Estarei um pouco afastado no próximo mês, mas continuarei a escrever sempre que possível. A moderação dos comentários, no entanto, deverá ficar um tanto atrasada.
AMDG
Estarei um pouco afastado no próximo mês, mas continuarei a escrever sempre que possível. A moderação dos comentários, no entanto, deverá ficar um tanto atrasada.
AMDG
Assim como todo mundo, eu fiquei um bom tempo esperando maiores notícias sobre a saída do IBP do Brasil, mas elas não chegaram. As poucas explicações que ouvimos são bastante contraditórias. Por isso eu me reservei de fazer outros comentários, além daqueles que já havia feito. Mas, duas atitudes recentes do clero modernista me fizeram relembrar a questão.
A primeira delas foi a passeata pela liberdade religiosa, que contraria todo ensinamento da Igreja, o qual fala apenas de tolerância religiosa. Será que a CNBB, que apóia essas idéias anti-católicas, poderia suportar um instituto que reza exclusivamente a Missa Tridentina? Apesar de algumas trapalhadas do Pe. Laguerie, tentando justificar a missa nova, a presença do IBP era uma verdadeira “pedra no sapato” dos modernistas ecumênicos.
No entanto, o fato que mais chamou minha atenção, e me fez lembrar da saída do IBP, foram os padres que se meteram a apoiar a candidatura de um partido comunista na disputa pela a prefeitura de São Paulo. Será que um clero capaz de apoiar o comunismo poderia suportar a “ameaça” de uma restauração da Tradição católica?
Vamos relembrar o caso do IBP. Segundo as ridículas explicações do Pe. Laguerie, a Montfort estaria querendo impor sua vontade ao Instituto do Bom Pastor. O prof. Orlando já explicou a posição da Montfort, e já declarou o bom relacionamento que tinha com o Pe. Roch e o diácono Vicent. Devemos lembrar que eram, praticamente, os membros da Montfort que sustentavam o IBP no Brasil. Sendo assim, era natural a proximidade entre as duas instituições.
Mas, suponhamos que fosse verdadeira a tese do Pe. Laguerie. Então, para salvar o IBP das perigosas “garras” do Prof. Orlando, que pretendia dominar o IBP e influenciar toda a Igreja através de seu “terrível plano” (parece mais desenho animado, do estilo Pink e Cérebro!), não bastaria que a diocese de São Paulo passasse a apoiar o IBP? Não seria essa uma solução bastante simples para pôr o IBP a salvo de “tão perigosas influências”? Afinal, quais eram os gastos do instituto? Creio que fosse, principalmente, o aluguel da casa onde ele se encontrava instalado. Alguns outros, certamente, mas que não seriam grandes para manter um padre, um diácono e meia dúzia de candidatos ao seminário. Será a diocese da cidade mais rica do país não teria dinheiro para apoiar o IBP e “salvá-lo” do “maquivélico plano da Montfort”?
Mesmo que fosse verdadeira a acusação do Pe. Laguerie, o que eu não creio, o problema seria facilmente resolvido se houvesse o mínimo de boa vontade por parte do clero paulistano. Se eles estivessem realmente preocupados com a espiritualidade tradicional e com a salvação das almas, certamente haveria formas de ajudar o IBP e fazê-lo não depender da Montfort. O que acontece é que, não somente os modernistas não querem ajudar a Tradição, como até lhe fazem oposição. Afinal de contas, a Tradição católica condena claramente as heresias defendidas pela CNBB & cia. LTDA. Seriam os ecumenistas radicais e os comunistas de sacristia que ajudariam o IBP a restaurar a tradição litúrgica e doutrinal da Igreja? Ou seriam eles os primeiros a combater a Tradição, que condena suas atitudes heréticas?
