Quo vadis, parve Ioannes?

É realmente lamentável o estado a que chegou o clero pós-Vaticano II.

Padre Joãozinho gosta muito de se mostrar escandalizado com aqueles que não aceitam o pastoral e falível Concílio Vaticano II. Chamou a Montfort até de marxista. Gosta de publicar os comentários que chamam os católicos tradicionais de protestantes, de sectários, de cismáticos. Todas aquelas mesma  acusações sem nexo de sempre. Interessante é observar que o referido padre apenas coloca artigos e seu blog e depois não mais intervém. Deixa que os leitores “quebrem o pau” e não se dá ao trabalho de argumentar contra os que discordam dele. Mas nem por isso deixa de inserir novos artigos contra a Tradição Católica e a resistência aos erros do Vaticano II. Estranha a atitude de um doutor, cujo título normalmente evoca a noção de alguém muito versado na matéria e capaz de discuti-la com profundidade e argumentar com sabedoria. Em vez disso, o que se vê é a estratégia propagandística: muita repetição das memas idéias, muitas opiniões de leitores, nenhum tratamento sério da questão. Parece que ele quer vencer pelo cansaço.

As opiniões do padre Joãozinho sobre o batismo também são bastante heterodoxas. O vídeo a seguir, que nos foi trazido ao conhecimento por um leitor, demonstra bem a confusão deste padre que não sabe a diferença ente o sacramento do batismo e o processo de santificação da alma:


Ele começa a dizer que “O batismo no Espírito é um desdobramento do batismo sacramental” (47 s) e que o batismo é um processo, de forma que uma pessoa não é batizada, e sim “batizanda”. Ele comfirma estas besteiras dizendo que “o batismo é dinâmico” (1 min) e que “somente seremos totalmente batizados no Céu” (1 min 19 s), “enquanto estivermos aqui [nesta vida] estamos passando por um processo batismal” (1 min 28 s). Este processo seria o tal “batismo no Espírito”, que aconteceria muitas vezes na vida da pessoa (2 min), e ainda o associa a uma “tomada de consciência do próprio batismo (2 min 25 s).

Isto tudo foi dito só na primeira metade do vídeo, que tem pouco mais de cinco minutos. Na outra metade ele fala sobre o dom de línguas, mas creio que seja suficiente para a paciência de qualquer cristão comentar o primeiro assunto.

Vamos confrontar o que diz Padre Joãozinho com a doutrina católica. Comecemos pelo batismo sacramental:

Lemos, no Catecismo Maior de São Pio X:

518) Explicai com um exemplo como os Sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça.
No Batismo, o ato de derramar a água sobre cabeça da pessoa, e as palavras: Eu te batizo, isto é, eu te lavo, em nome do Padre e do Filho e do Espírito Santo, são um sinal sensível do que o Batismo opera na alma; porque assim como a água lava o corpo, assim a graça, dada pelo Batismo, purifica a alma, do pecado.

Onde se encontra o “processo” alegado por padre Joãozinho? O batismo confere a graça santificante à alma do batizado, o que normalmente se diz que apaga a “mancha” do pecado original. Os números seguintes do Catecismo de São Pio X explicam bem a doutrina sobre a graça:

526)    Que é a graça santificante?
A graça santificante é um dom sobrenatural, inerente à nossa alma, que nos faz justos, filhos adotivos de Deus e herdeiros do Paraíso.

527)    Quantas espécies há de graça santificante?
Há duas espécies de graça santificante: graça primeira, e graça segunda.

528)    Que é a graça primeira?
A graça primeira é aquela pela qual o homem passa do estado de pecado mortal ao estado de justiça, de amizade com Deus.

529)    E que é a graça segunda?
A graça segunda é um aumento da graça primeira.

530)    Que é a graça atual?
A graça atual é um dom sobrenatural que ilumina nossa inteligência, move e fortalece a nossa vontade, a fim de que pratiquemos o bem e evitemos o mal.

535)    Que é a graça sacramental?
A graça sacramental consiste no direito que se adquire, recebendo qualquer Sacramento, de ter ein tempo oportuno as graças atuais necessárias, para cumprir as obrigações que derivam do Sacramento recebido. Assim, quando fomos batizados, recebemos o direito a ter as graças necessárias para vivermos cristãmente.

