Tridentina, santa, e a missa nova, promotora de heresia)
* Rito Ambrosiano
* Rito Bracarense
* Rito Galicano
* Rito Moçárabe
* Uso Anglicano (em desenvolvimento para comportar os convertidos do Anglicanismo, não creio que esteja oficializada)
* Rito dos Cartuxos

Rito Bizantino – É utilizado pelas seguintes Igrejas:

* Igreja Greco-Católica Melquita (1726)
* Igreja Católica Bizantina Grega (1829)
* Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595)
* Igreja Católica Bizantina Rutena (1646)
* Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646)
* Igreja Católica Búlgara (1861)
* Igreja Greco-Católica Croata (1611)
* Igreja Greco-Católica Macedónica (1918 )
* Igreja Católica Bizantina Húngara (1646)
* Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma (1697)
* Igreja Católica Ítalo-Albanesa (esteve sempre em comunhão com a Igreja Católica)
* Igreja Católica Bizantina Russa (1905)
* Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628 )
* Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596)

Ritos originários de Antioquia – São utilizados pelas seguintes Igrejas:

* Igreja Maronita (união oficial reafirmada em 1182)
* Igreja Católica Siro-Malancar (1930)
* Igreja Católica Siríaca (1781)

Ritos originários da Síria oriental – São utilizados pelas seguintes Igrejas:

* Igreja Caldeia (1692)
* Igreja Católica Siro-Malabar (1599)

Rito Arménio – É utilizado pela Igreja Católica Arménia (1742)

Ritos originários de Alexandria – São utilizados pelas seguintes Igrejas:

* Igreja Católica Copta (1741)
* Igreja Católica Etíope (1846)

fonte: Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica), mas com alguns comentários que eu julguei necessários.

Não sei quanto a Portugal, mas no Brasil, existem várias delas. A página da Paróquia Melquita de Nossa Senhora do Líbano, Fortaleza – CE, traz uma lista dessas igrejas (não sei se está atualizada).

No site da Montfort, há uma resposta a um leitor que questiona sobre a possibilidade de se assistir a esses ritos. Segundo o que consta, de acordo com o direito canônico, não é permitido mudar de rito, na maioria dos casos, senão com autorização da Santa Sé. É certo que o autor do texto não sabe se houve mudanças nessa determinação, mas eu também não consegui confirmar a informação.

O que eu vou dizer a seguir é opinião minha, e não quero que ninguém entenda o contrário. Não sei nem se é a melhor solução, mas, diante da crise atual, eu prefiro assistir a esses ritos sem pedir autorização a ficar sem missa ou, o que seria muito pior, ter que assistir a missa nova. Eu pertenço ao rito latino e assisto à missa de sempre, mas, quando me encontro em uma cidade onde não haja o rito tridendino, não penso duas em vezes antes de assistir a outro rito. Repito, para que não sobre dúvida: essa é a minha visão pessoal sobre o assunto, e a minha justificativa é o estado de necessidade. Na minha opinião, é melhor assistir eventualmente a um outro rito sem pedir a devida permissão do que ficar sem missa, ou, o que seria muito pior, ter que participar de uma celebração da missa nova que destrói a nossa Fé. Enquanto o rito Tridentino não chega as todas as paróquias, pode ser uma solução para não ficar sem as graças da santa missa (que nos ritos orientais é chamada de divina liturgia).

Mudando de assunto, na lista de Igrejas mencionada acima, o número entre parênteses indica a data em que a respectiva Igreja retornou à comunhão com Roma. Percebeu o leitor que todas elas se deram em data anterior ao Concílio Vaticano II? O que vem a confirmar que não é necessário o ecumenismo suicida desse concílio para atingir a unidade dos cristãos. Muito pelo contrário, as idéias de igualdade religiosa produziram apenas apostasia, abandono da verdadeira Fé, perda de fiéis para as seitas mais esdrúxulas.

