Campanha pela Missa Tridentina – um buquê de Rosários

O site Missa Tridentina (http://www.missatridentina.com.br), que mantém a mais completa lista de locais no Brasil onde se celebra a Santa Missa no rito tridentino, lançou uma campanha pela implantação da Missa Tridentina nas paróquias brasileiras. Aproveito a oportunidade não somente para divulgar a campanha, mas declarar meu total apoio e convidar todos a participar.

Não adianta reclamar que os bispos e padres modernistas inventam todo tipo de obstáculo injusto e ridículo. Se desejamos a Missa Tridentina plenamente restaurada em todas as paróquias, devemos lutar por isso. De resto, faço minhas as palavras do Danilo, do blog Igreja Una.

Aproveitando a oportunidade, desejo uma feliz e santa Páscoa a todos.

Como podemos nos organizar para ter a Missa Tridentina?

O blog Igreja Una fez uma excelente observação a respeito da carta escrita por Dom Vilson Dias de Oliveira, bispo de Limeira. O bispo escreveu, dentre outras coisas, o seguinte:

4 – Na Diocese de Limeira jamais se negou o direito dos fiéis leigos à Missa nos termos do Missal Romano anterior à reforma de 1970, mas sempre se exigiu que o direito fosse efetivo consoante as exigências litúrgicas e jurídicas ditadas pela própria Igreja. Por isso, o Bispo Diocesano, seguindo as orientações do Núncio Apostólico no Brasil não permitiu que essa Missa fosse realizada, porque não foram encontradas totais condições para sua efetivação.

O blog Igreja Una, percebeu muito bem o deslize do bispo: Dom Vilson falou demais e acabou “entregando” o Núncio Apostólico no Brasil. As tais “exigências” ou “condições” para se celebrar a Missa Tridentina, que não constam de forma alguma do Motu Proprio Summorum Pontificum, não nascem apenas das cabeças dos bispos modernistas isoladamente, mas, pelo que se pode ver, partem do próprio núncio Apostólico no Brasil!

Ora, se os inimigos do Rito Tridentino estão organizados, por que nós não deveríamos nos organizar para defender o nosso legítimo direito de assistir a este rito?

O próprio blog Igreja Una já se iniciou a mobilização pelo Missa de Sempre na diocese de Piracicaba:

Missa Tridentina em Piracicaba

http://igrejauna.blogspot.com/2009/03/missa-tridentina-em-piracicaba.html

Os católicos da diocese de Limeira também estão organizados:

Católicos da Diocese de Limeira apóiam o Papa
http://www.catolicoslimeira.com.br/

Para o Estado do Espírito Santo, há o site:

Missa Tridentina no Espírito Santo

http://br.geocities.com/missatridentinaes/

Creio que muitas outras iniciativas como esta podem surgir. Poderíamos, talvez, nos organizarmos por dioceses, reunindo as pessoas que desejam a Missa de Sempre. Certamente há muitas pessoas que desejam a Missa de Sempre e nem sabem que há, em sua cidade, outros interessados.

Além disso, podemos divulgar todos os sites e blogs que se dispõe a tal trabalho. Creio que esta é uma idéia que deve ser amadurecida. Da minha parte, já começarei, a partir de agora, a divulgar todos os sites que reúnem os interessados na Missa Tridentina.

IBP em São Paulo tem agora uma capela

Finalmente o Instituto do Bom Pastor recebeu a concessão de uso de uma capela em São Paulo:

http://www.ibp-la.org/noticias/?ss=news&l=pt#capela_ibp

E assim a Tradição vai ganhando seu espaço!

Ataques e blasfêmias contra a Missa de Sempre

Em outro artigo, eu desmenti uma das muitas acusações que o Falsitatis fez contra os católicos tradicionais, a de que nós cairíamos em excomunhão ao rejeitar a missa nova. O estudo da situação, no entanto, mostra exatamente o inverso: quem rejeita a Missa de Sempre está excomungado, e a missa nova contém implicitamente uma crítica à Missa de Sempre.

Naquela oportunidade, eu falei apenas da crítica implícita que existe na missa nova. A simples atitude de se criar uma nova missa, no mínimo, queria dizer que a antiga não estava boa – o que é um absurdo, pois a Santa Missa de Sempre é perfeita, como definiu dogmaticamente o Concílio de Trento. Mas não foi nada difícil encontrar ataques abertos contra a Missa de Sempre. Os textos que vou citar abaixo, de defensores da missa nova, mostram como eles desenvolvem explicitamente a crítica à Missa de Sempre que estava velada na simples criação da missa nova.

