Um dos primeiros artigos deste blog foi a respeito do Opus Dei, mas somente agora apareceu alguém, no Orkut, para defender a obra de Mons. Escrivá. Ou melhor, para nos atacar, usando a “caridosa” expressão “rad-trad”, que os freqüentadores de baladas e halloweens do Falsitatis Splendor disseminaram para nos difamar. Então, se eles querem discutir o assunto, vamos lá!
Antes de mais nada, devo dizer que tomo parte nesta discussão com a autoridade de quem já participou do Opus Dei, e por isso mesmo tenho a obrigação de alertar os católicos a ficar bem longe dessa obra. O ecumenismo dela é tão grande, que eu cheguei até mesmo a entrar em uma igreja “ortodoxa” cismática, e somente não assisti à Divina Liturgia por falta de oportunidade. De fato, pelos [maus] conselhos que eu ouvi dentro do Opus Dei, imaginava que não havia pecado algum em se concelebrar com os cismáticos. Também, depois de ter ouvido que, após a divisão do Império Romano, tudo o que havia de bom ficara com os orientais e, aos ocidentais, ficaram os restos… Toda essa barbaridade eu ouvi dentro da obra, que não tem nada de católica, a não ser a fachada.
Para quem assistia à missa com padres da Teologia da Libertação, quando conheci o Opus Dei fiquei muito contente. O pouco que eles falavam de doutrina católica era bastante para quem estava cansado de ir à missa e ouvir o bispo contar tudo o que aconteceu na novela durante a semana… Lá dentro foi a primeira vez na vida que eu vi, de perto, um padre de batina. Lá até se confessava de joelhos (sem confessinário, no entanto), em vez de sentado em um banquinho como a da igreja da paróquia (ou como o de um barzinho…). E o latim! Ah, o latim que tanto me encantava, eu lia e relia os trechos em latim. E assim me contentava com as migalhas que o Opus Dei deixava cair da mesa. Para quem passava fome, migalhas pareciam um banquete.
Mas o essencial nunca contaram. Agiram da mesma forma que os bolchevistas da minha paróquia, mantendo-me na ignorância sobre a Missa de Sempre. Houvesse o mínimo senso de justiça e piedade entre eles, teriam o dever de nos informar sobre a existência de uma outra liturgia. Se eu tivesse conhecimento das duas missas, aí sim eu poderia escolher qual eu queria assistir. Mas não me disseram nada. Tive que descobrir sozinho, lendo os sites da Montfort, da Permanência, entre outros. Esconderam de mim o maior dos tesouros. Passei tanto tempo desconhecendo este monumento de santificação das almas e de culto perfeito a Deus, que é a Missa Tridentina, por culpa compartilhada entre os comunistas de sacristia e os “conservadores” da Opus Dei.
Eu acabei saindo do Opus Dei por vários motivos, mas um deles era a insistência deles para que participássemos cada vez mais da obra. Quando se deixava de ir a alguma atividade, era-se cobrado como um a devedor. Por isso, eu não duvido nada dos testemunhos daqueles que dizem ter sofrido grandes pressões psicológicas dentro da obra. O pouco que eu fiquei já me senti incomodado com a pressão deles.
Mas o grande mal do Opus Dei é o ecumenismo anti-católico que reina dentro dele. E que o artigo que eu traduzi demonstra isso muito bem, tão bem que causou a manifestação dos defensores da obra.
Um dos comentários deles, no Orkut, demonstra bem qual o ânimo que eles têm para discutir o assunto:
Detalhe, ao que parece, esse artigo foi traduzido do inglês, e o tradutor nem pra notar que temos um provérbio igualzinho em português…
A má vontade do sujeito era tanta que ele nem se deu ao trabalho de verificar que o texto foi traduzido do francês, e não do inglês. Algo que estava escrito com todas as letras no meu artigo. Mas ele se meteu logo a me criticar, antes que pudesse ter lido com calma o que eu escrevi. Essa não é a atitude de quem busca a Verdade. Se ele não leu o texto nem para perceber de que língua havia sido traduzido, como pode se meter a me criticar? Obviamente ele não estava interessado no que eu havia escrito, mas somente por saber que eu era contrário ao Opus Dei, já se pôs rapidamente contra mim. Repito: essa não é a atitude de quem busca a Verdade.
Falta de argumente é realmente algo terrível! Um outro precisa apelar para a ironia:
Sorte a nossa que o céu católico não promete 70 virgens, pois, teríamos, então, mais um exército de terroristas suicidas…
Existe fanatismo mesmo é no Opus Dei, não entre os católicos tradicionais, e isso eu posso garantir com a autoridade de quem conhece ambos pessoalmente, e não por testemunho de estranhos.
Uma outra defensora da obra, insinua que eu tivesse má intenção:
Foi traduzido do francês, e a tradução está mesmo sofrível! Em alguns pontos, pode provocar mal entendidos, talvez propositais…
A tradução foi a mais literal possível, e não houve qualquer intenção da minha parte em adulterar o sentido. Se, por um acaso, a tradução não foi a melhor, foi por erro não culpável da minha parte. O “problema” é que as citações tornam extremamente evidente o caráter ecumênico do Opus Dei. Então, como jogamos os vampiros ao sol, eles ficaram revoltados contra nós. Nada mais do que poderíamos prever.