Reflexões sobre a perseguição ao Padre Paulo Ricardo

NOTA: Este artigo foi reescrito em 09 de Março, às 21:45 h.

Com toda sinceridade, eu não sou nenhum entusiasta seguidor do Pe. Paulo Ricardo, pois acho que todo católico tem que ser ainda mais rigoroso no combate aos males que se infiltraram na Igreja com o Vaticano II e a missa nova. Não podemos cair no relativismo de aceitar tudo o que ele, e discordamos mesmo de muitas de suas ideias.

No entanto, este sacerdote está sofrendo uma injusta perseguição por parte do clero liberal. Pe. Paulo Ricardo disse a verdade sobre esta parcela podre do clero, mundano, apóstata, destruidor da Fé. Os lobos se sentiram atingidos e saíram ao ataque, apelando ao bispo de Cuiabá, diocese do padre Paulo Ricardo, para que tomasse severas providências contra ele.

A covardia promovida pelo clero apóstata contra um sacerdote que disse algumas verdades é tanta que dá nojo ler a total inversão da realidade estampada na carta que eles escreveram ao bispo, e que pode ser lida no Fratres. O padre Paulo Ricardo, ao denunciar o mundanismo, a apostasia, o abandono da batina, acabaria se tornando o semeador de discórdia… A culpa já não seria mais de quem destrói a Igreja, e sim daquele que combate os erros…

O diabo mostra os chifres

Uma boa parcela dos católicos, mesmo desconhecendo as causas profundas da crise atual que estourou com o Vaticano II e a missa nova, é conservadora e desaprova a destruição promovida pelos liberais. Quantos de nós, antes de conhecer a Tradição, não peregrinaram muito para encontrar uma missa menos barulhenta, com menos abusos, onde o padre fizesse um sermão minimamente condizente com a doutrina católica?

Aos poucos a gente vai percebendo que o problema não é pontual e que a crise é muito mais grave do que imaginávamos. Além do somatório de absurdos, pequenos e grandes, que vemos com frequência na igreja pós-conciliar, existem as grandes traições promovidas pelo clero apóstata que causam grande consternação aos católicos sinceros. No meu caso, aquela maldita campanha do desarmamento apoiada pela desgraçada CNBB em 2005, foi a gota d’água com a seita conciliar.

Quem sabe este caso infeliz não seja motivo de muitos católicos abrirem os olhos para a dimensão da crise atual? Muitos do que ainda pensam que o problema é com este ou aquele padre, ou bispo, podem enxergar a gravidade da situação. Pois o ocorrido é de fazer qualquer pessoa, por mais desinformada que esteja, refletir muito. Um padre fala a verdade sobre o mundanismo, a apostasia, a dessacralização, etc promovidas pelo clero liberal e estes partem com toda agressividade contra o conservador. Escrevem um texto repleto de mentiras, invertendo toda a realidade, invertendo todos os valores da Igreja, e ainda querem silenciar o padre e afastá-lo. Ora, isto é suficiente para fazer os mais ingênuos católicos parar para refletir: como pode haver uma atitude tão ofensiva por parte de alguns padres contra outro? Quem sabe não seja esta a ocasião de muitos católicos estudarem mais a fundo sobre a crise atual. E que, aos poucos, cheguem a descobrir o golpe de estado que foi o Vaticano II.

O perigo dos acordos

Para finalizar, quero apenas fazer uma observação. Vejamos bem o quanto um sacerdote que está em “plena comunhão” é perseguido pelos liberais. Isto sempre foi assim, desde que os modernistas tomaram o poder com o Vaticano II, e sempre será enquanto eles tiverem “autoridades” eclesiásticas que os protejam. Qualquer sacerdote que tente defender a Igreja vai ser vítima de perseguição por parte destes lobos que, do ponto de vista “legalista”, estariam dentro da Igreja. Daí, qualquer pessoa com o mínimo de boa vontade entende o estado de necessidade que nos obriga a não nos submetermos a uma “autoridade” pervertida que propaga o liberalismo.

