O interesse pelo terço em latim

No dia de hoje, menos de dois meses depois de publicado o artigo sobre como rezar o terço em latim, o mesmo já ultrapassou o número de 500 (quinhentos) acessos. Nada mal para uma língua que, segundo os modernistas, “afasta o povo”.

terco-em-latim

A média é de quase nove acessos por dia. O que não é pouco, principalmente considerando que as pessoas que buscam o latim, o fazem por iniciativa própria, pois não há incentivo algum do clero moderno. Imaginem se o latim fosse reintroduzido, ainda que aos poucos, na liturgia. Certamente o interesse aumentaria. A quem não agrada a beleza intrínseca do latim? Quanto a Santa Missa fica ornada com o canto gregoriano! Contra o turbilhão do mundo “pazzo ed aggiornato“, o canto suave do gregoriano traz um pouco da paz que somente na Igreja se encontra. Uma paz que não conhece tempo nem atualização (aggiornamento), que é sempre a mesma, pois o Deus que a concede também é sempre o mesmo. E, não somente o canto, mas toda a liturgia, em latim, torna bem claro que aquele momento da Santa Missa é diferente de todos os outros. Tão especial que merece uma língua diferente daquela do dia-a-dia. Língua esta que contribui enormemente, ainda que não essencialmente, para o tornar o melhor momento de toda a semana, assim como o terço para cada dia.

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11 comentários em “O interesse pelo terço em latim

  1. João C. disse:

    Parabéns por este blog! Sou leitor assíduo, de Portugal, um jovem enfermeiro de 23 anos e reconheço quanta falta fazem espaços como este, que felizmente, vão ganhando mais adeptos.

    Eu, habitualmente, rezo o terço em latim. Obrigado pelo esclarecimento em relação a esta belíssima e poderosíssima oração, em honra da Santíssima Virgem!

    Um abraço desta Terra de Santa Maria! :)

  2. Márcio disse:

    Prezado João, Salve Maria!

    Muito obrigado pelo apoio. É mesmo uma alegria constatar que a Tradição está recuperando seu espaço e é uma honra enorme poder contribuir, o pouco que posso, para divulgá-la e defendê-la.

    Já acrescentei seu blog à minha lista.

    AMDG,

    Márcio

  3. Renato Lima disse:

    Márcio e demais visitantes deste blog.

    Peço que entrem neste endereço para desmascarar um protestante chamado Paulo Pires.

    Passei muitos anos no ateísmo, mais quero defender a minha Santa Igreja das artimanhas protestantes. Acontece que o senhor Paulo Pires usa a velha tática do ”agitprop” protestantes.

    Se alguém entrar, peço que leiam os meus comentários e o do protestante Paulo Pires (reconheço que exagerei em muitos pontos).

    Estou pedindo ajuda porque estou com problemas no meu computador, e como não quero que o protestante pense que estou fugindo do debate peço ajuda para os católicos.

    O endereço é esse aqui:

    http://www.midiasemmascara.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8840:extraordinaria-intervencao-divina&catid=104:outros&Itemid=122#yvComment8840

  4. Renato Lima disse:

    O PODER NEFASTO DA CNBB

    Entrevista com o advogado André Falleiro Garcia.

    P – Em que momento a Igreja Católica resolveu encampar as chamadas ‘‘lutas sociais’’ no Brasil?

    André Falleiro Garcia – Até praticamente o final da década de 40, predominava no ambiente religioso brasileiro o catolicismo conservador. A ortodoxia doutrinária era uma característica generalizada que ainda se notava no clero e nas associações religiosas de leigos. A grande controvérsia que houve na Ação Católica, em 1943, serviu como freio para impedir o avanço do esquerdismo. Mas, em 1952, foi fundada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Teve como primeiro secretário-geral Dom Helder Câmara (falecido em 1999), que era então bispo auxiliar do Rio de Janeiro. Este prelado, de fato, mereceu ser chamado de “Arcebispo Vermelho”. Os anos 50 foram marcados pela intensa fermentação do esquerdismo – no clero e nas associações dirigidas por leigos – promovida pela CNBB e Dom Helder Câmara. De modo que, em 1960, a esquerda católica já estava articulada e pronta para a atuação pública direcionada às ditas “demandas sociais”. Em toda a década de 50, houve acirrada polêmica nos meios católicos. A esquerda católica foi, então, fortemente combatida no plano ideológico. Vale citar a atuação do movimento de leigos ligados ao jornal Catolicismo, dirigidos por Plínio Corrêa de Oliveira. Nesta luta, também se destacaram o bispo de Campos (RJ), Dom Antônio de Castro Mayer, e o de Jacarezinho (RJ), Dom Geraldo de Proença Sigaud. Todos travaram uma calorosa polêmica com os agrorreformistas católicos. Quando estalou a campanha agrorreformista no Brasil, no início dos anos 60, este grupo, por meio dos dois bispos, um líder católico leigo e um economista, lançaram o livro Reforma Agrária – Questão de Consciência. Era o contraponto no mundo católico.