Para mim, parece bastante claro que não foi a Montfort a responsável pela saída do IBP. É impossível, sem ter maiores informações, dizer exatamente quem teria pressionado a saída do instituto. Mas, se essa tese estiver correta, a pressão certamente partiu de alguém que não poderia suportar a Tradição. Infelizmente, estando o IBP enfraquecido pelas idéias de “paz e amor” que regem os “acordos” com Roma, o instituto teria cedido às pressões. O IBP não era mau, mas era fraco. Em troca de uma “situação canônica”, renuncia-se o bom combate da Fé contra os inimigos que estão dentro da Igreja, como já havia denunciado São Pio X, há mais de um século. Por essa e outras, é que eu estou cada vez mais a favor da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Apoiando a FSSPX, temos a certeza de que não sofreremos a decepção que nos trouxe o IBP. Aliás, a última carta de Dom Fellay deixa claro, ainda mais uma vez, que a FSSPX não fará um acordos práticos, que prejudiquem o heróico combate pela Fé e pela Tradição, mas espera o levantamento da excomunhão. Rezemos todos nessa intenção.
A desgraçada “liberdade de expressão”, tão querida nas democracias “idiotizantes” modernas, deveria receber outro nome, que a qualifica melhor: liberdade de atacar a Igreja. Um grupo de defensoras do aborto, na Espanha, utilizou-se desta praga revolucionária que é a “liberdade” de contrariar a moral, a fim de atacar a Igreja Católica:
Ah! Quando a Igreja utiliza de sua sabedoria bi-milenar e divina para ensinar aos homens qual a atitude correta… Os cínicos rasgam as vestes, chamam-na de retrógrada, preconceituosa, autoritária. Como sempre, os ensinamentos da Igreja, se fossem seguidos, livrariam os homens de cometer grandes pecados e grandes crimes, e evitariam tantos sofrimentos e tantas desgraças. Mas, por mais sábias que sejam as palavras da Igreja, os liberais não medem esforços para desqualificá-las.
Por outro lado, quando são os liberais que se utilizam da “liberdade de expressão” para ensinar o erro e a barbárie, aí eles são elogiados, são considerados modernos, evoluídos, livres. Este é um dos grandes males modernos: a “liberdade” é considerada tão ampla que abraça até o erro, até a imoralidade, até a injúria gratuita e irracional, até a agressão… Desde que seja contra a Igreja Católica, a Fé e a Moral, é claro.
A Igreja pode até ser, tão injustamente, chamada de obscurantista ao defender a vida desde sua concepção até a morte natural, defendendo os fracos, desde embriões até doentes terminais. Mas podemos ter a certeza de que nenhum liberal, com sua “democrática” “imparcialidade”, vai atentar para o fato de o quanto obscurantista foi a atitude dessas defensoras do aborto, ao incitar a violência contra a Igreja.
Os inimigos da Igreja continuam tendo contra Ela o mesmo ódio que sempre tiveram. Somente os óculos “mágicos” do ecumenismo pregado pelos hereges modernistas, antes, durante e depois do Concílio Vaticano II, conseguem fazer com que os incautos enxerguem o mundo em cor-de-rosa.
A última da CNBB (infelizmente não deve ser por muito tempo…): Marcha em defesa da liberdade religiosa! Por que será que esses bispos e sacerdotes tão ecumênicos e tão favoráveis à liberdade religiosa não permitem a Missa Tridentina? Por que aceitar todas as religiões, cristãs ou não, e rejeitar somente a Tradição Católica? Que estranha é essa lógica “cnbbística”…
A atitude da CNBB é censurável não somente pensando na suas incoerentes recusas à Missa Tridentina, mas também quando lembramos das cruentas perseguições sofridas pelos católicos mundo afora. Essas mesmas religiões que marcham pela paz nos países cristãos, perseguem e matam os católicos nas terras onde a maioria é de infiéis, como nos países islâmicos e na Índia. Por que será que a CNBB não faz campanhas para alcançar a paz nesses lugares do globo? Por que eles não denunciam as perseguições sofridas pela Igreja?