536)   Dão sempre os Sacramentos a graça a quem os recebe?
Os Sacramentos dão sempre a graça, contanto que se recebam com as disposições necessárias.

538)   Quais são os Sacramentos que conferem a primeira graça santificante?
Os Sacramentos que conferem a primeira graça santificante, que nos faz amigos de Deus, são dois: Batismo e Penitência.

539)   Como se chamam, por este motivo, estes dois Sacramentos?
Estes dois Sacramentos, isto é, o Batismo e a Penitência, chamam-se por este motivo Sacramentos de mortos, porque são instituídos principalmente para restituir a vida da graça às almas mortas pelo pecado.

540)   Quais são os Sacramentos que aumentam a graça em quem a possui?
Os Sacramentos que aumentam a graça em quem a possui, são os outros cinco, isto é, a Confirmação, a Eucaristia, a Extrema-Unção, a Ordem e o Matrimônio, os quais conferem a graça segunda.

Dos números 538 e 539, aprendemos que o batismo confere a graça santificante à alma assim que ela o recebe. Os sacramentos que aumentam a graça de quem já a possui são enumerados no número 540, do qual, obviamente, não consta o batismo.

Se o batismo fosse um processo que durasse a vida toda, o que São Pio X disse no número 536 acima seria mentira. De fato, os Sacramentos dão sempre a graça a quem recebe com as disposições devidas. Se fosse um processo, o Batismo não conferiria toda a graça que simboliza, mas esta deveria ser buscada pelo cristão durante toda sua vida, como hereticamente defendeu o padre carismático. Como o batismo é o sacramento que nos torna cristãos, segundo a doutrina católica, e sendo ele um processo que somente se completa no Céu, como acredita padre Joãozinho, resultaria daí que não há nenhum verdadeiro cristão sobre a Terra. Coerente com as idéias do padre Fábio de Melo, expostas na entrevista com o Jô Soares. Porém, totalmente incompatível com a doutrina católica.

Mas, continuando a ler a aula de doutrina dada por São Pio X, aprendemos que o Batismo é um dos sacramentos que imprimem caráter à alma:

545)   Quais são os Sacramentos que se podem receber uma só vez?
Os Sacramentos que se podem receber uma só vez, são três: Batismo, Confirmação e Ordem.

546) Por que os três Sacramentos, Batismo, Confirmação e Ordem só se podem receber uma vez?
Os três Sacramentos, Batismo, Confirmação e Ordem, podem-se receber uma só vez, porque imprimem caráter.

547)   Que é o caráter que cada um destes três Sacramentos imprime na alma?
O caráter impresso na alma em cada um destes três Sacramentos, é um sinal espiritual que nunca se apaga.

Como poderia padre Joãozinho conciliar suas palavras com os ensinamentos de São Pio X? Afinal de contas, padre Joãozinho acredita ou não que o Batismo imprime um caráter na alma? Se acredita, então como poderia o mesmo ser um “processo” que somente se completa no Céu?

Vamos ler a definição de Batismo?

549)   Que é o Sacramento do Batismo?
O Batismo é o Sacramento pelo qual renascemos para a graça de Deus, e nos tornamos cristãos.

550)   Quais são os efeitos do Sacramento do Batismo?
O Sacramento do Batismo confere a primeira graça santificante, que apaga o pecado original e também o atual, se o há; perdoa toda a pena por eles devida; imprime o caráter de cristão; faz-nos filhos de Deus, membros da Igreja e herdeiros do Paraíso, e torna-nos capazes de receber os outros Sacramentos.

Mais uma vez eu pergunto: padre Joãozinho, onde está o alegado “processo” batismal?

Do que ficou exposto, percebe-se claramente que o referido padre não se deu ao trabalho de ler nem mesmo o Catecismo.

Diga-se, de passagem, que ele nem se lembrou que existe o Sacramento do Crisma, que o define São Pio X como:

575)   Que é o Sacramento da Confirmação?
A Confirmação, ou Crisma, é um Sacramento que nos dá o Espírito Santo, imprime na nossa alma o caráter de soldados de Cristo, e nos faz perfeitos cristãos.

576)  De que maneira o Sacramento da Confirmação nos faz perfeitos cristãos?
A Confirmação faz-nos perfeitos cristãos, confirmando-nos na fé, e aperfeiçoando em nós as outras virtudes e os dons recebidos no santo Batismo; e é por isso que se chama Confirmação.