    P — Houve um fato marcante, considerado divisor de águas?

    R – Sim. Há um fato simbólico que pode ser considerado como o início da atuação pública da esquerda católica. De forma bombástica, em 5 de dezembro de 1960, numa transmissão coletiva, as TVs Tupi, Paulista e Record entraram em cadeia para levar a São Paulo e ao Brasil um pronunciamento da mais alta importância, favorável à reforma agrária a ser aplicada no Estado. Participaram e fizeram uso da palavra Dom Helder Câmara, secretário-geral da CNBB, e mais seis bispos. Sob os holofotes da mídia televisiva, Dom Helder leu trechos da Declaração dos Arcebispos e Bispos presentes à Reunião das Províncias Eclesiásticas de São Paulo. De fato, todo o episcopado paulista tinha acabado de se reunir, sob a presidência do cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, e havia estudado o Projeto de Revisão Agrária (Projeto de Lei nº 154/60 e seu Substitutivo). Tal projeto fora proposto pelo governador democrata-cristão do Estado de São Paulo, Carvalho Pinto. Os bispos, nessa Declaração, diziam que se sentiam felizes de poder afirmar que se tratava de um projeto de lei de reforma agrária “inspirado nos princípios da doutrina social da Igreja”. Mencionavam a Carta Pastoral Coletiva dos Cardeais, Arcebispos e Bispos do Brasil, de 1951, em que havia um longo trecho sobre reforma agrária, que começava dizendo: “A Igreja não tem o direito de ser indiferente à reforma agrária”. E também citavam outro pronunciamento de todo o Episcopado do Brasil, feito em 1958, sobre a reforma agrária. A meu ver, foi o espetaculoso pronunciamento destes bispos, em 1960, assistido na TV por milhões de pessoas, que marcou o início da ação pública, em larga escala, da esquerda católica engajada na promoção de uma vasta campanha agrorreformista.

    P – O Partido Comunista Brasileiro é o pioneiro da reivindicação da reforma agrária no Brasil, desde os anos 20 do século passado. O que levou a CNBB, desde a sua fundação, a abraçar esta causa revolucionária comunista?

    R – Seria forçado e não corresponderia à realidade brasileira afirmar, simplesmente, que o Partido Comunista (PC) se infiltrou na Igreja Católica e a dominou. Afinal, o PC brasileiro sempre foi um anão, uma coisa liliputiana mesmo. O que se passou, de certo modo, foi o contrário. A força propulsora da esquerda é que proveio do setor católico. Foi significativa a participação católica para a formação do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), nos anos 80, possuíam oitenta mil núcleos e arregimentavam um milhão e meio de ativistas. É a origem de incontáveis ativistas que se engajaram nas “causas sociais”. A Igreja Católica entrou na luta revolucionária, porque houve uma infiltração do esquerdismo em seu interior. O clero esquerdista reuniu leigos e organizou movimentos sociais, os quais, por sua vez, promoveram a agitação social. E essa infiltração ideológica não pode ser atribuída exclusivamente ao PC. Na realidade, desde os anos 50, seminaristas e sacerdotes novos iam à Europa fazer cursos e completar sua formação religiosa. Em geral, voltavam convencidos das idéias esquerdistas. E aqui começavam a colocar em prática os novos métodos de ação apreendidos no exterior. Não se pode desconsiderar, entretanto, a possibilidade de certa infiltração propriamente comunista na Igreja.

    P – O apoio da CNBB a invasões e depredações a propriedades privadas não é imoral, considerando que a Igreja se assenta sobre valores elevados de conduta?

    R – Estes atos são imorais por dupla razão. Primeiro, por violar dois mandamentos sagrados do Decálogo: não roubarás; não cobiçarás as coisas alheias. E, em segundo, por violar frontalmente o instituto da propriedade privada, que o estado democrático de direito protege, conforme previsão constitucional. Assim, é moralmente condenável o ataque a propriedades privadas, feito por grupos do MST e seus congêneres. O apoio que recebem da Igreja, por meio da Comissão Pastoral da Terra (CPT), não legitima moralmente estas invasões. É imoral toda a contribuição que a CPT proporciona para o esbulho das propriedades dos particulares. Como, aliás, também é imoral a desapropriação confiscatória, feita pelo Estado brasileiro, a preço vil e com finalidades socialistas. Sob o ponto de vista da moral cristã, conforme a tradicional doutrina social católica, todos os que executam ou apóiam ações contra os legítimos proprietários cometem pecado mortal. Os que se apossam de terras por esse meio imoral não podem ser absolvidos em confissão, se não as restituem aos seus legítimos donos.