Muito interessante e oportuno seria ler o artigo de Dom Tomás de Aquino, OSB, sobre as duas correntes na Igreja, derrubando qualquer pretensão dos acordistas em querer nos convencer da necessidade de um acordo a qualquer custo. Um acordo que atasse as nossas mãos e nos obrigasse a não combater mais os erros do Vaticano II e da missa nova seria o sonho de todo inimigo da Igreja. O padre Paulo Ricardo está sendo perseguido por muito menos daquilo que nós, como católicos tradicionais, defendemos. Muitas das suas ideias sobre a crise atual são muito menos radicais que as nossas, e mesmo assim ele é perseguido. Ele reconhece que há erros no Vaticano II, mas incoerentemente aceita a visão de Bento XVI sobre a hermenêutica da continuidade. Imaginem nós que não aceitamos nem o modernismo moderado de Bento XVI. Os modernistas radicais não nos deixariam em paz se estivéssemos debaixo de suas “autoridades”. A “plena comunhão” com esta gente é uma ilusão perigosa. Não estando sob a “autoridade” dos modernistas, nós podemos levar uma vida realmente católica. Subordinados a eles, seríamos destruídos na primeira oportunidade. Haja vista o que fizeram a Fraternidade São Pedro lá pelo ano 2000. Trocaram o superior da FSSP por outro liberal. Para quem eles puderam reclamar? Para ninguém, eles escolheram este caminho.

Por isso continuamos o combate pela Tradição, apesar da gritaria contrária. Deixemos os propagandistas da “plena comunhão” gritarem o que quiserem contra nós. Tudo não passa de propaganda vazia.

Salvem Asia Bibi

Divulgamos a petição para salvar a vida da cristã condenada pelo “crime” de blasfêmia no Paquistão:

http://olhonajihad.blogspot.com/2010/11/peticao-salvem-asia-bibi.html

O “crime” que ela cometeu voi fazer a seguinte pergunta a um grupo de maometanas:

“Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade, e Maomé o que fez por vocês?”

Enquanto isso, no Ocidente, os sequazes do ecumenismo do Concílio Vaticano II continuam jurando que estamos vivendo uma doce primavera… e auxiliando amplamente os maometanos que nos matam no Oriente, onde eles são maioria…

Nota de repúdio às ofensas proferidas contra a Igreja na televisão

A televisão nunca é recomendável mas, às vezes, eles conseguem superar qualquer expectativa. O vídeo a seguir é uma resposta às ofensas gratuitas proferidas contra a Igreja Católica por um apresentador de televisão:

Não vou nem argumentar, porque quem faz uma coisa dessas não age com o mínimo de boa vontade. A mídia não entende o que é qualidade, pois somente se deixam influenciar pela quantidade. Então, podemos deixar nossos comentários de repúdio no blog do Raul Gil para mostrar que não aceitamos tais ofensas.

Os perversos odeiam e temem a Igreja Católica

Os maus tanto odeiam quanto temem a Igreja Católica. O nome do católico nunca é bem recebido pelo perverso (os destaques são meus):

Não obstante, o comandante-chefe sabia que, como monarquista, que cultivava velhos laços com o príncipe-herdeiro da Baviera e, como cristão praticante, seu candidato não era admirador de Hitler e de seu regime.(…)

Qualquer que seja a verdade, Himmler certamente conhecia a hostilidade de Halder para com o Partido e avisou a Hitler que ele não tinha experiência de combate e que era conhecido no Exército como o “general da Mãe de Deus“. Esse apelido, baseado na opinião errônea de que todos os bávaros eram católicos, pode ter preocupado um pouco Hitler. Ao contrário da Igrejas Evangélicas, a Igreja de Roma adotara uma atitude reservada em relação ao movimento nazista, e seus membros eram ainda considerados como alemães de lealdade dividida entre Berlim e Roma. De modo que, quando ouviu dizer que von Brauchitsch escolhera esse general bávaro e cristão para praticante como sucessor de Beck, Hitler imediatamente perguntou: “Ele é católico?”

Na verdade, ele era protestante (…)

BARNNETT, Corelli [org]; Os generais de Hitler; Jorge Zahar Editor; Rio de Janeiro, 1990, pag 118 e 119.