Para padre Joãozinho, o “batismo no Espírito” seria um processo que aperfeiçoaria o Batismo, mas o Sacramento da Crisma não mereceu nem ser citado em suas relações com o Batismo.

Finalmente, sobre o crescimento da vida cristã, devemos lembrar o ensinamento tradicional da Igreja. Uma vez tornados cristãos pelo Batismo, e ainda mais depois de fortalecidos pela Crisma, cabe a nós buscarmos a perfeição da vida cristã. Para isso, devemos percorrer três vias: a purgativa, a iluminativa e a unitiva. Tudo isso se estuda na Teologia Ascética e Mística. Mas, isso discutimos em outro artigo. Para padre Joãozinho, estudar o catecismo já é um bom começo.

Publicado em:  on Agosto 31, 2009 at 10:30 am Comentários (17)
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Taubaté será a nova Limeira?

Todos nós acompanhamos o que se passa, atualmente, na diocese de Limeira: uma confusão enorme foi montada porque o bispo se recusou a conceder aos fiéis um direito claro que lhes assite. Um direito garantido de forma inequívoca por ninguém menos que o Santo Padre, o Papa Bento XVI, através do motu proprio Summorum Pontificum. Mas o bispo de Limeira, certamente apoiado pela falsa idéia de colegialidade, uma das mais funestas novidades introduzidas pelo Concílio Vaticano II, e pensando que manda mais que o papa, criou todo tipo de obstáculo para impedir que os fiéis de sua diocese pudessem assistir à Santa Missa no rito Tridentino. Rito este, aliás, que goza de indulto perpétuo de S.S. o Papa Pio V, de venerabilíssima memória, que promulgou a bula Quo Primum Tempore.

Agora, parece que outra diocese do interior do estado de São Paulo está caminhando para um escândalo de semelhantes proporções, senão maiores. O bispo de Taubaté, diocese do padre Fábio de Melo, até agora não se pronunciou sobre o caso. Mas os fiéis, na interet pelo menos, já estão se mobilizando para quebrar a inéricia do bispo, organizando um abaixo assinado para que o mesmo tome alguma providência:

http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/4904

Esperamos que Dom Carmo tenha o bom senso de zelar pela ortodoxia e pelo bem de seus fiéis e tome as providências que lhe cabe como bispo para por um fim nas heresias que os padres de sua dioceses têm defendido publica e reiteradamente.

E não são poucos nem pequenos os erros do padre Fábio de Melo e do padre Joãozinho, que entrou na confusão para defender o colega; mas que se enrolou também; e depois abandonou  o padre Fábio, dizendo “ele que se defenda”; mas, como também ele já estava comprometido, continuou debatendo com a Montfort, e acabou se enrolando mais ainda… Enfim, uma “comédia pastelão” bem grotesca. E o bispo em silêncio.

Como exemplo do quanto o padre Joãozinho se enrolou na questão e de quão evasiva tem sido a atitude deste sacerdote, podemos citar a “resposta” que ele deu ao desafio da Montfort:

http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2009/08/24/resposta-ao-desafio-do-sr-orlando-fedeli-e-novo-desafio/

Além de não escrever uma única palavra para responder ao desafio, lançou outra pergunta, tentando se apoiar na “autoridade” do Concílio Vaticano II para fugir da declaração do IV Concílio de Latrão. De fato, este concílio definiu, infalivelmente, o dogma “Extra Ecclesia nulla salus” – “Fora da Igreja não há salvação”. O referido padre, para dar suporte à sua afirmação de que há santidade no protestantismo, citou a encíclica Ut Unum Sit, de João Paulo II, que, por sua vez, se apóia nas perniciosas idéias irenistas do último concílio.

O que o padre Joãozinho conseguiu foi apenas colocar em evidência o quanto o concílio é incompatível com a Fé Católica de sempre. Entre o magistério da Igreja não pode haver contradição. Ora, se o concílio está em desacordo com o magistério infalível anterior, então as suas proposições não podem gozar de infalibilidade. O concílio foi pastoral e não dogmático, portanto, passível de falhas, como podemos constatar pelo simples confronto com o magistério anterior. Por que é tão difícil para algumas pessoas admitir isso?

