Finalmente o Instituto do Bom Pastor recebeu a concessão de uso de uma capela em São Paulo:
http://www.ibp-la.org/noticias/?ss=news&l=pt#capela_ibp
E assim a Tradição vai ganhando seu espaço!
Finalmente o Instituto do Bom Pastor recebeu a concessão de uso de uma capela em São Paulo:
http://www.ibp-la.org/noticias/?ss=news&l=pt#capela_ibp
E assim a Tradição vai ganhando seu espaço!
É de conhecimento geral a forma irreverente com que o falecido Pe. Léo tratava todos os assuntos. Tudo era motivo de piada, de risos. Nem mesmo as Sagradas Escrituras eram poupadas. Os santos e dignos mistérios da história de nossa salvação, na boca desse padre carismático, se transformavam em humor popular.
Na entrevista dada em um conhecido programa de televisão, por exemplo, foram contadas piadas em seqüência, todas baseadas em textos bíblicos. Nem mesmo a Paixão de Nosso Senhor escapou do “humor” do padre:
O que já nos parece uma falta de respeito com as Sagradas Escrituras, pelo simples julgamento leigo, revela uma perversidade muito maior quando nos apoiamos na autoridade do Catecismo Romano e do Sagrado Concílio de Trento. No capítulo do Catecismo que trata do segundo mandamento, honrar o Santo Nome de Deus, podemos ler que uma das formas de se desobedecer a esse mandamento é não ter a devida reverência para com as Sagradas Escrituras:
Há também uma indigna e vergonhosa conspurcação das Sagradas Escrituras, quando pessoas perversas tomam suas palavras e sentenças, que merecem toda a veneração, para as torcerem em sentido profano, como seja de chocarrices, basófias, sandices, lisonjas, difamações, adivinhações, sátiras e outras infâmias. É um pecado que o Sagrado Concílio de Trento manda coibir com penas canônicas.
Catecismo Romano, Terceira Parte, Capítulo III, pág. 413
Portanto, dentre os outros atos infames mencionados, torcer o sentido das Sagradas Escrituras, “que merecem toda a veneração”, a fim de transformá-las em sátiras (piadas) é uma “indigna e vergonhosa conspurcação” (mancha, mácula) feita por “pessoas perversas”.
No final deste terceiro capítulo da terceira parte do Catecismo Romano, lemos a seguinte advertência que nos dão uma noção da gravidade dos pecados contra o segundo mandamento da Lei de Deus, nos quais se inclui a irreverência para com as Sagradas Escrituras:
Por isso, deste pecado [contra o segundo mandamento] devem escarmentar-nos os vários flagelos que todos os dias nos torturam, pois não será fora de propósito presumir que, na violação deste Preceito, esteja o motivo de caírem os homens nas maiores desgraças. Se os homens tomarem a peito esta verdade, é provável que se tornem mais cautelosos para o futuro.
Catecismo Romano, Terceira Parte, Capítulo III, pág. 414
Rezemos para que o referido padre possa ter se arrependido e ter alcançado o perdão de Deus, assim como todos nós precisaremos um dia. E rezemos também para que os católicos tomem conhecimento do quanto a RC”C” ensina uma doutrina totalmente incompatível com o catolicismo, desprezando os ensinamentos da Igreja, como se comprovou acima, e zombando até mesmo das Sagradas Escrituras.
Os defensores do Concílio Vaticano II atacam os católicos tradicionais chamando-nos de cismáticos, o que é uma acusação absolutamente injusta. O próprio cardeal Castrillón Hoyos, presidente da comissão Ecclesia Dei, já disse que o caso do tradicionalistas não se trata de heresia nem de cisma. De fato, a atitude de Dom Marcel Lefèbvre foi imprescindível para salvar a Tradição católica. Se ele não consagrasse bispos fiéis, toda a ordenação dos futuros padres e bispos da FSSPX seria comprometida após sua morte. Por experiência própria, eu sei que os conciliares têm uma extrema má vontade até para nos atender quando pedimos a missa Tridentina, depois do motu próprio de Sua Santidade, Bento XVI, que a liberou. Imaginem se algum bispo modernista iria consagrar bispos ou padres que desejam celebrar a missa de sempre. A FSSPX estaria condenada se não fosse a atitude corajosa de Dom Marcel Lefèbvre.
