Um ano sem missa nova!

Permitam-me compartilhar a minha alegria. Hoje faz um ano que eu não assisto mais a missa nova. Parece que faz já tanto tempo. Estou tão acostumado com a paz, a reflexão, a espiritualidade da Missa Tridentina, que já nem me lembro da barulheira, da gritaria, das danças, dos teatrinhos da missa nova. É tão bom ouvir o canto gregoriano, em vez das músicas protestantizadas e sentimentalistas.

É tão bom não ter que ficar procurando uma missa decente, fugindo da baderna modernista. Nos tempos de novus ordo, eu precisava procurar um padre que rezasse a missa com o mínimo de respeito. Muitas pessoas faziam (e ainda fazem) isso, fugindo da avalanche carismática. Estes não perguntam se as pessoas gostam da barulheira. Simplesmente começam a fazê-la, e os incomodados que se retirem. Eu também já sofri bastante com isso.

Aliás, por falar em influência carismática, lembram-se da enquete promovida pelos melquitas a respeito da mudança para o “rito carismático”? Pois já saiu o resultado da pesquisa:

Você concorda com a mudança do rito Greco Melquita para Carismatico ?

Sim

1%

8 votos

Não

43%

526 votos

Jamais

56%

681 votos

Portanto foi rejeitado por 99% dos paroquianos legitimos a ideia de algums Padres de mudar o nosso Rito Greco-Melquita para Carismatico
http://www.melquitas.com.br/paginas.php?cod_pagina=247&tipo=dep&cod_sub_area=110

Os fiéis melquitas, portanto, não querem a mudança de um rito tradicional, piedoso e teologicamente riquíssimo para a barulheira carismática. Isso é muito natural. Se fizéssemos a mesma pesquisa entre nós, do rito latino, não obteríamos o mesmo resultado? Mas a igreja “democrática” do Vaticano II somente o é quando de seu interesse.

Mas, voltando ao texto do site melquita, tivemos a surpreendente notícia de a desgraçada idéia de introduzir um rito carismático partiu de padres!!! Da mesma forma que a missa nova foi introduzida pelo clero corrompido do Vaticano II, alguns padres tiveram a infeliz idéia de destruir também o rito bizantino. Mas, graças a Deus, os fiéis melquitas o rejeitaram com um tremendo não, do tamanho que os modernistas amantes de novidades merecem.

E que os melquitas estão determinados a não permitir a influência protestante, podemos ver pelo seguinte atigo:

RCC e Missa Nova.ISTO É CANÇÃO NOVA !!! E NÃO VAI SER NA NOSSA EPARQUIA CUSTE O QUE CUSTAR
http://www.melquitas.com.br/detalhes.php?cod=46&pgi=0&pgf=20

Lutemos nós também, do rito latino, pela preservação de nossas riquíssimas tradições e pela plena restauração da Missa Tridentina. Se ficarmos de braços cruzados, a minoria barulhenta vai continuar afugentando a maioria piedosa, porém tímida, que deseja uma missa cheia de paz, de reverência e de respeito pelo Nosso Salvador. Nós temos a obrigação de lutar pelo retorno pleno da Missa de Sempre, pois quem prefere o barulho ao silêncio, na hora da missa, não tem a menor idéia do que é religião, do que é paz, do que é adorar ao Deus Altíssimo no Santo Sacrifício da Missa, renovação incruenta do Calvário.

Defensores do Opus Dei nos atacam

Um dos primeiros artigos deste blog foi a respeito do Opus Dei, mas somente agora apareceu alguém, no Orkut, para defender a obra de Mons. Escrivá. Ou melhor, para nos atacar, usando a “caridosa” expressão “rad-trad”, que os freqüentadores de baladas e halloweens do Falsitatis Splendor disseminaram para nos difamar. Então, se eles querem discutir o assunto, vamos lá!

Antes de mais nada, devo dizer que tomo parte nesta discussão com a autoridade de quem já participou do Opus Dei, e por isso mesmo tenho a obrigação de alertar os católicos a ficar bem longe dessa obra. O ecumenismo dela é tão grande, que eu cheguei até mesmo a entrar em uma igreja “ortodoxa” cismática, e somente não assisti à Divina Liturgia por falta de oportunidade. De fato, pelos [maus] conselhos que eu ouvi dentro do Opus Dei, imaginava que não havia pecado algum em se concelebrar com os cismáticos. Também, depois de ter ouvido que, após a divisão do Império Romano, tudo o que havia de bom ficara com os orientais e, aos ocidentais, ficaram os restos… Toda essa barbaridade eu ouvi dentro da obra, que não tem nada de católica, a não ser a fachada.

