Para os que se escandalizam com o latim…

A todos os que se escandalizam com o latim na liturgia tradicional da Igreja Católica Apostólica Romana,  convido a assistir o seguinte vídeo, que eu encontrei na página da Igreja Greco-Melquita Católica: (http://www.melquitas.com.br/paginas.php?cod_pagina=246&tipo=dep&cod_sub_area=104)

Esta celebração da Divina Liturgia (como é chamada a Missa no rito oriental) mostra toda a assembléia cantando em português, grego e árabe. Portanto, não somente uma, mas duas línguas litúrgicas diferentes do vernáculo. E a quantidade de pessoas cantando demonstra que as línguas litúrgicas não são uma barreira para quem tem verdadeira religião. Em vez de afastar as pessoas, as línguas litúrgicas as unem e reforçam sua identidade, como o grego e o árabe na liturgia oriental, e o latim na ocidental.

É preciso lembrar que o valor da assistência à Missa não depende da compreensão dos textos litúrgicos. O que importa é que se está diante do Sagrado. A liturgia tradicional é, inequivocamente, um culto de adoração a Deus. Um momento de se esquecer do mundo e se concentrar apenas em Deus, e a língua litúrgica diferente do vernáculo ajuda em muito a destacar a sublimidade deste momento, superior a todos os outros momentos do nosso quotidiano.

Engraçado que as pessoas que se escandalizam quando se defende a liturgia da Santa Missa em latim, são aquelas mesmas que não perdem um capítulo da novela, ou das novelas… Para as coisas do mundo há tempo de sobra, mas quando se trata de religião, busca-se sempre o mais cômodo, aquilo com o que já se  acostumou, por mais pobre que seja em termos litúrgicos. Quem se acostumou com a língua vulgar da missa nova deveria fazer um esforço inicial para assistir a liturgia tradicional. Logo verá que o não latim não é obstáculo, pelo contrário, é um dos grandes atrativos da liturgia. O latim realça o momento sublime da Santa Missa. E quem sabe, com o tempo, aquelas mesmas pessoas que se assustavam com o latim, acabem até por estudá-lo. Pois, mesmo não sendo essencial, a compreensão do que diz o texto litúrgico e o canto gregoriano pode ajudar na apreciação de seu valor.

De qualquer forma, sendo compreendida ou não, a liturgia tradicional é incomparavelmente mais bela do que aquela inventada na década de 60. E não somente mais bela, como muito mais verdadeira, muito mais próxima da dignidade de Deus, plena das virtudes de piedade e religião.

Um ano sem missa nova!

Permitam-me compartilhar a minha alegria. Hoje faz um ano que eu não assisto mais a missa nova. Parece que faz já tanto tempo. Estou tão acostumado com a paz, a reflexão, a espiritualidade da Missa Tridentina, que já nem me lembro da barulheira, da gritaria, das danças, dos teatrinhos da missa nova. É tão bom ouvir o canto gregoriano, em vez das músicas protestantizadas e sentimentalistas.

É tão bom não ter que ficar procurando uma missa decente, fugindo da baderna modernista. Nos tempos de novus ordo, eu precisava procurar um padre que rezasse a missa com o mínimo de respeito. Muitas pessoas faziam (e ainda fazem) isso, fugindo da avalanche carismática. Estes não perguntam se as pessoas gostam da barulheira. Simplesmente começam a fazê-la, e os incomodados que se retirem. Eu também já sofri bastante com isso.

Aliás, por falar em influência carismática, lembram-se da enquete promovida pelos melquitas a respeito da mudança para o “rito carismático”? Pois já saiu o resultado da pesquisa:

Você concorda com a mudança do rito Greco Melquita para Carismatico ?

Sim

1%

8 votos

Não

43%

526 votos

Jamais

56%

681 votos

Portanto foi rejeitado por 99% dos paroquianos legitimos a ideia de algums Padres de mudar o nosso Rito Greco-Melquita para Carismatico
http://www.melquitas.com.br/paginas.php?cod_pagina=247&tipo=dep&cod_sub_area=110

Os fiéis melquitas, portanto, não querem a mudança de um rito tradicional, piedoso e teologicamente riquíssimo para a barulheira carismática. Isso é muito natural. Se fizéssemos a mesma pesquisa entre nós, do rito latino, não obteríamos o mesmo resultado? Mas a igreja “democrática” do Vaticano II somente o é quando de seu interesse.

Mas, voltando ao texto do site melquita, tivemos a surpreendente notícia de a desgraçada idéia de introduzir um rito carismático partiu de padres!!! Da mesma forma que a missa nova foi introduzida pelo clero corrompido do Vaticano II, alguns padres tiveram a infeliz idéia de destruir também o rito bizantino. Mas, graças a Deus, os fiéis melquitas o rejeitaram com um tremendo não, do tamanho que os modernistas amantes de novidades merecem.