Mas, não precisamos ir longe para encontrar perseguições contra a religião. Aqui no Brasil, embora sem a violência dos países dos infiéis, a religião católica é constantemente perseguida. Quem já leu, por exemplo, alguma publicação protestante ou espírita, ou quem já discutiu com algum seguidor dessas crenças, sabe o quanto eles odeiam a Igreja Católica. A CNBB, em vez de ensinar os católicos a se protegerem dos ataques das seitas, faz caminhadas pela “liberdade religiosa” ao lado delas… Isso não é de se admirar, considerando que nosso bispos defendem o Estado dito “laico”, mas que não passa de um eufemismo para ateu e perseguidor da religião. E depois a CNBB faz aquelas tímidas campanhas em defesa da vida…
Já que estamos tratando sobre o tema do ecumenismo, peço licença para os leitores a fim de responder, em forma de artigo, aos questionamentos de um “vocacionado” ao sacerdócio, que é “tradicional” mas defensor o Vaticano II. Os principais pontos que gostaria de destacar são: 1) o quanto os pretendentes ao sacerdócio são intoxicados, desde antes do seminário, com as idéias ecumênicas; 2) o que podemos esperar do clero formado neste ambiente de verdadeira apostasia; e 3) a forma “artística” como o vocacionado consegue “dialogar” e atacar, ao mesmo tempo.
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Prezado Voc. Aldo César,
Salve Maria!
Você demonstra estar bem habituado com o ambiente modernista, ao criar uma figura do Tradicionalismo que não existe. Vamos ler a insinuação absurda que você fez:
Contudo meu irmão, se você acha que somente alguns estão predestinados à Eternidade, tenha mais humildade no coração e se abra verdadeiramente para acolher a Cruz de Cristo.
De onde você tirou a idéia de que eu acredito em predestinação? Pare inventar e de querer colocar palavras na minha boca. Em nenhum lugar os meus escritos lhe dão a menor brecha para esta interpretação absurda. Na verdade, são algumas seitas protestantes que acreditam na predestinação, e não os católicos.
Além do mais, se o destino eterno das pessoas já estivesse predestinado, nós não teríamos razão nenhuma em nosso combate, estaríamos apenas perdendo nosso tempo. Pelo contrário, é porque acreditamos que sem a Verdadeira Fé ninguém pode se salvar, é que nosso combate tem valor. Aqueles que estão dentro da Igreja devem perseverar na Fé, e os que estão fora precisam de conversão, para que se salvem. Esse é o bom combate em que todo católico deve se engajar, não se achando pessoalmente melhor do que os outros, mas tendo a convicção de que a Verdadeira Fé é necessária para a salvação. Aliás, o bom católico sabe o quanto o ser humano é debilitado pelo pecado original e pelas más paixões, mas sabe também o valor inestimável que tem a Fé Católica, que Deus mesmo se dignou nos revelar.
No entanto, acusar os católicos tradicionais de defender a heresia da predestinação é apenas umas das baixarias a que você se submeteu. Em outro lugar você continua os absurdos:
Não vamos nos achar mais dignos que os outros, somos irmãos. ok?
Mais uma vez você tenta construir uma imagem distorcida de mim e, por extensão, dos católicos tradicionais. De onde você tirou a idéia de que eu me acho melhor do que os outros? Não há razão nenhuma para você concluir isso. Não existe aqui, neste blog, nenhuma auto-promoção da minha parte. Você não entendeu absolutamente nada da razão pela qual eu escrevo aqui: defender a Verdadeira Fé. Por mais indigno e mais fraco que eu seja, e mais necessitado da misericórdia de Deus e da intercessão dos santos, estou aqui defendendo a única Fé Verdadeira, a única Igreja de Cristo, a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, fora da qual não há salvação. É a Fé Católica que é defendida e enaltecida neste blog, e não a minha pessoa, que, certamente, não merece.
Você escreve em outro lugar:
Ah, levo sempre em conta que sou “Tradicional” e não sou membro da RCC, mas sou profundamente Ecumênico, senão eu seria UM FARISEU. Deus veio para todos meu irmão, Ele excluiu a pecadora? Quantas vezes temos que perdoar nossos irmãos? Ele não perdoou o ladrão na Cruz? Ele não é Misericórdia (Sl 57, 10)? Ele não é amor (1 Jo 4, 8)?
Você pode até se dizer “tradicional” mas não é. O fato de não ser da RC”C” não implica em ser tradicional, ortodoxo. Existem muitos outros erros e heresias além da RC”C”. A Tradição implica a defesa da verdadeira Fé, e não o ecumenismo suicida do Vaticano II.