Para quem assistia à missa com padres da Teologia da Libertação, quando conheci o Opus Dei fiquei muito contente. O pouco que eles falavam de doutrina católica era bastante para quem estava cansado de ir à missa e ouvir o bispo contar tudo o que aconteceu na novela durante a semana… Lá dentro foi a primeira vez na vida que eu vi, de perto, um padre de batina. Lá até se confessava de joelhos (sem confessinário, no entanto), em vez de sentado em um banquinho como a da igreja da paróquia (ou como o de um barzinho…). E o latim! Ah, o latim que tanto me encantava, eu lia e relia os trechos em latim. E assim me contentava com as migalhas que o Opus Dei deixava cair da mesa. Para quem passava fome, migalhas pareciam um banquete.

Mas o essencial nunca contaram. Agiram da mesma forma que os bolchevistas da minha paróquia, mantendo-me na ignorância sobre a Missa de Sempre. Houvesse o mínimo senso de justiça e piedade entre eles, teriam o dever de nos informar sobre a existência de uma outra liturgia. Se eu tivesse conhecimento das duas missas, aí sim eu poderia escolher qual eu queria assistir. Mas não me disseram nada. Tive que descobrir sozinho, lendo os sites da Montfort, da Permanência, entre outros. Esconderam de mim o maior dos tesouros. Passei tanto tempo desconhecendo este monumento de santificação das almas e de culto perfeito a Deus, que é a Missa Tridentina, por culpa compartilhada entre os comunistas de sacristia e os “conservadores” da Opus Dei.

Eu acabei saindo do Opus Dei por vários motivos, mas um deles era a insistência deles para que participássemos cada vez mais da obra. Quando se deixava de ir a alguma atividade, era-se cobrado como um a devedor. Por isso, eu não duvido nada dos testemunhos daqueles que dizem ter sofrido grandes pressões psicológicas dentro da obra. O pouco que eu fiquei já me senti incomodado com a pressão deles.

Mas o grande mal do Opus Dei é o ecumenismo anti-católico que reina dentro dele. E que o artigo que eu traduzi demonstra isso muito bem, tão bem que causou a manifestação dos defensores da obra.

Um dos comentários deles, no Orkut, demonstra bem qual o ânimo que eles têm para discutir o assunto:

Detalhe, ao que parece, esse artigo foi traduzido do inglês, e o tradutor nem pra notar que temos um provérbio igualzinho em português…

A má vontade do sujeito era tanta que ele nem se deu ao trabalho de verificar que o texto foi traduzido do francês, e não do inglês. Algo que estava escrito com todas as letras no meu artigo. Mas ele se meteu logo a me criticar, antes que pudesse ter lido com calma o que eu escrevi. Essa não é a atitude de quem busca a Verdade. Se ele não leu o texto nem para perceber de que língua havia sido traduzido, como pode se meter a me criticar? Obviamente ele não estava interessado no que eu havia escrito, mas somente por saber que eu era contrário ao Opus Dei, já se pôs rapidamente contra mim.  Repito: essa não é a atitude de quem busca a Verdade.

Falta de argumente é realmente algo terrível! Um outro precisa apelar para a ironia:

Sorte a nossa que o céu católico não promete 70 virgens, pois, teríamos, então, mais um exército de terroristas suicidas…

Existe fanatismo mesmo é no Opus Dei, não entre os católicos tradicionais, e isso eu posso garantir com a autoridade de quem conhece ambos pessoalmente, e não por testemunho de estranhos.

Uma outra defensora da obra, insinua que eu tivesse má intenção:

Foi traduzido do francês, e a tradução está mesmo sofrível! Em alguns pontos, pode provocar mal entendidos, talvez propositais…

A tradução foi a mais literal possível, e não houve qualquer intenção da minha parte em adulterar o sentido. Se, por um acaso, a tradução não foi a melhor, foi por erro não culpável da minha parte. O “problema” é que as citações tornam extremamente evidente o caráter ecumênico do Opus Dei. Então, como jogamos os vampiros ao sol, eles ficaram revoltados contra nós. Nada mais do que poderíamos prever.

