Primeiro aniversário deste blog

Este blog já está completando o seu primeiro aniversário. É bem verdade que eu somente o abri para acessos externos em meados de Janeiro, mas creio que seja melhor contar a partir da data do primeiro artigo, 26 de Dezembro, um dia depois do Natal.

Gostaria de agredecer todas as visitas que tenho recebido, e espero estar contribuindo para combater o modernismo que tomou de assalto a Igreja. Em meio à crise atual, não deixa de ser um alívio poder fazer alguma coisa, por mínimo que seja, para combater essa terrível heresia. Cada artigo escrito é uma certeza de que não estou de braços cruzados, mas que estou, apesar da minha fraqueza e pequenez, esforçando-me para desmascarar o modernismo e para restaurar a nossa amada Igreja. Se a maior parte do clero se cala ou mesmo promove o erro, cumpre a nós, leigos, defendermos a Fé Verdadeira.

Dois mil e nove será, certamente, mais um ano de muita luta, na qual continuaremos firmes, com a graça de Deus.

Ad Majorem Dei Gloriam

Publicado em:  on dezembro 28, 2008 at 10:06 pm Comentários (9)

Mensagem de Natal

Aproxima-se mais um Natal de Nosso Senhor. O mundo agitado e dessacralizado em que vivemos não tem tempo para refletir a grandeza deste momento. O homem caído, esmagado por uma dívida que jamais poderia pagar, não ficou abandonado. Mas Deus mesmo veio em seu auxílio, e pagou muito mais do que o homem devia. Qual não deve ser nosso reconhecimento para com Aquele que assumiu a nossa carne e se tornou Nosso Redentor?

Nosso Natal, se desejamos nos chamar católicos, não deve ser como o dos incrédulos e dos mundanos. Não são as festas, os presentes e as refeições fartas que devem fazer a nossa alegria. Podemos ser muito felizes mesmo que nos falte tudo isso. Somente não há felicidade verdadeira se nos falta o essencial, se nos falta Deus. Os mundanos podem até rir e cantar e dançar bastante, mas ao se apagarem as luzes, ao terminarem as festas, o que lhes resta? Além de falsa, a alegria do mundo é passageira. Fugaz, como as luzes dos fogos de artifício.

Para nós, a alegria deste dia é festejar a vinda do Cristo Salvador, nascido da Virgem Maria, na plenitude dos tempos. Esta é a alegria que não se apaga juntamente com as luzes das festas de fim de ano, mas que é a alegria serena e constante dos que vivem na graça de Deus. E que atingirá sua plenitude no Céu, quando veremos Deus face a face como Ele é, a Luz Perpétua a nos iluminar na eternidade.

Um feliz e santo Natal a todos.

Ad Majorem Dei Gloriam.

Márcio

Publicado em:  on dezembro 20, 2008 at 11:01 pm Comentários (5)
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O ecumenismo modernista, a Virgem Maria e os hereges

Comprei, há pouco tempo, o famoso livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignon de Montfort. Sem dúvida, um dos maiores livros de piedade mariana que já foram escritos. No entanto, a edição que adquiri, de 1979, posterior ao Vaticano II, trazia uns pequenos comentários ao livro, “um pouco” distoantes do que o autor ensinava.

Logo na apresentação, lemos a seguinte advertência:

Encontram-se, às vezes, nas obras de Montfort trechos que já não soam bem aos nossos ouvidos, porque provêm duma mentalidade muito própria do seu tempo e ambiente. Por exemplo, naquela época os hereges eram facilmente considerados como pessoas de má vontade ou, pelo menos, como tal foram tratados. Ora, estamos hoje numa era de pleno Ecumenismo, quer dizer, numa era em que todos os cristãos tentam compreender-se e reunir-se. Desde que não haja razões em contrário, devemos supor a boa fé nas pessoas que vivem na heresia ou no cisma; por isso, é absolutamente injusto chamar indiscriminadamente “réprobos” a todos os hereges e cismáticos.

O comentário nega claramente o dogma de fé de que fora da Igreja não há salvação. A salvação fora da Igreja somente é possível aos que não a conhecem por ignorância invencível. Caso a conhecessem, abraçariam a Verdadeira Fé. Este não é o caso daqueles que desprezam a Igreja e a perseguem, sem se dar ao trabalho sequer de estudar sua doutrina.

