Estou com a memória um pouco fraca. Será que alguém poderia me ajudar a lembrar qual é memo o oitavo mandamento da lei de Deus? Se eu não estou enganado, era alguma coisa do tipo:
Não levantarás falso testemunho
Isto quer dizer que um bom católico jamais inventaria falsas acusações contra seu próximo. Estou certo? Muito menos o faria publicamente e, seria mesmo inconcebível, publicaria tais acusações como se fossem parte de um apostolado. Seria um enorme escândalo e uma atitude inaceitável. Estou errado no meu raciocínio? Se estiver, peço a caridade daqueles que discordarem para que me corrijam.
Eu tentei evitar prolongar a discussão para que se levasse pelo lado pessoal, mas a insistência de certas pessoas em defender o Falsitatis obrigam-me a defender a Tradição. Se fosse apenas um ataque contra minha pessoa eu contiunaria calado. No entanto, como o caso se configura como uma distorção de todo o combate da Tradição, eu me vejo obrigado a retormar o assunto, mesmo correndo o risco que alguém leve para o lado pessoal.
Defender os amigos é uma coisa boa e humana, mas defender os erros dos amigos, principalmente os erros graves, isto já é diabólico. Quando o Falsitatis lançou aquele texto extremamente difamatório, repleto de mentiras a nosso respeito e que distorcia completamente os nossos argumentos, eu escrevi um texto para nos defender da língua de serpente deles. Não tardou para que surgisse um advogado do diabo para defender os difamadores:
Encontrei um pequeno texto – disponível no blog “Pacientes na Tribulação” – que se chama “O esplendor da hipocrisia” e se presta a atacar o Veritatis Splendor por um artigo sobre o Magistério da Igreja que foi publicado lá no final do mês passado. Ao terminar de ler o texto – do “Pacientes na Tribulação” -, fico com a incômoda impressão de que o seu autor incorre quase no mesmo erro de que acusa o Veritatis.
http://www.deuslovult.org/2009/03/04/sobre-o-esplendor-da-hipocrisia/
Em primeiro lugar, há de se notar que a defesa que eu escrevi contra as difamações de que fomos vítimas acabaram se transformando em “ataque contra o Veritatis Splendor”. Ora, agora quem sofre uma difamação, se busca respondê-las e provar sua inocência, torna-se o malvado da história?!?! É o cúmulo da parcialidade. Qualquer um percebe que foi o Falsitatis que tomou a ataque contra nós, que nos defendemos das difamações. Inverter os papéis de ofensor e vítima é uma desonestidade intelectual assustadora.
Mas, continuando a ler o texto, percebemos que o autor não chega ao mérito da questão. Se realmente eu tivesse atacado o VS, seria possível e desejável que se desfizesse o erro, como eu procurei fazer com a artigo original do Falsitatis. Em vez disso, o autor se lançou em outro caminho, questionando os meu argumentos. Em outro artigo eu posso mostrar que suas críticas não tem fundamento. Mas, o que interessa aqui é mostar que o problema foi lançado para longe: não se demonstrou – o que aliás seria impossível – que a atitude do Falsitatis fosse moralmente correta e seus argumentos contra nós, válidos.
Há muitos anos que eu não assisto televisão. Mas lembro que havia um programa humorístico em que um deputado, em uma praça, era questionado sobre acusações de corrupção. Ele enrolava, enrolava, mudava de assunto, mas nunca respondia as perguntas. Lembrei-me deste personagem na ocasião.
O mais interessante de tudo, é que o mesmo autor do blog, quando disseram sobre ele algo que não era verdade, o protesto veemente não tardou nem um pouco:
Carlos – E é uma pena que você, Jorge, mesmo dizendo não querer entrar no mérito da questão, e sem conhecer toda a situação, já tenha tomado o partido dos que querem o fim da Missa Tridentina.
Jorge – Negativo, caríssimo, negativo. Não me atribua esta carapuça, pois a rechaço com veemência. A minha posição referente à Liturgia da Igreja (que já expus diversas vezes por aqui) é diametralmente oposta a daqueles “que querem o fim da Missa Tridentina”.
http://www.deuslovult.org/2009/05/04/missa-tridentina-em-brasilia/#comments
Percebam que houve uma semelhança com o caso do Falsitatis, pois foi atribuído ao autor do blog uma idéia que não era a sua. Porém, o leitor apenas se expressou mal, e se desculpou logo em seguida. Já o caso do Falsitatis foi extremamente grave, pois foi publicado um artigo inteiro repleto de difamações contra nós. Eles apresentavam como se fossem nossos alguns argumentos que eles sabem que nós nunca defendemos. Sinceramente, foi o caso de desonestidade intelectual mais evidente com o qual eu já me deparei. E pensar que ainda houve que os quisesse defender…
Não foi Nosso Senhor que nos ensinou: não faças ao próximo aquilo que não queres que façam contra ti (Mt 7,12)? E a lei natural, também ela não exige da nossa consciência um comportamento segundo a justiça? Ora, uma simples frase mal escrita foi motivo de protestos veementes por parte do autor do blog. Mas todo um artigo difamatório, maldosamente escrito contra nós, mereceu ser defendido ao ponto de nós – as vítimas da difamação – nos tranformarmos os agressores. Haja incoerência e parcialidade.
Por tudo isso, e por outras razões que vou expor em outros artigos, os neoconservadores mais atrapalham do que ajudam o combate pela Fé católica. Querendo resolver o problema sem atacar a causa, ainda se voltam contra aqueles que querem arrancar o mal pela raiz.
Diga-se de passagem, que o tal “selo de ortodoxia”, parace-me bem claro, é apenas uma troca de favores entre companheiros. Em um futuro artigo posso mostrar como mais deveria chamar-se “selo de adequação com o concílio Vaticano II” do que selo de ortodoxia.
__________
PS: O espaço de comentários está aberto para quem quiser defender a atitude do Pravitatis Splendor (esplendor da imoralidade). Podem tentar responder a pergunta: atribuir a uma pessoa um argumento que se sabe claramente que ela não defende, é uma atitude moralmente aceitável ou inaceitável? Estou aguardando respostas a esta pergunta simples.