E que os melquitas estão determinados a não permitir a influência protestante, podemos ver pelo seguinte atigo:

RCC e Missa Nova.ISTO É CANÇÃO NOVA !!! E NÃO VAI SER NA NOSSA EPARQUIA CUSTE O QUE CUSTAR
http://www.melquitas.com.br/detalhes.php?cod=46&pgi=0&pgf=20

Lutemos nós também, do rito latino, pela preservação de nossas riquíssimas tradições e pela plena restauração da Missa Tridentina. Se ficarmos de braços cruzados, a minoria barulhenta vai continuar afugentando a maioria piedosa, porém tímida, que deseja uma missa cheia de paz, de reverência e de respeito pelo Nosso Salvador. Nós temos a obrigação de lutar pelo retorno pleno da Missa de Sempre, pois quem prefere o barulho ao silêncio, na hora da missa, não tem a menor idéia do que é religião, do que é paz, do que é adorar ao Deus Altíssimo no Santo Sacrifício da Missa, renovação incruenta do Calvário.

Exemplo a ser seguido

Em primeiro lugar, tenho a alegria de colocar aqui o link para o site da Comunidade Greco-melquita católica do Brasil:

http://www.melquitas.com.br/

A Igreja Greco-melquita Católica celebra a Divina Liturgia, no belíssimo Rito Bizantino. Quem conhece o Rito Tridentino e o Rito Bizantino, compreende facilmente o quanto a missa nova de Paulo VI é pobre de elementos litúrgicos e teológicos, assim como de piedade e de reverência, tanto quanto de beleza e de espiritualidade.

Em seguida, gostaria de chamar a atenção para a enquete promovida no mesmo site: Você concorda com a mudança do rito greco-melquita para carismático? O resultado parcial, no momento em que eu votei, era o seguinte:

Se uma pergunta dessas foi colocada no site, é porque alguma criatura desalmada já tentou influenciar a liturgia bizantina no sentido de uma aproximação com a RC”C”. Felizmente, ao contrário da traição que ocorreu no rito latino com a introdução obrigatória do novus ordo, a liturgia oriental, pelo menos no que depender do desejo dos fiéis, ficará livre das influências “moderninhas”: dois míseros votos desejando a protestantização da liturgia, contra mais de mil pela manutenção da sagrada tradição litúrgica bizantina.

Poderíamos nós também, do rito latino, manifestarmos publicamente e com maior veemência a nossa reprovação do modernismo na liturgia. Enquanto permanecemos em silêncio, a belíssima e santa tradição romana fica restrita a pequenos grupos que têm acesso à Missa de Sempre, enquanto a maioria do povo fiel, sedento de espiritualidade, tem que se contentar com as águas turvas da missa nova.

Ataques e blasfêmias contra a Missa de Sempre

Em outro artigo, eu desmenti uma das muitas acusações que o Falsitatis fez contra os católicos tradicionais, a de que nós cairíamos em excomunhão ao rejeitar a missa nova. O estudo da situação, no entanto, mostra exatamente o inverso: quem rejeita a Missa de Sempre está excomungado, e a missa nova contém implicitamente uma crítica à Missa de Sempre.

Naquela oportunidade, eu falei apenas da crítica implícita que existe na missa nova. A simples atitude de se criar uma nova missa, no mínimo, queria dizer que a antiga não estava boa – o que é um absurdo, pois a Santa Missa de Sempre é perfeita, como definiu dogmaticamente o Concílio de Trento. Mas não foi nada difícil encontrar ataques abertos contra a Missa de Sempre. Os textos que vou citar abaixo, de defensores da missa nova, mostram como eles desenvolvem explicitamente a crítica à Missa de Sempre que estava velada na simples criação da missa nova.

Uma breve passada no fórum de discussões do site Paróquias, mais especificamente na discussão sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum, nos mostra como os modernistas recusam a Missa Tridentina e proferem contra ela os mais absurdos preconceitos e blasfêmias. Não somente nessa discussão, mas em muitas outras, se pode perceber qual a atitude dos defensores do Vaticano II e da missa nova contra tudo que diz respeito à Tradição católica. Os ataques deles chegam às blasfêmias, às piadas, ao mais puro ódio contra tudo o que é legitimamente católico.

Somente a discussão sobre o Motu Proprio se estende por 27 páginas, o que dificulta a análise completa da mesma. Os absurdos em matéria de doutrina precisariam de um livro para serem desmentidos. Mas algumas citações serão o bastante para mostrar o ódio modernista contra a Missa Tridentina e os católicos tradicionais (os sublinhados são meus):

3) Sobre as missas com palhaços, baldes d’água, mulheres barbadas e ursos ciclistas. Além dessas agora existirão outras atrações: as missas presididas pelos reis momos ornamentados em trajes carnavalescos de gala, repetindo palavras desconhecidas pela platéia, em número reduzido mas não menor que 30.

No lugar de lutar para elitizar o circo, os medievais fariam melhor se repensassem a sua noção de igreja. A cada dia que passa se parecem mais com fósseis vivos. Certamente que uma missa não devia se parecer com show de rock, nem com festinha de criança, nem com um flashback da idade média.