Publicado em: on Agosto 24, 2008 at 7:46 pm Deixe um comentário
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A Igreja é absolutamente Santa, e não pecadora

Igreja “santa e pecadora”, no sentido em que se ouve hoje em dia não passa de uma invenção dos modernistas. Não hesito em qualificá-la de diabólica, uma vez que tenta diminuir a glória e a majestade da Santa Igreja e, em conseqüência, do Deus Altíssimo que a fundou e que a governa, para glória de Seu nome e para a salvação das almas. Afinal, a quem mais pode interessar diminuir a glória de Deus, senão ao Adversário, ao inimigo de Deus e do gênero humano? Que “prazer” diabólico pode alguém sentir ao proclamar a Igreja como pecadora? Eu não estou usando de retórica, estou escrevendo o termo “diabólico” no seu sentido literal, pois somente ao diabo e a seus escravos, jamais aos cristãos piedosos, pode interessar diminuir a glória do Deus Altíssimo, que resplandece na santidade imaculada da Igreja Católica. A nós, indignos pecadores, cabe apenas louvar e glorificar a Deus por todos os benefícios que recebemos d’Ele, através de Sua Igreja, que é absolutamente santa. Os homens, estes sim, são pecadores, e por isso necessitam de uma instituição absolutamente Santa, governada por Deus mesmo.

O concílio Vaticano II, com sua ambigüidade característica, afirmou a certa altura, conforme a doutrina católica, que a Igreja é “indefectivelmente santa” (cf. LG n. 39). Em outro lugar, no entanto, aderiu à perversa interpretação modernista, dizendo que “com efeito, ainda aqui na terra, a Igreja está aureolada de verdadeira, embora imperfeita, santidade” (cf. LG n. 48 ). Desse tema eu já tratei em outro artigo. O erro do malfadado concílio é evidente, pois indefectível significa sem defeitos. Dizer que algo é indefectível, e depois dizer que é imperfeito, configura-se em contradição claríssima e insuportável até para um magistério humano. Quanto mais absurdo e blasfemo seria considerá-la como magistério divino.

Diante de tanta clareza, os defensores do Vaticano II somente podem desconversar, confundindo santidade da Igreja, que é perfeita, com a santidade dos homens, que é imperfeita. Mas não existe meios de salvar a ortodoxia do Vaticano II. O concílio não tratou da santidade pessoal dos homens, mas somente da Igreja enquanto instituição, caindo, portanto, em nítida contradição e cometendo a blasfêmia de dizer que a Igreja é pecadora, uma vez que sua santidade seria imperfeita. Devemos admitir a verdade de que esse concílio não foi infalível e, portando, pode ter ensinado, como de fato ensinou, o erro. E não foi qualquer erro, e sim a perversidade de tentar diminuir a glória da Igreja e do Deus Altíssimo.

Para quem se diz católico e ainda pensa que pode chamar a Igreja de pecadora, recomendo vivamente a leitura do excelente artigo, publicado pelo blog Adversus Haereses, defendendo a indefectível santidade da Igreja:

A Igreja não é Santa e pecadora
http://advhaereses.blogspot.com/2008/07/igreja-no-santa-e-pecadora.html

Publicado em: on Agosto 19, 2008 at 11:12 pm Comentários (4)
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Breve consideração acerca da saída do IBP do Brasil

Não restam dúvidas de que a saída do IBP do Brasil é uma enorme perda para a Igreja em nosso país. Ainda que o padre Laguérie tenha feito concessões à missa nova, na tentativa de defender o padre de Tanoüarn, o IBP no Brasil fazia um ótimo apostolado e difundia a missa Tridentina. Por aqui, pelo menos, não vimos nenhum delírio doutrinal, nenhuma concessão à missa nova. É difícil entender como pode um instituto que estava crescendo, que acabara de receber uma capela e que tinha bastante apoio, possa ter fechado as portas de maneira tão repentina. Eu até agora não consigo entender o que pode realmente ter acontecido. Rezemos para que ele possa retornar.

