Qual é mesmo o oitavo mandamento?

Estou com a memória um pouco fraca. Será que alguém poderia me ajudar a lembrar qual é memo o oitavo mandamento da lei de Deus? Se eu não estou enganado, era alguma coisa do tipo:

Não levantarás falso testemunho

Isto quer dizer que um bom católico jamais inventaria falsas acusações contra seu próximo. Estou certo? Muito menos o faria publicamente e, seria mesmo inconcebível, publicaria tais acusações como se fossem parte de um apostolado. Seria um enorme escândalo e uma atitude inaceitável. Estou errado no meu raciocínio? Se estiver, peço a caridade daqueles que discordarem para que me corrijam.

Eu tentei evitar prolongar a discussão para que se levasse pelo lado pessoal, mas a insistência de certas pessoas em defender o Falsitatis obrigam-me a defender a Tradição. Se fosse apenas um ataque contra minha pessoa eu contiunaria calado. No entanto, como o caso se configura como uma distorção de todo o combate da Tradição, eu me vejo obrigado a retormar o assunto, mesmo correndo o risco que alguém leve para o lado pessoal.

Defender os amigos é uma coisa boa e humana, mas defender os erros dos amigos, principalmente os erros graves, isto já é diabólico. Quando o Falsitatis lançou aquele texto extremamente difamatório, repleto de mentiras a nosso respeito e que distorcia completamente os nossos argumentos, eu escrevi um texto para nos defender da língua de serpente deles. Não tardou para que surgisse um advogado do diabo para defender os difamadores:

Encontrei um pequeno texto – disponível no blog “Pacientes na Tribulação” – que se chama “O esplendor da hipocrisia” e se presta a atacar o Veritatis Splendor por um artigo sobre o Magistério da Igreja que foi publicado lá no final do mês passado. Ao terminar de ler o texto – do “Pacientes na Tribulação” -, fico com a incômoda impressão de que o seu autor incorre quase no mesmo erro de que acusa o Veritatis.

http://www.deuslovult.org/2009/03/04/sobre-o-esplendor-da-hipocrisia/

Em primeiro lugar, há de se notar que a defesa que eu escrevi contra as difamações de que fomos vítimas acabaram se transformando em “ataque contra o Veritatis Splendor”. Ora, agora quem sofre uma difamação, se busca respondê-las e provar sua inocência, torna-se o malvado da história?!?! É o cúmulo da parcialidade. Qualquer um percebe que foi o Falsitatis que tomou a ataque contra nós, que nos defendemos das difamações. Inverter os papéis de ofensor e vítima é uma desonestidade intelectual assustadora.

Mas, continuando a ler o texto, percebemos que o autor não chega ao mérito da questão. Se realmente eu tivesse atacado o VS, seria possível e desejável que se desfizesse o erro, como eu procurei fazer com a artigo original do Falsitatis. Em vez disso, o autor se lançou em outro caminho, questionando os meu argumentos. Em outro artigo eu posso mostrar que suas críticas não tem fundamento. Mas, o que interessa aqui é mostar que o problema foi lançado para longe: não se demonstrou – o que aliás seria impossível – que a atitude do Falsitatis fosse moralmente correta e seus argumentos contra nós, válidos.

Há muitos anos que eu não assisto televisão. Mas lembro que havia um programa humorístico em que um deputado, em uma praça, era questionado sobre acusações de corrupção. Ele enrolava, enrolava, mudava de assunto, mas nunca respondia as perguntas. Lembrei-me deste personagem na ocasião.

O mais interessante de tudo, é que o mesmo autor do blog, quando disseram sobre ele algo que não era verdade, o protesto veemente não tardou nem um pouco:

Carlos – E é uma pena que você, Jorge, mesmo dizendo não querer entrar no mérito da questão, e sem conhecer toda a situação, já tenha tomado o partido dos que querem o fim da Missa Tridentina.

