Neoprotestantismo ?!?!?!

Já me disseram que não devemos perder tempo com o Falsitatis Splendor. Eu concordo. Fica cansativo ter que se defender toda hora das mentiras que eles inventam contra nós. Poderíamos utilizar o tempo para algo construtivo. Mas, enquanto eles nos atacam, não temos outra opção senão nos defendermos. De qualquer forma, vou ser breve para não perder muito tempo com quem não quer uma discussão franca e leal, pois eles não entram no mérito dos nossos argumentos, mas ficam apenas nas retóricas superficiais.

A última que eles inventaram foi nos chamar de neoprotestantes! Eles encontraram uma “semelhança” entre os católicos tradicionais que não aceitam os erros do Vaticano II e os protestantes que não aceitam a Igreja Católica, e, a partir daí, concluíram que somos neoprotestantes!

O argumento é extremamente fraco e incoerente. Não há nenhuma comparação possível entre os dois casos. Os protestantes se levantaram contra a Igreja Católica em todos os sentidos: recusaram a doutrina, os dogmas, os sacramentos, a hierarquia, etc. O protestantismo é uma negação de todo o Cristianismo. Tudo o que havia de importante na nossa santa religião, foi abandonado pelos protestantes. Além disso, o protestantismo cresceu graças ao oportunismo e ganância dos príncipes, que viram na pseudo-reforma uma oportunidade de se levantar contra Roma, roubando-lhe terras e bens.

Absolutamente nada disso se verifica no Tradicionalismo. Muito pelo contrário. Quem defende a Tradição está defendendo a ortodoxia da Igreja contra as maléficas inovações propostas pelo Vaticano II. Este sim, o último concílio, pode ser acusado de protestantismo, por exemplo, pelos elogios feitos aos hereges, por ter aconselhado a oração em comum com eles, por ter inserido o conceito de colegialidade, minando a autoridade do Papa, etc. E o que dizer da missa nova, fabricada com o auxílio de seis pastores protestantes? Em vez de perder muito tempo com o Falsistatis, prometo para breve um artigo sobre o Concílio e a relação com os protestantes. Creio que será bem mais construtivo. Continuo, por hora, mas brevemente, a nossa defesa.

Ora, se o Vaticano II e a missa nova estão na direção do protestantismo, quem os apóia é que deve ser considerado neo-protestante, e não quem os combate!

Engraçado é que o Falsitatis, tão preocupado com os “neo-protestantes”, não diga uma palavra contra os abusos e heresias da Canção Nova. A CN sim é completamente protestantizada. Mas o Falsitatis se mantém em silêncio neste caso. Pelo contrário, o site deles tem até link para o site do Prof. Felipe Aquino. O que lhes faz merecer mais um título: o de esplendor da parcialidade.

Todo o artigo do Falsitatis poderia ser refutado com os argumentos sobre o dever da desobediência a um superior que esteja no erro. Leia-se por exemplo, São Tomás de Aquino:

“Havendo perigo próximo para a Fé, os prelados devem ser argüidos até mesmo publicamente pelos súditos”. (Suma Teológica, II-II, 33, 4-2)

É só ter um pouco de boa vontade para perceber que a nossa crítica ao Vaticano II e à missa nova se enquadra na defesa da Fé, posta em perigo pelo modernismo hoje em dia. A nossa desobediência visa a defesa da Fé católica contra os prelados modernistas, e não pode ser comparada de forma alguma com a revolta protestante.

Mas o falsitatis não quer enxergar esta diferença enorme. Aliás, esta verdadeira oposição entre a atitude dos católicos tradicionais e a dos protestantes. No final do artigo, o autor diz para não encararmos o texto como “uma provocação, nem como uma ‘declaração de guerra’”. Mas, no meio do texto lemos a seguinte acusação contra nós:

Para os neoprotestantes a Igreja Romana é novamente – como para os protestantes originários – a “Prostituta do Apocalipse”, a “nova Babilônia”, cheia de heresia, repleta de desprezo à verdadeira religião.

De onde este infeliz tirou a idéia de que nós consideramos a Igreja Romana como “Prostituta do Apocalipse”, a “nova Babilônia”, cheia de heresia, etc?

Eu amo a Igreja Católica e não admito que um sujeito caluniador destes me compare aos protestantes que blasfemam contra a Igreja!

