Procuram-se cruzados

Excelente vídeo, trazido ao nosso conhecimento por um leitor.

Aproveito a oportunidade para, novamente, convidar todos a participarem desta cruzada. A meta de Dom Fellay é elevada, 12 milhões de terços, mas a graça que pedimos também e, por isso, merece todo o nosso empenho. Vamos nos esforçar para conseguir os 12 milhões.

E não nos esqueçamos de rezar também pelas conversações entre a FSSPX e o Vaticano, que se iniciam no próximo dia 26 de Outubro (http://fratresinunum.com/2009/10/15/declaracao-da-sala-de-imprensa-da-santa-se-26-de-outubro-primeiro-encontro-para-os-coloquios-entre-santa-se-e-fsspx/). Prefiro não fazer especulações, mas confio na competência dos teólogos da FSSPX. E confio também que S.S. Bento XVI buscará o melhor para a Igreja, ou seja, a Verdade. E que, dos encontros, sairá não um acordo prático, mas sim um ganho enorme para a causa da Tradição. Quanto à nós, rezemos.

Publicado em: on Outubro 16, 2009 at 9:33 pm Deixe um comentário
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Mais uma batalha vencida

Mais uma batalha vencida para a restauração da Tradição. Foi assim que eu, pessoalmente, enxerguei o levantamento das excomunhões contra os bispos da FSSPX. Ainda não foi a vitória completa. Há de se notar, especialmente, que não foi feita justiça a Dom Marcel Lefêbvre e a Dom Castro Mayer. Se a guerra tivesse terminado por aqui, teria sido um verdadeiro desastre. Mas não acabou! O Vaticano reconhece a necessidade de continuar os debates, e a FSSPX se mantém firme na defesa da Verdadeira Fé. E Dom Bernard Fellay manifestou a esperança em uma reabilitação próxima de Dom Marcel Lefêbvre. Nós a desejávamos agora, junto com a dos demais bispos. Mas, declarar a nulidade das excomunhões de 1988 iria enfurecer demais os modernistas. Bento XVI, como já expressou na Summorum Pontificum, não deseja causar um cisma. Por isso, age com prudência. Ainda não chegamos aonde queríamos, mas estamos caminhando para lá, mesmo que lentamente.

De qualquer forma, foi uma vitória. Em primeiro lugar, a FSSPX não aceita os erros do Vaticano II, e mesmo assim não está “excomungada” (como nunca esteve). O IBP também não o aceita, mas tendo já assinado seu acordo com Roma, não pode falar tão abertamente sem ser perseguido pelos modernistas. A FSSPX continuará o bom combate da Fé sem sofrer golpes com o que o IBP sofreu, expulso de São Paulo.

Além disso, os modernistas, os “conservadores” e os “tradicionalistas” pró-Vaticano II não poderão mais utilizar as excomunhões como desculpa para afastar as pessoas inocentes da FSSPX. Acabaram-se as desculpas para as acusações baixas contra a FSSPX.

Os padres de Campos não poderão mais utilizar aquela “estratégia de marketing” ridícula: “Venha assistir à Missa Tridentina em comunhão com a Igreja”. A frase é uma clara alusão à FSSPX, tentando fazer os incautos preferirem a missa dos traidores que aceitaram o Vaticano II àquela dos que estavam supostamente “excomungados”.A FSSPX sempre esteve em comunhão, mas agora está oficialmente, e acabou assim o motivo do “slogan publicitário” dos traidores da Tradição.

Que alegria em constatar que ficou muito mais difícil agora para que o Felipe Aquino consiga calar a nossa boca. Até o Vaticano reconhece a necessidade de se prosseguir no diálogo. O Vaticano não disse: “calem a boca e parem de atacar o concílio, senão vocês permanecerão excomungados para sempre”. Pelo contrário, a FSSPX não cedeu em nada, as excomunhões foram levantadas, e a discussão prosseguirá.

Felipe Aquino é incorrigível, como o Falsitatis Splendor. Mas que importa a opinião deles? O que importa é que perderam o motivo que tinham para atacar a FSSPX. Assim como o IBP, a FSSPX está na Igreja sem aceitar os erros do Vaticano II. Aqueles, que queiram calar a nossa boca, tiveram as suas caladas.

