O que a CNBB teria a dizer sobre este vídeo?

O que a CNBB teria a dizer sobre este vídeo?

Os números são impressinantes. A “previsão” de mortes pela gripe aviária chegava aos milhões. O que aconteceu? Quantos morreram?

E a gripe comum, quantas pessoas ela mata por ano? Muitíssimo mais do que a tal gripe suína. Então, por que tanta propaganda de uma doença que, proporcionalmente, mata tão pouco? Acho que o vídeo responde bem a questão de $aúde pública…

E pensar que uma “pandemia” destas se tornou motivo para desrespeitar o Santíssimo Sacramento! A mensagem de La Salette não foi nem um pouco exagerada ao chamar os sacerdotes traidores de “cloacas de impureza”.

Publicado em:  on Agosto 7, 2009 at 10:56 pm Deixe um comentário
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Dois pesos, duas medidas

Neste final de semana, chegou às minhas mãos um jornal da Arquidiocese de São Paulo denominado “O São Paulo“. O jornal é relativamente antigo, do dia 29 de maio de 2007, mas o seu (assustador) conteúdo é extremamente atual. Eis a notícia que aparece em sua última folha:

Como o faz todos os anos, a Região Episcopal Santana, através da Comissão de Ecumenismo e Diálogo Interreligioso, promove a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com destaque para o culto ecumênico.

O texto segue com a lista de todos os representantes católicos e das diversas “igrejas”, anglicana, metodista, presbiteriana e luterana, contando até mesmo com a presença de “pastoras”! Se o bom católico já ficou assustado com isso, qual não é a nossa indignação ao avançarmos um pouco mais no texto e lermos a seguinte confissão:

Não se trata de conversão com absorção de umas Igrejas por outras, mas da purificação de todas e de sua conversão ao Senhor da Unidade.

Quanto blasfêmia! A arquidiocese de São Paulo declara publicamente, em um semanário oficial, que não deseja a conversão à Igreja Católica daqueles que estão fora d’Ela! Certamente eles já não crêem no dogma “fora da Igreja não há salvação”. E não acreditam também que a Igreja Católica seja santa, pois pregam a “purificação de todas e de sua conversão ao Senhor da Unidade”! Como se a Igreja Católica já não fosse a Igreja de Cristo, precisando de purificação e conversão! E isto, claro, através do contato com as seitas de todos os tipos.

Acho que já li maus conselhos semelhantes a este em algum lugar… Claro! Na Unitatis Redintegratio, o documento do nosso velho “amigo”, o concílio Vaticano II, sobre a união dos cristãos. A diferença é que a UR omitia completamente o termo conversão, enquanto que o jornal da diocese de São Paulo fala explicitamente que não deseja conversão. De resto a proximidade com os hereges, até mesmo com orações conjuntas (UR n. 8), já era pregada pela anticatólica declaração UR. Não é sem razão que o mesmo jornal diocesano, na página A4, elogia a UR ao apresentar a notícia de uma nova tradução do documento, feita por um padre responsável pelo movimento ecumênico da diocese de São Paulo. Traição contra a doutrina de sempre da Igreja e elogios ao Vaticano II andam sempre juntos, como neste jornal.

Voltando agora ao culto ecumênico, como poderia ele terminar? Claro, com a “benção” conjunta dos representantes de todas as “igrejas” presentes:

O culto ecumênico de Santana foi encerrado com uma apresentação do coral Amici de Casalbuono e pela benção dada pelos bispos, padres, diáconos e pastores presentes.

A foto da esquerda é do culto ecumênico em questão. A da direita é de outro culto, realizado na mesma diocese de São Paulo.

Ao ler esse texto, começamos a nos perguntar:

O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, quando do levantamento das injustas excomunhões dos bispos da FSSPX, emitiu uma entrevista na qual ele repetia o preconceito pós-conciliar contra a Tradição católica. Entre outras coisas, Dom Scherer criticava os bispos da FSSPX por não aceitar o Concílio Vaticano II e a “autoridade dos papas eleitos de modo legítimo” [o que, diga-se de passagem, não é verdade].

Eis uma outra pergunta a que dom Scherer respondeu e que merece ser destacada:

P. Quando pode acontecer a comunhão plena dos 4 bispos em questão?

R. Quando eles aceitarem publicamente e integralmente o Concílio Vaticano II e a legitimidade do Magistério dos papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI. Isso também requer a adesão pública à fé da Igreja católica, o quê ainda não aconteceu; mas existe o diálogo com os interessados sobre as questões ainda abertas, na esperança de que se chegue à superação de todas as dificuldades e à adesão plena à Igreja católica.