Apesar de um estado de necessidade tão claro, que justifica plenamente a desobediência, os modernistas vomitam seu ódio contra os tradicionais e nos perseguem bradando que seríamos “cismáticos”. Muito estranha, no entanto, para quem não conhecem as intenções modernistas, é a atitude deles em elogiar e abraçar tudo o que não é legitimamente católico. A RC”C”, por exemplo, não passa de protestantismo muito mal disfarçado de catolicismo.
Mas existem outros que são ainda mais explícitos. Vejam por exemplo, no site da ordem de Santa Cecília, o site que eles indicaram:
http://www.ordemdesantacecilia.org/links_osc.html
Isso mesmo, com letras grandes, misturado a vários sites católicos (alguns só no nome), eles indicam, aos católicos que visitam seu site, para visitarem também um site das igrejas cismáticas orientais, que não estão em comunhão com o papa, e não tem a menor intenção de estar.
Podemos nos perguntar: para esses “católicos” seguidores do modernismo é importante estar em comunhão com o papa?
Se responderem que sim, então por que indicam sites de igrejas cismáticas, e ainda com orgulho de dizer que estão indo “rumo ao ecumenismo”?
Se respondem que não, então não são verdadeiros católicos, uma vez que desprezam a suprema autoridade do bispo de Roma; depois, que moral teriam eles para acusar (o que é uma acusação extremamente injusta, mas é tudo o que eles podem fazer) os tradicionais de não obedecerem ao Papa e de serem “cismáticos”? Na realidade, os católicos tradicionais são os verdadeiros obedientes a tudo aquilo que o Santo Padre ensina infalivelmente, enquanto que os modernista aceitam os erros modernos, ensinados fora do magistério infalível, e querem tranformá-los em dogmas.
Conclusão: para usar a argumentação falsa contra os católicos tradicionais os defensores do Vaticano II dão toda importância (farisáica) à obediência e à comunhão com Roma. Mas quando tratam dos verdadeiros cismáticos, eles são totalmente amáveis e se esquecem completamente daquela obediência e daquela comunhão que eles defendem em outras ocasiões. Coisas de defensores do concílio Vaticano II…
O site do Falsitatis Splendor continua tentando defender o concílio Vaticano II. Mas, para “honrar” o apelido que receberam, eles utilizam sistematicamente a omissão das informações mais importantes, como neste artigo que eles escreveram na tentativa de dizer que o concílio não rompeu com a tradição.
A certa altura, podemos ler (os grifos são meus):
O Concílio Vaticano II foi pautado na vontade de modificar o método até então utilizado. Claro que isso não poderia ser interpretado como uma aversão às condenações prévias. Afinal a Igreja, enquanto Esposa de Cristo, tem o múnus de guiar, e pensar na possibilidade de que os ensinamentos provenientes dela são propensos ao erro e modificações, é crer que a sua infalibilidade, a regência pelo Espírito Santo, e a presença na terra do Vigário de Cristo, não existem. Quando o Santo Padre condena o marxismo, por exemplo, tem na base de suas afirmações o conteúdo apostólico, patrístico, na Sagrada Escritura, na herança de Nosso Senhor, portanto tem em sua sustentação todo um aparato originado do depósito da fé. O Concílio se distinguiu pelo fato de não anatemizar, preferiu ensinar dizendo o que é correto, e não recondenando o erro, método completamente sadio e ortodoxo.
O texto dá a entender que a mudança operada pelo Vaticano foi apenas com relação ao método utilizado para defender a Fé: antigamente, condenava-se o erro, enquanto que o concílio preferiu afirmar o que é certo. Mas, na realidade, as mudanças vão muito além do método (sendo que este mesmo já é errado). Esse “método novo” apenas reflete a mentalidade relativista do concílio. E, por sua vez, essa mentalidade relativista tem suas raízes na heresia modernista, condenada por São Pio X.
