Não há católico que não fique indignado com a atitude dos protestantes de nos chamar de idólatras por fazermos imagens. Por mais que nós lhes esclareçamos que não se trata de adoração, devida somente a Deus, e nós lhes expliquemos a diferença entre latria, hiperdúlia e dúlia, eles continuam a chamar de idolatria o culto aos santos. Ainda que nós usemos a mesma Bíblia que eles usam para nos atacar, ainda que citemos os textos bíblicos onde o próprio Deus ordenou que se construíssem imagens, eles continuam a citar ad nauseam os mesmos textos surrados onde se condena a adoração aos falsos deuses, que não é o nosso caso.
Atitude idêntica é aquela tomada pelos “católicos” liberais, dos quais uma caricatura típica é o Falsitatis Splendor. Em seu ódio contra a Tradição Católica, defensora da Verdadeira Fé contra os erros da modernidade, o “apostolado” do Falsitatis têm repetidas vezes acusado os tradicionalistas de sermos sede-vacantistas. Por mais que nós digamos que não o somos, eles continuam a nos acusar, como se pudessem dizer, melhor do que nós, aquilo em que acreditamos ou não. Associar a rejeição dos erros do Concílio Vaticano II e da missa nova com o sede-vacantismo é um golpe baixo, sujo, que busca apenas a calúnia e a difamação. Com isso, eles tentam destruir nossa imagem e manter os católicos inocentes, que estão sendo enganados pela heresia do modernismo (como eu já fui por um bom tempo, mas isso é assunto para outro artigo), afastados da verdadeira Fé que não foi maculada por este mesmo modernismo.
Toda a propaganda modernista se baseia em calúnias, em mentiras, tentando apresentar como “hereges” e “cismáticos” aqueles que querem apenas manter a mesma Fé que a Igreja professou por dois milênios. O próprio cardeal Dom Castrillon Hoyos, presidente da comissão Ecclesia Dei, já condenou, afirmando, com todas as letras, que não se deve falar de cisma no caso da FSSPX. Apesar das palavras claras do cardeal, essa calúnia também é usada pelo Falsistatis Splendor apresentando um testemunho de alguém que teria saído deste “cisma”. Mas o que nós poderíamos esperar? O Falsistatis Splendor não mereceria esse nome se não usasse a falsidade como se fosse uma “ferramenta de trabalho”. Cabe a nós desmentir as acusações e as calúnias que eles movem contra nós. No fundo, isso acaba sendo bastante útil para demonstrar publicamente as baixarias de que são capazes aqueles que defendem o Vaticano II e a missa nova. Eles acham que as pessoas são idiotas a ponto de acreditar que eles conhecem, melhor do que nós mesmos, a Fé que nós professamos. Se dizemos abertamente que não somos sede-vacantistas, por que levantar calúnias afirmando o contrário? Será o desespero causado pela falta de argumentos?
Realmente, o desespero não só do “Vanitatis Splendor”, mas de todos que defendem o Vaticano II é crescente. Bento XVI vai enterrando o Vaticano II ao som do “Requiem æternam”, enquanto se tenta sustentar interpretativamente um Concílio “aggiornato” morto há quarenta anos!
Caro Othon,
Enquanto eles se desesperam, nós continuamos denunciando os absurdos que eles falam ou cometem. Com isso, apressamos o enterro, pois a podridão do cadáver já está insuportável!
Márcio