Diante do drama de diversas pessoas, como a amiga Magdália, que, por dever de consciência, não aceitam a missa nova, mas, pela perversidade e insensibilidade do clero modernista frente às necessidades espirituais dos fiéis leigos, se vêem impossibilitados de assistir ao rito Trindentino, resolvi escrever este artigo.
Eu também fiquei um tempo sem assistir a missa. Tenho certeza de que foi melhor para mim do que se tivesse ido à missa nova. Nas últimas vezes que eu assisti ao “espetáculo”, eu saía da igreja muito mais revoltado do que quando entrara. Não é bom nem lembrar, mas vamos citar alguns motivos para tão radical decisão. As músicas idiotas, sentimentalistas, barulhentas não me permitiam concentrar na oração. Algumas mulheres vestiam roupas que causariam vergonha às “mulheres liberais” de algumas décadas atrás. Essas “pouco piedosas” mulheres (que eufenismo!!!) se aproximavam da sagrada comunhão sem que o padre se incomodasse. Os “ministros da eucarístia” entregavam-na nas mãos das pessoas. O padre mudava os textos da liturgia conforme sua vontade (Deus Todo-misericordioso, em vez de Deus Todo-poderoso, etc…) e convidava os fiéis a rezar orações que restritas ao sacerdote. Graças a Deus isso é passado para mim!
Mas para aqueles que ainda não têm a graça de assistir à Santa Missa no rito Tridentino, existem, além da Igreja Católica Apostólica Romana, outras Igrejas que estão em plena comunhão com o Papa. Os membros dessas Igrejas são plenamente católicos, como nós da Igreja de Roma. Seus ritos vêm de antigas datas, são válidos e santificantes, como o rito Tridentino. Eles não foram “inventados” de uma hora para outra, sob a pressão de um modismo ou de um pensamento de época, como o rito da missa nova de Paulo VI. Essas Igrejas mantêm aquilo que é essencial: a integridade da Fé Católica e a obediência ao Sumo Pontífice. As diversas liturgias, por outro lado, não são obstáculo para a unidade, mas sim um exemplo da riqueza da Igreja Católica.
Lembremo-nos, de passagem, do que nós professamos no Credo: creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica. Esses são os quatro atributos essenciais da Igreja de Cristo.
Abaixo, segue uma lista das diversas igrejas particulares que formam a Igreja Católica e seus respectivos ritos:
Ritos Ocidentais – Igreja Católica Latina
* Rito Romano (aqui se incluem a forma Tridentina, santa, e a missa nova, promotora de heresia)
* Rito Ambrosiano
* Rito Bracarense
* Rito Galicano
* Rito Moçárabe
* Uso Anglicano (em desenvolvimento para comportar os convertidos do Anglicanismo, não creio que esteja oficializada)
* Rito dos Cartuxos
Rito Bizantino – É utilizado pelas seguintes Igrejas:
* Igreja Greco-Católica Melquita (1726)
* Igreja Católica Bizantina Grega (1829)
* Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595)
* Igreja Católica Bizantina Rutena (1646)
* Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646)
* Igreja Católica Búlgara (1861)
* Igreja Greco-Católica Croata (1611)
* Igreja Greco-Católica Macedónica (1918 )
* Igreja Católica Bizantina Húngara (1646)
* Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma (1697)
* Igreja Católica Ítalo-Albanesa (esteve sempre em comunhão com a Igreja Católica)
* Igreja Católica Bizantina Russa (1905)
* Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628 )
* Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596)
Ritos originários de Antioquia – São utilizados pelas seguintes Igrejas:
* Igreja Maronita (união oficial reafirmada em 1182)
* Igreja Católica Siro-Malancar (1930)
* Igreja Católica Siríaca (1781)
Ritos originários da Síria oriental – São utilizados pelas seguintes Igrejas:
* Igreja Caldeia (1692)
* Igreja Católica Siro-Malabar (1599)
Rito Arménio – É utilizado pela Igreja Católica Arménia (1742)
Ritos originários de Alexandria – São utilizados pelas seguintes Igrejas:
* Igreja Católica Copta (1741)
* Igreja Católica Etíope (1846)
fonte: Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica), mas com alguns comentários que eu julguei necessários.
Não sei quanto a Portugal, mas no Brasil, existem várias delas. A página da Paróquia Melquita de Nossa Senhora do Líbano, Fortaleza – CE, traz uma lista dessas igrejas (não sei se está atualizada).
No site da Montfort, há uma resposta a um leitor que questiona sobre a possibilidade de se assistir a esses ritos. Segundo o que consta, de acordo com o direito canônico, não é permitido mudar de rito, na maioria dos casos, senão com autorização da Santa Sé. É certo que o autor do texto não sabe se houve mudanças nessa determinação, mas eu também não consegui confirmar a informação.
O que eu vou dizer a seguir é opinião minha, e não quero que ninguém entenda o contrário. Não sei nem se é a melhor solução, mas, diante da crise atual, eu prefiro assistir a esses ritos sem pedir autorização a ficar sem missa ou, o que seria muito pior, ter que assistir a missa nova. Eu pertenço ao rito latino e assisto à missa de sempre, mas, quando me encontro em uma cidade onde não haja o rito tridendino, não penso duas em vezes antes de assistir a outro rito. Repito, para que não sobre dúvida: essa é a minha visão pessoal sobre o assunto, e a minha justificativa é o estado de necessidade. Na minha opinião, é melhor assistir eventualmente a um outro rito sem pedir a devida permissão do que ficar sem missa, ou, o que seria muito pior, ter que participar de uma celebração da missa nova que destrói a nossa Fé. Enquanto o rito Tridentino não chega as todas as paróquias, pode ser uma solução para não ficar sem as graças da santa missa (que nos ritos orientais é chamada de divina liturgia).
Mudando de assunto, na lista de Igrejas mencionada acima, o número entre parênteses indica a data em que a respectiva Igreja retornou à comunhão com Roma. Percebeu o leitor que todas elas se deram em data anterior ao Concílio Vaticano II? O que vem a confirmar que não é necessário o ecumenismo suicida desse concílio para atingir a unidade dos cristãos. Muito pelo contrário, as idéias de igualdade religiosa produziram apenas apostasia, abandono da verdadeira Fé, perda de fiéis para as seitas mais esdrúxulas.