Por outro lado, tenho certeza de que a FSSPX teve de enfrentar dificuldades enormes, de uma ordem de grandeza muito superior a qualquer dificuldade que o IBP possa ter encontrado no Brasil. Afinal, que hostilidades o IBP encontrou aqui em nossas terras? Houve apenas aquele contra-tempo, em que o “mal informado” professor Felipe Aquino contou a mentira de que os padres do IBP haviam aceitado o Vaticano II… Mas isso não chegou a atingir o IBP. Pelo contrário, somente fortaleceu o instituto, inclusive na minha concepção, pois a resposta do superior do IBP na América Latina, pe. Rafael Navas Ortiz, foi clara e sem meias palavras, cobrando daquele professor que retificasse sua versão distorcida dos fatos (algo que ele não fez até hoje). A FSSPX, pelo contrário precisa enfrentar o resto do mundo, hostil a ela. Teve de suportar o peso de uma excomunhão injusta. Quantos modernistas, culpados das maiores traições contra a Igreja, não mereciam ser excomungados? Mas a pena caiu exatamente sobre aqueles que eram inocentes. A FSSPX não se deixou influenciar por esse ato de suma injustiça, mas continuou inabalável na luta em defesa da Tradição e da Fé Verdadeira. Caíram uns, apostataram outros, mas a FSSPX permanece firme até hoje, demonstrando que quem tem a certeza de defender a Verdade de Cristo não teme a opinião do mundo. “Coragem, eu venci o mundo”, disse Nosso Senhor. Aliás, a FSSPX enfrenta não somente a opinião do “mundo”, mas também a incompreensão de muitos católicos que não entendem o estado de necessidade que motivou (e que justifica plenamente) a drástica atitude de 1988.

Eu não pertenço nem à Monfort, nem ao IBP, nem à FSSPX. Sou apenas um católico que quer ver a Santa Igreja livre do marxismo da TL, da laicidade e do naturalismo da CNBB, da barulheira infernal e das loucuras da RC”C”, e de tantos outros males. Quero poder assistir à Missa legítima, e quero que os outros católicos também a possam assistir. Quero ver o erro condenado e Verdade ensinada. Nada mais do que qualquer católico sincero pode querer. Mas, diante de todos os fatos, não há como negar que a FSSPX é o maior reduto de resistência contra o modernismo. Existem muitos outros bons institutos na Igreja, como a FSSP, o IBP, entre outros. Mas nenhum tem a firmeza e a perseverança da FSSPX. Não é fácil resistir à perseguição, nem suportar a tribulação. O nome do meu blog, eu o escolhi justamente para lembrar a mim mesmo, e a quem necessitar, de que nós temos obrigação de nos mantermos firmes durante a tribulação, confiando plenamente em Deus, e desconfiando do “mundo” ao qual o Vaticano II quis se abrir.

O IBP no Brasil caiu sem lutar, infelizmente. A FSSPX, por sua vez, está firme no combate pela Fé, e continua sendo o modelo para todos os que querem ver a Igreja plenamente restaurada e livre da heresia modernista. Rezemos para que ela possa regularizar sua situação (por formalismo, pois ela sempre esteve em comunhão com a Igreja) e se tornar o braço direito do Santo Padre na restauração da Igreja.

Publicado em: on Agosto 12, 2008 at 10:58 pm Deixe um comentário
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Ampliando os objetivos

O objetivo deste blog, pelo menos inicialmente, é combater a crise no interior da Igreja. É impossível resolver essa crise enquanto a maioria dos católicos não tiver conhecimento do que realmente aconteceu desde o Concílio Vaticano II, e antes dele, como sua preparação. Da mesma forma, é de suma importância esclarecer a todos os católicos o mal que a Teologia da Libertação e a Renovação Carismática “Católica” fazem à Igreja.

Os defensores dessas teorias podem até ficar furiosos quando contrariados, mas o que poderão apresentar como contra-argumentos? Até o momento, eu somente recebi indignações e ofensas dos carismáticos, mas nenhum argumento sério.

Eu já ouvi argumentos (aliás, de pessoas neutras e bem intencionadas, mas mal informadas) no sentido de que a RC”C” seria uma barreira para os católicos não abandonarem a Igreja e buscarem o protestantismo. Nada mais falso! A RC”C” é a grande porta aberta para que os católicos abandonem a Igreja. Por exemplo, a situação está tão terrível que eu já vi mais de um católico ligado à RC”C” buscar conselho espiritual com pastores protestantes. Como justificar isso, senão pela grande semelhança entre o que a RC”C” ensina e as idéias protestantes? Eu diria mais: a doutrina da RC”C” é protestante. Somente alguns aspectos ainda são católicos, o que apenas aumenta a confusão das pessoas e as prepara para aceitar as idéias protestantes misturadas aos elementos de catolicismo. Por isso, é tão importante colocar lado a lado a doutrina católica e as idéias carismáticas para que fiquem mais evidente a suas contradições.