Ainda não ganhamos a guerra. Mas, de batalha em batalha chegaremos lá. Deus dê forças a S.S. Bento XVI para enfrentar os inimigos da Igreja e restaurá-La plenamente.

O divórcio e os tribunais da FSSPX

Nos meios pós-conciliares, tornou-se muito comum ouvir que o adultério é motivo para anulação matrimonial. Isso é um verdadeiro absurdo. O casamento nunca é anulado. Ele pode ser declarado nulo, caso o tenha sido desde o início, por alguma razão que realmente o justifique. O adultério, tendo ocorrido depois da celebração do casamento válido, já não pode ser usado como argumento, pois não existe anulação. Uma vez válido, o casamento o será até a morte de um dos cônjuges. Uma excelente argumentação a esse respeito pode ser lida no blog Militia Jesu Christi, inclusive com as citações:

É permitido o divórcio em caso de adultério ?!?!?!
http://stdominic3order.blogspot.com/2008/07/sendo-essa-frase-do-ttulo-repetida-em.html

A lei da Igreja é clara. Apesar disso, fiquei sabendo até mesmo de um padre que teria dito a uma mulher, vítima de adultério, que “a hora em que ela quisesse anular seu casamento, era só falar com ele”. Felizmente, o fato não se consumou. Mas isso demonstra o estado de apostasia em que se encontra o clero pós-conciliar.

Diante de tão graves ameaças para a Fé, será mesmo reprovável a instauração dos tribunais da FSSPX?

Na presente situação da Igreja, em que o clero não somente deixa de zelar pelo cumprimento da Lei de Deus, mas ele próprio se dispõe a contrariá-la, eu não consigo enxergar qualquer reprovabilidade nos tribunais de nulidade matrimonial da FSSPX. Eles estão agindo de acordo com o estado de necessidade em que a Igreja se encontra hoje em dia. Quem inventou as “novas leis” do matrimonio foram os seguidores do Vaticano II, e não a FSSPX. Ela, sim, está respeitando as leis divinas do matrimonio, ainda que, para isso, seja obrigada a “usurpar” temporariamente um poder que compete ao Papa.

Não podemos nos esquecer que a salvação das almas é a lei suprema – Salus animarum lex suprema est. O que é preferível: ser legalista e deixar as almas se afundarem em pecados mortais, em um matrimônio inválido, provocado uma falsa declaração de nulidade? Ou, em caráter excepcional, chamar a si responsabilidade de formar tribunais que julguem de acordo com as leis eternas da Igreja? Não tenho dúvida alguma em apoiar a atitude da FSSPX.

Uma coisa que não entendo é como o Prof. Orlando Fedeli não enxerga este estado de necessidade. É evidente demais que, se a FSSPX deixasse seus fiéis apelarem para os tribunais de Roma, haveria graves riscos de que eles recebessem uma declaração de nulidade para um casamento válido. Existe aqui o mesmo estado de necessidade que provocou as consagrações de 1988. Eu não posso deixar de reconhecer os valores do Prof. Orlando, e de agradecê-lo por tudo o que aprendi e aprendo no site da Montfort, e de rezar por ele – ut omnibus benefactoribus nostris sempiterna bona retribuas. Mas não posso apoiá-lo em suas críticas à FSSPX, que busca, através de seus tribunais, apenas o bem espiritual de seus fiéis. Prova de que até os grandes homens – e o Prof. Orlando é um dos maiores que conheço – erram.

Creio que todos desejam logo o fim da crise. Mas, enquanto não houver as mínimas condições para um acordo, o estado de necessidade persiste. E, dentro dele, a FSSPX deve zelar pelas salvação das almas da forma como lhe é possível. Ou alguém considera melhor fazer como o IBP e abaixar a cabeça para o clero modernista em troca de uma “legalidade”? A FSSPX está cumprindo muito mais seus deveres do que os “legalistas”.

Alguns artigos interessantes para aprofundar o conhecimento sobre o assunto:

http://www.capela.org.br/Crise/nulidade.htm

http://www.capela.org.br/Crise/nulidade2.htm

http://www.capela.org.br/Crise/nulidade3.htm

Publicado em: on Novembro 22, 2008 at 8:09 pm Comentários (52)
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De quem foi a culpa pela saída do IBP do Brasil?