Esperamos que o bispo de Taubaté coloque um fim nas heresias destes padres antes que sua diocese siga os passos de Limeira. E que pode ter repercussão muito maior, pois não são apenas os “tradicionalistas” que se interessam pela questão, mas um número muito maior de católicos fica indignado com as heresias contra os dogmas eucarísticos.

E, talvez seja querer demais, mas não custa desejar, que o caso desperte nos fiéis a consciência de que há algo de muito errado com o clero atual. Quem sabe, um número maior de pessoas esclarecidas aproveite a confusão para perceber a contradição entre o Concílio Vaticano II e os demais concílios. Contradição que ficou evidente até pelas próprias citações do padre Joãozinho. Quem sabe este não tenha sido mais um tiro que saiu pela culatra?

Qual é mesmo o oitavo mandamento?

Estou com a memória um pouco fraca. Será que alguém poderia me ajudar a lembrar qual é memo o oitavo mandamento da lei de Deus? Se eu não estou enganado, era alguma coisa do tipo:

Não levantarás falso testemunho

Isto quer dizer que um bom católico jamais inventaria falsas acusações contra seu próximo. Estou certo? Muito menos o faria publicamente e, seria mesmo inconcebível, publicaria tais acusações como se fossem parte de um apostolado. Seria um enorme escândalo e uma atitude inaceitável. Estou errado no meu raciocínio? Se estiver, peço a caridade daqueles que discordarem para que me corrijam.

Eu tentei evitar prolongar a discussão para que se levasse pelo lado pessoal, mas a insistência de certas pessoas em defender o Falsitatis obrigam-me a defender a Tradição. Se fosse apenas um ataque contra minha pessoa eu contiunaria calado. No entanto, como o caso se configura como uma distorção de todo o combate da Tradição, eu me vejo obrigado a retormar o assunto, mesmo correndo o risco que alguém leve para o lado pessoal.

Defender os amigos é uma coisa boa e humana, mas defender os erros dos amigos, principalmente os erros graves, isto já é diabólico. Quando o Falsitatis lançou aquele texto extremamente difamatório, repleto de mentiras a nosso respeito e que distorcia completamente os nossos argumentos, eu escrevi um texto para nos defender da língua de serpente deles. Não tardou para que surgisse um advogado do diabo para defender os difamadores:

Encontrei um pequeno texto – disponível no blog “Pacientes na Tribulação” – que se chama “O esplendor da hipocrisia” e se presta a atacar o Veritatis Splendor por um artigo sobre o Magistério da Igreja que foi publicado lá no final do mês passado. Ao terminar de ler o texto – do “Pacientes na Tribulação” -, fico com a incômoda impressão de que o seu autor incorre quase no mesmo erro de que acusa o Veritatis.

http://www.deuslovult.org/2009/03/04/sobre-o-esplendor-da-hipocrisia/

Em primeiro lugar, há de se notar que a defesa que eu escrevi contra as difamações de que fomos vítimas acabaram se transformando em “ataque contra o Veritatis Splendor”. Ora, agora quem sofre uma difamação, se busca respondê-las e provar sua inocência, torna-se o malvado da história?!?! É o cúmulo da parcialidade. Qualquer um percebe que foi o Falsitatis que tomou a ataque contra nós, que nos defendemos das difamações. Inverter os papéis de ofensor e vítima é uma desonestidade intelectual assustadora.

Mas, continuando a ler o texto, percebemos que o autor não chega ao mérito da questão. Se realmente eu tivesse atacado o VS, seria possível e desejável que se desfizesse o erro, como eu procurei fazer com a artigo original do Falsitatis. Em vez disso, o autor se lançou em outro caminho, questionando os meu argumentos. Em outro artigo eu posso mostrar que suas críticas não tem fundamento. Mas, o que interessa aqui é mostar que o problema foi lançado para longe: não se demonstrou – o que aliás seria impossível – que a atitude do Falsitatis fosse moralmente correta e seus argumentos contra nós, válidos.

Há muitos anos que eu não assisto televisão. Mas lembro que havia um programa humorístico em que um deputado, em uma praça, era questionado sobre acusações de corrupção. Ele enrolava, enrolava, mudava de assunto, mas nunca respondia as perguntas. Lembrei-me deste personagem na ocasião.