    P – A Igreja assume, então, um esforço deliberado de minar o instituto da propriedade privada?

    R – Eu não diria que toda a Igreja trilha este caminho. Mas é verdade que os maus pastores estão minando o direito de propriedade em nosso país. E isso é muito grave. Não fossem estes, os ditos “movimentos sociais” (MST, Quilombolas, Indigenistas, Ambientalistas) perderiam o melhor do seu dinamismo. Para compreender o que acontece no interior da Igreja, seria preciso levar em conta que ela passa por um processo de autodemolição, conforme alertou o Papa Paulo VI já nos anos 70. Esta crise penetrou nas estruturas da Igreja Católica em todas as nações onde está instalada. Talvez o maior fator de promoção da autodemolição no Brasil seja a CNBB. Cada bispo, em sua diocese, presta contas e está diretamente ligado ao chefe da Igreja, o Papa. Este sistema se revelou o mais apropriado ao longo de quase dois mil anos. Mas, nos anos 50, houve uma mudança na gestão que afetou os pilares da hierarquia: foram criadas as Conferências Episcopais, órgãos colegiados representativos da classe. A CNBB, criada em 1952, não faz parte da hierarquia da Igreja, mas age como se fosse a chefia de fato da Igreja Católica no Brasil. Com isso, usurpa a autoridade dos bispos e exerce sobre eles um férreo controle de opinião e de ação. Ademais, a CNBB — por meio de seu órgão que cuida da questão indígena (o Conselho Indigenista Missionário-CIMI) e do que trata da questão agrária (a CPT) — faz o papel de acelerador da revolução socialista no Brasil. Logo, a Igreja Católica, numa primeira leitura, não está toda ela comprometida com estes crimes. Na agitação agrária, estão engajados a CNBB, com seus braços de agitação social, e alguns bispos marcadamente esquerdistas

    P – O sr. pode citar um exemplo de como age a CNBB?

    R – Exemplos não faltam. Na questão indígena, o aborto e o infanticídio são promovidos nas tribos sob o olhar complacente dos agentes do CIMI. Mas vamos pegar o caso recente da menina de Alagoinha (PE), que foi estuprada pelo padrasto e engravidou de gêmeos. O arcebispo de Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, anunciou publicamente que o Código Canônico previa a pena de excomunhão automática para todos os envolvidos. Excetuou, apenas, a criança de nove anos, por imaturidade. Em seguida, manifestou-se o cardeal Giovanni Battista Re, titular da Congregação para os Bispos do Vaticano e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, que considerou como “justa a excomunhão de quem provoca um aborto”. Até aí, nota-se a coragem do arcebispo de Recife, apoiada pelo cardeal romano, que também fez a defesa da cultura da vida. Não bastasse a estrondosa campanha midiática que sobreveio logo em seguida contra Dom José Sobrinho, também a CNBB encarregou-se de demolir o posicionamento dele. Por meio de seu secretário-geral, bispo Dom Dimas Lara Barbosa, a CNBB desautorizou a iniciativa do arcebispo de Recife e Olinda de anunciar a excomunhão. A CNBB atuou como se fosse a chefia da Igreja Católica no Brasil. Assim, desacreditou D. José Sobrinho. Em última análise, prevaleceu a impunidade: não ficam excomungados os envolvidos no aborto dos gêmeos. E, em mais um lance autodemolidor, entrou no jogo outro bispo do Vaticano, Dom Rino Fisichella, presidente da Pontifícia Academia para a Vida. Este, ao invés de condenar a cultura da morte, como seria sua obrigação, também desautorizou e desacreditou Dom José Sobrinho. Assim, acredito que a extinção deste órgão representativo eclesiástico seria uma medida oportuna e salutar, indispensável para que a Igreja Católica vença a grave crise que a aflige.

    P – O Vaticano tem conhecimento da situação? Apóia este viés revolucionário?