Assim como todo mundo, eu fiquei um bom tempo esperando maiores notícias sobre a saída do IBP do Brasil, mas elas não chegaram. As poucas explicações que ouvimos são bastante contraditórias. Por isso eu me reservei de fazer outros comentários, além daqueles que já havia feito. Mas, duas atitudes recentes do clero modernista me fizeram relembrar a questão.

A primeira delas foi a passeata pela liberdade religiosa, que contraria todo ensinamento da Igreja, o qual fala apenas de tolerância religiosa. Será que a CNBB, que apóia essas idéias anti-católicas, poderia suportar um instituto que reza exclusivamente a Missa Tridentina? Apesar de algumas trapalhadas do Pe. Laguerie, tentando justificar a missa nova, a presença do IBP era uma verdadeira “pedra no sapato” dos modernistas ecumênicos.

No entanto, o fato que mais chamou minha atenção, e me fez lembrar da saída do IBP, foram os padres que se meteram a apoiar a candidatura de um partido comunista na disputa pela a prefeitura de São Paulo. Será que um clero capaz de apoiar o comunismo poderia suportar a “ameaça” de uma restauração da Tradição católica?

Vamos relembrar o caso do IBP. Segundo as ridículas explicações do Pe. Laguerie, a Montfort estaria querendo impor sua vontade ao Instituto do Bom Pastor. O prof. Orlando já explicou a posição da Montfort, e já declarou o bom relacionamento que tinha com o Pe. Roch e o diácono Vicent. Devemos lembrar que eram, praticamente, os membros da Montfort que sustentavam o IBP no Brasil. Sendo assim, era natural a proximidade entre as duas instituições.

Mas, suponhamos que fosse verdadeira a tese do Pe. Laguerie. Então, para salvar o IBP das perigosas “garras” do Prof. Orlando, que pretendia dominar o IBP e influenciar toda a Igreja através de seu “terrível plano” (parece mais desenho animado, do estilo Pink e Cérebro!), não bastaria que a diocese de São Paulo passasse a apoiar o IBP? Não seria essa uma solução bastante simples para pôr o IBP a salvo de “tão perigosas influências”? Afinal, quais eram os gastos do instituto? Creio que fosse, principalmente, o aluguel da casa onde ele se encontrava instalado. Alguns outros, certamente, mas que não seriam grandes para manter um padre, um diácono e meia dúzia de candidatos ao seminário. Será a diocese da cidade mais rica do país não teria dinheiro para apoiar o IBP e “salvá-lo” do “maquivélico plano da Montfort”?

Mesmo que fosse verdadeira a acusação do Pe. Laguerie, o que eu não creio, o problema seria facilmente resolvido se houvesse o mínimo de boa vontade por parte do clero paulistano. Se eles estivessem realmente preocupados com a espiritualidade tradicional e com a salvação das almas, certamente haveria formas de ajudar o IBP e fazê-lo não depender da Montfort. O que acontece é que, não somente os modernistas não querem ajudar a Tradição, como até lhe fazem oposição. Afinal de contas, a Tradição católica condena claramente as heresias defendidas pela CNBB & cia. LTDA. Seriam os ecumenistas radicais e os comunistas de sacristia que ajudariam o IBP a restaurar a tradição litúrgica e doutrinal da Igreja? Ou seriam eles os primeiros a combater a Tradição, que condena suas atitudes heréticas?

Para mim, parece bastante claro que não foi a Montfort a responsável pela saída do IBP. É impossível, sem ter maiores informações, dizer exatamente quem teria pressionado a saída do instituto. Mas, se essa tese estiver correta, a pressão certamente partiu de alguém que não poderia suportar a Tradição. Infelizmente, estando o IBP enfraquecido pelas idéias de “paz e amor” que regem os “acordos” com Roma, o instituto teria cedido às pressões. O IBP não era mau, mas era fraco. Em troca de uma “situação canônica”, renuncia-se o bom combate da Fé contra os inimigos que estão dentro da Igreja, como já havia denunciado São Pio X, há mais de um século. Por essa e outras, é que eu estou cada vez mais a favor da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Apoiando a FSSPX, temos a certeza de que não sofreremos a decepção que nos trouxe o IBP. Aliás, a última carta de Dom Fellay deixa claro, ainda mais uma vez, que a FSSPX não fará um acordos práticos, que prejudiquem o heróico combate pela Fé e pela Tradição, mas espera o levantamento da excomunhão. Rezemos todos nessa intenção.