O mais interessante de tudo, é que o mesmo autor do blog, quando disseram sobre ele algo que não era verdade, o protesto veemente não tardou nem um pouco:

Carlos – E é uma pena que você, Jorge, mesmo dizendo não querer entrar no mérito da questão, e sem conhecer toda a situação, já tenha tomado o partido dos que querem o fim da Missa Tridentina.

Jorge – Negativo, caríssimo, negativo. Não me atribua esta carapuça, pois a rechaço com veemência. A minha posição referente à Liturgia da Igreja (que já expus diversas vezes por aqui) é diametralmente oposta a daqueles “que querem o fim da Missa Tridentina”.

http://www.deuslovult.org/2009/05/04/missa-tridentina-em-brasilia/#comments

Percebam que houve uma semelhança com o caso do Falsitatis, pois foi atribuído ao autor do blog uma idéia que não era a sua. Porém, o leitor apenas se expressou mal, e se desculpou logo em seguida. Já o caso do Falsitatis foi extremamente grave, pois foi publicado um artigo inteiro repleto de difamações contra nós. Eles apresentavam como se fossem nossos alguns argumentos que eles sabem que nós nunca defendemos. Sinceramente, foi o caso de desonestidade intelectual mais evidente com o qual eu já me deparei. E pensar que ainda houve que os quisesse defender…

Não foi Nosso Senhor que nos ensinou: não faças ao próximo aquilo que não queres que façam contra ti (Mt 7,12)? E a lei natural, também ela não exige da nossa consciência um comportamento segundo a justiça? Ora, uma simples frase mal escrita foi motivo de protestos veementes por parte do autor do blog. Mas todo um artigo difamatório, maldosamente escrito contra nós, mereceu ser defendido ao ponto de nós – as vítimas da difamação – nos tranformarmos os agressores. Haja incoerência e parcialidade.

Por tudo isso, e por outras razões que vou expor em outros artigos, os neoconservadores mais atrapalham do que ajudam o combate pela Fé católica. Querendo resolver o problema sem atacar a causa, ainda se voltam contra aqueles que querem arrancar o mal pela raiz.

Diga-se de passagem, que o tal “selo de ortodoxia”, parace-me bem claro, é apenas uma troca de favores entre companheiros. Em um futuro artigo posso mostrar como mais deveria chamar-se “selo de adequação com o concílio Vaticano II” do que selo de ortodoxia.

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PS: O espaço de comentários está aberto para quem quiser defender a atitude do Pravitatis Splendor (esplendor da imoralidade). Podem tentar responder a pergunta: atribuir a uma pessoa um argumento que se sabe claramente que ela não defende, é uma atitude moralmente aceitável ou inaceitável? Estou aguardando respostas a esta pergunta simples.

O melhor selo de qualidade que um blog pode ter

Faz muito tempo que eu nem sequer acesso a página do Falsitatis. Realmente não vale a pena perder tempo com eles. Mas, fiquei sabendo, através de outro blog, este sim bastante credenciado e sério, que eles instituiram um “selo de ortodoxia” a ser distribuído a sites católicos “ortodoxos” (na visão deles, é claro). Fico imaginando de qual autoridade eles pensam terem sido investidos. Talvez eles se considerem “magnificentíssimos juízes da ortodoxia católica de toda a rede mundial de computadores, com autoridade sobre todo site, blog, orkut e demais territórios virtuais d’além internet”. Eles mesmos acabam se tornando uma piada, pois “quem se humilha será exaltado, e quem se exalta será humillhado”.

Pensando no caso, cheguei a uma conclusão sobre qual o melhor selo de qualidade um blog de apologética pode ter: o link para os blogs que possuem argumentos contrários. Esta é uma das maiores provas de honestidade intelectual que alguém pode dar ao discutir algum assunto. Assim sendo, eu criei uma nova página neste blog para conter um histórico das “questões disputadas”:

http://intribulationepatientes.wordpress.com/disputationes/

A idéia é manter um histórico das argumentações sobre diversas questões controversas. Aliás, há várias questões que já foram respondidas e, justamente eles, os “juízes da ortodoxia”, fingem não ter visto. Com esta página, pretendo tornar evidente a má fé daqueles que fogem da argumentação. Lançam uma mentira, às vezes até uma calúnia, e, depois, quando são respondidos, fingem que não sabem de nada.

