Breves considerações

- Quando eu me referir a acordistas, em modo de crítica severa, entendam-se aqueles que sempre detestaram a FSSPX e somente estão contentes porque têm esperança de vê-la capitular. São os oportunistas que foram tão bem desmascarados pelo Sidney Silveira, em mais um de seus ótimos artigos apologéticos.

- Existem pessoas que querem o acordo porque acreditam que dele possam a FSSPX e toda a Igreja tirar proveito. Apesar de discordarmos fortemente destas pessoas, e não podermos aprová-las, nem por isso são inimigos. Querem o bem da FSSPX e do restante da Igreja, apesar de tudo. A nossa intenção não é hostilizar estas pessoas, mas sim convencê-las do perigo que estão correndo. Já tivemos “fogo amigo” demais nestes combates. Além do mais, com ou sem acordo, nós todos iremos continuar a luta contra o verdadeiro inimigo. Exceção feita àqueles que porventura gostem tanto da “plena comunhão” ao ponto de fazer as pazes com os liberais.

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Comentário Eleison – Número CCLII (252) 12 de maio de 2012 – por Dom Williamson

Traduzido a partir de http://a-grande-guerra.blogspot.com.br/2012/05/asesinos-de-la-fe-por-d-williamson.html

Mas, se Roma oferece à Fraternidade Sacerdotal São Pio X tudo o que ela quer, por que a Fraternidade teria ainda que recusar? Aparentemente há Católicos que ainda creem que se um acordo prático respondesse a todos os requerimentos práticos da Fraternidade São Pio X, teria que ser aceito. Então, por que não? Porque não foi com vistas ao bem da Fraternidade São Pio X que Monsenhor Lefebvre a criou, senão pelo bem da verdadeira Fé Católica, ameaçada pelo Vaticano II como nunca antes tinha sido ameaçada. Mas vejamos agora porque as autoridades da Nova Igreja buscarão qualquer acordo prático o mesmo que as razões pelas quais a Fraternidade São Pio X o deve rechaçar.

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Cidade eterna, promessas passageiras.

Existem algumas pessoas que se encantam diante das promessas que estão sendo feitas atualmente à FSSPX. No entanto, o histórico das promessas feitas pelo Vaticano aos tradicionalistas e não cumpridas já é bastante longo.

No já distante ano de 2001, Dom Lourenço Fleichman, testemunha de todos estes fatos, escreveu com detalhes a história da queda da Fraternidade Sacerdotal São Pedro (FSSP) e de outros grupos menores esmagados pela ditadura dos defensores do concílio. Para quem ainda não conhece a história de tropeços e quedas daqueles que se entregaram à Ecclesia Dei, aconselho vivamente a leitura do relato de Dom Lourenço:

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Que tipo de guerra está sendo movida contra nós?

Qualquer pessoa que não esteja desprovida do uso da razão é capaz de perceber que existe uma verdadeira guerra sendo travada contra os católicos tradicionais. Podemos nos perguntar, especificamente, que tipo de guerra é esta?

Os idólatras do concílio Vaticano II querem nos silenciar a todo custo. Os modernistas querem exterminar qualquer forma de reação contra os erros que eles espalham. O objetivo deles não é menos do que a aniquilação de toda a resistência católica contra a heresia.

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Grave perigo

GRAVE PERIGO

Mons. Richard Williamson

Fonte: Comentário Eleison número CCXLVI (246) – 31 de março de 2012

O desejo de certos padres da Fraternidade Sacerdotal São Pio X de buscar um acordo prático com as autoridades da Igreja sem um acordo doutrinal parece ser uma tentação recorrente. Há anos D. Fellay, como Superior Geral da Fraternidade, tem rejeitado a ideia, mas, quando ele disse em Winona, em 2 de fevereiro, que Roma está disposta a aceitar a Fraternidade tal como é, e que está pronta a satisfazer “todas as exigências da Fraternidade… no plano prático”, é como se Roma estivesse oferecendo a mesma tentação outra vez.

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Reflexões sobre a perseguição ao Padre Paulo Ricardo

NOTA: Este artigo foi reescrito em 09 de Março, às 21:45 h.

Com toda sinceridade, eu não sou nenhum entusiasta seguidor do Pe. Paulo Ricardo, pois acho que todo católico tem que ser ainda mais rigoroso no combate aos males que se infiltraram na Igreja com o Vaticano II e a missa nova. Não podemos cair no relativismo de aceitar tudo o que ele, e discordamos mesmo de muitas de suas ideias.