A missa é uma oração da assembléia cristã, é um encontro de iniciados, dos discípulos que se reunem para fazer memória do nascimento, vida, morte e ressurreição do Cristo. A Assembléia se encontra no evangelho e, na sua maior parte, as confusões e divisões acontecem qdo se afastam das Escrituras. Dá até calafrio qdo começam com dinâmicas de gosto duvidoso ou alguma outra coisa estranha para chamar a atenção. Qdo acham que isso é preciso então é o reconhecimento de que ali não se encontra mais a Assembléia, trata-se já de uma platéia, e o teatro já está condenado ao fracasso pq os atores são amadores e a peça é sempre a mesma. Cansa!

http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,39400,page=2

Pobre alma a que escreveu as linhas acima! Chama a Santa Missa no rito tridentino de circo, os seus paramentos litúrgicos de “trajes carnavalescos de gala” e diz que essa Santa Missa cansa!

E esta outra crítica à Missa Tridentina, levada para o lado do subjetivismo:

O rito Tridentino é para ti mais exigente. Para mim é aborrecido de morte. O rito tridentino dá-te um sentimento de proximidade a Deus, a mim faz-me sentir desoladamente abandonado numa mecanização de movimentos estudados e repetidos à exaustão como se fosse um hábito. O rito Tridentino é belo, para mim belo é estar 2 horas no chão e participar na missa ao estilo de Taizé.

http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,39400,page=4

Como já disse, os erros e absurdos, em relação não somente à Missa mas à toda doutrina, são tão grandes que nem vou me aventurar a citá-los e muito menos a rebatê-los. Mas os exemplos citados já demonstram como existe uma recusa da Missa Tridentina, que se enquadra perfeitamente nas excomunhões do Sagrado Concílio de Trento.

Outro ataque à Santa Missa Tidentina foi feito através de um comentário a um artigo do blog Tradição Católica. Mais uma vez, existe uma recusa dos modernistas em aceitar a Missa de Sempre. Eles acusam a Missa Tridentina, entre outras coisas, de “esvaziar a Igreja de jovens que não entendem Latim” e de “colocar Deus tão longe das pessoas que as pessoas não querem saber dele”. E a blasfêmia maior :”Esta é missa cujo sacrificio era estar lá a assistir, e não o de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Esses ataques abertos à Missa de Sempre são bastante claros e não se pode negar que se enquadrem nas excomunhões de Trento. Mas eles não são nada mais do que a explicitação de idéias – motivo de anátema – que já estavam latentes, escondidas, na própria concepção da missa nova, de que a Santa Missa no rito tridentino precisava ser mudada.

E o tiro saiu pela culatra…

Vamos analisar mais um texto do Falsitatis Splendor. Não é nenhum texto novo, mas apenas um argumento que eu ainda não havia refutado e que se encontra no mesmo artigo em que o Alessandro Lima pretendia provar que o cardeal Ottaviani aprovara a versão final da missa nova. Lá no final do artigo, encontramos o seguinte raciocínio:

Cabe ainda lembrar o que ensinou o Concílio de Trento:

“Cân. 6. Se alguém disser que o cânon da Missa contém erros e, portanto, deve ser ab-rogado: seja anátema” (Sacrifício da Missa, Doutrina do Sacrifício da Missa Cap. IX. Sessão XXII celebrada no dia 17 de setembro de 1562. DENZINGER 1756).

“Cân. 7. Se alguém disser que as cerimônias, as vestimentas e os sinais externos de que a Igreja Católica usa na celebração da Missa são mais incentivos de impiedade do que sinais de piedade: seja excomungado” (Ibidem. DENZINGER 1757).

Logo, segundo o Concílio de Trento é IMPOSSÍVEL que a Igreja formule uma liturgia da Santa Missa que contenha erros contra a Fé ou que incentive a impiedade. Cai nos anátemas do Concílio Tridentino quem acredita que a liturgia da Missa Nova seja intrinsecamente má ou que incentiva a impiedade.

http://www.veritatis.com.br/article/5079

As citações do concílio de Trento são perfeitas, mas a interpretação, como de costume, é um desastre. Não está escrito, de forma alguma, nos cânones citados que jamais pudesse ser formulada uma liturgia da Santa Missa que contivesse erros. A “conclusão” do Alessandro Lima não passa de suas próprias idéias pré-concebidas, expostas como se fosse conseqüência lógica dos textos do concílio de Trento.

Certamente, através de um documento do magistério infalível, não seria aprovada nenhuma liturgia com erros. Mas o mesmo não se pode dizer da missa nova, cuja elaboração, entre outras coisa, contou até mesmo com a ajuda de seis pastores protestantes.