Mas isto foi somente a introdução. Para citar apenas um exemplo da qualidade dos comentários encontrados ao longo de livro, vejamos o seguinte trecho original do livro de São Luís (os grifos são meus):

Como na geração corporal há um pai e uma mãe, assim também na geração espiritual há um pai, que é Deus, e uma mãe, que é Maria. Todos os verdadeiros filhos de Deus e predestinados têm a Deus por pai e a Maria por mãe; e quem não a tem por mãe; não tem Deus por pai. Eis porque os réprobos, como os heréticos, os cismáticos, etc… que odeiam ou olham com desprezo ou indiferença a Santíssima Virgem, não têm Deus por pai, ainda que disso se gloriem, porque não têm Maria por mãe. Pois se a tivessem por mãe, honrá-la-iam e amá-la-iam como um verdadeiro e bom filho ama e honra naturalmente sua mãe, que lhe deu a vida.
O sinal mais infalível e indubitável para distinguir um herético, um homem de má doutrina, um réprobo de um predestinado, é que o herético e o réprobo não têm senão desprezo e indiferença pela Santíssima Virgem. Com suas palavras e exemplos, abertamente ou às ocultas, esforçam-se por lhe diminuir o culto e o amor, e isso por vezes sob belos pretextos. Ah! Deus Pai não disse a Maria para ir habitar com eles, porque são Esaús.

São Luís de Montfort; Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem; Ed. Santuário; 1979; no. 30

Logo abaixo desse belo e verdadeiro texto de São Luís de Montfort, foi acrescentado pelo editor o seguinte comentário (o grifo é meu):

Deus é pai e Nossa Senhora é mãe de todos os homens, mesmo se estes não os querem reconhecer como tais. No entanto, a verdade é que Deus pode exercer a sua paternidade e Maria sua maternidade dum modo mais belo, completo e eficaz nas pessoas que mais se lhe entregam.

Basta ter uma escolaridade básica, pouco acima do semi-analfabetismo, para perceber que o comentário contradiz frontalmente o que disse o grande santo. Mas o ecumenismo anti-católico do Vaticano II cega de tal maneria seus seguidores, que eles chegam a se prestar ao ridículo acima, desmentindo o que disse o santo cujo livro eles se dispuseram a editar. Aliás, elogios ao Vaticano II podem ser encontrados em outros comentários do livro.

Ah! Os fanáticos defensores do concílio Vaticano II devem estar furiosos dizendo que tudo isso é exagero meu e que o Vaticano II não tem nada a ver com esse ecumenismo suicida, não é verdade? Vamos provar que não.

No livro O Reno deságua no Tibre, que eu arriscaria classificar como quase indispensável para se entender a crise gerada pelo Vaticano II, podemos ler, à página 96, o seguinte protesto do padre Rahner (liberal) contra o esquema sobre a Virgem Maria:

Afirmava ele [Padre Rahner] que, sob o ponto de vista ecumênico, se aquele texto conciliar fosse aprovado “causaria um mal incalculável, em relação tanto aos Orientais como aos Protestantes”. Não havia exagero em dizer “que todos os resultados conquistados no domínio do ecumenismo, graças ao Concílio e em relação ao Concíliio, seriam reduzidos a nada com a aprovação do esquema na forma em que estava.”

Quer dizer, para os padres conciliares liberais era mais importante agradar aos hereges e cismáticos do que honrar a Santíssima Virgem Maria! E os defensores do concílio Vaticano II ainda querem nos fazer acreditar que era o Espírito Santo que assistia estes padres conciliares!

Na página 62 do mesmo livro podemos ler o resumo do protesto de um bom bispo católico contra os excessos do concílio:

O último orador foi Mons. Carli, bispo de Segni. Ele declarou que os padres conciliares tinham levado ao excesso as próprias preocupações ecumênicas. Não se podia mais falar de Nossa Senhora; ninguém mais podia ser considerado herege; ninguém podia usar a expressão “Igreja militante”; não era mais conveniente chamar a atenção para os poderes inerentes à Igreja Católica.

Portanto, os comentários absurdos que eu li no livro editado em 1979 não são mais do que a continuação das idéias ecumênicas e anti-católicas que os bispos liberais impuseram ao Vaticano II. E esta observação se estende a todas as outras heresias encontradas hoje. Quando o falsitatis splendor, o prof. Felipe Aquino ou qualquer outro defensor do Vaticano II alegam sua inocência, dizendo que houve apenas abusos e más interpretações por parte de pessoas mal-intencionadas, eles escondem a história negra deste concílio. As sementes dos males que a Igreja vive hoje foram plantadas, em grande parte, durante o concílio. A semelhança entre as citações feitas no presente artigo o demonstram bem: as mesmas heresias e impiedades encontradas no pós-concílio já eram defendidas pela corrente liberal, que, através das mais baixas artimanhas e jogos sujos, impôs sua vontade ao concílio.

O tema certamente merece ser retomado em outros artigos.

De volta ao trabalho

Estou voltando a trabalhar no blog e a moderar os comentários. E o número que acumulou na minha ausência foi alto: 44 comentários, sem contar os considerados como spam.

comentario

Peço paciência, porque pode demorar um pouco, mas vou responder a todos. Exceto, é claro, àqueles que já demonstraram não querer outra coisa senão me fazer perder tempo com discussões infindáveis que não chegam a lugar algum. Mas os outros, mesmo os discordantes, desde que se apresentem com um mínimo de civilidade e boa vontade, serão respondidos.

Publicado em:  on dezembro 2, 2008 at 10:42 pm Deixe um comentário