Evolucionismo: muitas suposições, nenhum fato

A teoria da evolução das espécies é apresentada,  através de uma imensa máquina de propaganda, como fato cientificamente comprovado. Essa verdadeira lavagem cerebral é o único motivo pelo qual tantas pessoas ainda acreditam no evolucionismo.

No entanto, longe de haver fatos que o comprovem, o evolucionismo se baseia em  suposições e interpretações. Vejamos um comentário de sobre a falta de fatos comprovadores da teoria da evolução (os grifos são meus):

No número de dezembro de 1960 da revista Science pode-se ler, escritas pelo ex-presidente da Sociedade Para o Progresso da Ciência, dos EUA, as seguintes idéias: “Acompanhe-nos, agora, a uma excursão especulativa à pré-História. Faça de contra que está na era em que a espécie sapiens emerge do genus Homo”

“Avance velozmente através dos milênios, sobre os quais a informação depende, na maior parte, de conjetura e interpretação, até a era dos primeiros registros escritos, dos quais se podem colher alguns fatos”

Conjetura e interpretação… Que colossal distância para os “fatos provados” da mistificação criminosa ou do embuste irresponsável!

De resto, já o conhecido cientista britânico L. M. Davies, referindo-se à famosa obra de Darwin, “A Origem da Espécies”, afirmou: “Calcula-se que nada menos de 800 frases no modo subjuntivo (do tipo suponhamos, presumamos, etc.) podem ser encontradas em seu texto.”

Tais fatos, talvez, é que explicam a razão pela qual, menos comedido na linguagem, haja um fisiólogo da Comissão de Energia Nuclear dos EUA escrito: “Os cientistas que estão ensinando que a Evolução é um fato são grandes vigaristas, e a estória que contam talvez seja o maior logro que já houve. Não possuímos um único fato para explicar a Evolução“.

(BOAVENTURA, Jorge; Ocidente Traído; Bibliex; Rio de Janeiro; 1980; página 61)

É por isso que o evolucionismo não passa de uma teoria, ou seja, de uma suposição. Não existiam fatos que o pudessem comprovar na época de Darwin, de modo que ele acabou escrevendo um livro com mais de 800 suposições. E hoje, em pleno século XXI, continuamos sem fato algum que prove o evolucionismo. A ausência de fósseis intermediários entre uma espécie e outra, é uma das dificuldades que o próprio Darwin previu, mas que acreditava que os fósseis seriam encontrados. Até hoje não encontraram nada, mas os evolucionistas não perdem a “fé” na sua teoria, por mais distante que esteja da verdadeira ciência experimental, que exige provas, e não suposições.

Pode ser ou pode não ser, eis a questão

Durante séculos, Hamlet, personagem de Shakespeare, foi a imagem da dúvida. A tragédia do príncipe da Dinamarca é a do homem corroído pela incerteza. Mal sabia o ilustre escritor inglês que, um dia, haveria de surgir uma obra que criaria “mais dúvidas entre o céu e a terra do que poderia sonhar a nossa vã filosofia”. Desgraçadamente, a “obra” do Vaticano II trouxe a dúvida para dentro da Igreja Católica – aquela que é, por vontade do Deus Todo-poderoso – o baluarte da Verdade e da certeza da Fé. Para isso, foram usados todos os artifícios da mentira, seja através de textos ambíguos, que dão margem à diversas interpretações, seja afirmando uma verdade de Fé em um lugar, e negando-o em outro.

No presente artigo, quero mostrar um caso típico em que textos contraditórios foram usados no concílio para introduzir “brechas” na doutrina. A respeito da santidade da Igreja, lemos na constituição Lumen Gentium (os textos citados foram extraídos do site do Vaticano):

A igreja é a “Cidade Santa” e a “Esposa Imaculada” (cf. LG n. 6) e também que Ela é “indefectivelmente santa” (cf. LG n. 39)

Mais adiante, no entanto, lemos que “com efeito, ainda aqui na terra, a Igreja está aureolada de verdadeira, embora imperfeita, santidade” (cf. LG n. 48 )