Se voltarmos ao texto do concílio, veremos que ele se encontra no presente do indicativo. E a Missa da época do concílio é a Missa Tridentina. Ou seja, o cânon da Missa que não possui erros, e que não deve ser ab-rogado, segundo o concílio de Trento, é o da Missa de Sempre. O texto não diz nada do tipo “qualquer que seja o cânon da Missa que venha a ser aprovado, sob quaisquer condições, ele estará livre de erro”. Dizer, portanto, que o texto do concílio de Trento se aplica à missa nova, “inventada” quatro século depois é, no mínimo, duvidar da capacidade intelectual do leitor.

Mas, nós podemos não somente desfazer o engano do Alessandro Lima, mas também ir bem além nas conseqüências desses cânones do Sagrado Concílio de Trento.

Se a Missa Tridentina não contém erros, como de fato não os contém, então por que deveríamos criar uma missa nova? Se a Missa de Sempre é indefectível, como de fato o é, então por que introduzir uma nova missa?

O simples fato de se ter “inventado” uma nova missa, é uma crítica implícita à missa antiga. Para que, afinal,  modificar uma liturgia que não tinha o menor vestígio de erro?

Não se utiliza, com freqüência, como argumento a favor da missa nova, o fato de que essa seria melhor para os leigos, aumentando sua “participação”? Implicitamente, existe aí a crítica de que a Missa de Sempre estaria errada, por “afastar” o leigo da sua legítima “participação” (ou “concelebração”). Estou usando a terminologia moderna, de propósito, para evidenciar a crítica velada que existe, no pensamento moderno, contra a Missa de Sempre.

E o que comentar sobre o cânon 7 e “as cerimônias, as vestimentas e os sinais externos de que a Igreja Católica usa na celebração da Missa”? Se eles são sinais de piedade, como de fato os são, por que foram tão modificados no Novus Ordo? Os sinais externos do novo rito, para citar apenas um exemplo, não haviam sido alvo das críticas do cardeal Ottaviani? Não foi esse piedoso cardeal que denunciou, por exemplo, a redução das genuflexões durante a missa, levando-as quase à completa supressão? A conclusão óbvia é que, se o que se fazia no rito antigo era sinal de piedade, o novo que tentou suprimi-lo somente pode ser sinal de impiedade. Corajosamente denunciada pelo cardeal Ottaviani, que não teria nenhum motivo para aprovar o novo rito, destruidor das seculares piedades cristãs tão harmoniosamente dispostas na Missa de Sempre.

Acho que eu já me alonguei demais sobre uma conclusão que é bastante simples: a Missa Tridentina, segundo foi exposto dogmaticamente pelo Concílio de Trento, está isenta de erros. Quem disser o contrário está excomungado. Já a missa nova tentou modificar uma missa que era perfeita. Logo, existe uma crítica implícita à Missa de Sempre, pois não se precisa modificar algo que não possui erros.

Mais uma vez o tiro dos modernistas saiu pela culatra.

Pode o homem mudar a liturgia?

Pode o homem mudar a liturgia por sua própria iniciativa? Nestes nossos dias de trevas, em que a Santa Missa é profanada pelos próprios sacerdotes e pelos leigos que se acham, todos, no direito de inventar uma nova liturgia, essa questão é mais do que pertinente. É uma verdadeira angústia, que acredito seja compartilhada por todos os fiéis que se indagam, perplexos, como chegamos a este ponto, onde o Santo Sacrifício da Missa foi transformado em espetáculo profano.

Uma resposta bem clara para essa pergunta pode ser encontrada nas Sagradas Escrituras:

Os filhos de Aarão, Nadab e Abiú, tomaram cada um o seu turíbulo, puseram neles fogo e incenso e ofereceram ao Senhor um fogo estranho, que não lhes tinha sido ordenado. Saiu, então, um fogo de diante do Senhor que os devorou, e morreram diante do Senhor. (Lv 10,1-2)

É Deus, e não os homens, Quem determina a forma como Ele deve ser adorado. A liturgia da Igreja Católica, vêm dos tempos mais antigos do Cristianismo, porque foi por Deus mesmo ensinada, e representa a própria a vontade d’Ele, a forma como Ele quer ser adorado.

A liturgia é o nosso culto prestado ao Deus Altíssimo, Àquele que, por Sua infinita majestade, merece o culto mais perfeito que Lhe possamos oferecer. E que não pode ser outro senão aquele que o próprio Deus nos ensinou.

Como pode ser o homem prepotente ao ponto de imaginar que pode “inventar” a liturgia da missa? Que grau de malícia e de impiedade não estão por trás das modificações aplicadas à Santa Missa, renovação incruenta do Santo Sacrifício do Calvário! O que os modernistas fazem vai muito além de alterações, são verdadeiramente profanações, infinitamente piores do que o fogo estranho, que não tinha sido ordenado por Deus, oferecido pelos filhos de Aarão. Não foi sem os mais graves motivos que Nossa Senhora disse aquelas palavras severas nas aparições de La Salette e de Fátima. Palavras essas que não foram proferidas somente por conta dos pecados do “mundo”, mas também – que triste escrever isso – pelos pecados cometidos por aqueles que pertencem à Igreja.