    R – O Vaticano tem conhecimento da situação. Chegou a tomar uma atitude, embora tímida, há alguns anos, em relação ao ex-frei Leonardo Boff. Houve também pronunciamentos de João Paulo II a este respeito em Puebla (México). Mas não há, desde o Concílio Vaticano II (outubro de 1962 a dezembro de 1965), infelizmente, uma voz clara e unívoca na Igreja, a respeito da questão socialista e comunista, como nos tempos de Leão XIII, S. Pio X, Pio XI e Pio XII. No plano doutrinário, houve a rejeição do marxismo na encíclica Centesimus Annus, de João Paulo II, editada em maio de 1991. Contudo, no plano prático, nota-se a contradição e a incoerência. Por exemplo: em 1974, o cardeal Agostino Casaroli, então Secretário de Estado do Vaticano, numa visita a Cuba, fez um pronunciamento que levava os católicos a não mais se oporem ao comunismo. Mais recentemente, já no pontificado de Bento XVI, o atual Secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, também numa visita a Cuba, emitiu declarações semelhantes às que fez o cardeal Casaroli. O que se observa é que dentro da Igreja Católica há um entrechoque de opiniões. Estas divergências envolvem tanto prelados quanto leigos. Os que discordam da política eclesial de aproximação e favorecimento do socialismo e do comunismo podem, de modo legítimo, se afirmar em estado de resistência.

  5. Márcio disse:

    Excelente entrevista, Renato. Qual a fonte dela?

    Há algum tempo que eu considero a CNBB como um dos piores inimigos da Igreja no Brasil. E ainda há quem queira dizer que nós temos a obrigação de obedecer aqueles que estão em total desacordo com a doutrina e a moral da Igreja.

  6. Renato Lima disse:

    Márcio, eu sei que o advocado André Falleiro Garcia tem alguns artigos escritos no sítio http://www.sacralidade.com

    Não sei dizer se ele é um colunista do mesmo sítio.

    A entrevista está em um blog que pertence a um jornalista ”independente” (que eu estou sempre batendo de frente!) que é declaradamente anti-católico e que já escreveu no Mídia Sem Máscara.

    Prefero não colocar o endereço.

    Sabe como é: Hoje em dia como os católicos estão mal-informados, vai achar que esse jornalista ”independente” é honesto!

  7. Renato Lima disse:

    Desculpe: troque a palavra final honesto por culto.

  8. bento XVII disse:

    Eu também rezo o terço em latim.Mas gostava mais se fosse em aramaico. De qualquer forma ficava na mesma: não percebia nada. Mas que importa isso se a lenga-lenga é tão bonita ?

  9. Márcio disse:

    Bento XVII (17) !!! Você está, por acaso, desejando a morte de Bento XVI ?

    E aquilo que você escreveu foi, também por acaso, uma tentativa de contar uma piada? Espero que você tenha dom para alguma coisa melhor, senão você morreria de fome.

    Sabe o que é o pior de tudo? É que você ainda deve se declarar católico. Um católico que zomba da lingua oficial da Santa Igreja. Lamentável.

  10. Jucken disse:

    Pegando o gancho da entrevista postada pelo Renato Lima, permitam que eu chame atenção para a mensagem emitida pela CNBB no dia 1º de maio de 2010:

    http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/notas-e-declaracoes/3202-cnbb-mundo-do-trabalho-ainda-continua-dividido-em-categorias

    “Em sua saudação neste 1º de maio, a CNBB faz ressoar as aspirações dos trabalhadores e trabalhadoras pelo reconhecimento de seus direitos, e expressa seu apoio em favor da consolidação e ampliação dos direitos trabalhistas em nosso país. Entre esses direitos, destacamos, sobretudo, o combate ao trabalho escravo pela aprovação da PEC 438/0; a reforma agrária e o limite da propriedade da terra; o incentivo à agricultura familiar e camponesa nos contornos de cada bioma brasileiro; a diminuição da jornada de trabalho sem redução de salários; a ampliação dos fundos solidários e a construção do marco da economia solidária; a implementação de uma política de emprego para a juventude; a correção das perdas nas aposentadorias e a indexação justa de seus benefícios; a universalização da proteção social previdenciária para todo o mundo do trabalho, de sorte que o Brasil possa incluir totalmente a força de trabalho no seguro social.”

    Realizou-se a profecia de Atos 20: “Eu sei que, depois de minha partida, surgirão entre vós lobos ferozes, que não pouparão o rebanho. Além disso, do vosso próprio meio aparecerão homens com doutrinas perversas, que arrastarão discípulos atrás de si.”

  11. Márcio disse:

    Caro Jucken, Salve Maria!

    A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos Bolchevistas) é um dos piores inimigos que a Igreja católica possui no Brasil. E ainda há quem queira nos obrigar a obedecê-los…

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