Isto é um enorme insulto contra nós e contra a inteligência dos leitores. Nós amamos a Igreja Católica, e é por isso que queremos vê-La livre dos hereges modernistas que a invadiram. É contra os modernistas que nós lutamos. Não contra a Igreja. Neste blog já foi denunciado um artigo inteiro que o Falsitatis escreveu com mentiras a nosso respeito (teve “iluminado” escrevendo aí pela internet que o meu artigo é que atacava o Falsistatis…). Agora, eles tornaram a nos caluniar e a nos atribuir idéias que não são as nossas. O que será que esses vigaristas pensam? Que vão passar o resto da vida nos difamando?

É muito cinismo pedir para que não vejamos o artigo como provocação. Eles inventam conclusões que eles sabem que não são as nossas e nô-las atribuem descaradamente. E não querem que fiquemos ofendidos!

Não vou perder mais tempo com este tipo de gente caluniadora. Há muitos assuntos úteis a serem tratados. E o próximo será, provavelmente sobre os protestantismo no concílio.

Publicado em:  on Abril 28, 2009 at 10:55 pm Comentários (22)
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22 Comentários Leave a comment.

  1. Realmente foi ridículo o texto!

    Aaah faz tempo que espero esse texto seu Marcio, sobre o pontos conflitantes do CVII.

    Salve Maria!

  2. Olá,

    Algo me chamou a atenção no seu artigo: «De onde este infeliz tirou a idéia de que nós consideramos a Igreja Romana como “Prostituta do Apocalipse”, a “nova Babilônia”, cheia de heresia, etc?»

    Fiz uma procura por “Roma Modernista” no Google, e encontrei essa blasfêmia (porque o modernismo é uma heresia) nos sites da Permanência, da SSPX, na boca de D. Lefèbvre.

    Justiça seja feita, a única vez que o termo aparece no site Montfort é para contestar um artigo do sr. Fleischmann que o usa.

    Mas acusar Roma de heresia é ou não a mesma coisa que Lutero fazia?

  3. Marcio, o Faltitatis tirou o artigo!!!!

  4. Marcio, os arrogantes tiraram o artigo do sítio!!!!

  5. PARCIALITATIS SPLENDOR?
    VANITATIS SPLENDOR?
    FALSITATIS SPLENDOR?
    INSANITATIS SPLENDOR?
    Qual será a nova alcunha deles, hein? Ahahahahahah!

  6. Só corrigindo: ParTialitatis…

  7. Eles retiraram o artigo e emitiram uma nota sobre os motivos:

    http://www.veritatis.com.br/article/5704/nota-sobre-o-artigo-tradicionalismo-anti-vaticano-ii-o-neoprotestantismo

    Eu visitei o cache do Google e o artigo ainda estava lá. Fiz até uma “print screen” da tela.

  8. Ana Maria,

    O artigo que eu estou preparando é sobre o protestantismo no CV II, e não uma crítica completa. Estou separando vários assuntos para escrever um artigo sobre cada.

  9. Prezado Luís Guilherme,

    Salve Maria!

    O termo “Roma Modernista” pode até ser impróprio, mas não é usado no sentido que o Falsitatis nos atribui. O melhor seria dizer os “modernistas de Roma”, ou “os modernistas infiltrados na Igreja de Roma”. Ninguém na Tradição acusa a instituição Igreja Católica de heresia. Isto é o que Lutero fez. O que nós afirmamos, e isto não pessoa no mundo em plena capacidade mental capaz de negar, é que Roma foi invadida pelos modernistas. Veja os casos dos cardeais Casper, Lehman, Fisichella, o arcebispo Zollitsch, etc. Veja os bispos da Áustria. Veja a CNBB e seus bispos comunistas. Veja os escândalos de João Paulo II: beijar um livro que, entre outras coisas, nega a divindade de Cristo; receber os sinais de “deuses” hindus; receber bençãos pagãs; dar comunhão a uma índia nua; promover o encontro de Assis, extremamente relativista, etc.

    É impossível negar a Santa Igreja de Roma tenha sido invadida pelos inimigos. É impossível negar que os papas pós-conciliares tenham uma forte influência modernista. Quem pode julgá-los é apenas um outro papa. Mas negar que eles tenham promovidos escândalos é impossível.