Outro erro imperdoável cometido no Vaticano II, em conseqüência do modernismo, foi o de ter adotado a filosofia moderna e sua linguagem. Sim, o Concílio abandonou a Escolástica e São Tomás de Aquino, tão exaltados pelos papas, para abraçar a filosofia moderna. Esta é imanentista, contrária ao Cristianismo, enquanto que aquela é transcendente, perfeitamente compatível com a religião revelada. O prof. Orlando Fedeli está escrevendo um caderno de estudo exatamente sobre o tema da Fenomenologia utilizada pelo Vaticano II, que representou um verdadeira traição à Filosofia católica legítima. Todos esses conceitos filosóficos, de máxima importância para entender o pensamento dominante no concílio, não foram mencionados no artigo do Falsitatis. Eu sei que a Filosofia, infelizmente, não é tão conhecida da maioria das pessoas, mas com um pouco de boa vontade é possível entender o quanto o pensamento moderno, que impulsionou o concílio, é incompatível com a Fé. E com a própria Razão, diga-se de passagem.
Mas, se essa omissão do Falsitatis é grave, muitíssimo mais grave é a outra. Logo na seqüência do texto supracitado, podemos ler:
As grandes confusões originadas da interpretação do Concílio se devem ao fato que muitos religiosos, já infectados pelo gérmen do modernismo, aproveitaram essa ótica do Vaticano II para impor no pós-concílio suas visões heréticas.
A tese do Falsitatis, desenvolvida no restante do artigo, é a de que os “religiosos infectados pelo gérmen do modernismo” teriam se aproveitado da atitude do Vaticano II de não condenar os erros para dizer tais erros não existiam mais, como se tivessem sido revogados pelo concílio.
Se fosse verdadeira essa tese, o concílio seria inocente de todas as acusações que lhe são imputadas. A culpa restaria sobre aqueles hereges modernistas que dele fizeram má interpretação.
Mas, o que o Falsitatis omitiu deliberadamente foi a história antes e durante o concílio. Eles passaram bem por cima da história anterior, citando as condenações de São Pio X contra os modernistas. Mas eles não analisaram o que aconteceu depois da morte desse Santo Papa. Aqueles “religiosos infectados pelo gérmen do modernismo” ganharam espaço na Igreja a partir de então, e se tornaram fortes, e conduziram o Concílio Vaticano II. Portanto, os hereges modernistas não aparecem nesta história somente depois do concílio, para desvirtuá-lo, como disse o Falsitatis. mas atuaram também antes do concílio e durante o mesmo.
Uma excelente noção sobre o desenvolvimento da heresia modernista após a morte de São Pio X e a influência dos modernistas no Vaticano II pode ser obtida através do artigo intitulado “Resposta ao parecer do instituto Paulo Vi de Brescia”, do Prof. Orlando Fedeli. O artigo é longo, mais é interessante que seja lido na íntegra. Nele podemos encontrar, entre outras coisas, todos os nomes de modernistas que atuaram antes, durante e depois do concílio. Nomes, como Karl Rahner, Henri de Lubac, Urs von Balthasar, e tantos outros, que não poderiam faltar em qualquer análise histórica séria a respeito do Vaticano II. Nomes que não aparecem no artigo do Falsitatis. Nomes que os defensores do Vaticano II gostariam de esconder, porque eles eram modernistas e conduziram o concílio. Não vieram depois, para distorcer as palavras ortodoxas de um concílio inocente. Vieram antes, e participaram ativamente do concílio, e foram responsáveis por sua heterodoxia.
Contando a história pela metade, o Falsitatis Splendor acaba escondendo a verdade das pessoas querendo fazê-las acreditar que o concílio foi traído posteriormente. A história, apresentada sem essas omissões covardes de quem não suporta a realidade, demonstra que o concílio foi conduzido pelos modernistas.
Até quando os defensores do Vaticano II vão conseguir esconder a história real do concílio? Que seja por pouco tempo!
Um dos frutos mais danosos do Concílio Vaticano II foi a teoria da salvação universal. Essa interpretação absurda foi facilitada por um dos textos mais ambíguos e desastrosos do malfadado Concílio:
“Por isso proclamamos a vocação altíssima do homem e afirmamos existir nele uma semente divina, o Sacrossanto Concílio oferece ao gênero humano a colaboração sincera da Igreja para o estabelecimento de uma fraternidade universal que corresponda a essa vocação.” (Gaudium et Spes, n. 3)
Se o homem possuísse realmente uma “semente divina” dentro dele, ele seria uma parte de Deus. E como uma parte de Deus não pode ir para o inferno, nenhum homem para lá iria. Grosso modo, seria essa a teoria. Mas o tema da presença de Deus na alma do justo, em oposição à semente divina presente em todos os homens, é bem mais complexo e merece um artigo exclusivo.
