O “batismo no Espírito” não se confunde com o Sacramento da Crisma

Há algum tempo, eu lancei um desafio aos carismáticos a fim de demonstrar o quanto é absurda a teoria do “batismo no Espírito”. De fato, as Sagradas Escrituras nos dizem claramente que existe um único Batismo (Ef 4,5). De onde, então teria surgido a interpretação de que o termo “batismo no Espírito” significaria algo diferente do Batismo católico? Certamente é apenas mais uma heresia, importada do pentecostalismo protestante. Apesar de tão óbvia conclusão, um carismático não se deu por vencido e lançou a tremenda tese: O “batismo no Espírito” seria o mesmo que a Crisma! O presente artigo tem por objetivo demonstrar o quanto essa tese é absurda. Na realidade, ela é totalmente desmentida quando comparamos o “batismo no Espírito” pregado pelos carismáticos e a doutrina da Crisma ensinada pela Igreja Católica.

Em primeiro lugar, devemos lembrar que a Crisma deve ser recebida uma única vez. Repetir os Sacramento da Crisma (assim como o Batismo, por exemplo) é profaná-lo, é duvidar da eficácia do mesmo, e portanto do Deus que opera por meio desse sacramento. A RC”C”, portanto, não deveria “batizar no Espírito” nenhuma pessoa que já tenha sido crismada. Tal precaução nunca foi tomada nem ensinada pelos carismáticos.

Devemos lembrar, também, que somente o Bispo deve ministrar do Sacramento da Crisma:

Ora, doutrina é da Sagrada Escritura que só o Bispo tem o poder ordinário de administrar este Sacramento [da Crisma]. (…)

Santo Agostinho, por sua vez, protesta energicamente contra o péssimo costume que havia, entre os cristãos do Egito e de Alexandria, onde os sacerdotes se atreviam a administrar o Sacramento da Confirmação.

Catecismo Romano, Segunda Parte, Capítulo Terceiro – Da Confirmação, pág. 251.

Por outro lado, o “batismo no Espírito” é “administrado” por qualquer um, seja padre, seja leigo. Aliás, os primeiros católicos receberam o “batismo no Espírito” das mãos de protestantes!

Essa, inclusive, é a história da introdução do “batismo no Espírito” na Igreja, na segunda metade do século XX, o que desmente qualquer confusão com o Sacramento da Crisma, que foi sempre ministrado. Uma invenção protestante, introduzida na Igreja por dois leigos desobedientes, que foram buscar o tal “batismo” fora da Igreja… Absolutamente nenhuma semelhança com a Crisma.

Voltando aos pontos essenciais do Sacramento, devemos lembrar que a matéria do Sacramento da Crisma é o óleo sagrado, o Santo Crisma:

Ela [a matéria] se chama “crisma”, palavra tirada do grego, que os escritores empregaram para designar qualquer espécie de óleo para ungir. Por tradição geral, os escritores eclesiásticos adaptaram-lhe o sentido de só indicar o unguento composto de azeite doce e bálsamo, e que o Bispo consagra com rito solene.

Portanto, a matéria da Crisma consiste na mistura de dois ingredientes. Esta combinação de elementos diversos simboliza as muitas graças que o Espírito Santos outorga aos crismados, bem como exprime, de maneira notável, a sublimidade do próprio Sacramento.

A Santa Igreja e os Concílios sempre ensinaram que essa é a matéria do Sacramento. Atestam-no São Dionísio e muitos outros Padres de máxima autoridade, entre os quais se sobressai o Papa Fabiano, declarando que os Apóstolos receberam do Senhor a maneira de fazer o Crisma, e no-la transmitiram.

Catecismo Romano, Segunda Parte, Capítulo Terceiro – Da Confirmação, pág. 251.

No “batismo no Espírito” não se usa óleo nenhum. Mons. Jonas Abib, no vídeo em que ele prega o “batismo no Espírito”, insinua até que a pessoa poderia recebê-lo no momento em que assistia ao vídeo. Ele manda o ouvinte pedir ao Senhor Jesus que lhe “batize no Espírito”.