O tom da sua carta parece até amigável, no começo, mas quando lemos as entrelinhas, percebemos os quanto você ataca fingindo “dialogar”. Segundo suas próprias palavras, você é “profundamente Ecumênico, senão seria UM FARISEU”. Então, quem não é “profundamente ecumênico”, na sua lógica, é fariseu. O que significa que eu seria um. Onde está a sua caridade e o seu ecumenismo, insinuando que todos que defendem a Fé Verdadeira contra as heresias seriam fariseus? O seu ecumenismo é só para os não católicos? Você já chamou de fariseu alguém que não é católico? Gostaria de saber.
Quanto ao perdão, é claro que devemos perdoar todos aqueles que se arrependem, mas o caso do ecumenismo é bem diferente. Não se trata de pecados cometidos contra nós, os quais devemos perdoar prontamente. Os hereges ensinam doutrinas contrárias àquela que Cristo ensinou, pervertendo a Fé. E, fora da Fé Verdadeira não há salvação. Será que você acredita neste dogma? Acreditar nos dogmas da Igreja seria o mínimo que se esperaria de um vocacionado. Então, devemos trabalhar para a conversão daqueles que estão fora da Igreja. Pelo contrário, o ecumenismo do Vaticano II e dos modernistas não busca a conversão à Verdadeira Fé, mas somente uma “amizade”, uma “união” entre os diversos credos, por mais incompatíveis que sejam entre si.
Esse ecumenismo defende algo que parece bonito: a tolerância. Certamente, deve haver certa tolerância para com as fraquezas humanas. Como você bem citou, Deus exige que perdoemos e amemos os nossos inimigos, e que usemos de misericórdia para com eles, da mesma forma que Ele faz conosco. No entanto, quanto aos erros contra a Fé, não podemos permitir que eles se alastrem entre os fiéis, pois implicaria na condenação eterna de todos aqueles que aderissem aos erros. Então, algo tão sério como a salvação das almas não pode ser negligenciado. E devemos pensar não somente nos que poderiam ser afetados pela heresia, mas também naqueles que já a professam. Se assumíssemos a posição cômoda do ecumenismo, elogiando todo mundo e não entrando em discussões teológicas, não buscando converter ninguém à única Fé Verdadeira, estaríamos sendo inimigos deles, pois permitiríamos sua perdição. Assim, quando não toleramos o erro e buscamos corrigir aquele que erra, exercitamos por ele o amor sobrenatural que os ecumênicos demonstram não possuir, ao se furtarem do trabalho pela conversão à Fé Verdadeira.
Continuando as suas demonstrações de caridade, você me acusa de ter respondido apenas o que “quis”. Talvez você queira saber porque eu rejeito o Vaticano II? Se você tivesse lido qualquer artigo a respeito já o saberia: porque esse Concílio, pastoral e falível, falou com ambigüidade, permitindo interpretações contrárias à Fé Verdadeira. E isso não foi um mero acidente de percurso, pois os inimigos da Igreja, que estavam infiltrados dentro d’Ela, e que foram denunciados já no início do século XX por São Pio X, estavam por trás das manobras do Concílio. Eles escreveram, de propósito, textos ambíguos, quando não claramente heréticos.
Você também insinua que eu sou burro, ao perguntar se eu sei o que significa diabólico. É claro que eu sei: aquilo que se refere ao diabo, ao inimigo de Deus e da verdadeira religião. E é exatemente por isso que o Concílio Vaticano II é, no mínimo, em seu espírito (condenado por S.S. Bento XVI), realmente diabólico: porque tentou introduzir na Igreja uma nova fé, diferente daquela que a Igreja sempre ensinou. Quem tem a boa vontade de ler a história do concílio fica conhecendo as manobras que foram feitas para afastar os bons e fiéis membros do clero e substitui-los pelos hereges modernistas. Tudo a fim de defender as idéias de ecumenismo, liberdade e colegialidade. As idéias que movimentaram o “espírito do Concílio” eram contrárias à Fé Verdadeira, e por isso, diabólicas.