(Haveria mais de um assunto a ser discutido a partir do texto citado, mas este artigo vai se concentrar apenas sobre um deles, deixando vaga para outros artigos futuros.)

“Ele é católico?”, perguntou Hitler com preocupação. Assim se deveria fazer temer entre todos os perversos o nome do católico. De forma alguma se deve confundir religião com um pacifismo hipócrita, que tudo aceita e nada condena. Pelo contrário! O homem verdadeiramente religioso deve ser tanto amado pelos inocentes quanto temido pelos criminosos. Se os maus não se incomodam com um determinado católico, é porque este não é bom católico.

É certo que o católico pode fazer aos perversos o maior bem de que necessita: provocar sua conversão. Afinal, devemos amar até aos nossos inimigos e buscar sua salvação. No entanto, como os maus muitas vezes estão aferrados a seus pecados e, por mais que sejam admoestados, não os abandonam, é justo que lhes impeçamos de praticá-lo. E se, por vezes, isto estiver além de nossas forças, o bom exemplo sempre estará dentro de nosso alcance.

Não é algo semelhante o que se lê nas Sagradas Escrituras?

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o seu sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5,13-16)

A presença do bom católico sempre haverá de incomodar os maus, mesmo quando não possa fazer nada mais do que dar o bom exemplo e exortar com suas palavras. A inocência do justo é insuportável para o criminoso. A memória dos santos é aprazível para quem ama a Deus, mas deixa em ebulição a consciência do perverso. A correção de atitudes sempre será um empecilho para os maus que sabem não poder encontrar no bom católico jamais um cúmplice para seus crimes. E, se o bom católico tiver poder temporal em suas mãos, será barreira certa contra toda iniqüidade.

Os acontecimentos presentes, com toda a campanha contra o Papa Bento XVI, não é exemplo claro disto? Os maus católicos podem ser louvados pela imprensa, mas basta que alguém se levante em defesa da Fé Católica para se tornar alvo de perseguições atrozes.

Lembramo-nos das palavras do Gênesis: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela” (Gen 3,15). De fato, se a Igreja faz as pazes com o “mundo”, ela não cumpre sua missão. Se cumpre sua missão, é odiada pelo “mundo”. Quem quer viver nas trevas jamais poderá amar a luz. Cristo, Luz do mundo, e sua Santa Igreja Católica sempre serão odiados por aqueles que escolheram o caminho do mal e nele perserveram. Os maus indagar-se-ão sempre, com os dentes a ranger: “Ele é católico? Quem me dera não o fosse…”

Daí se percebe a irracionalidade da proposta do Vaticano II em se conciliar a Igreja com o “mundo”, especialmente este mundo moderno, nascido da diabólica revolução, e tantas vezes condenado  com veemência pelos Papas pré-conciliares. Tentou-se concliar a Luz e as trevas, e o desastre resultante só não o vê quem não quer.

A Igreja Católica sempre foi e sempre será perseguida pelos inimigos de Cristo. Por quê? Se ainda nos restam dúvidas, podemos recorrer ao Catecismo, esta indispensável fonte de ensinamentos para o cristão, para recebermos, das solícitas mãos de São Pio X, a resposta para esta questão:

177. Por que é a Igreja Católica tão perseguida?

A Igreja Católica é tão perseguida porque assim foi também perseguido o seu Divino Fundador, e porque reprova os vícios, combate as paixões e condena todas as injustiças e todos os erros.

Ao contrário dos adocicados padres modernos, que encontram desculpas para todos os erros e todos os pecados, São Pio X nos ensina com clareza meridiana que a Igreja os combate e, por o fazer, é odiada pelos maus.

Muitos católicos modernos, atordoados pela propaganda modernista e ecumênica, ou movidos pelo hedonismo e pelo comodismo, julgam-se bons religiosos ao buscar a paz com todos a qualquer custo. A paz deve ser buscada, sem dúvida, mas nunca com o sacrifício dos valores mais altos, especialmente da Fé. O que os modernistas propõem não se pode chamar de paz, senão de rendição incondicional. Algo totalmente indigno de um católico.