Finalmente, devemos recorrer à Tradição da Igreja. Nunca, em toda a história, a Crisma foi chamada de “batismo no Espírito”. O outro nome dado à Crisma é o de Confirmação, assim como a Sagrada Eucaristia é também chamada de Comunhão, e a Penitência de Confissão. Se “batismo no Espírito” fosse sinônimo de Crisma, deviríamos encontrar isso relatado em algum lugar, como nos Catecismos, por exemplo. Tal relato, obviamente, não existe.

O Papa Clemente XIII em sua encíclica “in Dominico Agro”, de 1761, indicava quais são as características da verdadeira doutrina católica: universalidade, antigüidade e consenso doutrinário. No artigo “Desmascarando o ‘Batismo no Espírito’”, já foi demonstrado que o pretenso “batismo no Espírito” não preenche nenhum dos três atributos apontados pelo Sumo Pontífice. Aliás, o carismático não se deu ao trabalho de refutar os meus argumentos, apresentados no artigo supra-citado, como aliás é de sua praxe. E depois, não entende por que eu não me dou ao trabalho de responder seus comentários. Se a discussão não progride, porque ele ignora os meus argumentos, não há razão para se perder tempo que, aliás, já me é bastante curto para escrever tudo o que se tem necessidade.

Podemos concluir que a insinuação de ser o “batismo no Espírito” a mesma coisa que o Sacramento da Crisma significa, no mínimo, desprezar todo o ensinamento da Igreja sobre este sacramento. Os breves argumentos apresentados são mais do suficientes para provar o quanto um não se confunde com o outro. A teoria inventada pelo carismático é a saída desesperada de quem prefere defender até o fim o seu ponto de vista, subjetivo, em detrimento da Verdade, objetiva. Aliás, aquela música até parece ter sido feita em homenagem a esses teimosos carismáticos:

“Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito.” (Legião Urbana, eu era lobisomem juvenil)

Essa é uma descrição perfeita do que fazem os carismáticos, que desprezam todos os argumentos racionais e todos os ensinamentos da Igreja a respeito dos sacramentos.

Publicado em:  on Setembro 30, 2008 at 11:41 pm Comentários (5)
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Breves: comunismo de sacristia ainda vivo; simulação de matrimônio…

Para os católicos que ainda não se convenceram da situação degradante em que se encontra atualmente o clero modernista, seguem-se duas notícias que demonstram a necessidade de reagirmos à crise pós-conciliar.

Nestes últimos tempos a barulheira infernal e os delírios da RC”C” têm chamado mais a nossa atenção do que o velho comunismo embolorado da teologia da libertação. Mas não podemos nos enganar, o comunismo de sacristia ainda não morreu. A CNBB (Comunistas Neo-Bolchevistas do Brasil) e nossos queridos bispos (“em comunhão”, bem fictícia, com Roma) não o permitem. A última que eles aprontaram foi a carta do bispo Dom Pedro Luis Stringhini em apoio ao “grito dos excluídos”, que começa logo com um “companheiros e companheiras”! O blog O Cruzado Missionário comentou tão bem o fato que já temos nada a fazer senão recomendar a leitura do artigo:

Uma cartinha muito especial
http://ocruzadomissionario.blogspot.com/2008/09/uma-cartinha-muito-especial.html

A outra notícia demonstra o desrespeito modernista ao matrimônio. Um padre jesuíta deu a Sagrada Comunhão e a sua “benção” a um casal que havia contraído casamento civil, sendo que um dos “cônjuges” era divorciado.

Un jesuita español bendice matrimonios civiles entre divorciados
http://radiocristiandad.wordpress.com/2008/09/25/un-jesuita-espanol-bendice-matrimonios-civiles-entre-divorciados/

Vemos que foi algo bem ao estilo do padre Antônio Maria, que deu sua “benção” para um casal de famosos, divorciados. Na realidade, essas “bençãos” soam mais como um simulacro de matrimônio, uma verdadeira profanação de tão belo sacramento.

O nosso blog lido no Vaticano!