Uma breve passada no fórum de discussões do site Paróquias, mais especificamente na discussão sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum, nos mostra como os modernistas recusam a Missa Tridentina e proferem contra ela os mais absurdos preconceitos e blasfêmias. Não somente nessa discussão, mas em muitas outras, se pode perceber qual a atitude dos defensores do Vaticano II e da missa nova contra tudo que diz respeito à Tradição católica. Os ataques deles chegam às blasfêmias, às piadas, ao mais puro ódio contra tudo o que é legitimamente católico.

Somente a discussão sobre o Motu Proprio se estende por 27 páginas, o que dificulta a análise completa da mesma. Os absurdos em matéria de doutrina precisariam de um livro para serem desmentidos. Mas algumas citações serão o bastante para mostrar o ódio modernista contra a Missa Tridentina e os católicos tradicionais (os sublinhados são meus):

3) Sobre as missas com palhaços, baldes d’água, mulheres barbadas e ursos ciclistas. Além dessas agora existirão outras atrações: as missas presididas pelos reis momos ornamentados em trajes carnavalescos de gala, repetindo palavras desconhecidas pela platéia, em número reduzido mas não menor que 30.

No lugar de lutar para elitizar o circo, os medievais fariam melhor se repensassem a sua noção de igreja. A cada dia que passa se parecem mais com fósseis vivos. Certamente que uma missa não devia se parecer com show de rock, nem com festinha de criança, nem com um flashback da idade média.

A missa é uma oração da assembléia cristã, é um encontro de iniciados, dos discípulos que se reunem para fazer memória do nascimento, vida, morte e ressurreição do Cristo. A Assembléia se encontra no evangelho e, na sua maior parte, as confusões e divisões acontecem qdo se afastam das Escrituras. Dá até calafrio qdo começam com dinâmicas de gosto duvidoso ou alguma outra coisa estranha para chamar a atenção. Qdo acham que isso é preciso então é o reconhecimento de que ali não se encontra mais a Assembléia, trata-se já de uma platéia, e o teatro já está condenado ao fracasso pq os atores são amadores e a peça é sempre a mesma. Cansa!

http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,39400,page=2

Pobre alma a que escreveu as linhas acima! Chama a Santa Missa no rito tridentino de circo, os seus paramentos litúrgicos de “trajes carnavalescos de gala” e diz que essa Santa Missa cansa!

E esta outra crítica à Missa Tridentina, levada para o lado do subjetivismo:

O rito Tridentino é para ti mais exigente. Para mim é aborrecido de morte. O rito tridentino dá-te um sentimento de proximidade a Deus, a mim faz-me sentir desoladamente abandonado numa mecanização de movimentos estudados e repetidos à exaustão como se fosse um hábito. O rito Tridentino é belo, para mim belo é estar 2 horas no chão e participar na missa ao estilo de Taizé.

http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,39400,page=4

Como já disse, os erros e absurdos, em relação não somente à Missa mas à toda doutrina, são tão grandes que nem vou me aventurar a citá-los e muito menos a rebatê-los. Mas os exemplos citados já demonstram como existe uma recusa da Missa Tridentina, que se enquadra perfeitamente nas excomunhões do Sagrado Concílio de Trento.

Outro ataque à Santa Missa Tidentina foi feito através de um comentário a um artigo do blog Tradição Católica. Mais uma vez, existe uma recusa dos modernistas em aceitar a Missa de Sempre. Eles acusam a Missa Tridentina, entre outras coisas, de “esvaziar a Igreja de jovens que não entendem Latim” e de “colocar Deus tão longe das pessoas que as pessoas não querem saber dele”. E a blasfêmia maior :”Esta é missa cujo sacrificio era estar lá a assistir, e não o de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Esses ataques abertos à Missa de Sempre são bastante claros e não se pode negar que se enquadrem nas excomunhões de Trento. Mas eles não são nada mais do que a explicitação de idéias – motivo de anátema – que já estavam latentes, escondidas, na própria concepção da missa nova, de que a Santa Missa no rito tridentino precisava ser mudada.

Missa Tridentina

A Missa Tridentina, ou Missa de Sempre, ou ainda Missa de São Pio V, é a verdadeira missa do rito romano da Igreja Católica. A missa nova, ou missa de Paulo VI, é uma corrupção, uma tentativa de destruir aquilo que existe de sagrado e transcendente na Santa Missa.