Publicado em: on Outubro 28, 2008 at 7:20 pm Comentários (5)
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Breve consideração acerca da saída do IBP do Brasil

Não restam dúvidas de que a saída do IBP do Brasil é uma enorme perda para a Igreja em nosso país. Ainda que o padre Laguérie tenha feito concessões à missa nova, na tentativa de defender o padre de Tanoüarn, o IBP no Brasil fazia um ótimo apostolado e difundia a missa Tridentina. Por aqui, pelo menos, não vimos nenhum delírio doutrinal, nenhuma concessão à missa nova. É difícil entender como pode um instituto que estava crescendo, que acabara de receber uma capela e que tinha bastante apoio, possa ter fechado as portas de maneira tão repentina. Eu até agora não consigo entender o que pode realmente ter acontecido. Rezemos para que ele possa retornar.

Por outro lado, tenho certeza de que a FSSPX teve de enfrentar dificuldades enormes, de uma ordem de grandeza muito superior a qualquer dificuldade que o IBP possa ter encontrado no Brasil. Afinal, que hostilidades o IBP encontrou aqui em nossas terras? Houve apenas aquele contra-tempo, em que o “mal informado” professor Felipe Aquino contou a mentira de que os padres do IBP haviam aceitado o Vaticano II… Mas isso não chegou a atingir o IBP. Pelo contrário, somente fortaleceu o instituto, inclusive na minha concepção, pois a resposta do superior do IBP na América Latina, pe. Rafael Navas Ortiz, foi clara e sem meias palavras, cobrando daquele professor que retificasse sua versão distorcida dos fatos (algo que ele não fez até hoje). A FSSPX, pelo contrário precisa enfrentar o resto do mundo, hostil a ela. Teve de suportar o peso de uma excomunhão injusta. Quantos modernistas, culpados das maiores traições contra a Igreja, não mereciam ser excomungados? Mas a pena caiu exatamente sobre aqueles que eram inocentes. A FSSPX não se deixou influenciar por esse ato de suma injustiça, mas continuou inabalável na luta em defesa da Tradição e da Fé Verdadeira. Caíram uns, apostataram outros, mas a FSSPX permanece firme até hoje, demonstrando que quem tem a certeza de defender a Verdade de Cristo não teme a opinião do mundo. “Coragem, eu venci o mundo”, disse Nosso Senhor. Aliás, a FSSPX enfrenta não somente a opinião do “mundo”, mas também a incompreensão de muitos católicos que não entendem o estado de necessidade que motivou (e que justifica plenamente) a drástica atitude de 1988.

Eu não pertenço nem à Monfort, nem ao IBP, nem à FSSPX. Sou apenas um católico que quer ver a Santa Igreja livre do marxismo da TL, da laicidade e do naturalismo da CNBB, da barulheira infernal e das loucuras da RC”C”, e de tantos outros males. Quero poder assistir à Missa legítima, e quero que os outros católicos também a possam assistir. Quero ver o erro condenado e Verdade ensinada. Nada mais do que qualquer católico sincero pode querer. Mas, diante de todos os fatos, não há como negar que a FSSPX é o maior reduto de resistência contra o modernismo. Existem muitos outros bons institutos na Igreja, como a FSSP, o IBP, entre outros. Mas nenhum tem a firmeza e a perseverança da FSSPX. Não é fácil resistir à perseguição, nem suportar a tribulação. O nome do meu blog, eu o escolhi justamente para lembrar a mim mesmo, e a quem necessitar, de que nós temos obrigação de nos mantermos firmes durante a tribulação, confiando plenamente em Deus, e desconfiando do “mundo” ao qual o Vaticano II quis se abrir.