Dom Scherer se cerca de cuidados para deixar bem claro sua posição (absurda) quanto aos bispos da FSSPX. Eles são tratados como leprosos, dos quais se deve manter distância, enquanto não aceitarem o pastoral e falível Vaticano II. Por que o cardeal permite, então, cultos ecumênicos em sua diocese? Será que algum herege foi convidado a aceitar o concílio de Trento ou do Vaticano I antes de serem recebidos de braços abertos no culto ecumênico? Será que algum herege foi convidado a aceitar a autoridade de algum papa? Ora, nem o papado eles aceitam… Não seria interessante avisar o povo católico sobre os riscos para sua fé ao estarem em contanto com as doutrinas pregadas pelas seitas protestantes? Contra a “terrível heresia” de não se aceitar os erros do Vaticano II os católicos são admoestados, mas contra a verdadeira heresia protestante, nenhuma palavra. Pelo contrário. O que um pobre fiel pensaria após assistir a um culto ecumênico como o que se passou na diocese de São Paulo? Se até “benção” conjunta eles receberam de padres e pastores!

Engraçado, não? Dom Scherer permite cultos ecumênicos mas não dá nenhum apoio aos católicos que desejam a Missa de Sempre. E são vários fiés, no Estado de São Paulo, que desejam a Missa de Sempre e não a têm por má vontade dos bispos. Além disso, lembram-se do IBP, que partiu de São Paulo sem que a diocese movesse uma palha para ajudá-los a manter o apostolado,que vinha crescendo? Alguém consegue entender isso, presumindo boa vontade nos defensores do Vaticano II?

Em resumo: contra a Tradição católica, toda espécie de barreira e preconceito são levantados, mas em relação às heresias protestantes, elas são tacitamente aprovadas pelos nossos queridos bispos modernistas.

Há, sem dúvida, dois pesos e duas medidas, como se diz na linguagem popular.

Tenho vergonha da CNBB.

Ab insidiis CNBB, libera nos Domine!

Publicado em:  on Março 23, 2009 at 11:20 pm Comentários (8)
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Presidente da CNBB: “o reconhecimento do Estado laico é um valor” !!!

Por que a Igreja vive uma crise tão grande hoje em dia? Esta é a pergunta que muitos católicos se fazem sem, no entanto, encontrar resposta. Podemos dizer que uma boa parte da culpa por este estado de coisas é a traição interna.

Em novembro de 2008, o Vaticano assinou um acordo com o estado brasileiro. Destaco, abaixo, o trecho da matéria publicada no site da CNBB onde seu presidente, dom Geraldo Lyrio Rocha, comenta o acordo:

Acordo assinado hoje no Vaticano reconhece personalidade jurídica da Igreja Católica no Brasil

“O grande elemento do acordo é o reconhecimento da personalidade jurídica da Igreja Católica no Brasil”, ressalta dom Geraldo. O presidente da CNBB enfatiza ainda que o acordo não traz privilégios para a Igreja Católica e nem discrimina outras confissões, que perante as leis brasileiras têm os mesmos direitos. “Aliás, as outras confissões podem até pleitear seus convênios com o governo”, acrescenta.

Dom Geraldo explica ainda que não há nenhum indício de a Igreja querer ocupar espaços que são do Estado, muito menos se colocar numa atitude como se pretendesse atrelar o Estado a ela. “O reconhecimento do Estado laico é um valor. A Igreja reafirma a importância do Estado laico, porque luta pela liberdade religiosa de todos. É um direito da pessoa humana que precisa ser respeitado. Então, esse aspecto da laicidade do Estado não é de forma alguma ferido pelo acordo, pelo contrário é reafirmado”, diz.

http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=546

Inicialmente, notamos que, no primeiro parágrafo citado, dom Geraldo toma todas as precauções para não “ofender” os “irmãos separados”. Parece até que se ele tem vergonha de defender os direitos da Igreja Católica de ser protegida pelo Estado. Imagine só, se alguma seita não poderia pleitear os mesmos direitos da única Igreja de Cristo! Este é o pensamento de ninguém menos que o presidente da CNBB…

Mas o segundo parágrafo citado é ainda pior. Dom Geraldo ensina exatamente o contrário do que a Igreja sempre ensinou. Para o bispo, o reconhecimento do Estado laico seria um valor, cuja importância a própria Igreja afirma! O parágrafo todo é uma “profissão de fé” anti-católica.