A contradição é extremamente evidente. A Igreja, de fato, é indefectivelmente santa, pois é obra de Deus, fundada, sustentada e governada por Suas mãos. Os homens podem ser pecadores, mas a Igreja Católica é absolutamente santa. Se a santidade da Igreja é sem defeitos, não se pode dizer que ela seja imperfeita. Chega até mesmo a ser estúpida e ridícula a frase anterior, tentando explicar o que é mais do que óbvio. Mas, apesar de uma contradição tão flagrante, os defensores do Vaticano II fingem não ver, e ainda querem dizer que ele foi infalível…

Através de “brechas” como essas, os modernistas puderam perverter a doutrina, fazendo uso dos textos incorretos e deixando os textos ortodoxos no silêncio e no degredo. Quanta vezes os defensores dos concílio não usaram a expressão “Igreja Santa e pecadora”? Inúmeras vezes. Eles fizeram uso da brecha aberta pelo próprio concílio. Em contrapartida, quantas vezes os hereges disseram que a Igreja é indefectivelmente santa? Eu não me lembro de tê-lo ouvido.

Se o concílio tivesse ensinado apenas heresias, seria fácil combatê-lo. Por isso, foram diabolicamente planejadas as ambiguidades e contradições de seus textos. Quando algum defensor do concílio é colocados contra a parede e se vê obrigado a defender a “ortodoxia” do mesmo, basta citar os textos que estão de acordo com a doutrina de sempre da Igreja. Quando eles querem defender suas heresias – e isso é o que eles mais fazem-, usam os textos nada ortodoxos do Vaticano II. A maioria das pessoas não consulta mesmo a fonte, logo não percebem que existe tamanha contradição nos textos do concílio.

Um magistério não pode ser ambíguo. Um professor que dissesse que um hexágono “pode” ter seis lados, não está ensinando absolutamente nada. Se o professor ora afirmasse que o Brasil possui 26 estados, ora dissesse que ele tem 27 estados, estaria trazendo apenas dúvida para os alunos e não estaria ensinando nada.

Da mesma forma, o Vaticano II ora ensina que a Igreja é indefectivelmente santa, ora ensina que Sua santidade é imperfeita. Assim, o concílio Vaticano II acaba não ensinando nada, mas apenas confundindo, e não merece ser chamado de magistério. É uma verdadeira blasfêmia atribuir essas contradições ao Espírito Santo. Deus não pode Se enganar e nem nos enganar, logo Ele não pode dizer alguma coisa e logo depois negá-la.

O impasse é fácil de resolver. Basta entender que o concílio Vaticano II não foi infalível, como aliás nunca teve a intenção de ser. Ele foi declarado pastoral, e não quis ensinar nenhum dogma. E como não foi infalível, ele pode ter ensinado o erro, como de fato o ensinou. Nem sempre de forma aberta, mas principalmente abrindo brechas para a interpretação dos modernistas. Não foram estes que perverteram o texto do Vaticano II, como já houve quem afirmasse, tentando desesperadamente salvar o concílio. Os hereges apenas aproveitaram as brechas que nele haviam sido inseridas de propósito, de forma a possibilitar múltiplas interpretações.

O observador isento, que não quer salvar o concílio a qualquer custo, acabará por admitir que “há algo de podre”, mas não é no reino da Dinamarca.

Download de livros católicos

Segue uma lista de sites que disponibilizam bons livros, áudios e vídeos católicos para download ou para leitura on-line. Para uma lista de livrarias e editoras católicas e de livros recomendados, acesse clique neste link.

Download de livros

Site São Miguel Arcanjo – uma extensa biblioteca de livros católicos, sobre religião e filosofia, para download, contemplando grandes obras e grandes autores. A maior parte está português, mas há também livros em espanhol, inglês, francês e outras.

Grupo São Tomás de Aquino – download de livro católicos em português, inglês e espanhol. Contém o Denziger em espanhol.

Associação São Pio V – download de folhetos da Missa Tridentina, livros litúrgicos da Missa Tridentina e de cantos gregorianos, curso de liturgia (livro).