Jorge – Negativo, caríssimo, negativo. Não me atribua esta carapuça, pois a rechaço com veemência. A minha posição referente à Liturgia da Igreja (que já expus diversas vezes por aqui) é diametralmente oposta a daqueles “que querem o fim da Missa Tridentina”.

http://www.deuslovult.org/2009/05/04/missa-tridentina-em-brasilia/#comments

Percebam que houve uma semelhança com o caso do Falsitatis, pois foi atribuído ao autor do blog uma idéia que não era a sua. Porém, o leitor apenas se expressou mal, e se desculpou logo em seguida. Já o caso do Falsitatis foi extremamente grave, pois foi publicado um artigo inteiro repleto de difamações contra nós. Eles apresentavam como se fossem nossos alguns argumentos que eles sabem que nós nunca defendemos. Sinceramente, foi o caso de desonestidade intelectual mais evidente com o qual eu já me deparei. E pensar que ainda houve que os quisesse defender…

Não foi Nosso Senhor que nos ensinou: não faças ao próximo aquilo que não queres que façam contra ti (Mt 7,12)? E a lei natural, também ela não exige da nossa consciência um comportamento segundo a justiça? Ora, uma simples frase mal escrita foi motivo de protestos veementes por parte do autor do blog. Mas todo um artigo difamatório, maldosamente escrito contra nós, mereceu ser defendido ao ponto de nós – as vítimas da difamação – nos tranformarmos os agressores. Haja incoerência e parcialidade.

Por tudo isso, e por outras razões que vou expor em outros artigos, os neoconservadores mais atrapalham do que ajudam o combate pela Fé católica. Querendo resolver o problema sem atacar a causa, ainda se voltam contra aqueles que querem arrancar o mal pela raiz.

Diga-se de passagem, que o tal “selo de ortodoxia”, parace-me bem claro, é apenas uma troca de favores entre companheiros. Em um futuro artigo posso mostrar como mais deveria chamar-se “selo de adequação com o concílio Vaticano II” do que selo de ortodoxia.

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PS: O espaço de comentários está aberto para quem quiser defender a atitude do Pravitatis Splendor (esplendor da imoralidade). Podem tentar responder a pergunta: atribuir a uma pessoa um argumento que se sabe claramente que ela não defende, é uma atitude moralmente aceitável ou inaceitável? Estou aguardando respostas a esta pergunta simples.

Felipe Aquino recomenda Harry Potter

Depois do levantamento das excomunhões contra os bispos da FSSPX, resolvi visitar o site do Felipe Aquino para ver o que ele iria falar, se é que o faria. Minhas suposições se confirmaram: o professor passou o caso no mais absoluto silêncio.

Mas, se as boas notícias da Igreja o professor não publica, por serem contrárias às suas opiniões, os péssimos conselhos continuam a ser publicados em seu site. Logo na primeira página, uma leitora pergunta qual atitude tomar em relação aos filhos que gostam do bruxo Harry Potter. Eis o conselho dado por Felipe Aquino:

Sra … segue abaixo a determinação do Vaticano acerca dos filmes e livros do Harry Potter, como verá não há problema algum.

Felipe Aquino

Vaticano: Harry Potter não é nenhum problema para o cristão

São Paulo (SP), 4/2/2003

No Brasil, foi particularmente intensa a campanha contra Harry Potter.
Eu, que desde o começo defendi publicamente essa obra (também na Catolicanet), fiquei muito feliz com as recentes notícias do Vaticano sobre HP. O Boletim da Zenit de 3-2-03, informa que o Padre Peter Fleetwood, representante da Santa Sé na coletiva de imprensa de lançamento do documento sobre a New Age, declarou taxativamente (mas de passagem, como convém a assunto óbvio…) que “Harry Potter não representa nenhum problema: na infância de todos nós houve fadas, magos, anjos e bruxas, e isso não é mau mas uma ajuda para que as crianças entendam o conflito entre o bem e o mal”. E mais: a autora J. K. Rowling “é uma cristã; não talvez do modo como gostariam alguns bispos, mas vive como cristã e escreve como cristã”. Estavam presentes também o cardeal Paul Poupard, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura e o arcebispo Michael Fitzgerald, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso. Cfr:
http://www.zenit.org/spanish/visualizza.phtml?sid=30865 Agora cabe a cada um de nós escolher: ficar com o bom senso da Igreja ou com aqueles “católicos” que se empenharam tanto em criticar HP e, em alguns casos, valendo-se de calúnias vergonhosas e indesculpáveis contra a autora.