No entanto, este sacerdote está sofrendo uma injusta perseguição por parte do clero liberal. Pe. Paulo Ricardo disse a verdade sobre esta parcela podre do clero, mundano, apóstata, destruidor da Fé. Os lobos se sentiram atingidos e saíram ao ataque, apelando ao bispo de Cuiabá, diocese do padre Paulo Ricardo, para que tomasse severas providências contra ele.

A covardia promovida pelo clero apóstata contra um sacerdote que disse algumas verdades é tanta que dá nojo ler a total inversão da realidade estampada na carta que eles escreveram ao bispo, e que pode ser lida no Fratres. O padre Paulo Ricardo, ao denunciar o mundanismo, a apostasia, o abandono da batina, acabaria se tornando o semeador de discórdia… A culpa já não seria mais de quem destrói a Igreja, e sim daquele que combate os erros…

O diabo mostra os chifres

Uma boa parcela dos católicos, mesmo desconhecendo as causas profundas da crise atual que estourou com o Vaticano II e a missa nova, é conservadora e desaprova a destruição promovida pelos liberais. Quantos de nós, antes de conhecer a Tradição, não peregrinaram muito para encontrar uma missa menos barulhenta, com menos abusos, onde o padre fizesse um sermão minimamente condizente com a doutrina católica?

Aos poucos a gente vai percebendo que o problema não é pontual e que a crise é muito mais grave do que imaginávamos. Além do somatório de absurdos, pequenos e grandes, que vemos com frequência na igreja pós-conciliar, existem as grandes traições promovidas pelo clero apóstata que causam grande consternação aos católicos sinceros. No meu caso, aquela maldita campanha do desarmamento apoiada pela desgraçada CNBB em 2005, foi a gota d’água com a seita conciliar.

Quem sabe este caso infeliz não seja motivo de muitos católicos abrirem os olhos para a dimensão da crise atual? Muitos do que ainda pensam que o problema é com este ou aquele padre, ou bispo, podem enxergar a gravidade da situação. Pois o ocorrido é de fazer qualquer pessoa, por mais desinformada que esteja, refletir muito. Um padre fala a verdade sobre o mundanismo, a apostasia, a dessacralização, etc promovidas pelo clero liberal e estes partem com toda agressividade contra o conservador. Escrevem um texto repleto de mentiras, invertendo toda a realidade, invertendo todos os valores da Igreja, e ainda querem silenciar o padre e afastá-lo. Ora, isto é suficiente para fazer os mais ingênuos católicos parar para refletir: como pode haver uma atitude tão ofensiva por parte de alguns padres contra outro? Quem sabe não seja esta a ocasião de muitos católicos estudarem mais a fundo sobre a crise atual. E que, aos poucos, cheguem a descobrir o golpe de estado que foi o Vaticano II.

O perigo dos acordos

Para finalizar, quero apenas fazer uma observação. Vejamos bem o quanto um sacerdote que está em “plena comunhão” é perseguido pelos liberais. Isto sempre foi assim, desde que os modernistas tomaram o poder com o Vaticano II, e sempre será enquanto eles tiverem “autoridades” eclesiásticas que os protejam. Qualquer sacerdote que tente defender a Igreja vai ser vítima de perseguição por parte destes lobos que, do ponto de vista “legalista”, estariam dentro da Igreja. Daí, qualquer pessoa com o mínimo de boa vontade entende o estado de necessidade que nos obriga a não nos submetermos a uma “autoridade” pervertida que propaga o liberalismo.

Muito interessante e oportuno seria ler o artigo de Dom Tomás de Aquino, OSB, sobre as duas correntes na Igreja, derrubando qualquer pretensão dos acordistas em querer nos convencer da necessidade de um acordo a qualquer custo. Um acordo que atasse as nossas mãos e nos obrigasse a não combater mais os erros do Vaticano II e da missa nova seria o sonho de todo inimigo da Igreja. O padre Paulo Ricardo está sendo perseguido por muito menos daquilo que nós, como católicos tradicionais, defendemos. Muitas das suas ideias sobre a crise atual são muito menos radicais que as nossas, e mesmo assim ele é perseguido. Ele reconhece que há erros no Vaticano II, mas incoerentemente aceita a visão de Bento XVI sobre a hermenêutica da continuidade. Imaginem nós que não aceitamos nem o modernismo moderado de Bento XVI. Os modernistas radicais não nos deixariam em paz se estivéssemos debaixo de suas “autoridades”. A “plena comunhão” com esta gente é uma ilusão perigosa. Não estando sob a “autoridade” dos modernistas, nós podemos levar uma vida realmente católica. Subordinados a eles, seríamos destruídos na primeira oportunidade. Haja vista o que fizeram a Fraternidade São Pedro lá pelo ano 2000. Trocaram o superior da FSSP por outro liberal. Para quem eles puderam reclamar? Para ninguém, eles escolheram este caminho.