E a nossa geração, até quando vai assistir ao “show” de profanações? Quanto tempo ainda permaneceremos na nossa lassidão, na nossa tibieza, assistindo de longe a todos esses abusos?

Devemos, também, acrescentar que não somente os abusos, mas a própria essência da missa nova é má, porque esconde o verdadeiro caráter de renovação do Sacrifício oferecido por Nosso Senhor Jesus Cristo. A carta do Cardeal Ottaviani o prova com abundância de argumentos e de exemplos. E esse documento não perdeu nada de seu valor. Podemos ler e reler a carta e comparar com a missa nova que conhecemos hoje em dia, mesmo aquela – raríssima – sem os abusos e improvisos, e veremos como essa missa é exatamente aquilo que o piedoso cardeal denunciou.

Além disso, conforme disse o Pe. Laguérie, superior do Instituto do Bom Pasto, em entrevista à Folha de São Paulo, a missa nova corresponde à teologia da década de 1960, enquanto que a Missa de Sempre corresponde à teologia que foi eterna na Igreja Católica.

Que a Santa Missa Tridentina, culto perfeito oferecido ao Deus Altíssimo, possa se tornar cada vez mais conhecida e celebrada!

Teria o Cardeal Ottaviani aceitado a missa nova?

Alguns desesperados defensores da missa nova têm utilizado o argumento de que o cardeal Ottaviani teria se retratado de sua carta escrita ao papa Paulo VI que apontava os erros da missa nova. Foi isso o que escreveu o Alessandro Lima, na data de hoje, no site do Falsistatis. O mesmo argumento já havia sido apresentado pelo bispo Dom Rifan, aquele que traiu a obra de Dom Castro Mayer.

Segundo essa hipótese, o cardeal Ottaviani teria escrito uma carta a Dom Lafond, da ordem dos cavaleiros de Notre-Dame, dizendo que estava satisfeito com as correções feitas pelo papa Paulo VI na nova versão do novo Ordo Missae. Assim, depois da carta do cardeal, o papa teria eliminado os defeitos do novo ordo, e a sua nova versão seria plenamente aceitável.

Em primeiro lugar, devemos observar que foi a imprensa que publicou essa carta para dom Lafond. Alguns dias depois, um porta-voz do cardeal Ottaviani declarou à agência de notícias France-Presse que a carta era autêntica.

Aliado a isso, Jean Maridan, editor do jornal francês Itinéraires, levantou a possibilidade de que tal carta havia sido entregue para o cardeal por seu secretário, monsenhor Agustoni. O cardeal, com a vista já bastante debilitada, teria assinado inocentemente a carta. Pouco tempo depois, dom Agustoni deixou de ser secretário do cardeal para ocupar um outro cargo. Segundo a mesma fonte que eu estou citando, a Wikipédia, a transferência do secretário teria sido feita por mera “rotina”. Podemos até admitir que sim, mas a história é, no mínimo, muito estranha. Um outro site, lembra que o grupo de inimigos de Maridan era muito forte na época, e que poderia ter levado um bom número de testemunhas para dizer que o secretário não havia iludido o cardeal, e este mesmo poderia ter confirmado que sabia do conteúdo da carta e que o aprovara. Se isso tivesse acontecido, e era bem fácil para os defensores do novo Ordo fazê-lo, os argumentos de Maridan teriam sido totalmente desacreditados. Mas isso não aconteceu! Pelo contrário, como já foi dito, mons. Agostini deixou de ser secretário do cardeal Ottaviani pouco tempo depois da carta e foi feito, posteriormente, cardeal. No mínimo, é muito estranho esse fato.

Vejam bem a situação: uma alegada carta, assinada por um cardeal quase cego, levada ao mesmo por um secretário que logo depois o abandonou, publicada pela imprensa, confirmada apenas por um porta-voz, e não pelo cardeal em pessoa. Seria essa a grande retratação do cardeal Ottaviani? É com esses argumentos que nos querem convencer de que a missa nova não é intrinsecamente má? Não dá para acreditar.

Podemos ir mais longe e nos perguntar: será que a nova versão do novo Ordo Missae está livre das críticas apresentadas pelo cardeal Ottaviani? Ou seja, haveria razões para acreditarmos que o cardeal ficou satisfeito com a versão final?