E fica aqui o desafio: quem discordar dos meus argumentos, peço a gentiliza de que coloque no seu site ou  blog o link desta página, e me informe para que eu coloque na página o seu link também. Desta forma, quem estiver buscando a verdade, poderá ler todos os argumentos. Creio que esta seria uma grande prova de honestidade intelectual. Somente os mal intencionados querem calar a boca dos adversários. Nós, ao contrário, queremos colocar às claras todos os argumentos, nossos e dos que discordam de nós. Vamos ver se o Falsitatis aceita o desafio.

Pois bem, nesta página ficará evidente se os “juízes da ortodoxia” levam uma argumentação até o final ou não. E não pretendo me restringir a eles. Há outros “conservadores” que não se dão ao trabalho de responder as questões quando percebem que não poderão continuar mantendo suas posições pré-definidas (geralmente em relação ao concílio vaticano II). Tem resposta, por exemplo, que eu estou esperando há meses…

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Observações:

1) nem sempre a resposta precisa ser rápida. Alguns assuntos mais complexos podem demorar um pouco para serem respondidos. O que eu estou protestando aqui é contra a desonestidade daqueles que reiteradamente fogem da disputa, mudam de assunto, usam de argumentos sem sentido, etc.

2) a página estará em constante atualização

3) além de meus artigos, colocarei também outros links que sejam boas respostas para as questões disputadas

Publicado em:  on Agosto 18, 2009 at 10:18 pm Comentários (8)
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Um amigo que precisa de ajuda

Fiquei sabendo hoje de um amigo da Tradição que está precisando de ajuda:

http://obrigadoatodos.blogspot.com/

Publicado em:  on Agosto 13, 2009 at 11:10 pm Comentários (1)

Como rezar o terço em latim

Examinando as estatísticas de acesso ao blog, percebi que muitas pessoas chegaram aqui pesquisando sobre como se reza o terço em latim. Sendo assim, na intenção de tornar o blog cada vez mais útil àqueles que o visitam, estarei, neste artigo, escrevendo sobre o assunto. Este, aliás, que nos é muito caro, pois, somente quando se começa a rezar o terço diariamente e com devoção à Santíssima Mãe de Deus é que se passa a dar valor a esta arma poderosíssima no combate espiritual. Damo-nos conta do que perdíamos resistindo à graça e não rezando o terço quando percebemos o quanto ele aumenta a nossa espiritualidade e o quanto é eficaz para nos afastar dos pecados graves. E o digo por esperiência própria.

Em primeiro lugar, para rezar o terço, devemos saber cada uma das orações básicas. Ei-las:

Sinal da Cruz

Per signum crucis, de inimicis nostris libera nos Deus noster.

In nomine Patris et Filii et Spiritui Sancti. Amen.

Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus nosso Senhor, de nossos inimigos.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Credo

Credo in unum Deum,  Patrem onipotentem factorem  coeli et terrae, visibilium omnium  et invisibilium.

Et in unum Dominum, Jesum  Christum, Filium Dei unigenitum,  et ex Patre natum ante omnia
saecula.

Deum de Deo, lumen de lumine,   Deum verum de Deo vero,  genitum, non factum,  consubstantialem Patri,   per quem omnia facta sunt.

Qui propter nos homines et propter nostram salutem,  descendit de coelis et incarnatus  est de Spiritu Sancto ex Maria  Virgine et homo factus est.

Crucifixus etiam pro nobis,  sub Pontio Pilato, passus et  sepultus est.
Et ressurrexit tertia die secundum  scripturas et ascendit in coelum,  sedet ad dexteram Patris.

Et iterum venturus est cum gloria  judicare vivos et mortuos cujus regni non erit finis.

Et Spiritum Sanctum Dominum  et vivificantem qui ex Patre  Filioque procedit.
Qui cum Patre  et Filio simul adoratur  et conglorificatur, qui locutus est  per prophetas.

Et unam, sanctam, catholicam  et apostolicam Ecclesiam.

Confiteor unum baptismum  in remissionem peccatorum.

Et expecto ressurrectionem  mortuorum et vitam venturi saeculi. Amen.