Será que dom Geraldo nunca leu a encíclica Vehementer Nos, do papa São Pio X. onde o pontífice, de venerabilíssima memória, ensina com todas as letras:

6. Que seja preciso separar o Estado da Igreja, é esta uma tese absolutamente falsa, um erro perniciosíssimo. Com efeito, baseada nesse princípio de que o Estado não deve reconhecer nenhum culto religioso ela é, em primeiro lugar, em alto grau injuriosa para com Deus; porquanto o Criador do homem também é o Fundador das sociedades humanas, e conserva-as na existência como nos sustenta nelas. Devemos-lhe, pois, não somente um culto privado, mas um culto público e social para honrá-lo.
http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2006-7-Vehementer-Nos.htm

Mais claro do que isso, impossível. O Estado laico, isto é, aquele Estado separado da Igreja, é veementemente condenado por SS. São Pio X. O presidente da CNBB, então, contraria frontalmente o ensinamento de uma Papa Santo. Engraçado, não? Estes mesmos que atacam os católicos tradicionais por não aceitarem o pastoral e discutível Vaticano II, na hora de respeitarem o magistério pré-conciliar, esquecem totalmente o dever de obediência que tanto pregam. Coisas de CNBB…

E São Pio X não está sozinho em seus ensinamentos. Leão XIII, além de outras intervenções, relembra, em sua encíclica Immortale Dei, o ensinamento unânime de vários papas a este respeito. O Papa Pio IX, em seu memorável Syllabus, também condena a proposição segundo a qual “é preciso separar a Igreja do Estado e o Estado da Igreja” (no. 55).

E, se não bastasse o ensinamento da Igreja, a História está aí para provar o quanto o Estado laico representou, na prática, uma perseguição à Igreja. Muito longe de respeitar todas as crenças, o laicismo é, na realidade, instrumento para perseguir a Verdadeira Religião e privar a Igreja de seus direitos.

Mas não precisamos falar somente de história. Quais são as consequências do Estado laico hoje em dia? Querem tirar os crucifixos dos lugares públicos, não permitem o ensino da religião nas escolas, o Estado patrocina a imoralidade sexual, o aborto, a Igreja é publicamente atacada…

Por falar nisso, por que Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo metropolitano de Olinda e Recife, é massacrado pela mídia e pelos políticos que reclamam da “atitude conservadora da Igreja Católica”? Não é justamente este Estado laico que permite esta aberração? No maior país católico do mundo, a Igreja é publicamente perseguida por aplicar suas leis em defesa da vida! Estes são os frutos do Estado laico, que o presidente da CNBB, em oposição aos ensinamentos da Igreja, defende.

Como é que podemos ter esperanças de melhoras enquanto aqueles que deveriam ser os guardiões da Fé são os primeiros a negá-la? Neste mundo dessacralizado, qualquer um que defenda a Fé é perseguido, como Dom José Cardoso Sobrinho está sendo. Por isso mesmo, é preciso defender a Fé com todas as nossas forças, sem ambiguidades. A perspectiva, falsificada pelo concílio Vaticano II, de que a Igreja deve se abrir ao mundo moderno consegue apenas causar confusão e negações da Fé covardes e lamentáveis como esta do presidente da CNBB.

Se as coisas vão tão mal para a Igreja no Brasil, podemos exclamar em tom de ironia: Obrigado CNBB!

Procuram-se links perdidos!

Existe o costume de se colocar anúncios nos jornais e em cartazes a fim de divulgar o desaparecimento de pessoas, animais, objetos de valor. Mas o presente artigo tem por finalidade anunciar o desaparecimento, bastante inusitado, de dois links. Isto mesmo, dois links da internet “desapareceram” sem deixar pistas! Eram exatamente os links que havia no meu blog para o artigo do arcebispo de Uberaba – MG, defendendo nada menos do que o estado laico. E não é que desapareceram os dois links, tanto o que estava no site da referida arquidiocese, quanto o do site da CNBB. O mais engraçado é que os outros artigos continuam lá, em ambos os sites…

Será que eles mudaram de idéia sobre o que escreveram? É uma pena, mas creio que não. A CNBB continua laica como sempre. E, certamente, teremos de aturar ainda muitas “campanhas da laicidade” durante o período da Quaresma, que deveria ser o auge da espiritualidade cristã, em preparação para a Páscoa de Nosso Senhor. E, certamente, haverá muitos artigos ainda difundindo o pensamento laico, contrário à Fé. Aliás, vou visitar o site da CNBB para ver o que encontro por lá, depois escrevo um artigo a respeito. Na pior das hipóteses, eles tiram os links que eu citar.