    A diferença, portanto, entre os católicos que não aceitam os erros do CV II e os protestantes é enorme. São direções opostas. Quando os protestantes falam em “Roma”, eles querem atacar a Igreja Católica enquanto instituição. Quando um tradicional usa o termo “Roma modernista”, ainda que impróprio, refere-se aos modernistas infiltrados na Santa Igreja de Roma. É muito fácil perceber isso. Somente com muita má vontade alguém pode sustentar o contrário. Nós amamos a Igreja, por isso queremos vê-la livre de seus inimigos infiltrados. Os protestantes (pelo menos os hereges formais) odeiam a Igreja Católica. É impossível uma pessoa de boa fé confundir as coisas. O artigo escrito contra nós foi uma verdadeira difamação, um golpe sujo.

    Eles escreveram uma retratação. Vamos ver se eles param de nos atacar. Será melhor para todos discutirmos doutrina em vez de levar as coisas para o lado pessoal.

    In Corde Jesu, semper,

    Márcio

  10. em tempo:

    Luís Guilherme, visitei seu blog e vi um link para o blog do protestante Júlio Severo.

    Você considera correto indicar o link para o site de um protestante declarado? Creio que seja incoerente criticar aqueles [tradicionalistas] que querem ver nossa amada Roma livre dos hereges, ao mesmo tempo em que se indica um blog de alguém que está fora da Igreja.

    AMDG,

    Márcio

  11. Marcio, os ”carismáticos” parecem que amam mais os inimigos da Santa Igreja Católica que os próprios irmãos católicos.

    Os ”carismáticos” parecem que não sabem o perigo para os católicos de hoje (a maioria mal informados sobre a Doutrina Católica de Nosso Senhor Jesus Cristo) indicar um blog de um herege.

    Será que o Luís nunca leu um artigo deste herege Julio Severo onde ele ataca ou zomba da Santa Igreja Católica?

  12. Além de parar de atacar os Tradicionalistas, eles também devem combater os escândalos dos modernistas da RCC, Canção Nova, CNBB, e outros.

    Para esses escândalos eles parecem fechar os olhos!

  13. No feriado eu vou viajar. A moderação dos comentários – que têm aparecido em bom número – vai ter que aguardar um pouco.

    Márcio

  14. A primeira coisa que me veio a mente quando li o artigo do VS, foi o segredo de La Salete. Se a Fraternidade pode ser chamada de “neoprotestante”, por afirmar que Roma perdeu a fé, então tanto Nossa Senhora, quanto Pio IX (que aprovou o segredo), também podem ser considerados “neoprotestantes.”

    Se considerarmos ainda que Nossa Senhora pediu pela consagração da Rússia e ao invés de consagrar a Rússia, boa parte da Igreja se consagrou aos erros da Rússia(Ostpolitik, Pacto de Metzs e silêncio obsequioso no Concílio sobre o comunismo), então veremos o episcopado, protestando contra Nossa Senhora. Isto sem contar que o segredo deveria ter revelado as profecias, mas permaneceu e permaneci segredo. Onde esta o temor do Senhor?

    No Pai nosso, dizemos “seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.” O Aggiornamento, não parte da inversão deste pressuposto, onde a vontade do homem moderno, deve ser feita no céu, assim como na terra?

    O VS na ocasião do debate sobre Gaudium et Spes e o Syllabus, afirmaram que a diferença entre uma e outra, era apenas de forma, a primeira seria positiva e a segunda negativa. No entanto, a formulação intelectual, é um dos princípios modernistas, condenados por São Pio X, na Pascendi, como pode se ler:

    “Há ainda outra face, além da que já vimos, nesta doutrina da experiência, de todo contrária à verdade católica. Pois, ela se estende e se aplica à tradição que a Igreja tem sustentado até hoje, e a destrói. E com efeito, os modernistas concebem a tradição como uma comunicação da experiência original, feita a outrem pela pregação, mediante a fórmula intelectual.

    Por isto a esta fórmula, além do valor representativo, atribuem certa eficácia de sugestão, tanto naquele que crê, para despertar o sentimento religioso quiçá entorpecido, e restaurar a experiência de há muito adquirida, como naqueles que ainda não crêem, para despertar neles, pela primeira vez, o sentimento religioso e produzir a experiência. Por esta maneira a experiência religiosa abundantemente se propaga entre os povos: não só entre os existentes, pela pregação, mas também entre os vindouros, quer pelo livro, quer pela transmissão oral de uns a outros. Esta comunicação da experiência às vezes lança raízes e vinga; outras vezes se esteriliza logo e morre. O viver para os modernistas é prova de verdade; e a razão disto é que verdade e vida para eles são uma e a mesma coisa. E daqui, mais uma vez, se infere que todas as religiões existentes são verdadeiras, do contrário já não existiriam.”
    Pascendi Dominici Gregis – São Pio X

    No mesmo debate , pode se ler a afirmação do Papa João Paulo II, que nos textos conciliares, existe uma sugestiva síntese, entre a doutrina católica e os ideiais revolucionários de 1789. Ora, não há síntese possível entre a doutrina católica e a doutrina condenadas pelos Papas até o CVII. A possibilidade de tal síntese, parte exatamente daquilo que acusam os Bispos da Fraternidade de fazer, ou seja, a livre interpretação, é justamente por ela que se tentou conciliar a Igreja e a Revolução. Porque o critério do Magistério pré-conciliar, é a condenação da doutrina que pretendeu-se sintetizar com a doutrina católica.