Neste artigo, quero chamar a atenção apenas para a tradução da Missa Nova. Como se já não bastassem os seus defeitos denunciados pelo Cardeal Ottaviani, a sua tradução para o vernáculo ampliou muitíssimo a ambigüidade e as contradições do texto em relação à doutrina que a Igreja sempre professou. Por exemplo, durante a consagração do vinho, o termo “pro multis“, do original em latim, foi traduzido como “por todos”, em vez de “por muitos”. Assim, tem-se a impressão de que o Sacrifício de Cristo é aproveitado para a salvação de todos os homens. Em potencial, realmente ele é, Mas, de fato, nem todos os homens o aproveitam, porque Deus não obriga os homens a aceitá-Lo compulsoriamente, mas deixa aos homens a liberdade de colher ou não os frutos do Santo Sacrifício do Calvário.
O Catecismo Romano expressa a doutrina católica de forma tão clara e inequívoca, que parece até ter sido escrita para desfazer a confusão provocada pelos ímpios tradutores da missa. Na realidade, o Catecismo Romano foi escrito quatro séculos antes, e os tradutores, se tivessem a mínima intenção de se manterem fiéis à doutrina católica, não teriam desculpa alguma para cometer o erro gravíssimo que cometeram. Eis o que nos diz o maior Catecismo da Igreja (os destaques são meus::
De fato, se considerarmos sua virtude, devemos reconhecer que o Salvador derramou Seu Sangue pela salvação de todos os homens. Se atendermos, porém, ao fruto real que os homens dele auferem, não nos custa compreender que sua eficácia se não estende a todos, mas só a “muitos” homens.
Dizendo, pois, “por vós”, Nosso Senhor tinha em vista, quer as pessoas presentes, quer os eleitos dentre os Judeus, como o eram os Discípulos a quem falava, com exceção de Judas.
No entanto, ao acrescentar “por muitos”, queria aludir aos outros eleitos, fossem eles Judeus ou gentios. Houve, pois, muito acerto em não se dizer “por todos”, visto que o texto só alude aos frutos da Paixão, e esta sortiu efeito salutar unicamente para os escolhidos.
Tal é o sentido a que se referem aquelas palavras do Apóstolo: “Cristo imolou-Se uma só vez, para remover totalmente os pecados de muitos” (Hb 9,28); e as que disse Nosso Senhor no Evangelho de São João: “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por estes que Vós Me destes, porque eles são Vossos.” (Jo 17,9)
Catecismo Romano, Parte II, Capítulo IV, pag. 269-270
Apesar da clareza da doutrina católica a esse respeito, os tradutores da missa introduziram um sentido que não existe no original, que afronta os ensinamentos da Igreja, como se pode constatar acima, e que induz ao erro da salvação universal.
Foi por conta desse erro de tradução gravíssimo que o Santo Padre Bento XVI determinou que fossem alteradas, no mundo todo, as palavras da consagração, em todas as traduções vernáculas, para que elas correspondessem ao “pro multis” do original em latim.
Nessa época eu ainda assistia à missa nova, e o padre (prefiro não mencionar seu nome para evitar perseguições) que sempre celebrava a missa foi muito rápido em obedecer ao Papa. Apesar de ter sido concedido um prazo de dois anos, não há razão para não se cumprir a ordem do Papa desde que se tome conhecimento da mesma, como o padre estava fazendo. No entanto, depois de duas ou três semanas de tradução correta, o padre voltou a dizer “para todos”. Ora, o que podemos concluir? Quem pode ter obrigado o padre a desobedecer o Papa? Não preciso dizer quem foi, mas podemos facilmente concluir quem poderia ter dado tal ordem ao padre (em espírito de colegialidade, outra diabólica invenção do Concílio Vaticano II). Esse foi um dos fatos que mais me decepcionaram (dentre muitos outros) e que me mostrou que eu não me encontrava “entre amigos” no meio dos conciliares.
Depois, vêm os modernistas dizendo que são os católicos tradicionais que não obedecem ao Papa. Nós sim, obedecemos a tudo o que é legitimamente católico, negando obediência somente àquilo que é frontalmente contrário à Fé. Os modernistas, por outro lado, apenas fingem obedecer ao Papa, mas fazem de tudo para desobedecê-lo.