O Vaticano está interessado no que os católicos tradicionais publicam na Internet. Até o nosso humilde blog foi lido pelo Vaticano! As seguintes telas foram obtidas através das estatísticas providas pelo StatCounter:

O blog Gazeta da Restauração também foi lido no Vaticano (cfr. o artigo “O Papa lê a GdR”). Muitos outros devem ter sido lidos, mas os autores não devem acompanhar as estatísticas. De qualquer forma, isso demonstra que a Internet, o nosso único meio de expressão, está cumprindo sua finalidade, de tal maneira, que até o Cardeal Castrillón Hoyos se referiu às publicações dos sites tradicionais. Conforme notícia traduzida pelo blog Fratres in Unum, o cardeal lamentou a atitude dos “tradicionalistas” de lhe enviarem cartas e publicarem suas queixas na Internet.

Infelizmente, no entanto, a entrevista do cardeal demonstra que o fantasma do relativismo ainda assombra Roma. Nas suas próprias palavras, o cardeal disse que “todos devem ser respeitosos com as idéias dos outros”. Ele citou, como exemplo, o caso da comunhão de joelhos, reclamando daqueles “cantam vitória” ao ver o Papa administrar a Eucaristia aos fiéis de joelhos. Por outro lado, quando acontece algo contra a Tradição, exultam os que são contrários à Tradição. Pode até parecer conciliador o discurso do cardeal, mas isso somente seria útil em uma briga de vizinhos, ou em uma confusão na feira livre, em que nenhuma das partes possui, definitivamente, razão. O caso aqui é bem diferente. A comunhão de joelhos é imperiosa para que se guarde o devido respeito para com o Santíssimo Sacramento. Receber o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, sem se prostrar de joelhos, nas mãos, sem reverência, tendo-O recebido de um “ministro” (ou “ministra”) da Eucaristia, isso não é atitude de cristão, de pessoa devota. Isso é desrespeito dos mundanos que já não têm Cristo como o centro de sua vida, que não têm mais temor de Deus, e que praticam uma religião por mero costume. Nós não “queremos” (no sentido de um triunfo da vontade sobre a realidade) que o sacramento seja administrado assim para “cantarmos vitória”. Nós desejamos profundamente que assim o seja porque esta é a forma correta. A realidade, a Verdade, deve moldar nossa vontade, e não o contrário. E nós estamos diante de uma Verdade Absoluta: Deus, por um mistério de Sua infinita bondade, entrega-Se, verdadeiramente, a nós como alimento, e o mínimo que o homem pode fazer é recebê-lo com a maior reverência. Essa Verdade de Fé é que nos obriga a defender a comunhão de joelhos, e não a alegria mundana de ver o nosso “time” poder zombar do outro que perdeu, a exemplo do que ocorre com as torcidas dos times de futebol. Para um aprofundamento sobre o tema da comunhão de joelhos, recomendamos a leitura do artigo “Sobre comungar de pé”, do site Volta para Casa.

Quanto à “insaciedade” dos tradicionalistas, de que o cardeal lamenta, creio sinceramente não ser mais do que o necessário. A Internet é único meio que nos restou para reivindicar os direitos que não são apenas nossos, mas, muito mais, do Deus Altíssimo, de receber um culto à altura de Sua infinita majestade. Se abstraíssemos a verdadeira motivação de nossa luta, a teocêntrica, ainda assim teríamos direito de publicar nossos textos. Os católicos tradicionais foram expulsos da Igreja, e os modernistas não deixaram nenhum lugar para nós. O “diálogo” pregado pelo Concílio Vaticano II e seus defensores é uma caricatura nojenta do verdadeiro diálogo. O que existe é uma verdadeira ditadura, onde somente têm voz aqueles liberais, que defendem a dessacralização da Igreja, a descristianização da sociedade. Nas homilias, nas CEBs, nos “grupos de oração”, nos folhetos de missa, nos jornais paroquianos, diocesanos, etc, somente há lugar para as opiniões liberais. O que restou para os católicos tradicionais, conservadores, senão a Internet? Perdoe-me, eminentíssimo cardeal, mas nós temos o dever católico de continuar defendendo a Verdadeira Fé da única forma que nos restou: publicando textos na Internet.