Voltemos ao texto do Catecismo e pensemos na situação atual. Se a Igreja Católica aceitasse os vícios, permitesse o livre curso de todas as paixões desenfreadas, não denunciasse os erros, seria ela perseguida? Se a Igreja se calasse diante do horrível crime do aborto, seria Ela escarnecida? Certamente não, poderia ser até exaltada pela mídia.

Mas, como a Igreja não troca a inefável amizade com Cristo, seu Divino Fundador, por um vão louvor da mídia anti-cristã, então nunca lhe faltarão as perseguições. Nunca lhe faltarão as calúnias, nem as reportagens tendenciosas. Nunca haverá paz entre a Igreja e o “mundo”. Mas também nunca lhe faltará o consolo e o auxílio que vêm do alto dos Céus.

Os maus perguntar-se-ão preocupados: “são católicos?”, e lamentar-se-ão com a resposta afirmativa, porque sabem que o bom católico jamais se conforma com o mal e a injustiça.

Quanto a nós, que desejamos ser dignos do nome de católicos, devemos bradar, apesar de todos  os perigos: À batalha, sempre, com espírito de Cruzados! Que Deus e a Virgem Santíssima nos dêem coragem para enfrentarmos Seus inimigos.

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O meu artigo termina no parágrafo anterior. Esta “nota de rodapé” é somente para me precaver contra os mal-intencionados que lêem este blog e deixam comentários absurdos, sem nenhum sentido. O conteúdo desta nota é tão ridículo que eu me recuso a considerá-lo como parte do artigo.

Pois bem, eu afirmei que o católico não aceita o mal e o combate com energia. Absolutamente desnecessário seria acrescentar, se somente tratássemos com pessoas sérias, de que não se combate o mal através do mal. Os fins não justificam os meios. Não é por meios ilícitos que se defende uma causa lícita. Não venham portanto, atribuir a mim palavras que eu não disse.

Causa-me até vergonha escrever uma nota destas, mas certos comentários que recebo dão a impressão de que a internet se expandiu tanto que chegou até aos hospícios.

Haja incoerência!

No último artigo eu disse que praticamente só tratava de assuntos óbvios neste blog. E o que vou tratar no presente é mais do que óbvio. Salta às vistas de qualquer um que leia.

Os textos abaixo foram extraídos de diversos números da revista “Mensageiro de Santo Antônio” e todos têm por autor o padre Zezinho. São um grande exemplo da mentalidade mais “progressista”. Eles igualam completamente a Fé Católica e as doutrinas das seitas. Mas o objetivo deste artigo não é desfazer os erros teológicos dos textos, isto fica para outra oportunidade, quando eu estiver com mais tempo. Peço apenas que leiam para que depois os comparemos com outro texto publicado pela mesma revista. Os destaques são meus.

Gente humilde, gente boa!

Sua família não é perfeita, seus filhos não são perfeitos, você não é perfeito.
A igreja dos outros não é perfeita, sua igreja não é perfeita, você não é perfeito. (…)

Quem não sabe respeitar os outros, também não merece respeito. (…)

Esta mensagem é para todos aqueles que gostam muito de criticar a família, os vizinhos, a igreja e o partido dos outros.

(MSA, Junho de 2003)

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Do meu lado da cachoeira

Do meu lado da cachoeira, eu vejo o rio que desce lá de cima. Do seu lado da cachoeira você vê o mesmo rio descendo do mesmo jeito. Quando eu digo que do meu lado da cachoeira a água é mais pura eu sou um tolo. Quando você garante que a água do seu lado é que é mais pura o tolo é você. Quando você chama as pessoas para ver a cachoeira do seu lado e se põe a falar contra o meu ponto de vista e o meu lado você corre o risco de acabar um propagandista sectário e mentiroso que não consegue admitir que do outro lado também se vê perfeitamente o que você está vendo do seu lado.
(MSA, Setembro de 2001)

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Ecumênicos

Esta manhã, do meu ângulo e da janela da minha paróquia eu vi o sol que nascia.
De lá do meu ângulo, eu vi você do seu ângulo e da janela da sua paróquia, olhar o mesmo sol que nascia.
O sol foi subindo e me iluminando, e vi que o mesmo sol que me iluminava também iluminou você. (…)
Sua fé fez de você um homem de oração e um filho feliz do Criador. Seu povo o chama de pastor José.