As suas outras perguntas são as mesmas que a Tradição Católica já respondeu há muito tempo. O concílio foi pastoral, não dogmático. O papa não usou as prerrogativas da infalibilidade, nem se pronunciou ex cathedra. Logo, o concílio não faz parte do magistério infalível e pode ter ensinado o erro, como de fato ensinou, sem que isso abale a infalibilidade da Igreja. Além disso, as idéias heréticas que movimentaram o “espírito do Vaticano II” são incompatíveis com a Fé Católica de sempre. E, segundo nos orienta o grande Apóstolo, quem ensinar um Evangelho diferente daquele foi pregado por Cristo e seus discípulos, deve ser excomungado (Gal 1,8). Aliás, S.S. São Pio X excomungou, de fato, os defensores do modernismo, através do Motu Proprio Praestantia Scripturae. Como o Vaticano II defendeu os erros modernistas, logo, quem o defende, tendo conhecimento pleno de seus erros, está excomungado. Assim, não sou eu, nem qualquer outro católico que negue o concílio, que se coloca fora da Igreja, mas sim aquele que, em plena consciência, aceita os execráveis erros contra a Fé que o mesmo propagou.
As suas perguntas, como eu disse, já foram respondidas há muito tempo pelos católicos tradicionais, que estão nesta luta muito antes de mim. O resto, é retórica da sua parte, como insinuar que eu estou em uma fronteira mais avançada do que a Lutero. Por acaso você ignora que as doutrinas do Vaticano II e da missa nova se aproximam perigosamente das de Lutero? Ora, é a seita dos modernistas que está na mesma fronteira de Lutero, combatendo a dignidade do sacerdócio, a presença real, a renovação incruenta do Santo Sacrifício do Calvário, etc.
Mais ainda. A frase que você usou contra os que recusam o Vaticano II:
Jesus mesmo disse sobre os lobos em pele de ovelhas…
Eu a devolvo a quem defende as heresias modernistas. E, pensar que, alguns parágrafos acima, você parecia todo amigável, convidando-me para o diálogo. Você é mais ambíguo do que o Vaticano II.
Finalmente, vamos analisar um pouco do seu blog. No final dele, há uma verdadeira declaração de apostasia:
Este blog tem um comportamento ecumênico inter-religioso, onde várias denominações Cristãs estarão buscando e valorizando diversos valores fundamentais da prática indubitável do autêntico Cristianismo, proporcionando assim, uma igualdade maior entre nós: Cristãos, porém praticantes da mesma fé em denominações e organizações diferentes.
Deus é um, o mesmo de sempre!
Somos todos irmãos pelo princípio Teológico da Criação Divina, e na condição de criaturas que somos, devemos então, assumir a condição de irmãos, amando-nos mutuamente e respeitando as diferenças, pois elas existem para distinguir-nos uns dos outros.
Busquemos a Paz, o Amor e a Solidariedade entre os povos, independente de credo, etnia ou classe social, SOMOS TODOS IRMÃOS!
E você ainda se diz vocacionado ao sacerdócio? Um sacerdote deve converter as pessoas à Verdadeira Fé, e não elogiar os erros cometidos pelas seitas. O seu texto, tão curto, resumiu quase tudo o que um católico não deve ser. Você propõe apenas objetivos naturalistas: paz, amor, solidariedade entre os povos. Pior do que isso: você acredita que as várias “denominações” cristãs praticam a mesma fé. Não precisaríamos nem recorrer à Fé católica e seus dogmas, uma vez que a simples razão humana já é suficiente para demonstrar esse erro absurdo, pois crenças incompatíveis entre si não podem ser denominadas de uma só fé. Só existe uma Fé Verdadeira, que é aquela ensinada pela Igreja, e o maior bem que podemos fazer é ensinar essa Verdade a todos que não a conhecem. Elogiar aqueles que estão no erro, para que sejamos bem recebidos, é fácil. Promovendo este ecumenismo, seremos certamente aplaudidos pelo “mundo”. Mas Nosso Senhor Jesus Cristo disse que o “mundo” nos odiaria por sermos Seus discípulos. Então, não é aos mundanos que devemos agradar mas, antes de tudo, ao Deus Altíssimo. Defendendo a Verdadeira Fé Católica, não somente agradaremos a Deus, mas receberemos a gratidão daqueles que estavam no erro e que conheceram a Verdade. Desejar a conversão e a salvação eterna a todos, mesmo aos inimigos, é prova de verdadeira caridade. Elogiar os que estão no erro, a fim de parecer tolerante e amigável aos olhos do “mundo”, isso não é atitude de quem crê em Cristo Nosso Senhor.
