Breve consideração acerca da saída do IBP do Brasil

Não restam dúvidas de que a saída do IBP do Brasil é uma enorme perda para a Igreja em nosso país. Ainda que o padre Laguérie tenha feito concessões à missa nova, na tentativa de defender o padre de Tanoüarn, o IBP no Brasil fazia um ótimo apostolado e difundia a missa Tridentina. Por aqui, pelo menos, não vimos nenhum delírio doutrinal, nenhuma concessão à missa nova. É difícil entender como pode um instituto que estava crescendo, que acabara de receber uma capela e que tinha bastante apoio, possa ter fechado as portas de maneira tão repentina. Eu até agora não consigo entender o que pode realmente ter acontecido. Rezemos para que ele possa retornar.

Por outro lado, tenho certeza de que a FSSPX teve de enfrentar dificuldades enormes, de uma ordem de grandeza muito superior a qualquer dificuldade que o IBP possa ter encontrado no Brasil. Afinal, que hostilidades o IBP encontrou aqui em nossas terras? Houve apenas aquele contra-tempo, em que o “mal informado” professor Felipe Aquino contou a mentira de que os padres do IBP haviam aceitado o Vaticano II… Mas isso não chegou a atingir o IBP. Pelo contrário, somente fortaleceu o instituto, inclusive na minha concepção, pois a resposta do superior do IBP na América Latina, pe. Rafael Navas Ortiz, foi clara e sem meias palavras, cobrando daquele professor que retificasse sua versão distorcida dos fatos (algo que ele não fez até hoje). A FSSPX, pelo contrário precisa enfrentar o resto do mundo, hostil a ela. Teve de suportar o peso de uma excomunhão injusta. Quantos modernistas, culpados das maiores traições contra a Igreja, não mereciam ser excomungados? Mas a pena caiu exatamente sobre aqueles que eram inocentes. A FSSPX não se deixou influenciar por esse ato de suma injustiça, mas continuou inabalável na luta em defesa da Tradição e da Fé Verdadeira. Caíram uns, apostataram outros, mas a FSSPX permanece firme até hoje, demonstrando que quem tem a certeza de defender a Verdade de Cristo não teme a opinião do mundo. “Coragem, eu venci o mundo”, disse Nosso Senhor. Aliás, a FSSPX enfrenta não somente a opinião do “mundo”, mas também a incompreensão de muitos católicos que não entendem o estado de necessidade que motivou (e que justifica plenamente) a drástica atitude de 1988.

Eu não pertenço nem à Monfort, nem ao IBP, nem à FSSPX. Sou apenas um católico que quer ver a Santa Igreja livre do marxismo da TL, da laicidade e do naturalismo da CNBB, da barulheira infernal e das loucuras da RC”C”, e de tantos outros males. Quero poder assistir à Missa legítima, e quero que os outros católicos também a possam assistir. Quero ver o erro condenado e Verdade ensinada. Nada mais do que qualquer católico sincero pode querer. Mas, diante de todos os fatos, não há como negar que a FSSPX é o maior reduto de resistência contra o modernismo. Existem muitos outros bons institutos na Igreja, como a FSSP, o IBP, entre outros. Mas nenhum tem a firmeza e a perseverança da FSSPX. Não é fácil resistir à perseguição, nem suportar a tribulação. O nome do meu blog, eu o escolhi justamente para lembrar a mim mesmo, e a quem necessitar, de que nós temos obrigação de nos mantermos firmes durante a tribulação, confiando plenamente em Deus, e desconfiando do “mundo” ao qual o Vaticano II quis se abrir.

O IBP no Brasil caiu sem lutar, infelizmente. A FSSPX, por sua vez, está firme no combate pela Fé, e continua sendo o modelo para todos os que querem ver a Igreja plenamente restaurada e livre da heresia modernista. Rezemos para que ela possa regularizar sua situação (por formalismo, pois ela sempre esteve em comunhão com a Igreja) e se tornar o braço direito do Santo Padre na restauração da Igreja.

Publicado em: on Agosto 12, 2008 at 10:58 pm Comentários (0)
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Não é difícil entender por que a FSSPX ainda não fez o “acordo” com Roma

Não é difícil entender por que a FSSPX ainda não fez o “acordo” com Roma:

Missa de Encerramento da JMJ 2008 Marcada pelo Estilo (Piero) Marini.

http://igrejauna.blogspot.com/2008/07/o-retorno-de-marini.html

A mesma notícia, a partir de outro blog:

The just-concluded World Youth Day 2008 demonstrates that the crisis in the Church is far from over.

http://catholic-perspective.blogspot.com/2008/07/just-concluded-world-youth-day-2008.html

O original foi escrito pelo The Remnant Newspaper e pode ser lido através do link: Sydney or Sodom.

O caminho de volta para a Roma Santa, como nos foi alertado pela Santíssima Virgem em Fátima, é lento e tortuoso. Tanto se afastou da Verdade, que o retorno certamente será demorado e não isento de reveses.

De qualquer forma, ao ver as imagens dessa missa de encerramento, quem seria o cínico de acusar a FSSPX de falta de boa vontade para com o Vaticano? Quem seria capaz de acusar a FSSPX de exagero e de “integrismo”? Somente os que já se encontram empedernidos na heresia modernista querem ver uma atitude unilateral da FSSPX, como se fosse esta o contendor errado, sem razão em sua luta.

Analisemos o que aconteceu aos que fizeram “acordos práticos”, sem resguardo doutrinal, com Roma. A administração apostólica São João Maria Vianney, “os padres de Campos”, depois de anos de heróica resistência ao modernismo, resolveu “regularizar” sua situação. Em que estado ela se encontra agora? Simplesmente lastimável:

Dom Rifan presente na Missa Nova
http://salveregina.wordpress.com/2008/07/20/abyssus-abyssum-invocat/

Dom Rifan agora se faz presente na Missa Nova, contradizendo tudo o que ele dizia anteriormente. Para usar o mesmo exemplo do blog que eu estou citando, vejamos o havia escrito o mesmo homem que aparece nos vídeos acima:

Porque somos católicos, e queremos guardar fielmente a nossa Fé e identidade católica, não pudemos, infelizmente participar das celebrações litúrgicas, por se tratarem do novo rito da Missa, de caráter ambíguo, protestantizante e ecumênico, portanto ofensiva a Deus, Nosso Senhor.” Pe F. Rifan ‘Quer agrade quer desagrade’ p.88 Gráfica Lobo, 1999.

Que diferença entre o que escreveu o padre Rifan e o que faz hoje o bispo dom Rifan! O contato com os modernista faz perecer rapidamente os outrora defensores da Fé Verdadeira.

E o caso do Instituto do Bom Pastor? O padre Laguérie já atacou bastante, e com muita propriedade, a missa nova. Mas, na tentativa de defender as trapalhadas do padre de Tanoüarn, acabou por defender, ele também, a missa nova:

O delírio doutrinal permanece no IBP
http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2007-c-delirio-doutrinal-permanece-ibp.htm

É por causa de exemplos de apostasia tão claros como esses que não existe razão alguma para se criticar a relutância da FSSPX em fazer o tal “acordo”. Acredito que a FSSPX somente fará um acordo quando as condições do mesmo colocarem de joelhos o modernismo, e não a Fraternidade.

IBP em São Paulo tem agora uma capela

Finalmente o Instituto do Bom Pastor recebeu a concessão de uso de uma capela em São Paulo:

http://www.ibp-la.org/noticias/?ss=news&l=pt#capela_ibp

E assim a Tradição vai ganhando seu espaço!