Campos e Dom Antônio de Castro Mayer – Especial sobre Campos e Dom Antônio de Castro Mayer no site da FSSPX. Livros para donwload e artigos para serem lidos on-line, todos escritos na época em que Campos era fiel à Tradição.

Livros Católicos para donwload – livros católicos sobre diversos temas para download.

Obras raras do Catolicismo – extensa biblioteca de livros católicos, incluindo temas de Teologia, Filosofia, História da Igreja, Apologética, Liturgia, entre outros.

Leitura Católicas – livros católicos sobre diversos temas para downloads.

JesusMarie.com – mais de 600 livros de santos, em francês; apesar de demonstrar o preconceito pós-conciliar contra a FSSPX, eu indico o site porque agora, pelo menos, eles tiraram do ar algumas obras de cismáticos e de gnósticos.

Bibliotèque Saint Libère – download de livros católicos em francês, inglês, italiano, espanhol, português e outras línguas. Biblioteca diversificada e bem selecionada de livros, artigos e documentos católicos. Site dedicado ao Papa São Libério.

Relibros – download de livros católicos em espanhol. Há algumas obras não recomendáveis, mas os livros tradicionais valem a pena.

Acesso on-line

Os livros desta seção não estão disponíveis para download, mas podem ser lidos on-line.

Site do Grupo Permanência – livros da Tradição Católica, alguns imprescindíveis para se entender a crise atual da Igreja e outros de espiritualidade.

S. Thomas de Aquino – opera omnia – Obras completas de São Tomás de Aquino, em latim.

Sant’Agostino – opera omnia – Obras completas de Santo Agostinho, em italiano, inglês, espanhol, francês e alemão.

Nazareth Eletronic Books – livros católicos em inglês; o maior destaque do site são os cinco catecismos: São Tomás de Aquino, Trento (Catecismo Romano), Baltimore, São Pio X e CIC.

História da Filosofia – Humberto Padovani: Filosofia Clássica, Pensamento Latino, Filosofia Cristã, Filosofia Moderna, Filosofia Contemporânea.

Clássicos de Espiritualidade Cristã – Obras de vários autores clássicos católicos, da mais profunda espiritualidade – textos em espanhol.

Major Councils of the Church – Concílios da Igreja Católica – introdução e documentos

Concilii ecumenici della Chiesa Cattolica – textos dos concílios ecumênicos da Igreja Católica, em italiano.

Livros em áudio (audio books) e Rádios Católicas

Apostolado Nossa Senhora do Rosário de Lepanto – Vídeos e áudios católicos para serem assistidos on-line ou para download. Temas variados e importantes a respeito da Igreja Católica. (leia também o blog do apostolado).

El Rin desemboca en el Tiber – o indispensável livro “O Reno se lança no Tibre”, narrado em espanhol e disponibilizado para download pela Rádio Cristandad.

Audio Cristiandad – extensa e diversificada lista de artigos, semões, hagiografias e livros falados em espanhol.

GreekLatinAudio.com – Novo Testamento em latin e grego: áudios para download no formato .mp3

Imagens de um aborto

O vídeo abaixo contém imagens fortes. É a filmagem de um ultra-som enquanto se realiza o aborto de um feto de 12 semanas. O narrador descreve, em italiano, todas as características do bebê, seus batimentos cardíacos, seus olhos, suas mãos, sua boca, suas reações à agressão sofrida. Mesmo quem não entender o áudio, pode perceber a agitação do bebê ao ser atacado covardemente no abrigo onde até então ele estava tão seguro. Impressionante a hora em que ele mostra a boca do bebê totalmente aberta (aos oito minutos de vídeo, aproximadamente) – si tratta di un grido non ascoltato di un bambino minacciato di morte - nas palavras do narrador.