O IBP no Brasil caiu sem lutar, infelizmente. A FSSPX, por sua vez, está firme no combate pela Fé, e continua sendo o modelo para todos os que querem ver a Igreja plenamente restaurada e livre da heresia modernista. Rezemos para que ela possa regularizar sua situação (por formalismo, pois ela sempre esteve em comunhão com a Igreja) e se tornar o braço direito do Santo Padre na restauração da Igreja.

Publicado em: on Agosto 12, 2008 at 10:58 pm Deixe um comentário
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Não é difícil entender por que a FSSPX ainda não fez o “acordo” com Roma

Não é difícil entender por que a FSSPX ainda não fez o “acordo” com Roma:

Missa de Encerramento da JMJ 2008 Marcada pelo Estilo (Piero) Marini.

http://igrejauna.blogspot.com/2008/07/o-retorno-de-marini.html

A mesma notícia, a partir de outro blog:

The just-concluded World Youth Day 2008 demonstrates that the crisis in the Church is far from over.

http://catholic-perspective.blogspot.com/2008/07/just-concluded-world-youth-day-2008.html

O original foi escrito pelo The Remnant Newspaper e pode ser lido através do link: Sydney or Sodom.

O caminho de volta para a Roma Santa, como nos foi alertado pela Santíssima Virgem em Fátima, é lento e tortuoso. Tanto se afastou da Verdade, que o retorno certamente será demorado e não isento de reveses.

De qualquer forma, ao ver as imagens dessa missa de encerramento, quem seria o cínico de acusar a FSSPX de falta de boa vontade para com o Vaticano? Quem seria capaz de acusar a FSSPX de exagero e de “integrismo”? Somente os que já se encontram empedernidos na heresia modernista querem ver uma atitude unilateral da FSSPX, como se fosse esta o contendor errado, sem razão em sua luta.

Analisemos o que aconteceu aos que fizeram “acordos práticos”, sem resguardo doutrinal, com Roma. A administração apostólica São João Maria Vianney, “os padres de Campos”, depois de anos de heróica resistência ao modernismo, resolveu “regularizar” sua situação. Em que estado ela se encontra agora? Simplesmente lastimável:

Dom Rifan presente na Missa Nova
http://salveregina.wordpress.com/2008/07/20/abyssus-abyssum-invocat/

Dom Rifan agora se faz presente na Missa Nova, contradizendo tudo o que ele dizia anteriormente. Para usar o mesmo exemplo do blog que eu estou citando, vejamos o havia escrito o mesmo homem que aparece nos vídeos acima:

Porque somos católicos, e queremos guardar fielmente a nossa Fé e identidade católica, não pudemos, infelizmente participar das celebrações litúrgicas, por se tratarem do novo rito da Missa, de caráter ambíguo, protestantizante e ecumênico, portanto ofensiva a Deus, Nosso Senhor.” Pe F. Rifan ‘Quer agrade quer desagrade’ p.88 Gráfica Lobo, 1999.

Que diferença entre o que escreveu o padre Rifan e o que faz hoje o bispo dom Rifan! O contato com os modernista faz perecer rapidamente os outrora defensores da Fé Verdadeira.

E o caso do Instituto do Bom Pastor? O padre Laguérie já atacou bastante, e com muita propriedade, a missa nova. Mas, na tentativa de defender as trapalhadas do padre de Tanoüarn, acabou por defender, ele também, a missa nova:

O delírio doutrinal permanece no IBP
http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2007-c-delirio-doutrinal-permanece-ibp.htm

É por causa de exemplos de apostasia tão claros como esses que não existe razão alguma para se criticar a relutância da FSSPX em fazer o tal “acordo”. Acredito que a FSSPX somente fará um acordo quando as condições do mesmo colocarem de joelhos o modernismo, e não a Fraternidade.

O que pensar sobre um possível acordo?

Acredito que, neste momento, a ansiedade toma conta de todos os que têm acompanhado os acontecimentos na Igreja nos últimos tempos. O acordo entre Roma e a FSSPX será finalmente assinado?