Minha fé fez o mesmo comigo e meu povo me chama de padre José. (…)

Só nos falta nos reunirmos muitas vezes para conversar sobre a mesma luz que amamos.
(MSA, Janeiro/Fevereiro de 1999

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Vergonha de crer em Deus

Há muita gente com vergonha de Deus. Mas também há muitos fiéis e crentes com vergonha uns dos outros. Não estão felizes porque o outro crê, e não estarão felizes enquanto o outro não crer exatemento do jeito que eles crêem. Com gente de coração e cabeça pequenas assim, como querer que a idéia de Deus seja fonte de paz?
(MSA, Março de 1996)

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Religião é como a mãe da gente

Religião é como a nossa mãe. Mesmo que não seja a mais bonita, nós achamos que é. (…) Só os moleques falam mal e ridicularizam o outro e mãe do outro. (…) Religião é como mãe. Se a gente tem uma, a gente não a troca por nenhuma outra. E se o outro tem uma e gosta dela, a gente aplaude. Pessoas bem educadas sabem conviver com a sua própria mãe e com a mãe dos outros. (…) Só os fanáticos e mal educados gostam de falar mal da Igreja do outro e de colocar a sua acima de qualquer outra Igreja.

(MSA, Maio de 2001)

Até aqui foram as citações de trechos de artigos do padre Zezinho. Se alguma pessoa ingênua os lê, deve pensar: esta revista que os publicou deve ser extremamente tolerante com todas as opiniões contrárias. Deve ter um zelo todo especial para não ferir ninguém, nem discordar das opiniões que não lhe agradem muito.

Quanta ingenuidade seria necessária para pensar assim! É desconhecer totalmente o que se passa na Igreja há quarenta anos. Os modernistas elogiam todo tipo de heresia, aceitam todas as idéias mais contraditórios e mais opostas à Fé que a Igreja nos legou, encontram desculpas para todos os erros e inocentam todos os hereges. Mas, quando alguém tem a ousadia de defender a Fé Católica, o que acontece? Vamos ler o que esta mesma revista publicou em outra edição:

Anda por aí espalhada a confusão entre tradição e tradicionalismo. Na realidade, o tradicionalismo é a negação da tradição; é fenômeno patológico e degenerativo que brota do menosprezo da história e da ilusão de fixar a vida, nem que seja embalsamando-a. A tradição é transmissão ativa de experiềncias e de vida, de pessoa a pessas, de uma geração a outra. De resto, o processo marca não só a Igreja, que recebeu de Jesus Cristo a missão de anunciar a Boa-Nova até os confins dos tempos, mas também cada religião e cada sociedade humana. Em relação a este processo vivo e palpitante, o tradicionalismo representa a esclerose que atinge as veias envelhecidas e endurecidas (embora às vezes se encontrem em corpos jovens). As verdadeiras testemunhas da tradição, hoje, não são os nostálgicos seguidores de Lefèbvre, carangueijos das praias pós-conciliares a gritar por um retorno de utilidade duvidosa, mas aqueles que sabem viver o hoje da fé, a caminho do futuro de Deus.
(MSA, setembro de 1995, pag 11)

Quanta incoerência! Quem lia os textos do padre Zezinho, que acolhia todas as religiões, por mais erradas e mais inimigas da Igreja que fossem, poderia imaginar que a mesma revista publicaria um artigo tão infame como este que ataca a Tradição Católica de maneira tal vil e sem nenhuma caridade? Por que o lado da cachoeira dos tradicionalistas não é bonito nem tem água pura? Por que somente o ângulo da janela tradicionalista não permite ver a luz? Por que a religião tal como a entendem os tradicionalistas não é como a mãe da gente, da qual não se deve falar mal sob pena de ser fanático e mal educado? Será que o sujeito que criticou os católicos tradicinais não está feliz enquanto estes não pensarem exatamente do jeito que pensa? E por que somente as idéias tradicionalistas não precisam ser respeitadas, para que também se mereça respeito?