A Missa Tridentina foi o resultado da Tradição da Igreja desde os seus primórdios até a sua cristalização por obra do grande Santo, o Papa São Pio V. Este Papa determinou, em sua bula intitulada Quo Primum Tempore, que a Missa jamais deveria ser alterada. Com isso, ele pretendia evitar que heresias se infiltrassem na Igreja. E a Missa Tridentina é toda ela uma enorme barreira contra os erros: o sacerdote fica de frente para o altar onde é oferecido o sacrifício; a Missa é rezada em uma língua especial para a liturgia – o latim, que aliás nunca deixou de ser a língua oficial da Igreja; as palavras, os gestos, a seqüência da Missa conduzem a alma para a oração, para o sacrifício da Cruz que está sendo renovado de forma incruenta; o altar do sacrifício e as vestimentas do sacerdote e dos acólitos refletem a solenidade daquele momento; a comunhão é distribuída pelo sacerdote aos fiés que, ajoelhados, a recebem na boca; as mulheres respeitam a ordem de Deus, transmitida pelo grande apóstolo São Paulo, em sua carta aos coríntios, e se cobrem com o véu na Igreja.

E poderíamos nos alongar mais na descrição da Missa Tridentina, mas pelo que já foi dito, uma pessoa que nunca teve a oportunidade de participar desta Santa Missa, pode já compreender a beleza dela e, principalmente, a santidade que ela inspira desde seus mínimos detalhes.

A missa nova de Paulo VI, foi instituída após o Concílo Vaticano II – este mesmo já uma grande apostasia – e não respeitou a ordem de São Pio V de que a Missa não deveria ser alterada jamais. E foram tão grandes as modificações, e atingiram tanto os pontos fundamentais da Missa, que os Cardeais Ottaviani e Bacci, antes mesmo que a nova missa fosse colocada em prática, escreveram uma carta ao papa advertindo sobre a perda do sentido de sacralidade da Missa. O papa ignorou esta carta, e permitiu a aprovação da missa nova. A Missa de Sempre, embora nunca tenha sido oficialmente proibida, ficou, na prática, restrita a pequenos grupos conservadores que tiveram de enfrentar grandes perseguições por parte dos traidores da Igreja, que impiedosamente impunham a missa nova.

O triste resultado, nós já conhecemos: a missa nova se impôs de forma tirânica sobre a Igreja. E, se a missa nova, já era ruim no seu texto original em latim, piores foram as traduções feitas para as línguas dos povos.

E, como se não bastasse a missa nova ser um mal em si mesma desde sua concepção, o tempo só fez aumentarem os erros e abusos: teatrinhos, danças, piadas, “parabéns a você”, a sagrada comunhão entregue por “ministros” e “ministras” da eucaristia, padres fantasiados… a missa se tornou um palco onde cada padre faz o que quiser.

Este tema é bastante longo e complexo, e eu pretendo tratar dele muitas vezes neste blog, porque a restauração e propagação da verdadeira Missa é de fundamental importância para a restaução da própria Igreja Católica. E esta restaução ficou facilitada pelo Motu Proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI que permitiu a qualquer sacerdote rezar a Missa Tridentina. Este documento, apesar de tímido, por considerar o verdadeiro rito como se fosse o extraordinário e rito falsificado como sendo o ordinário, causou grande incômodo nos hereges modernistas que não querem a restauração da Igreja. Estes tentam impor limites para a celebração desta Missa, como, por exemplo, exigir que os fiéis saibam latim. Estes limites não devem ser exigidos, qualquer fiel católico tem direito a assiti-la. O caminho está aberto, agora é necessário continuar a luta para restaurar plenamente a Santa Missa de Sempre, enfrentando todo tipo de inimigos da Igreja que tentam impedir a sua celebração, bem como aqueles que defendem a legitimidade da missa nova.

Por hora, para os leitores que ainda não têm a felicidade de poder assitir à Santa Missa no rito Tridentino, eu aconselho uma busca na internet. Busquem, por exemplo, nos sites de vídeos por Missa Tridentina, ou, em inglês, Tridentine Mass, que devolve mais resultados para sua busca. Alguns sites de vídeo interessantes são o YouTube (www.youtube.com) e o Google Video (video.google.com) Abaixo, segue um trecho de uma Missa Tridentina celebrada na igreja de St. Nicholas du Chardonnet em Paris, da FSSPX. No futuro, colocarei outros links como este.

Publicado em:  on Dezembro 30, 2007 at 9:49 am Comentários (8)
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