É interessante frisar aqui que eu demorei um bom tempo antes de decidir publicar algo na Internet. Eu tentei, antes, os meios privados. Por ocasião daquela desgraçada campanha do desarmamento, eu enviei e-mail para a CNBB questionando a postura que eles tomaram, contrária aos ensinamentos da Igreja e ao bom senso. Estou esperando a resposta até hoje. Quando o professor Felipe Aquino publicou a mentira de que os membros do recém-criado Instituto do Bom Pastor haviam aceitado o concílio Vaticano II e a missa nova, eu também lhe enviei um e-mail. Além de não me responder, o professor não deu nenhuma satisfação aos seus leitores para desfazer a confusão que ele gerou com seu preconceito de que somente pode estar em comunhão com a Igreja aquele que aceita o Vaticano II e a missa nova, fato desmentido pela criação do IBP. Até para a Canção Nova eu, ingenuamente, enviei um e-mail para travar um diálogo. É necessário dizer que eles também não respoderam? Devo deixar claro que todos os e-mails foram escritos de forma respeitosa, mas, como discordavam da posição dos destinatários, eles simplesmente rejeitaram o “diálogo fraterno”.

A minha experiência de tentar o “diálogo” com os defensores do Vaticano II, no entanto, é só um ínfimo exemplo do silêncio mortal a que foram reduzidos os católicos tradicionais. Silêncio esse, felizmente, quebrado pela Internet. Nós sabemos que o Santo Padre, o Papa Bento XVI, enfrenta lobos terríveis, que desejam impedir de qualquer forma a Missa Tridentina e a restauração da Igreja. Por isso, devemos ter certa moderação e paciência. Mas não podemos deixar de lutar e de expressar o nosso desejo da plena restauração da Missa Tridentina, em todas as paróquias, e da condenação de todos os erros modernos. E que isso se dê o mais breve possível, porque a questão não é um mero bairrismo, mas sim a eterna luta da Cidade de Deus contra a Cidade do Homem. E, do bom sucesso da restauração litúrgica e doutrinal, dependem a santificação e salvação de muitas almas, e a maior glória do Deus Altíssimo.

Procuram-se links perdidos!

Existe o costume de se colocar anúncios nos jornais e em cartazes a fim de divulgar o desaparecimento de pessoas, animais, objetos de valor. Mas o presente artigo tem por finalidade anunciar o desaparecimento, bastante inusitado, de dois links. Isto mesmo, dois links da internet “desapareceram” sem deixar pistas! Eram exatamente os links que havia no meu blog para o artigo do arcebispo de Uberaba – MG, defendendo nada menos do que o estado laico. E não é que desapareceram os dois links, tanto o que estava no site da referida arquidiocese, quanto o do site da CNBB. O mais engraçado é que os outros artigos continuam lá, em ambos os sites…

Será que eles mudaram de idéia sobre o que escreveram? É uma pena, mas creio que não. A CNBB continua laica como sempre. E, certamente, teremos de aturar ainda muitas “campanhas da laicidade” durante o período da Quaresma, que deveria ser o auge da espiritualidade cristã, em preparação para a Páscoa de Nosso Senhor. E, certamente, haverá muitos artigos ainda difundindo o pensamento laico, contrário à Fé. Aliás, vou visitar o site da CNBB para ver o que encontro por lá, depois escrevo um artigo a respeito. Na pior das hipóteses, eles tiram os links que eu citar.

Publicado em:  on Setembro 16, 2008 at 9:13 pm Deixe um comentário
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Ex-católica blasfema contra a Igreja

Há algum tempo, uma ex-católica deixou no meu blog o seguinte comentário:

Também fui católica, mas um dia que ouvi de uma colega de escola as distorções e as mudanças que a Igreja fez, por interesses simplesmente econômnicos,e que distorceu ela e saiu totalmente dos ensinamentos de Cristo na Bíblia, fiquei de cabelo em pé em ao mesmo tempo muito braba com ela. Isso levou a que no entanto, fosse pesquisar na história e na Bíblia para ver se o que ela falu erar mesmo verdade. Só posse dizer que entende não quer a verdade. Não entende a verdade aquele que fica acreditando nos outros, seja lá quem for, pastor, padre, ministro. A gente tem que estudar a história e a Bíblia para tirar as conclusões, não é ir na conversa dos outros. Essa é a grande verdade, quem escreveu esse texto nesse blogue já fez isso para ficar agredindo as pessoas? Estudar e muito,é a questão e daí: Examinar as escrituras a fundo e Conhecer verdade que está nela e se libertar dos falsos ensinamentos é o fundamental.