É desagradável ter que combater alguém assim, publicamente, mas não há outra saída para proteger a Igreja das influências pentecostais. E, apesar de os carismáticos se fazerem de vítima, eu já tenho uma certa experiência do quanto eles são intolerantes com quem quer defender a verdadeira doutrina da Igreja. Somente pelos comentários que eles deixam aqui já se percebem as mais vis e absurdas acusações, como, por exemplo, a terem sido os católicos tradicionais os culpados pela atual crise na Igreja. Por essa e outras, o combate à RC”C” continuará a passo firme.

Mas, como a RC”C” tem estreita ligação com o protestantismo, creio que esteja em boa hora a ampliação dos objetivos desse blog. No útlimo artigo eu já expus uma pequena mostra do nível a que chegam as mentiras dos pentecostais contra a Igreja Católica, e creio há muito mais o que possa escrito para alertar os católicos da necessidade de se defenderem de tais infâmias. E para se perguntarem se os pentecostais que atacam a Igreja são realmente “lindos e santos”.

Acrescentei, também. um novo tópico nos links, para tratar do protestantismo. E recomendo a todos os católicos desejosos defender sua Fé que estudem os artigos dos sites ali indicados, especialmente o deste: Índice das mentiras em sites protestantes (deixo apenas a advertência para os leitores de que não fiquem navegando pela floresta de vaidades e perdições do porkut, mas acessem somente o que for absolutamente católico). Outros sites de apologética serão acrescentados oportunamente.

Publicado em: on Agosto 7, 2008 at 9:15 pm Comentários (1)
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Pentecostais “lindos e santos” atacam a Igreja Católica

No presente artigo, vou transcrever um texto da IURD, a famosa “Universal”. Sinceramente, eu não encontrei os adjetivos apropriados para qualificar as agressões com que essa seita pentecostal ousa atacar a Santa Igreja Católica. Não compensa nem ficar revoltado com o que eles escrevem, pois é tanta mentira e tanta infâmia que não se deve nem levar em consideração qualquer coisa que parta deles. Mas devemos nos questionar sobre o que pensar de um padre que tem a ousadia de dizer que esses pentecostais são “lindos e santos”.

Logo na primeira página, vemos a primeira difamação: uma imagem grande, tendo no centro o mapa do Brasil, dentro do qual foi adaptada a cena da primeira Missa rezada em nossas terras; ao redor do mapa, fotos de diversos elementos acusados de corrupção, como se pode ver na figura abaixo:

Infame é o mínimo que podemos dizer da atitude desta seita pentecostal ao tentar correlacionar o Catolicismo à corrupção no Brasil. Mas isso é apenas o começo. Na página 3A do mesmo jornaleco, está o texto difamador, do qual alguns trechos estão transcritos abaixo:

A corrupção está qualquer lugar onde o homem existe. Nos países de cultura evangélica, no entanto, ela é bem menor do que nos de cultura católica, onde escândalos são constantes, conforme está ocorrendo no Brasil, que vive 500 anos de caos e má conduta. (…)

Os portugueses católicos desembarcados no Brasil não trouxeram suas respectivas famílias. E não era para menos, pois logo começaram uma ação extrativista em terras brasileiras. Pelo que se sabe, parte ia para a Coroa Portuguesa, parte para a Igreja Romana e uma outra ficava retida.

Nada era investido para o progresso do País e do seu povo. A Igreja Católica Apostólica Romana trabalhava como suporte de toda essa operação de extirpação de riquezas através das catequizações para ter o total domínio dos incautos nativos brasileiros. (…)

Dessa maneira, não haveria qualquer tipo de resistência para impedir o extrativismo, pois quando alguém resistia em aceitar essas e outras imposições religiosas, os inquisidores entravam em ação e os opositores eram queimados em fogueira pelos sacerdotes romanos.