É isto que fazem os modernistas que tomaram de assalto a Igreja: aceitam qualquer religião, desde não seja a Católica. Quando se trata de quem está fora da Igreja, toda tolerância e todo respeito. Quando se trata de católicos que não querem abandonar a Fé, chamam-nos de fenômeno patólogico e degenerativo, esclerosados, nostálgicos, carangueijos…

Católicos ingênuos, abram os olhos! Como já dizia S. Pio X no início do século passado, os inimigos da Igreja infiltraram-se n’Ela com o fim de destrui-La. Para eles, quem não aceita os erros do Vaticano II e da missa nova deve ser destruido moralmente, difamado, isolado, silenciado. Estratégia verdadeiramente diabólica.

Creio que este exemplo prove de forma bem evidente que existem uma enorme má fé contra os católicos tradicionais.

Raça de víboras peçonhentas! Não é difícil entender que o objetivo dos modernistas é destruir a Igreja. É evidente demais para alguém não enxergar. Não é necessário grandes conhecimentos de teologia. Basta comparar o tratamento que eles dão para aqueles que odeiam a Igreja com o tratamento dado aos que amam a Igreja e se mantêm fiéis à Fé, a Tradição, à Liturgia e aos dogmas da Igreja.

Quem despreza a Santíssima e Sempre Virgem Mãe de Deus, o Santo Padre, os Sacramentos, etc, está vendo a mesma cachoeira, apenas do outro lado… Agora, aqueles que obedecem a ordem de São Pio V de jamais alterar a Santa Missa, estes são nostálgicos, esclerosados, sofrem de grave patologia…

É absolutamente impossível admitir a boa fé de quem age assim, elogiando o erro e difamando a verdade.

Mas a mentira tem pernas curtas, como se diz na linguagem popular. Quando o autor escreveu este texto difamatório, em 1995, jamais poderia imaginar a situação que vivemos hoje em 2009. Em primeiro lugar, S.S. Bento XVI, papa gloriosamente reinante, tomou algumas medidas em prol da Tradição. Quando o autor das injúrias contidas no texto poderia imaginar a criação do Instituto de Bom Pastor, que tem o dever de celebrar exclusivamente a Missa Tridentina e a missão, agora iniciada, de realizar a crítica do Vaticano II? E o motu proprio Summorum Pontificum, apesar do ódio que os bispos modernistas tem contra a Missa de Sempre? E o levantamento das excomunhões dos bispos da FSSPX, sem que estes retrocedessem um centímetro em suas posições? E que dizer quando Bento XVI realizar a “reforma da reforma” da missa nova de Paulo VI?

Em 1995, o autor do texto acreditva que a heresia modernista havia triunfado sobre a Verdade Católica. O que ele fazia era apenas aumentar o preconceito contra os bons católicos que não cederam aos erros do Vaticano II e da missa nova. Ele não contava com Bento XVI. E não contava com a internet, este instrumento que nos permite sair do confinamento ao qual tinha sido condenada a Tradição Católica. Foi pela internet que eu e muitos outros conhecemos este “golpe de estado” aplicado pelos modernistas. E é por meio dela que continuamos o bom combate para desfazer as mentiras e as calúnias inventadas contra a Tradição Católica desde o desastre do Vaticano II.

Católicos, abri os olhos. Aqueles que ainda não se deram conta da situação da Igreja, estudem-na com atenção. Quem procura, como eu fiz, entender o porquê da crise atual na Igreja vai descobrir a enorme traição que os modernistas cometeram contra a Santa Igreja. Os links católicos indicados neste blog são um bom começo para isto.

Mais reações ao pronunciamento do papa

Tomando parte na sátira que circula pela internet, acrescentamos mais algumas “reações” ao pronunciamento fictício do Santo Padre sobre o dia ensolarado:

Reação da CNBB:

Nenhuma. A CNBB finge que o Papa não existe. Do contrário, certamente os bispos brasileiros acolheriam Sua autoridade com a Summorum Pontificum e permitiriam a missa de sempre.