Infelizmente, lendo a sua mensagem, vemos que você não crê no dogma “Extra ecclesiam, nulla salus”, mas somente no diálogo inter-religioso. Aliás, que tema você escolheu para sua enquete: “Você acredita no ecumenismo?”!
Tomo a liberdade de responder pelos verdadeiros católicos: não, eu não acredito no ecumenismo, mas sim no único e Verdadeiro Deus, Trindade Santíssima, tal como Nosso Senhor Jesus Cristo nos revelou, e em Sua Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica, fora da qual não há salvação.
Os assuntos do ecumenismo e do Vaticano II são bastante longos e não tenho a menor pretensão de esgotá-los numa simples carta, mas tão somente responder às suas objeções. Para encerrar o texto, que já vai longo, gostaria apenas de deixar uma pergunta: por que você exige de mim obediência ao Concílio Vaticano II, que é pastoral e falível, se, através de sua atitude ecumênica, você demonstra não acreditar no dogma de que fora da Igreja não há salvação?
Faço votos de que você se converta à Verdadeira Fé,
e, quem sabe, seja ainda um bom padre a levar as almas para Cristo,
In Corde Jesu et Mariae, semper,
Márcio
Apesar de este blog ter um caráter eminentemente apologético, o dia de hoje, tão importante para todos os católicos de nossa Pátria, quero dedicá-lo exclusivamente em homenagem à nossa padroeira. Que o Brasil, e todo o mundo, possa ser cada vez mais devoto da Santíssima Mãe de Deus, a Sempre Virgem Maria. Aquela que portou em seu seio o Verbo Encarnado, também é a nossa grande intercessora junto a seu Divino Filho, em todas as épocas, e também nestes dias terríveis de apostasia. Mas, como Ela mesma nos prometeu, seu imaculado coração triunfará.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!
Não existe novidades na doutrina católica. Ela foi integralmente revelada no tempo de Cristo, e quando o último apóstolo morreu, nada mais foi revelado que fizesse parte do Depósito da Fé. Qualquer ‘novidade’ que se tente introduzir na doutrina, não passa de perniciosa hereisa. O ensinamento das Sagradas Escrituras é evidentíssimo:
Mas, ainda que alguém – nós ou anjo baixado do céu – vos anunciasse um Evangelho diferente deste que vos anuncio, que ele seja anátema. (Gl 1,8)
Os defensores do Vaticano II negam que este tenha ensinado novidades contrárias à Fé Católica, mas um dos últimos artigos publicados no site do Falistatis, trouxe algumas confissões das novidades do concílio:
O que isso significou foi um desenvolvimento doutrinal novo que postulou algo que à primeira vista parece paradoxal: um direito de ser tolerado.
Mas na verdade o ensinamento do Concílio posiciona o direito à liberdade religiosa na terceira dessas categorias tradicionais, o ius exigendi. Entretanto, o faz de maneira nova e inesperada – refletindo o clima social e político do século vinte.
Portanto, o antigo e o novo ensinamento sobre “tolerância” e “direitos”, embora apontem, por assim dizer, em direções diferentes (um em direção a menos liberdade na sociedade, o outro na direção de mais), não colidem de frente: como dois carros bem dirigidos aproximando-se um do outro na rodovia, eles deslizam com segurança entre si.
LIBERDADE RELIGIOSA: “DIREITO” VERSUS “TOLERÂNCIA”
http://www.veritatis.com.br/article/5491
Quanta retórica, quantos malabarismos, para não ter que confessar o óbvio: os ensinamentos do Concílio são contrários aos ensinamentos de sempre! Até mesmo o autor percebeu a “maneira nova e inesperada”, a existência de ensinamentos “antigo e novo”, as “direções diferentes em que apontam”, o “desenvolvimento doutrinal novo”. Mas, para não ter que aceitar que o Concílio, pastoral e falível, errou, o autor acaba por jogar tudo isso para debaixo do tapete. Contra toda evidência, o autor afirmou que não houve contradição entre o novo ensinamento do Vaticano II e a doutrina católica de sempre. Vamos demonstrar agora que o autor não alcançou o seu objetivo.