http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/07/30/por-que-nao-podemos-deixar-de-denunciar-a-rcc/#comment-148

Não é novidade para nenhum católico que já tenha defendido a Fé Católica dos ataques de protestantes que estes tratam a Igreja como a pior vilã da história. Os “católicos” modernistas e traidores chamam-nos de “irmãos separados”, fazendo vistas grossas ao ódio que a maioria deles têm contra a Igreja. Tanto ódio que eles transformam pessoas que antes eram católicas em verdadeiros inimigos da Igreja, iguais a eles. Exagero meu? De forma alguma. Eu já tive a oportunidade de conversar pessoalmente com pessoas que não somente abandonaram a Igreja, mas que também passaram a nutrir por Ela os piores sentimentos, tudo por obra maldita das seitas pregadoras de difamações. Isso também já não é novidade para ninguém que tenha conhecido um apóstata. Mas este artigo, creio eu, pode ser de interesse pois o comentário da ex-católica foi colocado de forma escrita, dando-no a oportunidade de refletir melhor sobre o efeito nefasto das seitas. Vamos ler as blasfêmias proferidas por uma pessoa já pertenceu à Igreja:

Olha só… não vou voltar para uma igreja mentirosa que mudou os 10 mandamentos. Aliás vc já leu a biblia?
Parece que não. Se tivesse lido saberia que o que está escrito no Exodo 20 é bem diferente do a igreja católica ensina na catequese. Eu estou defendendo a palavra de Deus, dos iminigos que diabólicamente mudaram tudo. Como disse ouviu de uma amiga, mas depois fui procurar a verdade na bíblia que é o que vc deveria fazer. Meu caro, espero realmente que o Espirito Santo de Deus abra seus olhos, os seus ouvidos e o seu coração que é somente o que Jesus quer – o nosso coração.

http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/07/30/por-que-nao-podemos-deixar-de-denunciar-a-rcc/#comment-195

O ódio que essas pessoas, outrora católicas, passam a ter contra a Igreja é algo impressionante. As seitas tiram os filhos dos braços da Igreja e os transformam em verdadeiros inimigos, que não medem palavras para blasfemar contra Ela. E lembrar que, no primeiro comentário, ela havia dito que eu estava agredindo as pessoas. Que enorme inversão de valores! Uma criatura que acusa a Igreja de mudar tudo diabolicamente, vem me acusar de agressão! Este blog busca desmentir os ataques covardes e mentirosos contra a Igreja. Se alguém quiser que não o incomode, pare de atacar a Igreja, de dentro ou de fora dela. Mas enquanto houver agressão à Verdadeira Fé, eu, em pleno direito, a defenderei.

As acusações contra a Igreja, tanto no plano histórico como no teológico, são as mais absurdas e infundadas. Mas, devido à falta de formação do povo católico, e ao clima de amizade generalizada criado pelo ecumenismo modernista, os fiéis não percebem o veneno que certos “amigos” vão injetando neles. O clima de festa e de reconciliação do Vaticano II atordoou os fiéis. Afinal, se até para a elaboração da nova missa se pode contar com o auxílio de seis pastores protestantes, porque o povo deveria ser advertido sobre as más intenções das seitas em fazê-las apostatar da Verdadeira Fé? O ecumenismo suicida do Vaticano II não combina nem um pouco com saudáveis advertências aos fiéis sobre os riscos que correm nas mãos da propaganda agressiva das seitas. Se houvesse boa vontade das autoridades eclesiásticas em proteger os fiéis contra as seitas, certamente não haveria a apostasia que se vê hoje em dia. A Verdade Católica é tão evidente que não haveria apostasias se elas fossem ensinadas nas Igrejas. Mas, enquanto ficam restritas a alguns bons sites da internet, a grande parte do rebanho fica largada aos lobos.