    Se considerarmos ainda as palavras de João Paulo II, veremos a causa da ambigüidade da letra dos textos conciliares; não existe apenas uma sugestiva síntese entre a doutrina católica e os ideais revolucionários de 1789, existe também a tese (Tradicionalismo) e a antítese (Modernismo). Sendo que a síntese, seria praticada pelos modernistas moderados, mas é?

    Os ensinamentos de nosso Senhor, não permitem nem mesmo em hipótese, a síntese entre o sim e o não, o trigo e o joio, a luz e as trevas, etc. Como então entender a convocação de um Concílio, para sintetizar a revolução e a Igreja?

    Por fim, Pio XII, afirmou na Humani Generis, que é evidentemente falso o método que pretende explicar o claro pelo obscuro. Para se constatar isto, basta-se olhar para os protestantes que tentam explicar o espírito das escrituras pela letra que a mata (como muito bem ensinou São Paulo). O VS reproduz o mesmo discurso protestante da Sola Scriptura, aplicado ao CVII. Apenas repetem o mesmo discurso protestante dizendo que não existem erros nos textos conciliares e que nos recusamos a encontrar nos textos do Concílio, a doutrina católica. Mas encontrar a doutrina católica “in Sola Scriptura”, não é doutrina da Igreja.

    Santo Hilário de Poitiers, dizia que “as escrituras estão melhores escritas no coração da Igreja, do que em intrumentos materiais.” Já na Igreja conciliar (tal como no protestantismo), “as escrituras estão melhores inscritas nos textos conciliares, do que no coração da Igreja.” Não é estranho?

  15. Prezado Gederson,

    Salve Maria!

    Hoje de manhã, pensando no assunto eu tinha lembrado sobre La Salette. Será que o Falsitatis teria a ousadia de chamar Nossa Senhora de neoprotestante?

    Obrigado pelas contribuições. Vou colocar em destaque assim que tiver uma oportunidade.

    AMDG,

    Márcio

  16. Ótimo comentário do Gederson.

    Gostaria de acrescentar um trecho que esclarece um possível motivo para a convocação do CVII:

    “O cardeal Pallavicini ensinava que “convocar um concílio geral, exceto quando exigido pela mais absoluta necessidade, é tentar Deus”. Desde a fundação da Igreja até a década de 60 do século findo, realizaram-se vinte concílios. Nenhum deles incorreu nesse pecado. Cada um, segundo enfatizava o cardeal Manning, “foi convocado para extinguir a heresia principal ou para corrigir o mal maior da respectiva época”. O primeiro a desprezar essa exigência, e a desprezá-la não por descuido, não por um lapso, não por negligência, mas por vontade expressa e por firme decisão de seus convocantes, foi o Concílio Vaticano II.” (Olavo de Carvalho, “Orando com os avestruzes”)

  17. Luis Guilherme,
    Esse “Prostituta do Apocalipse” se referindo a Bento XVI, tinha ate pouco tempo, em um blog sedevacantista.

    Roberto.

  18. Caro Márcio,
    Salve Maria!

    O apostolado Veritatis Splendor, tem coisas boas, mas em geral, os artigos deles sobre o tradicionalismo, são muito fracos. Neste último artigo, eles chegaram até mesmo a citar a Bula Exsurge Domini:

    “Mas o que disse o Papa Leão X para os hereges protestantes, que ainda hoje vale para os tradicionalistas anti-Vaticano II (e também para hereges modernistas)? Simplesmente condenou sua pretensão de rejeitar a autoridade de um Concílio Ecumênico, enfraquecer esta mesma autoridade, e contradizer deliberadamente o que foi determinado num Concílio.