Prof. Dr. Jean Lauand – Prof. Titular de Filosofia FEUSP

Fonte: Agência Zenit

http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=PERGUNTA_RESPOSTA&id=prs0201

Ora, um dos dons do Espírito Santo não é exatamente o dom de conselho? Parece que o Felipe Aquino, apesar de fervoroso seguidor da RC”C”, não foi contemplado nem de longe com este dom. O que ele fez foi recomendar para os católicos uma obra que divulga a bruxaria e a magia como coisas normais e até positivas.

Se alguém tem alguma dúvida sobre o caráter nefasto da obra, é interessante ler o artigo “Harry Potter, o sinistro e diabólico anti-conto de fadas”, do site Catolicismo (é necessário fazer um cadastro para ler os artigos). Os textos citados são suficientes para demonstrar como a obra descreve elementos diabólicos, completamente inadequados mesmo para adultos, quanto mais para crianças. A obra leva as crianças a acreditar na magia, e pior que isso, a imaginar que é algo bom.

A verdadeira obra de arte, seja ele literária ou qualquer outra, deve refletir o bom, o belo e o verdadeiro (bonum, verum et pulchrum). A obra de arte apropriada para católicos deve inspirar os mais nobres desejos, as mais altas virtudes.

A obra Harry Potter, pelo descrito no site Catolicismo, não reflete nenhum dos três valores essenciais. Primeiro, a atitude dos “heróis” não é exemplo de moralidade: o próprio protagonista, por exemplo, desejaria vingar-se de um de seus professores. A beleza é o valor menos cultivado na obra, cheia de descrições dos seres mais horríveis e repugnantes – verdadeiros demônios. A obra é uma apologia da fealdade, do nojo, do asco. A verdade tampouco aparece na obra, que cria um mundo falso, dominado pelas falsas leis da magia, e não por aquelas verdadeiras leis do universo que Deus, infinitamente sábio e poderoso, dignou-se estabelecer.

É este “coquetel de monstruosidade” que o Felipe Aquino recomenda. Uma ante-visão do inferno, cheia de monstros, demônios, horrores.

Uma das coisas que mais me revolta nas posturas do Felipe Aquino é sua capacidade de criar “autoridades” para sustentar suas opiniões. Ele apresenta as desastrosas afirmações do Padre Peter Fleetwood, em uma entrevista, como sendo a “determinação do Vaticano”. Este padre foi apenas o “representante da Santa Sé na coletiva de imprensa de lançamento do documento sobre a New Age”. Mas, o Felipe Aquino apresenta seu parecer como se estivesse revestido de toda a autoridade da Santa Igreja Católica. As opiniões de uma padre, agora, são a “determinação do Vaticano”…

Não vou nem comentar o resto do artigo citado pelo Felipe Aquino. Basta ressaltar que o autor colocou a palavra “católicos” entre aspas, para se referir àqueles que não aceitam o seu parecer favorável às monstruosidades desta verdadeira introdução à magia. Inversão de valores aprovadas pelo Felipe Aquino, que citou o artigo como referência.