A reposta é, decididamente, NÃO! As críticas do cardeal continuam válidas para a versão final da missa nova que foi aprovada e que se celebra hoje em dia. Citemos apenas alguns exemplos (citações foram tiradas do mesmo blog apontado pelo Alessando Lima):

  • O prefácio da Santíssima Trindade não foi re-incluído na versão final da missa nova;
  • A nova versão continua citando o trabalho do homem no ofertório, como se houvesse uma troca de dons entre o homem e Deus; o cardeal Ottaviani havia deixado bem clara a doutrina católica de que é apenas o Cristo que se oferece como sacrifício na Santa Missa;
  • As genuflexões que foram eliminadas; Disse o cardeal: Não mais do que três permanecem para o padre, e (com certas exceções) uma para os fiéis no momento da Consagração
  • As três toalhas no altar, reduzidas para uma;
  • A ação de Graças para a Eucaristia feita ajoelhada, agora substituída pela grotesca prática do padre e do povo sentando-se para fazer a ação de graças – um acompanhamento bastante lógico para o ato de receber a comunhão em pé.
  • Nas palavras do cardeal: Além disso, a aclamação memorial do povo que segue-se imediatamente à Consagração — “Vossa santa morte nós proclamamos, Ó Senhor… até a Vossa vinda”introduz a mesma ambigüidade sobre a Presença Real sob a forma de um alusão ao Julgamento Final. Quase sem pausa, o povo proclama sua expectativa por Cristo no fim dos tempos no exato momento em que Ele está *substancialmente presente* no altar – como se a vinda real de Cristo fosse ocorrer somente no final dos tempos, ao invés de lá mesmo no próprio altar

Eu citei apenas alguns exemplos, mas haveria outros a citar, numa análise mais profunda. Os que foram apresentados já demonstram como a missa nova aprovada depois da carta do cardeal permanece com os erros denunciados da versão anterior à carta.

Todos esses problemas da missa nova, e muitos outros, denunciados pelo cardeal Ottaviani, continuam a existir na missa aprovada por Paulo VI. No ano passado eu ainda assistia à missa nova e me lembro muito bem deles. Quando eu li pela primeira vez a carta do Cardeal Ottaviani, cada uma das suas críticas caía como uma luva sobre a missa que eu conhecia. Portanto, não havia motivo nenhum para que o cardeal aprovasse a missa nova, mesmo depois das mudanças. As suas críticas permanecem com pleno força em relação à missa nova que está, infelizmente, em vigor. E isso reforça ainda mais a tese de que a carta do Cardeal Ottaviani a dom Lafond seja apenas uma falsificação.

Em outra ocasião apresentarei outros argumentos contra a missa nova, e outros tantos artigos excelentes já publicados por outros sites demonstrando os erros da missa nova e as manobras políticas que foram feitas para que se alcançasse sua aprovação. Por hora, já me basta ter refutado, acredito eu, com argumentos mais do que suficientes o “artiguinho” do Alessandro Lima. Aliás, ele colocou a palavra honestidade entre aspas, ao se referir aos católicos tradicionais. Ora, seu Alessandro, você pode me dizer quem é desonesto? E o seu artigo difamando o bispo Dom Tissier? Não demorou nada para a sua falsificação ser desmascarada. E você ainda ver falar de honestidade?

Sabem de uma coisa? Eu gosto quando os defensores do concílio Vaticano II e da missa nova publicam artigos como esse do Alessandro Lima, porque eles acabam fazendo propaganda contra a própria causa que querem defender.

Os diversos ritos da Igreja Católica

Diante do drama de diversas pessoas, como a amiga Magdália, que, por dever de consciência, não aceitam a missa nova, mas, pela perversidade e insensibilidade do clero modernista frente às necessidades espirituais dos fiéis leigos, se vêem impossibilitados de assistir ao rito Trindentino, resolvi escrever este artigo.

Eu também fiquei um tempo sem assistir a missa. Tenho certeza de que foi melhor para mim do que se tivesse ido à missa nova. Nas últimas vezes que eu assisti ao “espetáculo”, eu saía da igreja muito mais revoltado do que quando entrara. Não é bom nem lembrar, mas vamos citar alguns motivos para tão radical decisão. As músicas idiotas, sentimentalistas, barulhentas não me permitiam concentrar na oração. Algumas mulheres vestiam roupas que causariam vergonha às “mulheres liberais” de algumas décadas atrás. Essas “pouco piedosas” mulheres (que eufenismo!!!) se aproximavam da sagrada comunhão sem que o padre se incomodasse. Os “ministros da eucarístia” entregavam-na nas mãos das pessoas. O padre mudava os textos da liturgia conforme sua vontade (Deus Todo-misericordioso, em vez de Deus Todo-poderoso, etc…) e convidava os fiéis a rezar orações que restritas ao sacerdote. Graças a Deus isso é passado para mim!

Mas para aqueles que ainda não têm a graça de assistir à Santa Missa no rito Tridentino, existem, além da Igreja Católica Apostólica Romana, outras Igrejas que estão em plena comunhão com o Papa. Os membros dessas Igrejas são plenamente católicos, como nós da Igreja de Roma. Seus ritos vêm de antigas datas, são válidos e santificantes, como o rito Tridentino. Eles não foram “inventados” de uma hora para outra, sob a pressão de um modismo ou de um pensamento de época, como o rito da missa nova de Paulo VI. Essas Igrejas mantêm aquilo que é essencial: a integridade da Fé Católica e a obediência ao Sumo Pontífice. As diversas liturgias, por outro lado, não são obstáculo para a unidade, mas sim um exemplo da riqueza da Igreja Católica.