Publicado em:  on Setembro 16, 2008 at 9:13 pm Deixe um comentário
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Arcebispo e CNBB defendem estado laico

O Estado laico sempre teve a intenção de usurpar os direitos da Igreja, tentando minimizar Sua liberdade e Sua influência. A História demonstra, com abundância de exemplos, como o Estado laico perseguiu (e persegue) a Igreja Católica. Sua Santidade, o Papa Pio IX, de venerável memória, publicou o magnífico Syllabus, encíclica na qual se denunciavam os erros do modernismo, inclusive os do Estado laico que tentava se impor à Igreja.

Não obstante palavras tão claras do venerável e bem-aventurado Papa Pio IX, e revestidas de toda autoridade do Sumo Pontífice, o arcebispo de Uberaba, Minas Gerais, defendeu com todas as letras, o estado laico:

Estado laico, por Dom Aloísio Roque Oppermann, Uberaba/MG, 30 de julho de 2007.

http://www.arquidiocesedeuberaba.org.br/domroque/artigos/159.htm

 

No começo, tem-se a impressão de que o arcebispo irá condenar o Estado laico, como se esperaria de um bom católico.

Mas, no segundo e último parágrafo, a argumentação vira às avessas, contrariando completamente aquela do início. Primeiro, dando uma péssima idéia do que seria um estado “não-laico”. Para a doutrina católica, o Estado deve estar subordinado à Igreja. Mas o arcebispo cita exemplos como o Islã e o caso de subordinação da Igreja a um Estado usurpador de suas atribuições. Ou seja, se alguém não sabia o que a doutrina católica ensina sobre as relações sobre Igreja e Estado, sairá ainda mais confuso depois de ler o artigo do arcebispo.

Mas o pior ficou para o final. Contrariando tudo o que a Santa Mãe Igreja ensina, o arcebispo escreve com todas as letras, e ainda as coloca em destaque:

Hoje somos todos a favor do Estado Laico.

O que quer dizer: hoje não somos mais a favor do que a Igreja ensina…

Dom Roque continua com os absurdos:

A esfera política e a religiosa devem ser distintas. Isso já é patrimônio da civilização. (…)

A laicidade respeita as verdades resultantes do conhecimento natural de todos os que vivem na sociedade. (…)

Quanto mais laico é um Estado, tanto mais respeita o exercício das atividades culturais dos grupos religiosos. (…)

[os grifos são do texto original]

Aqui se pode perceber a completa discordância entre o que foi escrito no final e no começo do artigo, quando Dom Roque se queixava de que a Igreja não podia sequer exprimir sua doutrina que já era combatida pelos defensores do Estado laico…

Mas  não foi apenas o arcebispo. A CNBB também reproduziu em seu site o mesmo artigo:

As campanhas da CNBB contra o aborto, a pesquisa com células-tronco embrionárias, a eutanásia, ou contra qualquer outra afronta à moral cristã é inútil diante de um Estado chamado “laico”. Aliás, chamar de laico nosso Estado não passa de eufenismo, porque ele é, hoje, visivelmente anti-cristão.

Fazer campanhas como a CNBB faz, mas defender o Estado laico, é como tentar encher de água um balde furado. É trabalho inútil. É pura enganação contra o povo católico que, inocente, não sabe que os defensores do Concílio Vaticano II abandonaram a verdadeira Fé Católica.

Esse tema nos faz lembrar da conversa entre Dom Marcel Lefèbvre e o então Cardeal Ratzinger. O grande defensor da Fé Católica expôs claramente que não bastava liberar a Missa Trindentina para que se fizesse um acordo entre a FSSPX e o Vaticano. Era preciso lutar pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto que os modernistas queriam o Estado laico. Dom Marcel Lefèbvre se levantou como uma muralha contra as pretensões dos modernistas de descristianizar a sociedade. Por isso se compreende porque há tanto ódio contra ele e a FSSPX, e contra qualquer católico que lute pela cristianização da sociedade.