Será que o Felipe Aquino não enxerga o absurdo de sua posição, o quanto ela é contrária à doutrina católica? Não percebe ele o mal que faz às almas ler obras que tratam de monstros, demônios, magia, horrores, cenas repugnantes? E depois ele teve a ousadia de citar um artigo do falsitatis dizendo que é a Montfort que faz mal às almas por não aceitar o Vaticano II e seus erros. E teve a ousadia de dizer que gostaria de calar a nossa boca. Sinceramente, acho que o Felipe Aquino vive fora da realidade, em um conto de fadas às avessas, onde o que é bom é mal, e o que é mal é bom. Até o Vaticano II e a missa nova, para ele, seriam bons…

Publicado em:  on Janeiro 26, 2009 at 10:48 pm Comentários (24)
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Televisão: uma escola de imoralidade

Este artigo não vai tratar a imoralidade da televisão no que se refere ao desprezo pela castidade. Isso já está tão evidente que apenas uma mente pervertida e afastada de Deus pode suportar o baixo nível dos programas televisivos, que não passam de pornografia barata. Acontece que, a Moral abrange muito mais do que a castidade, e essa não é a única virtude desprezada e atacada pela mídia.

Eu não tenho costume (seria melhor dizer, o vício) de assistir televisão. Não há nada de instrutivo nem de edificante na TV Tupiniquim. No entanto, diante do crime que comoveu o país, decidi ligar um pouco a caixinha eletrônica de besteiras audiovisuais para ver se me inteirava um pouco do triste episódio. Grande teimosia e inocência a minha de ainda achar que poderia ver algo de útil, mas foi o que eu fiz.

O apresentador, como uma vitrola quebrada, repetia, com um sensacionalismo nojento, as mesmas frases e passava as mesmas cenas inúmeras vezes. A certa altura, começaram a exibir umas tais “cenas exclusivas”, gravadas ilegalmente com uma câmera escondida. Ao mesmo tempo que o apresentador, berrando como um endemoniado, falava de justiça, as cenas ilegais eram exibidas. Que grande contradição! Exigir a realização de justiça para os criminosos no exato instante em que se transmite, em rede nacional, uma atitude moralmente incorreta, qual seja, a gravação ilegal da prisão dos acusados. Tudo em nome da “liberdade de imprensa”, que não passa de uma meio de ganhar dinheiro a qualquer custo, até mesmo a custo da Moral.

É uma pena que as pessoas que assistem à televisão não tenham o mínimo senso crítico. Aliás, a televisão acaba realmente destruindo a capacidade das pessoas de raciocinar. Cria-se um exército de múmias, que recebem informação sem ponderar sobre elas. Por isso, a televisão pode cometer um ato tão imoral quanto desobedecer a polícia, que havia proibido as filmagens no interior do prédio, sem que o público se dê conta da baixaria. Pelo contrário, o apresentador até enfatiza que as imagens são exclusivas, pouco se importando que as mesmas tenham sido gravadas com uma câmera escondida, num ato imoral de enganar a polícia. Enquanto isso, as outras redes de televisão filmavam de fora do prédio, sofrendo desvantagem em relação àquela que não respeitou as regras. A televisão se tornou, em tudo, até nos mínimos detalhes, uma escola de imoralidade. E que não tem vergonha, nem mesmo, de transmitir em rede nacional o produto de um desrespeito à autoridade policial.

Da imbecilidade e imoralidade da televisão, livrai-nos Senhor!

Publicado em:  on Maio 11, 2008 at 9:08 pm Comentários (1)
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Imagens de um aborto

O vídeo abaixo contém imagens fortes. É a filmagem de um ultra-som enquanto se realiza o aborto de um feto de 12 semanas. O narrador descreve, em italiano, todas as características do bebê, seus batimentos cardíacos, seus olhos, suas mãos, sua boca, suas reações à agressão sofrida. Mesmo quem não entender o áudio, pode perceber a agitação do bebê ao ser atacado covardemente no abrigo onde até então ele estava tão seguro. Impressionante a hora em que ele mostra a boca do bebê totalmente aberta (aos oito minutos de vídeo, aproximadamente) – si tratta di un grido non ascoltato di un bambino minacciato di morte - nas palavras do narrador.