    O Papa Leão X condenou: ‘Um meio foi dado a nós para enfraquecer a autoridade de Concílios, para contradizer seus atos livremente, julgar seus decretos e corajosamente confessar tudo o que pareça verdade, seja o que for que tenha sido aprovado ou desaprovado por qualquer Concílio’ (SS. PAPA LEÃO X, Bula Exsurge Domine, erro condenado nº 29).”

    A autoridade de um Concílio Ecumênico, é dogmática. O Vaticano II, por se declarar pastoral (sem definir o que seja pastoral), é que enfraquece a autoridade daquilo que se entende por Concílio Ecumênico. Bento XVI, afirmou quando era Cardeal que:

    “A verdade é que o próprio Concílio não definiu nenhum dogma e conscientemente quis expressar-se em um nível muito mais modesto, meramente como Concílio pastoral; entretanto, muitos o interpretam como se ele fosse o super dogma que tira a importância de todos os demais Concílios.” (Cardeal Joseph Ratzinger, Alocução aos Bispos do Chile, em 13 de Julho de 1988, in Comunhão Libertação, Cl, año IV, Nº 24, 1988, p. 56).

    A citação da Exsurge Domini, para defender o Concílio, reproduz exatamente a visão do Concílio, como superdogma. Quando é bastante óbvio que ele tratou de questões contingentes, ele tratour de questões reformáveis. É justamente a visão do Concílio como superdogma que permite a Igreja Conciliar tratar de questões dogmáticas com os luteranos, como se fossem pastorais e com a Fraternidade tratar de questões pastorais como se fossem dogmáticas.

    O problema do Concílio é que seu seguimento produz o modernismo. Em um trecho do artigo, a dupla do Veritatis, afirma que o Magistério é intérprete da tradição. No entanto, a tradição não é objeto de interpretação, mas tão somente de transmissão (Eu vos transmito aquilo que recebi). É absolutamente claro nos textos do Concílio Vaticano I, que a tradição é oral. Ora, aquilo que é transmitido oralmente, é suficientemente claro e dispensa interpretações. Como então pode ser, o Magistério intérprete da tradição?

    A grande pergunta que me faço é:

    Onde esta na Igreja Conciliar a Tradição Oral?

    O própio VS em sua iniciativa exposta no blog “Salvem a litúrgia”, reduz o Missal de Paulo VI, as suas rúbricas. A iniciativa tem boa intenção, mas análogamente, quem deseja salvar a sociedade e não o homem que a forma, é a Teologia da Libertação. Se o problema da litúrgia não são as rúbricas, então são os Padres que a celebram. A tradição oral, foi trocada pelas tradições locais, no Concílio ficou-se apenas com a letra, este é o problema que me referi na citação de Santo Hilário. E há ainda quem, falando do Missal de Paulo VI, se entusiasme, afirmando um retorno a tradição. Mas o que observamos, é a leitura viva do Capítulo VI, do Apologia, De Tertuliano,que nomeia o capítulo dizendo: “Estais sempre louvando os tempos antigos e, contudo, a cada dia aceitais novidades em vosso modo de vida.”

    Por fim, no artigo foi citado o Motu Próprio Summorum Pontificum e opiniões pessoais daqueles que o leram. No entanto, parecem ter se esquecido que tanto a autoridade do Concílio Ecumênico de Trento, quanto a de São Pio V foram entregues ao livre-exame (principalmente dos Bispos), que decidiram sem nenhum direito pela ab-rogação do Missal Tridentino. O valor da tradição, pode ser medido na forma como foram tratados o Concílio de Trento e São PioV, através da questão do Rito pela Igreja do Concílio Vaticano II. Fique com Deus.

    Abraço

    Gederson

    P.S.: Se eles acham que os Bispos da Fraternidade são neoprotestantes por dizerem que Roma perdeu a fé, eles também acham que Nossa Senhora em La Salette e Pio IX, são “Neoprotestantes.” Para eles nunca haverá a grande apostasia e nunca se manifestará o filho da perdição. Porque os portões do inferno não prevaleceram contra a Igreja e o Magistério é assistido pelo Espírito Santo em questões de fé.

  19. Complentando:

    É também um erro querer unir os homens pelo culto, como pode se ler em Santo Agostinho:

    “É de importância capital para a salvação dos homens que estejam unidos pelo dogma, antes de estarem pelo culto.” Santo Agostinho, 1, De Vera religione.

    Fique com Deus.

    Abraço

  20. [...] Senhora de La Salette era neoprotestante? Um breve complemento ao artigo anterior. Conforme nos foi muito bem lembrado, durante as aparições em La Salette, Nossa Senhora fez a seguinte [...]


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