O “ultimato” enviado à FSSPX mexeu com todos nestes últimos dias. Alguns ficaram com medo de uma capitulação da FSSPX, de uma aceitação de um acordo de mera gentileza, para “por fim às hostilidades”, mas que comprometesse a Fé. Outros, achavam que a FSSPX deveria aceitar o acordo “correndo” para que não “perdesse a chance”, porque “poderia não haver outra”. Outros, ainda, esperavam um “não” bem grande por parte da FSSPX, para poder acusá-la de recusar a mão generosa de Roma, como um filho pródigo.
A mídia fez o maior barulho, mas a resposta da FSSPX foi silenciosa, dirigida a quem deveria ser, e, pelo visto, muito prudente. Depois de tantos anos de combate pela Fé verdadeira, a FSSPX continua forte e não destruiu o esforço feito até aqui. Não comprometeu a Fé e a Tradição, mas respondeu com sabedoria, de tal modo que o Cardeal Castrillón Hoyos ficou até mesmo satisfeito com a resposta recebida. O que nos dá boas esperanças para o futuro.
No seu breve comunicado oficial, emitido pela Casa Geral, a FSSPX repetiu o que nós já sabíamos: qualquer diálogo entre a FSSPX e Roma deverá se situar no nível doutrinal, a fim de que se mantenha a integridade da Fé, e não se faça um acordo meramente prático. E acrescentou que o levantamento das excomunhões de 1988 seria de grande auxílio para facilitar o diálogo.
Uma notícia que pode nos animar neste sentido é o levantamento das suspensões contra o Mosteiro de Papa Stronsay sem que lhes fosse imposta qualquer condição pelo Vaticano. Simplesmente pediram o levantamento das suspensões e a Santa Sé lho concedeu. Por que a FSSPX não poderia ser contemplada com igual ato de justiça por parte do Vaticano?
Mas não é somente na defensiva que temos boas-novas. Sua Santidade, Bento XVI, estaria já preparando a contra-ofensiva, agindo já no campo do novus-ordo, modificando-o em vários pontos. As notícias seriam de uma verdadeira Contra-reforma do século XXI. E não somente a missa nova seria reformada, mas o próprio Papa já estaria rezando a Missa Tridentina, e determinando que os cardeais fizessem o mesmo. E todas as paróquias deveriam rezar Missa Tridentina. E os seminaristas aprenderiam canto gregoriano, latim e a Missa de Sempre. E a comunhão teria de ser somente de joelhos e na boca. Que Bento XVI possa mesmo fazer tudo isso, e estas notícias possam ser transmitidas já como fato consumado.
Nós, em nossa impaciência, podemos até achar que os acontecimentos estão lentos, mas já não podemos negar que mudanças estão ocorrendo. E melhor de tudo: estão ocorrendo no sentido da restauração da Tradição em toda a Igreja, e sem a capitulação da FSSPX, que se mantém inabalável no combate pela Fé. Para ódio dos modernistas pró Vaticano II e missa nova, mas para o bem da Santa Igreja, haveremos de receber muitas boas-novas do front.
Caro Márcio.
Parabéns pela a sábia ponderação e articulação dos fatos acerca do acordo FSSPX e Roma.
Rezemos!!
Gostei muito deste texto!
Muito claro e sem demagogias.
Sobretudo,sem causar ansiedade,explica devidamente o ponto da situação.
Continuem assim!
Deus vos abençoe!
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