Parece inacreditável haver quem defenda uma coisa horrível como essa. É uma covardia sem fim. É uma atrocidade, uma selvageria sem medidas, defendida em um mundo que se diz “moderno”, “liberal”, “emancipado”, “racionalista”, “científico”, “democrático”, livre do “obscurantismo religioso”…

Na Idade Média, a verdadeira Idade das Luzes, tão injustamente atacada pelos inimigos da Igreja, jamais um Estado faria qualquer insinuação no sentido de legalizar uma atrocidade como essa. Quando a Cristandade se impôs sobre o paganismo, e a luz de Cristo passou a governar as nações, os culpados eram punidos e os inocentes eram defendidos. Hoje, o Estado ateu e anti-religioso faz o contrário: defende os culpados, e assassina os inocentes.

Enquanto isso, a CNBB, ao mesmo tempo que combate o aborto, defende o Estado laico, promotor de toda essa inversão de valores… maledetta ambiguità del Vaticano Secondo e di suoi seguacci!

Falsitatis diz que se pode participar do Halloween

Os conhecidos inimigos da Tradição, “doutor” Rafael e companhia., do Falsitatis Splendor, conseguem defender as opiniões mais absurda como se fossem legítima doutrina católica. Eles promovem uma verdadeira guerra contra nós que queremos apenas ser católicos da única maneira possível – professando e defendendo a doutrina de sempre. Os artigos mentirosos do Falsitatis criam um verdadeiro preconceito contra os “tradicionalistas”. Uma pessoa que leia as mentiras do Falsitatis e acredite nelas, fica com uma impressão totalmente invertida sobre a situação da Igreja. É por isso que nós nos sentimos na obrigação de denunciar os erros do Falsitatis Splendor, para que todos saibam que eles não defendem a doutrina católica, e sim suas próprias idéias, que, diga-se de passagem, não são nem um pouco louváveis.

Explicado o motivo de nossa indignação contra esses pseudo-católicos, vamos ao artigo de hoje. Eu não tenho nenhum costume de freqüentar certos locais da internet mas, para conhecer um pouco mais do “pensamento” do Falsitatis, resolvi entrar no perfil deles no Orkut. Além de alguns artigos que não merecem sequer ser citados (e nem visitados) pelo baixo nível moral, encontrei uma discussão entre o “doutor” Rafael e alguns internautas sobre o Halloween. Tudo se iniciou com uma pergunta sobre a possibilidade de um católico participar de tal festa. E qual foi a resposta do “doutor” que se diz católico? Pois bem, ele defendeu o Halloween:

Rafael

A festa de Halloween é um deboche no diabo, originariamente! Nada a ver com cultuar bruxas e demônios, e sim como uma atitude bem católica (e irlandesa, povo catolicíssimo) de saber tirar o bem do mal e de não dar bola para a força do demônio quando se vive na graça!

Pecado é ser bruxa, não se fantasiar de uma!

Quanta besteira partindo de alguém que se autodenomina “doutor”! Desde quando o ato de se vestir como demônios significa debochar deles? E frase sensacionalista do “doutor”: “Pecado é ser bruxa, não se fantasiar de uma!”. Será que no carnaval ele veste uma fantasia bem esdrúxula e depois diz triunfante: “Pecado é ser tal coisa, e não se vestir como um!”. Sinceramente, isso já passou há muito do limite do ridículo.

Não foi à toa que os leitores (nenhum dos quais se proclamava “doutor”) se assustaram com a resposta do “doutor” Rafael e o questionaram. Mas ele não se corrigiu, senão piorou a situação prosseguindo com mais besteiras:

A Igreja Católica não tem posição sobre tudo. Ainda bem! A moral não se estabelece com listas do que pode e do que não pode, e sim com princípios universais que devem ser aplicados caso a caso.