Lembremo-nos, de passagem, do que nós professamos no Credo: creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica. Esses são os quatro atributos essenciais da Igreja de Cristo.

Abaixo, segue uma lista das diversas igrejas particulares que formam a Igreja Católica e seus respectivos ritos:

Ritos Ocidentais – Igreja Católica Latina

* Rito Romano (aqui se incluem a forma Tridentina, santa, e a missa nova, promotora de heresia)
* Rito Ambrosiano
* Rito Bracarense
* Rito Galicano
* Rito Moçárabe
* Uso Anglicano (em desenvolvimento para comportar os convertidos do Anglicanismo, não creio que esteja oficializada)
* Rito dos Cartuxos

Rito Bizantino – É utilizado pelas seguintes Igrejas:

* Igreja Greco-Católica Melquita (1726)
* Igreja Católica Bizantina Grega (1829)
* Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595)
* Igreja Católica Bizantina Rutena (1646)
* Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646)
* Igreja Católica Búlgara (1861)
* Igreja Greco-Católica Croata (1611)
* Igreja Greco-Católica Macedónica (1918 )
* Igreja Católica Bizantina Húngara (1646)
* Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma (1697)
* Igreja Católica Ítalo-Albanesa (esteve sempre em comunhão com a Igreja Católica)
* Igreja Católica Bizantina Russa (1905)
* Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628 )
* Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596)

Ritos originários de Antioquia – São utilizados pelas seguintes Igrejas:

* Igreja Maronita (união oficial reafirmada em 1182)
* Igreja Católica Siro-Malancar (1930)
* Igreja Católica Siríaca (1781)

Ritos originários da Síria oriental – São utilizados pelas seguintes Igrejas:

* Igreja Caldeia (1692)
* Igreja Católica Siro-Malabar (1599)

Rito Arménio – É utilizado pela Igreja Católica Arménia (1742)

Ritos originários de Alexandria – São utilizados pelas seguintes Igrejas:

* Igreja Católica Copta (1741)
* Igreja Católica Etíope (1846)

fonte: Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica), mas com alguns comentários que eu julguei necessários.

Não sei quanto a Portugal, mas no Brasil, existem várias delas. A página da Paróquia Melquita de Nossa Senhora do Líbano, Fortaleza – CE, traz uma lista dessas igrejas (não sei se está atualizada).

No site da Montfort, há uma resposta a um leitor que questiona sobre a possibilidade de se assistir a esses ritos. Segundo o que consta, de acordo com o direito canônico, não é permitido mudar de rito, na maioria dos casos, senão com autorização da Santa Sé. É certo que o autor do texto não sabe se houve mudanças nessa determinação, mas eu também não consegui confirmar a informação.

O que eu vou dizer a seguir é opinião minha, e não quero que ninguém entenda o contrário. Não sei nem se é a melhor solução, mas, diante da crise atual, eu prefiro assistir a esses ritos sem pedir autorização a ficar sem missa ou, o que seria muito pior, ter que assistir a missa nova. Eu pertenço ao rito latino e assisto à missa de sempre, mas, quando me encontro em uma cidade onde não haja o rito tridendino, não penso duas em vezes antes de assistir a outro rito. Repito, para que não sobre dúvida: essa é a minha visão pessoal sobre o assunto, e a minha justificativa é o estado de necessidade. Na minha opinião, é melhor assistir eventualmente a um outro rito sem pedir a devida permissão do que ficar sem missa, ou, o que seria muito pior, ter que participar de uma celebração da missa nova que destrói a nossa Fé. Enquanto o rito Tridentino não chega as todas as paróquias, pode ser uma solução para não ficar sem as graças da santa missa (que nos ritos orientais é chamada de divina liturgia).

Mudando de assunto, na lista de Igrejas mencionada acima, o número entre parênteses indica a data em que a respectiva Igreja retornou à comunhão com Roma. Percebeu o leitor que todas elas se deram em data anterior ao Concílio Vaticano II? O que vem a confirmar que não é necessário o ecumenismo suicida desse concílio para atingir a unidade dos cristãos. Muito pelo contrário, as idéias de igualdade religiosa produziram apenas apostasia, abandono da verdadeira Fé, perda de fiéis para as seitas mais esdrúxulas.

Deve haver luxo na liturgia?

Uma idéia comum de se ouvir hoje em dia, seja nos meios “católicos” liberais, seja nos meios declaradamente anti-católicos, é a de que não deve haver luxo nas templos, nem nos paramentos litúrgicos, porque a Igreja deveria ser pobre como o foi Cristo. Essa heresia da pobreza necessária da Igreja é um tema complexo. Não tendo a menor intenção de esgotar o assunto, muito pelo contrário, no presente artigo pretendemos nos restringir a responder a seguinte questão: “Será que se deve gastar tanto dinheiro com templos suntuosos e com paramentos litúrgicos?”