O argumento central se baseia em distiguir duas proposições:
(i) Não-católicos têm o direito de propagar publicamente sua religião (desde que não violem a ordem pública).
(ii) Não-católicos têm o direito de imunidade de coerção ao propagar publicamente sua religião (desde que não violem a ordem pública).
Para o autor do texto, o concílio ensinou (ii) e não (i) e, dessa forma, não teria ensinado contra a doutrina de sempre. De fato, a proposição (i) já foi condenada pela Igreja, mas a proposição (ii), com as letras em que foi escrita, não foi condenada. Assim, o autor tenta nos convencer de que o concílio, tendo ensinado (ii), não teria, desta forma, caido em contradição com a doutrina de sempre da Igreja.
O que o autor do artigo não percebeu é que as duas proposições apresentadas possuem, na prática, o mesmo efeito. Se o Estado não pode coagir, a lei que determina uma proibição passa a ser letra morta, uma vez que os infratores poderão infrigi-la na certeza de impunidade. Se não existe direito do Estado de reprimir um erro, o efeito prático é que as pessoas que promovem este erro acabam por difundi-lo livremente, ainda que, na teoria, não tivessem este direito.
Para o autor do artigo, basta que os hereges não perturbem a ordem pública para terem o direito de não serem reprimidos. De acordo com esta tese, as seitas têm, na prática, o direito de afastar os católicos da Verdadeira Fé, desde que para isso não provoquem arruaças… Se eles forem bem educados para não tumultuar a ordem pública, eles podem levar para o inferno quantas almas quiserem, que o poder público nada pode fazer contra eles. O texto acaba por colocar a ordem pública como um bem superior à salvação das almas, uma vez que a salvaguarda desta não pode exigir a intervenção estatal, ao passo que a daquela pode. Mais uma diabólica inversão de valores, na tentativa de justificar os ensinamentos anti-católicos do concílio Vaticano II.
Para exemplificar melhor, analisemos o direito penal. O direito de punir – jus puniendi – do Estado, nasce com a sentença condenatória, na qual se provou o dolo ou a culpa do réu (*), e é este direito o que garante ao Estado a possibilidade de coibir os crimes aplicando penas aos criminosos. Se o Estado não possuísse esse direito de punir, o resultado prático é que os marginais teriam o “direito” de cometer crimes a vontade, sem serem punidos. De nada adiantaria possuirmos todo um conjunto de normas jurídicas que tipificassem os diversos crimes (direito penal objetivo), se o Estado não possuísse o direito de reprimi-los (direito penal subjetivo).
Tirando o vocabulário jurídico, os conceitos são tão simples que qualquer um pode entender. E pensar que o site do Falistatis tem, entre seus escritores, um “doutor, ‘jurista’ e pensador católico”!
A minha argumentação já está longa, ainda mais para explicar algo tão óbvio. Mas é demonstrando minuciosamente e com clareza as loucuras do Falsitatis é que nós vamos provar o quanto são absurdas e infundadas suas mentiras contra nós, católicos tradicionais, e contra a verdadeira doutrina católica.
Já que estamos tratando deste assunto, seria interessante assistir ao vídeo, indicado em outro blog:
Uma conspiração dos acatólicos
http://br.youtube.com/watch?v=0mvgCPikPxs
Devemos nos perguntar como se chegou a esta completa apostasia. Certamente não foi de uma hora para outra. Foi um processo lento, e o Concílio Vaticano II, com suas ambigüidades, teve importante papel neste processo. É impossível negar que a liberdade religiosa defendida pelo Vaticano II não tenha influência nenhuma nesses atos de apostasia declarados. Se o último concílio tivesse ensinado de maneira inequívoca a doutrina católica de que fora da Igreja não há salvação, será hoje estaríamos assistindo a um vídeo terrível como esse? Será que as seitas estariam roubando os filhos da Igreja? É uma boa oportunidade para aqueles que ainda defendem o concílio poderem refletir.
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(*) admitindo-se a presença dos outros fatores necessários para a condenação, como a inexistência de excludente de ilicitude, punibilidade, etc, que não são importantes para a presente argumentação