As opiniões vacilam de um extremo ao outro. Qual a minha opinião? Eu não arrisco me posicionar categoricamente pelo sim ou pelo não. Falta-me conhecimento profundo das negociações; falta-me graça de estado, o que não falta aos representantes nem do Vaticano nem da FSSPX. A única certeza que eu tenho é que a FSSPX somente assinará um acordo se este não colocar em risco a Fé católica de sempre, defendida por ela de forma tão brilhante em todos estes anos de combate. Um acordo “prático”, somente para dizer que “fizeram as pazes”, está fora de cogitação. Como disse Mons. Willianson, durante seu sermão na tomada de batina, neste ano, no seminário de Flavigny, [um possível acordo] “não é uma questão de gentileza, mas sim uma questão de Verdade“.

No mais, cabe a nós rezarmos para que aconteça o melhor para a Igreja Católica e confiar em Deus, acima de tudo, como lembrou o Ricardo, em comentário no meu blog e em um artigo em seu próprio.

Publicado em: on Junho 26, 2008 at 10:57 pm Comentários (1)
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A Fraternidade São Pio X deve fazer um acordo com Roma?

A Fraternidade São Pio X deve fazer um acordo com Roma? O tema é um tanto delicado, e requer bastante prudência e discernimento da nossa parte. Dos blogs da Tradição, o único que tem discutido recentemente o assunto é o Perseverança na Fé, que, aliás, está promovendo uma enquete sobre o tema.

O meu ponto de vista é bem claro: a FSSPX não tem obrigação de fazer um acordo. Os tristes acontecimentos de 1988 (e seus antecedentes) foram causados por uma iniqüidade imensa da parte de Roma. Um clero corrompido pela heresia modernista (“os sacerdotes … tornaram-se cloacas de impureza“, como disse a Virgem Santíssima em La Salette) perseguia cruelmente a Tradição e buscava, das maneiras mais baixas, destruir a Fé Católica. A FSSPX resistiu heroicamente, e preferiu sofrer uma excomunhão injusta a abandonar a Fé. Hereges nas fileiras da Igreja, que mereciam realmente serem censurados pelo Vaticano, isso havia aos montes. Mas contra eles nada foi feito. A perseguição era somente contra quem queria defender a Fé Católica de sempre, sem inovações heréticas.

Disso resulta que, se existe uma obrigação, ela pesa sobre os ombros do Vaticano: uma obrigação de Justiça, de reparar um erro cometido por um clero corrupto. Eu tenho confiança em Sua Santidade, o Papa Bento XVI, que ele busca a Justiça. Aliás, ter confiança no papa é o estado natural do católico. Somente se admite o contrário em situações absolutamente anormais, como a apostasia pós-vaticano II.

Mas, se por um lado S.S. Bento XVI está restaurando o que os modernistas destruíram, devemos lembrar que a situação ainda está muito longe do ideal. O veneno da colegialidade ainda está ativo, e muitos bispos ainda agem como se o Papa não fosse o Cristo na terra, ao qual se deve submeter todo poder neste mundo, conforme disse S.S. o Papa Bonifácio VIII, de venerabilíssima memória, em sua célebre bula Unam Sanctam. Eu não vejo como poderia ser bom para a FSSPX sujeitar-se a determinados bispos. Vejam o caso do Instituto do Bom Pastor, já citado pelo blog Perseverança na Fé: desde Fevereiro eles solicitaram uma capela para celebrarem a Santa Missa, mas o cardeal de São Paulo não lha concedeu até agora. Os católicos tradicionais acabam não contando com ajuda nenhuma dos defensores da Vaticano II, mesmo que estejam em “comunhão formal” com Roma.

No entanto, em vez de perguntar se a FSSPX deve fazer um acordo com Roma, seria melhor fazer uma pergunta do tipo: sob quais condições deveria a FSSPX fazer um acordo com Roma? Ou talvez: poderia um acordo com Roma ser favorável à FSSPX? Essas perguntas dariam uma boa discussão, que eu estou apenas iniciando.

As minhas idéias iniciais seriam mais ou menos estas:

- A FSSPX não deve ficar subordinada às dioceses de bispos pró-vaticano II;

- A FSSPX não está, e jamais será, obrigada a celebrar a missa no rito do Novus Ordo, e nem precisará se pronunciar em seu favor, e não será impedida nem censurada se criticá-la;

- A FSSPX não deve será obrigada a aceitar o Vaticano II, e poderá criticá-lo (como já ocorre com o IBP);

- Ficam anulados os decretos de excomunhão contra Dom Marcel Lefèbvre e a FSSPX;

Esses seriam, ao meu ver, as condições mínimas necessárias para se aceitar um acordo, sempre lembrando que a FSSPX não tem obrigação de fazê-lo, e somente deve assiná-lo nas condições mais favoráveis possíveis.