Creio em um só Deus, Pai onipotente criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis  e invisíveis.E em um Senhor, Jesus Cristo, filho unigênito de Deus, e nascido do Pai antes de todos  os séculos.Deus de Deus, Luz da Luz,  Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,  gerado, não criado,  consubstancial ao Pai, por quem tudo foi feito.

O qual, por causa de nós homens  e por causa da nossa salvação,  desceu dos céus e se incarnou  pelo Espírito Santo, de Maria Virgem e se fez homem.

Também por nós foi crucificado, sob de Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado.

Ressuscitou ao terceiro dia segundo as escrituras e subiu ao céu,  onde está sentado à direita do Pai.

E de novo há de vir em sua glória julgar os vivos e mortos,  cujo reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo,  Senhor que dá a vida e que procede do Pai e do Filho. Que com o Pai  e o Filho é adorado e glorificado, ele que falou pelos profetas.

Creio na Igreja, una, santa, católica  e apostólica.

Professo um só batismo para remissão dos pecados.

E espero a ressurreição dos  mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

Pai Nosso

Pater Noster, qui es in coelis.
Sanctificetur nomen tuuum.
Adveniat regnum tuum.
Fiat voluntas tua, sicut in coelo et in terra.
Panem nostrum quotidianum da nobis hodie.
Dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.
Et ne nos induca in tentationem, sed libera nos a malo. Amen.

Pai Nosso, que estais nos céus.
Santificado seja o vosso nome.
Venha a nós o vosso reino.
Seja feita a vossa vontade assim na terra como nos céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nosso devedores.
E não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum.
Benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui, Jesus.
Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in ora mortis nostrae. Amen.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc et in semper, et in saecula saeculorum. Amen.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém.

Oração de Fátima *

O pie Jesus, dimitte nobis debita nostra, libera nos ab igne inferni, perduc in caelum omnes animas, praesertim eas, quae misericordiae tuae maxime indigent.

O meu bom Jesus, perdoai a nossas dívidas, livrai-nos do fogo do inferno, conduzi aos céus todas as almas, e socorrei principalmente as que mais precisarem de tua misericórdia.

Salve Rainha

Salve, Regina, mater misericoridiae, vita, dulcedo, et spes nostra, salve.
Ad te clamamus, exsules filii Evae.
Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle.
Eia, ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes ocullos ad nos converte.
Et Jesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exilium ostende.
O clemens, o pia, o dulcis, Virgo Maria. Amen.

Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

Salve, Rainha, máe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve.
A vós clamamos, os degradados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa, estes vossos misericordiosos olhos a nós volvei.
E, depois deste destrerro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso verntre.
Ó clemente, ó piedosa, ó sempre Virgem Maria. Amém.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Para ouvir a pronúncia destas e de outras orações, sugiro que acessem o site Volta Para Casa.

Em seguida, devemos conhecer os mistérios:

Mysteria Gaudiosa

Mistérios Gozosos

Feria Secunda, Feria Quinta, Sabattum

Segunda-feira, Quinta-feira, Sábado

1. Quem, Virgo, concepisti.

2. Quem visitando Elisabeth portasti.

3. Quem, Virgo, genuisti.

4. Quem in templo praesentasti.

5. Quem in templo invenisti.

1. Aquele que, virgem, concebeste.

2. Aquele que, visitando Isabel, portaste.

3. Aquele que, virgem, deste à luz.

4. Aquele que, no templo, apresentaste.

5. Aquele que, no templo, encontraste.

Mysteria Dolorosa

Mistérios Doloroso

Feria Tertia, Feria Sexta

Terça-feira, Sexta-feira

1. Qui pro nobis sanguinem sudavit.

2. Qui pro nobis flagellatus est.

3. Qui pro nobis spinis coranatus est.

4. Qui pro nobis crucem baiulavit.

5. Qui pro nobis crucifixus est.

1. Aquele que, por nós, suou sangue.

2. Aquele que, por nós, foi flagelado.

3. Aquele que, por nós, foi coroado de espinhos.

4. Aquele que, por nós, carregou a cruz.

5. Aquele que, por nós, foi crucificado.

Mysteria Gloriosa

Mistérios Gloriosos

Feria Quarta, Dominica

Quarta-feira, Domingo

1. Qui ressurexit a mortuis.

2. Qui in caelum ascendit.

3. Qui Spiritum Sanctum misit.

4. Qui te assumpsit.

5. Qui te in caelis coronavit.

1. Aquele que ressucitou dos mortos.

2. Aquele que subiu aos céus.

3. Aquele que enviou o Espírito Santo.

4. Aquele que te ascendeu aos céus.

5. Aquele que nós céus te coroaste.

Estes são os mistérios tradicionais que, por tantos séculos, fecundaram a piedade cristã. Eu me recuso, com veemência, a aceitar as inovações que se queria introduzir através de novos mistérios ditos luminosos. Da parte do clero, a única intervenção que conheço foi a do Pe. Laguérie, superior do IBP, que “em plena comunhão”, soube dar uma resposta adequada a esta inaudita inovação. De fato, uma tradição tão firme e enraizada na Fé do povo cristão não necessita nenhuma “reforma”, nenhuma modificação. Assim como a Igreja é eternamente jovem, as suas práticas de piedade também o são. O que fortalecia a Fé dos medievais, também fortelece a nossa Fé neste século XXI, desde que nos apliquemos com o mesmo zelo que eles. O homem que vive nesta pós-modernidade precisa mais é aprender com os grandes varões do passado a respeitar as Santas Tradições do que inventar novidades. Aliás, esta ânsia de novidades é uma das piores doenças que ataca a nossa religião nestes dias de apostasia em que vivemos. Tudo tem de ser novo: a teologia, a liturgia, o catecismo, o código de direito canônico… E depois há quem negue que se haja infiltrado uma nova religião, humanista e relativista, tentando tomar o lugar da nossa santa e venerável Religião Católica. Ainda que os tais mistérios luminosos não representem uma heresia, somente os fatos de se inserirem no contexto das novidades pós-conciliares e de modificarem injustificadamente uma prática tão antiga, já nos é motivo para os rejeitarmos solenemente.

Eu não gosto de editar os artigos depois que os publico, mas vou acrescentar este parágrafo para suprir uma falha que somente observei agora. Eu me esqueci de citar a ordem em que se rezam as orações do terço. É algo que a maioria já sabe, mas não custa nada repetir aqui para o caso de alguém que esteja começando a aprender esta belíssima oração.

1. Sinal da Cruz

2. Oferecimento do terço

3. Credo

4. Pai Nosso, na conta grande

5. Três ‘Ave Maria’, em cada conta pequena

6. Glória

7. Oração de Fátima

A partir de então, começamos a meditar nos mistérios. Se rezamos o Rosário completo (três terços), em cada terço meditamos um conjunto de mistérios: gosozos, dolorosos e gloriosos. Se rezamos apenas um terço, no dia devemos observar o dia da semana em que nos encontramos para saber em quais mistérios meditar.

8. Pronunciamos o primeiro mistério

9. Pai Nosso, na conta grande

10. Dez ‘Ave Maria’, em cada conta pequena

11. Glória

12. Oração de Fátima

Assim procedemos para os outros quatro mistérios do terço.

Ao final, rezamos a ‘Salve Rainha’.

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* notas: existem algumas variações para a tradução desta oração, mas preferimos traduzir ‘cunduzi’ por ‘perduc’ e não ‘conduc’ pois o verboperduco, -ere tem sentido mais forte do que conduco,-ere, signficando conduzir até o fim. O termo ‘ misericordiae tuae’ às vezes se encontra como ‘misericordia tua’, sendo ambas corretas, uma vez que o verbo indigeo,-ere pode reger tanto ablativo quanto genitivo.

O que a CNBB teria a dizer sobre este vídeo?

O que a CNBB teria a dizer sobre este vídeo?

Os números são impressinantes. A “previsão” de mortes pela gripe aviária chegava aos milhões. O que aconteceu? Quantos morreram?

E a gripe comum, quantas pessoas ela mata por ano? Muitíssimo mais do que a tal gripe suína. Então, por que tanta propaganda de uma doença que, proporcionalmente, mata tão pouco? Acho que o vídeo responde bem a questão de $aúde pública…

E pensar que uma “pandemia” destas se tornou motivo para desrespeitar o Santíssimo Sacramento! A mensagem de La Salette não foi nem um pouco exagerada ao chamar os sacerdotes traidores de “cloacas de impureza”.

Publicado em:  on Agosto 7, 2009 at 10:56 pm Deixe um comentário
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