Para encerrar o artigo, e para mostrar um pouco o quanto as teorias protestantes são absurdas e insustentáveis, vamos demonstrar a incoerência da autora dos comentários. Primeiro, ela disse que eu deveria ler a Bíblia. Depois, ela encerrou dizendo que Jesus quer apenas o nosso coração, não se atentando para o fato de não é isso que está escrito na Bíblia:

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e a teu próximo como a ti mesmo.” Lc 10,27

As Sagradas Escrituras são bem claras. Precisamos amar a Deus não somente com o coração, mas com todas as potências de nossa alma, incluindo (e especialmente) as mais elevadas, a inteligência e a vontade. E agora, eu pergunto: quem é que não lê a Bíblia?

De fato, os protestantes não estudam com imparcialidade a Bíblia. Eles não fazem outra coisa senão utilizar as Sagradas Escrituras, de maneira vil e covarde, para atacar a Igreja Católica, roubando-lhes os filhos e transformando-os também em inimigos, aproveitando-se de que estes estão desprotegidos e entorpecidos pelo ecumenismo e pelo diálogo do Concílio Vaticano II e de seus sequazes.

Guerra declarada

Todos os setores modernistas são contrários à Missa Tridentina. Alguns o fazem de maneira mais velada, outros nem tanto. A recusa dos bispos em atender aos pedidos dos fiéis que desejam a Missa de Sempre, por exemplo, é prova incontestável da má vontade dos modernistas. Se não se nega água nem para o inimigo, quanto mais não se deve negar o alimento espiritual para os fiéis que o pedem aos pastores. Tais pastores, é bem verdade, mais se comportam como lobos. Mas, além desta perseguição mal camuflada contra a Tradição, os modernistas já estão assumindo abertamente as suas disposições diabólicas (não há outra palavra) de sufocar a legítima liturgia tridentina. Vejam o site que eu encontrei, ao fazer pesquisas na internet:

O Antitridentino
http://antitridentino.com.sapo.pt/

Um site inteiro dedicado a combater a Tradição católica e a Missa de Sempre!

Logo na página inicial eles demonstram o que pretendem defender: O Concílio Vaticano II e a missa nova. Dizem também que querem defender a Igreja Católica, como se pudessem defender a Igreja que decretou a excomunhão daqueles que consideram que na Missa Tridentina possa haver erros:

“Cân. 6. Se alguém disser que o cânon da Missa contém erros e, portanto, deve ser ab-rogado: seja anátema” (Sacrifício da Missa, Doutrina do Sacrifício da Missa Cap. IX. Sessão XXII celebrada no dia 17 de setembro de 1562. DENZINGER 1756).

Incoerência, no entanto, é o mínimo que se pode ver nos modernistas. O grande mal que existe neles, tanto nos camuflados como nos assumidos, é o desejo de afastar a Igreja Católica de sua Tradição de dois mil anos e de ocultar a Verdadeira Fé, tudo em nome da “obediência” ao Vaticano II. Em troca do que é falível e pastoral, abandona-se ou mitiga-se o que infalível e dogmático. Em troca do que é “novo” abandonam-se as verdades antigas. Em troca do mundo moderno, abandonam-se os ensinamentos de nossos santos e veneráveis antecessores na Fé do Cristo. Em troca do reino do homem, abandona-se o Reino de Deus. E, contra aqueles que não desejam apostatar, declara-se (ou não, para maior desgraça e perfídia) uma guerra sem tréguas, sem moralidade, buscando reduzi-los ao silêncio e ao degredo. Esse é o retrato dos “tolerantes” defensores do Vaticano II e da missa nova, que realmente toleram tudo, desde que não seja legitimamente católico.

Download do Catecismo Romano

Através das ferramentas de acompanhamento das estatísticas do blog, que aliás têm sido melhoradas cada vez mais pelo WordPress, tenho observado uma grande procura pelo Catecismo Romano. O mesmo se encontra disponível para download, em espanhol, na página do site argentino Stat Veritas, que já se encontra no link de Livros Católicos. No entanto, para facilitar, estou colocando novamente o link abaixo:

Download do Catecismo Romano

Quem desejar comprar essa obra prima da doutrina católica, impressa e em português, ou muitos outros bons livros, pode fazê-lo através do site da Livraria e editora Permanência.

Publicado em:  on Setembro 5, 2008 at 9:35 pm Comentários (2)
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