Pois bem, a festa de Halloween é neutra. Depende, pois, sua licitude, da finalidade com que se vai, e das circunstâncias que a cercam. Ela, em si mesma, não cultua bruxas. Pelo contrário: é um deboche e tem origem cristã. Todavia, se uma festa específica não for isso, mas desculpa para o paganismo, então devemos evitá-la.

O site da Quadrante está perfeito! Ele confirma o que venho dizendo: a festa, em si mesma, não é imoral, e sim algumas delas que, nos dias de hoje, assumiram contornos neo-pagãos.

Vejam só a opinião do “doutor”: “A Igreja Católica não tem posição sobre tudo. Ainda bem!”. A Santíssima Igreja tem sim uma moral bem definida, e tem o direito, aliás, a obrigação, de proibir certas atitudes contrárias à Fé e à Moral. Mas o “doutor” exclama o seu “Ainda bem!” porque pensa que pode aplicar seus “princípios universais” por sua própria conta. E podemos ver por esta e outras situações, que a mentalidade do “doutor” é aberta ao mundo, “aggiornata”, o que permite que os tais “princípios universais” sejam entendidos da maneira mais frouxa possível, em desobediência aberta contra os veneráveis ensinamentos da Igreja. É porque o Rafael não é obediente à Moral da Igreja, que ele pôde afirmar, em outro artigo, que católicos podem participar de noitadas em boates. Que grande moral a do “pensador católico”! Se não me falhe a memória, era ele mesmo que reclamava “obediência” dos tradicionalistas aos erros do concílio vaticano II.

Voltando ao texto, o Rafael ainda acha que foram os pagãos que perverteram um costume legítimo dos cristãos e que foi nos dias de hoje que a festa assumiu “contornos” neo-pagãos! Na verdade, a festa original era pagã, e cultuava os mortos. Os cristãos transformaram a festa dos mortos na festa dos vivos: dos santos, daqueles alcançaram a vida plena, a salvação eterna, e estão na amizade do Deus Altíssimo e O adoram perpetuamente. Se nós quisermos ser católicos, devemos festejar os santos, através do culto católico. Se participamos do Halloween, estamos retrocedendo ao paganismo, àquilo que os celtas cultuavam antes de se tornarem um povo catolicíssimo, e não depois, como disse o “doutor” Rafael. Se seguíssemos o mau conselho do “doutor” Rafael, estaríamos cultuando a morte, e o príncipe das trevas, aquele deseja a morte eterna das almas.

O sr. Luís Dufaur, do blog Luz de Cristo, publicou um artigo que expressa a doutrina católica sobre o assunto, diametralmente oposta aos delírios do “doutor” Rafael:

Numa janela da movimentada rua Hudson Street, em West Village, bairro de New York freqüentado por homossexuais, pendia o corpo de um infeliz suicida. O enforcado colgava de um colar de cachorros e levava botas de couro. Sua cabeça estava envolta numa máscara de couro. Porém, vizinhos e passantes que viram o corpo enganaram-se achando mais uma montagem do Halloween, embora um pouco prematura. Depois sentiram-se envergonhados pela própria insensibilidade moral ante o drama. Mas, não é para insensibilidades dessas que as encenações monstruosas do Halloween predispõem os homens?

Fica aqui o nosso alerta sobre o perigo que é para a Fé a leitura dos textos do “doutor” Rafael e sua turma do Falsitatis Splendor, os mesmos que procuram difamar de toda forma os verdadeiros católicos, aqueles que não caíram na apostasia do vaticano II e da missa nova.