Reação da pastoral da terra da CNBB:

“Ao ouvirmos as palavras do papa, devemos lembrar de que não importa fazer sol ou chuva enquanto as terras estão nas mãos dos latifundiários, que as mantêm improdutivas. Somente com a reforma agrária conseguiremos superar as estruturas imperialistas de dominação e exploração que corrompem a nossa sociedade desde os tempos coloniais e que tornam a classe trabalhadora escrava do neo-liberalismo e dos interesseres capitalistas dos países desenvolvidos e das elites corrompidas do nosso país. As palavras do papa somente atingirão toda sua dimensão política, econômica e social quando as terras estiverem nas mãos do povo.”

Reportagem no programa mais sensacionalista da TV brasileira:

“Vejam só esta reportagem exclusiva: O papa agora quer dar uma de meteorologista! Me ajuda aí! Eu sou católico mas não posso concordar com isso. A igreja não pode se meter em assuntos que não são da sua competência. Que absurdo! O papa vem dizer que o tempo está bom. Ele “tá” é de brincadeira comigo! Com toda essa enchente em São Paulo, os políticos não fazem nada pelo povão, e vem o papa me dizer que o tempo está bom! Tá bom uma ova! Me ajuda aí! Vamos ver a reportagem. Põe na tela!”

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O essencial para superarmos a crise atual é a oração e a vivência correta da nossa santa religião, mas acho que um pouco de humor não faz mal e a ironia ajuda a por em evidência a irracionalidade da perseguição, de dentro e de fora da Igreja, contra Sua Santidade, o Papa Bento XVI.

Oremus pro pontifice nostro Benedicto!

“Liberdade de expressão”: contra a Igreja, tudo pode

A desgraçada “liberdade de expressão”, tão querida nas democracias “idiotizantes” modernas, deveria receber outro nome, que a qualifica melhor: liberdade de atacar a Igreja. Um grupo de defensoras do aborto, na Espanha, utilizou-se desta praga revolucionária que é a “liberdade” de contrariar a moral, a fim de atacar a Igreja Católica:

Feministas españolas invitan a quemar Iglesias católicas

http://santaiglesiamilitante.blogspot.com/2008/10/feministas-espaolas-invitan-quemar.html

Ah! Quando a Igreja utiliza de sua sabedoria bi-milenar e divina para ensinar aos homens qual a atitude correta… Os cínicos rasgam as vestes, chamam-na de retrógrada, preconceituosa, autoritária. Como sempre, os ensinamentos da Igreja, se fossem seguidos, livrariam os homens de cometer grandes pecados e grandes crimes, e evitariam tantos sofrimentos e tantas desgraças. Mas, por mais sábias que sejam as palavras da Igreja, os liberais não medem esforços para desqualificá-las.

Por outro lado, quando são os liberais que se utilizam da “liberdade de expressão” para ensinar o erro e a barbárie, aí eles são elogiados, são considerados modernos, evoluídos, livres. Este é um dos grandes males modernos: a “liberdade” é considerada tão ampla que abraça até o erro, até a imoralidade, até a injúria gratuita e irracional, até a agressão… Desde que seja contra a Igreja Católica, a Fé e a Moral, é claro.

A Igreja pode até ser, tão injustamente, chamada de obscurantista ao defender a vida desde sua concepção até a morte natural, defendendo os fracos, desde embriões até doentes terminais. Mas podemos ter a certeza de que nenhum liberal, com sua “democrática” “imparcialidade”, vai atentar para o fato de o quanto obscurantista foi a atitude dessas defensoras do aborto, ao incitar a violência contra a Igreja.

Os inimigos da Igreja continuam tendo contra Ela o mesmo ódio que sempre tiveram. Somente os óculos “mágicos” do ecumenismo pregado pelos hereges modernistas, antes, durante e depois do Concílio Vaticano II, conseguem fazer com que os incautos enxerguem o mundo em cor-de-rosa.