Parece inacreditável haver quem defenda uma coisa horrível como essa. É uma covardia sem fim. É uma atrocidade, uma selvageria sem medidas, defendida em um mundo que se diz “moderno”, “liberal”, “emancipado”, “racionalista”, “científico”, “democrático”, livre do “obscurantismo religioso”…

Na Idade Média, a verdadeira Idade das Luzes, tão injustamente atacada pelos inimigos da Igreja, jamais um Estado faria qualquer insinuação no sentido de legalizar uma atrocidade como essa. Quando a Cristandade se impôs sobre o paganismo, e a luz de Cristo passou a governar as nações, os culpados eram punidos e os inocentes eram defendidos. Hoje, o Estado ateu e anti-religioso faz o contrário: defende os culpados, e assassina os inocentes.

Enquanto isso, a CNBB, ao mesmo tempo que combate o aborto, defende o Estado laico, promotor de toda essa inversão de valores… maledetta ambiguità del Vaticano Secondo e di suoi seguacci!

Chegou a hora de dizer adeus a Darwin

Acabei de encontrar um excelente site anti-evolucionista:

Desafiando a Nomenklatura científica

O autor é um ex-evolucionista que abandonou a teoria evolutiva baseando-se na própria Ciência, que exige o abandono de teorias que não são suportadas pelos fatos. Com muita coragem, e usando argumentos científicos, o autor se levanta contra a verdadeira “ditadura”, existente no meio científico e midiático, que tenta empurrar o Darwinismo como se fosse verdade comprovada pela ciência, utilizando-se de uma imensa máquina propagandística.

Essa máquina de propaganda repete o “conto de fadas” do Darwinismo como se fosse ciência, embora não apresente nenhuma prova científica. Cria-se, dessa forma, um verdadeiro exército de zumbis que sabe apenas repetir a mesma estória (e não história) que vêm ouvindo desde os tempos de escola. Aliado à propaganda, existe a perseguição aos que não perderam a capacidade de questionar e se opõe ao evolucionismo. A mídia esquerdista e atéia “excomunga” qualquer um que não aceite os “dogmas” do evolucionismo. Assim, uma grande massa dos ignorantes repete os dogmas darwinistas com ares de intelectuais, e zombam dos criacionistas como se fossem religiosos “atrasados”.

Existem incontáveis argumentos, de ordem religiosa, filosófica e científica, que desmentem toda a falácia do evolucionismo. O site recomendado executa muito bem o trabalho a que se propôs, atuando no campo da própria ciência.

Atitude do Falsitatis é idêntica à dos protestantes

Não há católico que não fique indignado com a atitude dos protestantes de nos chamar de idólatras por fazermos imagens. Por mais que nós lhes esclareçamos que não se trata de adoração, devida somente a Deus, e nós lhes expliquemos a diferença entre latria, hiperdúlia e dúlia, eles continuam a chamar de idolatria o culto aos santos. Ainda que nós usemos a mesma Bíblia que eles usam para nos atacar, ainda que citemos os textos bíblicos onde o próprio Deus ordenou que se construíssem imagens, eles continuam a citar ad nauseam os mesmos textos surrados onde se condena a adoração aos falsos deuses, que não é o nosso caso.

Atitude idêntica é aquela tomada pelos “católicos” liberais, dos quais uma caricatura típica é o Falsitatis Splendor. Em seu ódio contra a Tradição Católica, defensora da Verdadeira Fé contra os erros da modernidade, o “apostolado” do Falsitatis têm repetidas vezes acusado os tradicionalistas de sermos sede-vacantistas. Por mais que nós digamos que não o somos, eles continuam a nos acusar, como se pudessem dizer, melhor do que nós, aquilo em que acreditamos ou não. Associar a rejeição dos erros do Concílio Vaticano II e da missa nova com o sede-vacantismo é um golpe baixo, sujo, que busca apenas a calúnia e a difamação. Com isso, eles tentam destruir nossa imagem e manter os católicos inocentes, que estão sendo enganados pela heresia do modernismo (como eu já fui por um bom tempo, mas isso é assunto para outro artigo), afastados da verdadeira Fé que não foi maculada por este mesmo modernismo.