Deveríamos levar em conta, também, a necessidade e a utilidade de um acordo, bem como os perigos que ele poderia trazer para a FSSPX.

Necessidade, eu não vejo nenhuma de vulto. A Tradição está crescendo (vejam a FSSPX em São Paulo); está convertendo à Fé católica pessoas de outras religiões, e não somente fazendo política, como o cardeal Kasper; está ganhando para a sua causa católicos que não a conheciam. Este foi o meu caso: criado desde pequeno no ambiente modernista, revoltado com os absurdos que via, fui procurando conhecer cada vez a história e acabei por descobrir a raiz de toda a apostasia que me deixava perplexo. Hoje estou cem por cento a favor da FSSPX. Qualquer pessoa que estude a história recente da Igreja, com imparcialidade, dará plenas razões à FSSPX.

A utilidade e os perigos de um acordo, deixo para comentar em outro artigo. A discussão promete ser longa, mesmo.

Publicado em: on Junho 14, 2008 at 8:57 pm Comentários (8)
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Homenagem a Mons. Richard Willianson

O blog Vetus Ordo publicou uma entrevista com Mons. Richard Willianson, um dos bispos da FSSPX, que demonstra a sensatez, argúcia e clarividência que Sua Excelência Reverendíssima o Bispo Richard Williamson da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X costuma ter ao analisar a crise actual na Igreja, palavras do autor do artigo que faço questão de transcrever por concordar plenamente com elas.

Quando ouvimos críticas à FSSPX temos a certeza de que são feitas não por zelo com a Igreja, mas sim pelos sentimentos mais baixos de inveja, calúnia, difamação, preconceito, revanchismo, partidarismo, etc. Essas críticas partem exatamente daqueles que não têm qualquer zelo com a Fé e com a doutrina católicas.

Além dessa entrevista, gostaria de recomendar assistir aos dois vídeos abaixo, que mostram a tomada da batina por 13 jovens, neste ano, no seminário da FSSPX em Flavigny, França. Enquanto passam as imagens, ouve-se a homilia de Mons. Willianson. Aqueles que entendem o francês perceberão como o bispo tem consciência da missão da FSSPX. Ele diz claramente que não se deve desviar nem para a direita – sedevacantismo – nem para a esquerda – na aceitação dos erros do mundo moderno. Isso demonstra, mais uma vez, como a FSSPX rejeita essa tese, apesar de que os caluniadores do Falsitatis Splendor tentem confundir as pessoas associando a rejeição dos erros do Vaticano II com o sedevacantismo.

Ainda mais uma prova pode ser dada: os sedevacantistas atacam a FSSPX, como ser pode verificar claramente nos sites deles, como por exemplo, o site Virgo Maria.

Somente a perversa intenção do Falsitatis Splendor e demais modernistas pode enxergar o sedevacantismo como conseqüência de se rejeitar o Vaticano II. Isso não passa de mais uma calúnia desse bando que acha que pode dizer melhor do que nós mesmos aquilo em que nós acreditamos ou deixamos de acreditar. Deixo bem claro aqui, mais uma vez, o meu repúdio às calúnias que tal grupo levanta contra nós, que não somos sedevacantistas.

Quanto a essa questão, recomendamos dois artigos, um do grupo Permanência e outro de Mons. Willianson, extremamente esclarecedores, que derrubam todas as calúnias de sedevacantistas levantadas pelo Falsistatis Splendor e demais modernistas contra nós que não aceitamos os erros da Vaticano II.

A FSSPX, a Montfort, e tantos outros, assim como eu, queremos apenas ser fiéis à doutrina católica de sempre, sem nos desviarmos nem para a direita, nem para a esquerda. E Mons. Willianson deixou bem claro também que fazer um acordo com o Vaticano não é uma questão de “gentileza”, mas sim uma questão de Verdade que não pode ser abandonada em troca de um “acordo”. É pela Verdade Católica que nós lutamos, e que Deus nos permita continuar nessa luta até o fim.