Os defensores do Concílio Vaticano II atacam os católicos tradicionais chamando-nos de cismáticos, o que é uma acusação absolutamente injusta. O próprio cardeal Castrillón Hoyos, presidente da comissão Ecclesia Dei, já disse que o caso do tradicionalistas não se trata de heresia nem de cisma. De fato, a atitude de Dom Marcel Lefèbvre foi imprescindível para salvar a Tradição católica. Se ele não consagrasse bispos fiéis, toda a ordenação dos futuros padres e bispos da FSSPX seria comprometida após sua morte. Por experiência própria, eu sei que os conciliares têm uma extrema má vontade até para nos atender quando pedimos a missa Tridentina, depois do motu próprio de Sua Santidade, Bento XVI, que a liberou. Imaginem se algum bispo modernista iria consagrar bispos ou padres que desejam celebrar a missa de sempre. A FSSPX estaria condenada se não fosse a atitude corajosa de Dom Marcel Lefèbvre.
Apesar de um estado de necessidade tão claro, que justifica plenamente a desobediência, os modernistas vomitam seu ódio contra os tradicionais e nos perseguem bradando que seríamos “cismáticos”. Muito estranha, no entanto, para quem não conhecem as intenções modernistas, é a atitude deles em elogiar e abraçar tudo o que não é legitimamente católico. A RC”C”, por exemplo, não passa de protestantismo muito mal disfarçado de catolicismo.
Mas existem outros que são ainda mais explícitos. Vejam por exemplo, no site da ordem de Santa Cecília, o site que eles indicaram:
http://www.ordemdesantacecilia.org/links_osc.html
Isso mesmo, com letras grandes, misturado a vários sites católicos (alguns só no nome), eles indicam, aos católicos que visitam seu site, para visitarem também um site das igrejas cismáticas orientais, que não estão em comunhão com o papa, e não tem a menor intenção de estar.
Podemos nos perguntar: para esses “católicos” seguidores do modernismo é importante estar em comunhão com o papa?
Se responderem que sim, então por que indicam sites de igrejas cismáticas, e ainda com orgulho de dizer que estão indo “rumo ao ecumenismo”?
Se respondem que não, então não são verdadeiros católicos, uma vez que desprezam a suprema autoridade do bispo de Roma; depois, que moral teriam eles para acusar (o que é uma acusação extremamente injusta, mas é tudo o que eles podem fazer) os tradicionais de não obedecerem ao Papa e de serem “cismáticos”? Na realidade, os católicos tradicionais são os verdadeiros obedientes a tudo aquilo que o Santo Padre ensina infalivelmente, enquanto que os modernista aceitam os erros modernos, ensinados fora do magistério infalível, e querem tranformá-los em dogmas.
Conclusão: para usar a argumentação falsa contra os católicos tradicionais os defensores do Vaticano II dão toda importância (farisáica) à obediência e à comunhão com Roma. Mas quando tratam dos verdadeiros cismáticos, eles são totalmente amáveis e se esquecem completamente daquela obediência e daquela comunhão que eles defendem em outras ocasiões. Coisas de defensores do concílio Vaticano II…