Por isso continuamos o combate pela Tradição, apesar da gritaria contrária. Deixemos os propagandistas da “plena comunhão” gritarem o que quiserem contra nós. Tudo não passa de propaganda vazia.

Por que discutir com pessoas que se declaram católicas quando há tantos inimigos fora da Igreja?

Há tantos assuntos a serem tratados que eu nem sei por qual começar. De qualquer forma, vou cobrir com este aqui uma lacuna que há muito tempo já deveria ter sido coberta. De fato, sendo este um blog católico destinado especialmente à combater os inimigos internos, que se infiltraram na Igreja, há algumas pessoas que não compreendem o sentido do nosso trabalho. Algumas demonstram claramente sua má fé, mas outras podem realmente ter sinceras dúvidas sobre a oportunidade e necessidade da apologética intra muros Ecclesiae, e é isto que pretendo ajudar a esclarecer com este artigo. Quem já está há algum tempo na Tradição vai considerar este artigo óbvio demais. Mas o objetivo dele é esclarecer os católicos que estão desorientados no meio desta confusão e de demonstrar-lhes os motivos do combate tradicionalista.

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Livro de Monsenhor Gherardini traduzido para o português: Vaticano II, um debate a ser feito

Fui avisado hoje de que o livro de Monsenhor Gherardini, Concilio Ecumenico Vaticano II: un discorso da fare, foi já foi traduzido para o português e pode ser comprado através do site da Editora Pinus.

Apesar de eu ainda não ter lido o livro, baseado nos artigos já publicados sobre o assunto no Fratres in Unum, acredito que seja interessante pelo fato de um clérigo de Roma estar discutindo tão abertamente sobre o Vaticano II.

Quarto aniversário do blog e mensagem de Natal

No dia de ontem completaram-se quatro anos do primeiro artigo escrito neste blog. Agradeço aos leitores que nos apoiaram neste ano de 2011, que não foi nada fácil para realmente ama a Igreja. Só para mencionar alguns fatos: a “beatificação” de João Paulo II; o terceiro encontro de Assis; os bispos “conservadores” que defendem liberdade religiosa, estado laico e elogiam o espiritismo; os “ex-tradicionalistas” que, não achando nada melhor para fazer, inventaram de atacar com mentiras um padre da Tradição – “ótima” preparação que eles escolheram para a Páscoa; a expectativa sobre as conversações, etc. Felizes somos nós, porque nossa confiança está em Deus. Somente assim podemos ter a firme confiança na vitória.

Por um lado, continuamos firmes neste ano a crítica ao Vaticano II, e vamos continuá-la no ano que vem. Por outro, percebi que estava perdendo tempo demais discutindo com quem não quer saber da verdade. Tomei, portanto, a iniciativa de fechar os comentários de alguns artigos sobre a RC”C”. Tenho que gastar melhor o tempo do que ficar lendo comentário que não acrescenta nada sobre a discussão, que só repete os mesmos chavões, as mesmas ofensas contra nós, quando não estão cheios de palavras de baixo calão. Outra crítica que eu me faço é o excessivo cuidado no combate aos neo-conservadores. Sinceramente, percebi que não adianta poupar críticas a eles. Certamente que eles promovem toda uma propaganda para nos fazer passar por “rad-trads”, “radicais”, “fundamentalistas”, etc. Mas, que importa isto? As pessoas que tiverem o mínimo de boa-vontade vão entender que o escândalo deles é farisaico. O que não podemos é deixá-los continuar a sua obra de desinformação. 2012 promete ser um ano de artigos voltados para desmentir a propaganda neo-conservadora.

Desejo um santo Natal e um feliz e próspero ano de 2012, cada vez mais pleno de Deus. Que possamos cada vez mais nos acercarmos dos meios de salvação que a Igreja nos dispõe, e que um número cada vez maior de católicos possam ter acesso a estes meios tão perfeitamente presentes na Tradição Católica.

 

A Canção Nova em seu contexto

Os carismáticos possuem um grande número de frases prontas que eles apresentam logo que alguém tem a “extrema ousadia” de criticar o movimento ao qual eles pertencem. Uma destas frases é a famosa “vocês estão citando fatos fora do contexto”. Pois bem, resolvi fazer um breve, muito breve, apanhado dos fatos e ditos que constituem o contexto da Canção Nova. O trabalho está longe de ser exaustivo. Na realidade, foi apenas um voo de pássaro sobre os fatos que me vieram à memória. No entanto, creio que será suficiente para mostrar que as nossas críticas não estão fora de contexto. Pelo contrário, o conjunto da obra da RC”C” só vem a confirmar o quanto ela é um descaminho para os católicos.

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