Publicado em:  on Março 12, 2008 at 11:01 pm Comentários (1)
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Dia internacional da mulher

No dia 8 de março se comemora o dia internacional da mulher. Nestes nossos tempos díficeis em que a maravilhosa civilização construída pela Igreja está em ruínas, apartada de Deus, mergulhada no orgulho, entorpecida pela busca desenfreada do prazer, enlameada na imoralidade, qual modelo de mulher é exaltado nesse dia? Nós todos sabemos que, infelizmente, o “mundo” exalta a mulher emancipada, “livre”, liberal, a mulher de calça de jeans, artista, política, militante, imoral, mundana… E sem falar nas mulheres que são obrigadas a trabalhar para completar a renda familiar. Por vaidade ou por necessidade, a mulher abandona o lar.
De quantas ilusões perigosas o nosso tempo está abarrotado! Quanta soberba, de mulheres que, de tanto querer conquistar o “mundo”, já não lhes sobra mais tempo para o amor da casa, do marido, dos filhos. Quanta vaidade, de mulheres que se matam para ter corpos e rostos e peles mais bonitos, mas se esquecem das almas. Quanta lascívia, de mulheres que buscam o prazer a qualquer custo, mas sufocam o instinto materno, a beleza da família, o culto dos bons valores familiares. Não se busca mais a beleza d’alma, mas do corpo, e a qualquer custo. E, em tudo, nós homens somos seus cúmplices.Que geração ingrata a nossa! A Roma antiga pagou o preço de sua imoralidade. Quanto mais nós, sobreviventes da Civilização Cristã, que contas não temos com Deus!

Oliveira Lima, em História da Civilização, descreve a valorização da família quando das invasões germânicas e da vitória do Cristianismo sobre a Roma pagã:

“Tácito, no intuito de estabelecer um contraste que impressionasse seus concidadãos, descreveu para os romanos de seus tempo a sólida organização da família teutônica, a virtude inabalável das mulheres germânicas, verdadeiras companheiras sustentando o ânimo de seus maridos, quando por acaso abatidos pelas vicissitudes das lutas. Nestas condições, deixa a família de representar uma simples conjugação sexual, para se tornar uma expressão moral. Ora, a influência da família é tão poderosa sobre a sociedade, a qual se compõe de famílias, que fomenta o progresso toda vez que a época corresponde à dignidade da esposa e ao respeito do lar. O professor português Consiglieri Pedroso recorda que a Roma de Júlia e de Messalina não era mais a de Vetúria e de Lucrécia, quando prevalecia o pudor que volveu a predominar com o espírito cristão.” (LIMA, OLIVEIRA; História da Civilização; Ed. Melhoramentos, 1962, pág. 166)

É de um semelhante reavivamento do valor da família que nós necessitamos nestes nossos dias terríveis.

O “mundo” dá valor àquilo que aparece, que inebria os sentidos, ao poder, à fama, à beleza exterior. Mas tudo isso é vaidade, é sem valor. Uma família bem formada, pelo contrário, é algo sólido, durável, que dá frutos não somente para este mundo, mas para a vida eterna. Que maravilha poder criar os filhos não somente para serem justos neste mundo, mas também com a intenção de que sejam filhos do Deus Altíssimo, que Lhe glorificarão eternamente no Paraíso. Somente na santidade de uma família constituída sob a benção de Deus se podem criar os filhos que tanto construírão um futuro melhor, quanto terão os olhos elevados para a eternidade.

Que nós, homens, aprendamos a reconhecer o sacrifício silencioso e anônimo das mulheres verdadeiramente valorosas. Às santas mulheres (as honradas mães de família, e aquelas que escolheram o caminho mais perfeito dos conselhos evangélicos) a nossa homenagem, e, aos homens, um trecho das Sagradas Escrituras, que nos relembram o nosso dever de fidelidade:

Bebe a água do teu poço e das correntes de tua cisterna. Derramar-se-ão tuas fontes por fora e teus arroios nas ruas? Sejam eles para ti só, sem que os estranhos neles tomem parte. Seja bendita a tua fonte! Regozija-te com a mulher de tua juventude, corça de amor, serva encantadora. Que sejas sempre embriagado com seus encantos e que seus amores te embriaguem sem cessar! Por que hás de te enamorar de uma alheia e abraçar o seio de uma estranha? (Pr 5,15-20)