Toda a propaganda modernista se baseia em calúnias, em mentiras, tentando apresentar como “hereges” e “cismáticos” aqueles que querem apenas manter a mesma Fé que a Igreja professou por dois milênios. O próprio cardeal Dom Castrillon Hoyos, presidente da comissão Ecclesia Dei, já condenou, afirmando, com todas as letras, que não se deve falar de cisma no caso da FSSPX. Apesar das palavras claras do cardeal, essa calúnia também é usada pelo Falsistatis Splendor apresentando um testemunho de alguém que teria saído deste “cisma”. Mas o que nós poderíamos esperar? O Falsistatis Splendor não mereceria esse nome se não usasse a falsidade como se fosse uma “ferramenta de trabalho”. Cabe a nós desmentir as acusações e as calúnias que eles movem contra nós. No fundo, isso acaba sendo bastante útil para demonstrar publicamente as baixarias de que são capazes aqueles que defendem o Vaticano II e a missa nova. Eles acham que as pessoas são idiotas a ponto de acreditar que eles conhecem, melhor do que nós mesmos, a Fé que nós professamos. Se dizemos abertamente que não somos sede-vacantistas, por que levantar calúnias afirmando o contrário? Será o desespero causado pela falta de argumentos?

Homenagem a Mons. Richard Willianson

O blog Vetus Ordo publicou uma entrevista com Mons. Richard Willianson, um dos bispos da FSSPX, que demonstra a sensatez, argúcia e clarividência que Sua Excelência Reverendíssima o Bispo Richard Williamson da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X costuma ter ao analisar a crise actual na Igreja, palavras do autor do artigo que faço questão de transcrever por concordar plenamente com elas.

Quando ouvimos críticas à FSSPX temos a certeza de que são feitas não por zelo com a Igreja, mas sim pelos sentimentos mais baixos de inveja, calúnia, difamação, preconceito, revanchismo, partidarismo, etc. Essas críticas partem exatamente daqueles que não têm qualquer zelo com a Fé e com a doutrina católicas.

Além dessa entrevista, gostaria de recomendar assistir aos dois vídeos abaixo, que mostram a tomada da batina por 13 jovens, neste ano, no seminário da FSSPX em Flavigny, França. Enquanto passam as imagens, ouve-se a homilia de Mons. Willianson. Aqueles que entendem o francês perceberão como o bispo tem consciência da missão da FSSPX. Ele diz claramente que não se deve desviar nem para a direita – sedevacantismo – nem para a esquerda – na aceitação dos erros do mundo moderno. Isso demonstra, mais uma vez, como a FSSPX rejeita essa tese, apesar de que os caluniadores do Falsitatis Splendor tentem confundir as pessoas associando a rejeição dos erros do Vaticano II com o sedevacantismo.

Ainda mais uma prova pode ser dada: os sedevacantistas atacam a FSSPX, como ser pode verificar claramente nos sites deles, como por exemplo, o site Virgo Maria.

Somente a perversa intenção do Falsitatis Splendor e demais modernistas pode enxergar o sedevacantismo como conseqüência de se rejeitar o Vaticano II. Isso não passa de mais uma calúnia desse bando que acha que pode dizer melhor do que nós mesmos aquilo em que nós acreditamos ou deixamos de acreditar. Deixo bem claro aqui, mais uma vez, o meu repúdio às calúnias que tal grupo levanta contra nós, que não somos sedevacantistas.

Quanto a essa questão, recomendamos dois artigos, um do grupo Permanência e outro de Mons. Willianson, extremamente esclarecedores, que derrubam todas as calúnias de sedevacantistas levantadas pelo Falsistatis Splendor e demais modernistas contra nós que não aceitamos os erros da Vaticano II.

A FSSPX, a Montfort, e tantos outros, assim como eu, queremos apenas ser fiéis à doutrina católica de sempre, sem nos desviarmos nem para a direita, nem para a esquerda. E Mons. Willianson deixou bem claro também que fazer um acordo com o Vaticano não é uma questão de “gentileza”, mas sim uma questão de Verdade que não pode ser abandonada em troca de um “acordo”. É pela Verdade Católica que nós lutamos, e que Deus nos permita continuar nessa luta até o fim.