Essa questão, sempre acompanhada de uma sentimental lembrança da quantidade de pobres no mundo, esconde uma perversidade diabólica. Dizemos isso literalmente, e sem desejar utilizar qualquer figura de linguagem. E é simples demonstrar essa afirmação. Para quem se faz o culto? Desde a triste criação da missa nova – impiedosamente imposta pelos progressistas – a noção que se tem é a de que a missa é feita para o povo. Ela é rezada na língua local, com o padre olhando para a assembléia, que parecem estar todos ao redor de uma mesa. A participação dos leigos nas leituras, os “ministros” que distribuem a eucaristia, as infames brincadeirinhas dos padres sem graça, tudo contribui para um clima de festa, cujo objetivo seria o de agradar o povo. A missa nova parece um culto protestante: ambos parecem feitos para o homem.

Quão longe da verdade está perspectiva humanística do culto! A resposta à pergunta “Para quem se faz o culto?” é simplesmente: para Deus. O culto não é feito para o povo, o culto é feito para Deus. A assembléia assite à Missa, que é celebrada pelo sacerdote, para Deus. É por isso que, na missa católica de verdade, o padre se volta para o altar, e não para o povo, porque é sobre o altar que é oferecido o sacrifício, que é a renovação incruenta do Calvário. Daí toda a transcendência da Missa Tridentina: ela é toda centrada em Deus.

Facilmente se compreende que, se o culto é devido a Deus, não há de se medir esforços para torná-lo o mais agradável possível a Ele. Ao Deus, que nos deu a vida e tudo mais o que temos, querem os progressistas negar o culto à altura daquilo que Ele nos ensinou ser de Seu agrado. Porque a missa, instituída por Cristo, traduz a forma mais perfeita de se cultuar a Deus. Com o passar dos tempos, a Santa Missa foi se desenvolvendo, até ser cristalizada na maravilhosa missa codificada por São Pio V, bem diferente da missa nova de Paulo VI, que foi uma invenção humana.

Somente pelo que já foi exposto, já não deveria haver quem ousasse negar um culto a Deus, que fosse o mais perfeito possível, o mais pomposo e o mais sublime. Mas vamos continuar com uma citação bíblica, a do livro do Êxodo, em seu capítulo XXVIII. Esse capítulo trata, todo ele, das vestes litúrgicas que o próprio Deus determinou aos sacerdotes que utilizassem em seus ofícios. Vejamos alguns trechos:

2. Farás para teu irmão Aarão vestes sagradas em sinal de dignidade e de ornato.

4. Eis as vestes que deverão fazer: um peitoral, um efod, um manto, uma túnica bordada, um turbante e uma cintura. Tais são as vestes que farão para teu irmão Aarão e para os seus filhos, a fim de que sejam sacerdotes a meu serviço; 5. empregarão ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino.
6. O efod será feito de ouro, de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e de linho fino retorcido, artisticamente tecidos.

8. O cinto que se passará sobre o efod para fixá-lo será feito do mesmo trabalho e fará com ele uma só peça: ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido.

9. Tomarás duas pedras de ônix e gravarás nelas o nome dos filhos de Israel 11. (…) e as duas pedras serão encaixadas em filigranas de ouro

15. Farás um peitoral de julgamento artisticamente trabalhado, do mesmo tecido que o efod: ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 17. Guarnecê-lo-ás com quatro fileiras de pedrarias. Primeira fileira: um sárdio, um topázio e uma esmeralda; 18. Segunda fileira: um rubi, uma safira, um diamante; 19. terceira fileira: uma opala, uma ágata e uma ametista; 20. quarta fileira: um crisólito, um ônix e um jaspe. Serão engastadas em uma filigrana de ouro.

(…) 43. Aarão e seus filhos os levarão quando entrarem na tenda de reunião, ou quando se aproximarem do altar para fazer o serviço do santuário, sob pena de incorrerem numa falta mortal. Esta é uma lei perpétua para Aarão e sua posteridade.”

O texto aqui transcrito foi bastante resumido, mas já é suficiente para dar-nos a noção do quão belas eram as vestes que o próprio Deus determinou que os Seus sacerdotes utlizassem. E isto, sob pena de incorrerem numa falta mortal (v. 43) caso não as utilizassem.

Tudo o que nós homens podemos oferecer ao Deus Altíssimo é tão pouco comparado à Sua infinita Majestade, e ainda há perversos que querem diminuir a pompa, a elevação e o esplendor do culto. Dignum et justum est – é digno e justo glorificarmos a Deus. Que não passe por nossas cabeças defender essas perversas idéias que tentam negar a glória devida ao Deus Altíssimo, esvaziando a liturgia que Ele mesmo nos ensinou como deveria ser celebrada. E quanto aos problemas do mundo, como a pobreza, nós nos esforcemos para combatê-los com os meios apropriados, sem jamais cair na fálacia de que podemos tirar algo daquilo que é devido a Deus.

Publicado em:  on Janeiro 16, 2008 at 9:24 pm Comentários desativados
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