Este tipo de cultura atrasou e continua atrasando o desenvolvimento do Brasil. Lamentavelmente, essa cultura corrupta da época da colonização é notória nos dias atuais. Por conta disto, os Estados Unidos da América, nossos contemporâneos de colonização, de cultura evangélica, são a grande potência do planeta, enquanto o nosso querido e manchado Brasil é considerado subdesenvolvido. (…)

Os Estados Unidos da América foram descobertos pelos espanhóis, porém, colonizados pela Inglaterra, país de cultura evangélica, que não praticou o extrativismo. Ao contrário do que aconteceu no Brasil, os colonizadores levaram seus familiares e a Bíblia Sagrada. Investiram no país e, com muito trabalho e fé, fizeram da América a maior potência mundial. O índice de corrupção é muito baixo se comparado ao Brasil. O povo é predominantemente evangélico, com pequeno número de católicos, e o país dispensa qualquer apresentação em relação à sua desenvoltura, fruto de uma crença baseada na Palavra de Deus.

Folha Universal, n. 699, de 28 de agosto a 3 de setembro de 2005

Mas as mentiras e baixarias não acabam aí. No quadro, reproduzido abaixo, vemos a que nível chegam as mentiras desta seita. Por que eles não mencionam os países católicos e ricos, como Espanha, França e Itália? Por que eles não mencionam os países colonizados por protestantes e que são pobres, como a Índia? Tudo é direcionado, através de mentiras, a fazer com que o leitor ignorante acate a idéia de uma supremacia protestante:

A quantidade enorme de erros históricos, mentiras, falsificações e calúnias em um curto texto que ocupa uma única página, cheia de figuras, assusta até quem já conhece um pouco da IURD. Se quiséssemos responder às acusações, teríamos de escrever quase um artigo para cada frase do texto caluniador. Talvez eu o faça, em futuros artigos, para esclarecer alguns pontos que possam ser instrutivos para a defesa da Fé Católica. Mas isso não será em resposta aos ofensores, pois quem escreveu esse texto caluniador não merece outra coisa senão o nosso desprezo à suas baixarias. E as nossas orações, claro, pois estamos obrigados a orar por nossos inimigos.

Voltando à análise do texto, poderíamos dizer que, se trocássemos as expressões “evangélicos” por “raça superior” e “católicos” por “raças inferiores”, nenhuma diferença essencial haveria entre o mesmo e a propaganda nazista, estando ambas no mesmo nível de canalhice. Omitindo deliberadamente todos os fatos e argumentos contrários à sua tese, e falsificando os favoráveis, o autor do texto cria uma espécie de dicotomia, na qual tudo o que é bom vem dos protestantes, enquanto que tudo o que é mau vem dos católicos. É o cúmulo da parcialidade e da mentira. Na verdade, a História prova o quanto a Igreja Católica foi de fundamental importância para a construção da Civilização Ocidental, enquanto que o protestantismo trouxe discórdia e divisão entre os homens, através do individualismo tão próprio a essa heresia. Análise essa, é claro, feita apenas no plano da Civilização, sem sequer tocar no ponto mais importante, que é o teológico.

Cabe a nós acrescentar, ainda, que essa calúnia foi um exemplo extremo do ódio a que podem chegar os pentecostais contra a Igreja de Cristo. Mas, infelizmente, a IURD não é a única seita a atacar a Igreja. Qualquer católico que já teve a oportunidade de defender sua Fé contra o ataque de pentecostais sabe o quanto eles ofendem injustamente a Igreja e conhecem a violência verbal de que eles se utilizam para tentar tirar as pessoas da Igreja Católica e levá-las para suas seitas. Isso sem falar em inúmeros sites protestantes da internet (um dos piores é o www.cacp.org.br) que contam as mais terríveis mentiras contra o Catolicismo.

Diante de tanta mentira e tanta perseguição injusta contra a Igreja Católica, nós temos obrigação de nos perguntar como que Mons. Jonas Abib teve a ousadia de elogiar esses pentecostais caluniadores, dizendo que ele são “lindos e santos”. Esse líder da RC”C”, aliás, já demonstrou, com abundância de provas, que sua doutrina é protestante. Quando se referem aos católicos que não aceitam os erros do Concílio Vaticano II, os carismáticos são ofensivos e intolerantes, mas para elogiar quem ataca a Igreja, para isso eles são tolerantes e amigáveis. Eu consigo encontrar apenas um título para o “católico” que defende serem os pentecostais “lindos e santos”: o de traidor da Igreja.

Publicado em: on Agosto 3, 2008 at 10:45 pm Comentários (31)
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