Por que tantos ataques pessoais?

Continuemos com nossas respostas aos questionamentos.

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Por que tantos ataques pessoais? Por que vocês atacam tanto os líderes da RCC? Não sabem que maledicência é pecado?

Não! O que nos move em nosso combate não são ataques pessoais. Não é uma ou outra pessoa particular que visamos. O que combatemos, antes de tudo, são heresias e outros erros. Mas não há como combatê-los sem mencionar que os propaga.

Maledicência é falar mal de alguém com o objetivo de prejudicá-lo de alguma forma, seja em sua reputação, em suas relações sociais, pessoais, etc. Vamos mostrar através de exemplos que não é isso o que fazemos aqui.

Tomemos o caso do jejum e a abstinência que a Igreja nos impõe como obrigatórios. Vamos supor que eu viesse a saber que uma pessoa não cumpriu tal mandamento. Caberia a mim dirigir-me a ela e dizer que o que ela fez está errado, que ela está desobedecendo um mandamento da Igreja. Isto seria uma correção caridosa. Se, do contrário, eu saísse espalhando para todo mundo que tal pessoa não cumpre o mandamento, isto seria pecado da minha parte. Não teria função de corrigir a pessoa, senão de rebaixá-la.

Muito diferente da situação hipotética desta pessoa que cometeu um pecado, foi o fato denunciado neste blog e que gerou tantos protestos dos carismáticos. O Felipe Aquino disse que era facultativo o jejum que a Igreja ensina ser obrigatório. Aqui, então, já vemos uma grande diferença com o caso anterior. Já não é mais um pecado pessoal, e sim um ensinamento errado, que pode levar muitas pessoas a pecar contra o mandamento da Igreja. Se alguém se propõe a ensinar religião, deve tomar todos os cuidados para não ensinar nada de errado. A responsabilidade de quem quer trabalhar pela salvação da almas é muito grande. A partir do momento em que alguém se apresenta como professor de religião, o que ele ensina já não está mais no domínio privado. Logo, é muito fácil perceber que não se trata de uma questão pessoal, mas sim pública. E isto nos obriga, enquanto cristãos batizados e crismados, a defender a Fé Católica contra qualquer erro.

Outro exemplo. Suponhamos que uma pessoa cometa adultério. Se eu sair espalhando por aí tudo o que fiquei sabendo, sejam boatos ou mesmo fatos verdadeiros, estarei difamando as pessoas envolvidas. Isto seria algo indigno de um cristão. Caberia, sim, a orientação particular.

Muito diferente é o caso do Pe Fábio de Melo dizer na televisão que “pode ser que um dia a Igreja reveja a lei sobre a comunhão de casais de segunda união”. Caímos novamente no caso da defesa da Fé. Porque os tais “casais de segunda união” estão, aos olhos de Deus, cometendo pecado gravíssimo de adultério. A partir do momento em que um padre vem publicamente dizer algo que possa desfalecer nos fiéis a certeza de um mandamento da lei de Deus, a questão já não é mais particular, e sim pública. Se ficarmos em silêncio, muitas pessoas podem começar a crer nos ensinamentos errados de tal padre, e cairiam assim em graves pecados. A nossa obrigação de cristãos, então, é combater tais erros.

São, portanto, situações muito diferentes aquelas que combatemos aqui e aquelas que configurariam pecado de maledicência. É muito fácil perceber que não estamos tratando aqui de fraquezas pessoais, que deveriam ser corrigidas caridosamente em particular, mas sim de questões graves de defesa da Fé, o que impõe que seja publicamente defendida a ortodoxia católica. Não existe, como nos acusam alguns carismáticos, nenhuma intenção de fazer “fofoca” da vida alheia. O que existe, e isto é muito fácil de entender, são situações em que se faz necessário defender a Fé e a Moral católicas.

Está certo, reconheço que eles erraram. Mas, por que vocês os advertem publicamente? Conversem com eles em particular. Tenho certeza de que serão ouvidos.

E quem disse que nós já não tentamos conversar com eles? Tentamos sim, mas não fomos bem recebidos porque eles não querem debater conosco. Pelo contrário, eles já manifestaram abertamente seu desejo de calar nossa boca.

Assim, se eles continuam ensinando publicamente coisas contrárias à Fé da Igreja, torna-se necessário demonstrar também publicamente que os seus ensinamentos não estão em conformidade com a Fé Católica.

Ninguém menos que São Tomás de Aquino nos ensina que, estando a Fé em perigo, a sua defesa dever ser pública, até mesmo se quem erra são prelados da Santa Igreja: “Havendo perigo para a Fé, os prelados devem arguidos, até mesmo publicamente pelos súditos.”  Suma Teológica, II-II, 33, 4. 2.

Os carismáticos, em vez de fazer seus discursos afetados de emoção, deveriam entrar no mérito da questão, debater nossos argumentos. Deveriam  ou provar que eles não são válidos, ou então curvar-se à evidência de que os líderes da RC”C” estão em desacordo com a doutrina católica. Nós estamos tentando travar um debate teológico, em alto nível, com argumentos, apoiados não na nossa opinião particular, nem nos nossos pensamentos pré-concebidos, mas sim na doutrina da Igreja. São os carismáticos que sempre levam para o lado pessoal aquilo que deveria ser objetivo.

O que os líderes carismáticos fizeram contra vocês para que os odeiem tanto? Vocês devem ser movidos pela inveja.

Não, eles não fizeram nada particularmente contra mim. Os líderes carismáticos cujas doutrinas são combatidas aqui – Mons. Jonas Abib, Felipe Aquino, Pe Joãozinho, Pe Fábio de Melo, etc – não fizeram, no plano natural, nada contra mim. Eu não os conheço pessoalmente, nem sequer moro na diocese deles.

O grande problema, que os carismáticos não querem aceitar, é que as doutrinas que eles pregam são incompatíveis com a Fé Católica. A questão é bem objetiva, mas eles querem levar para o lado subjetivo, pessoal.

Mil vezes repetimos, mas há quem não queira entender: o que move nosso combate é a defesa da Fé, terrivelmente distorcida pela RC”C”. Não é o indivíduo A ou B que queremos “atacar”, como nos acusam. Mas, na medida que estas pessoas levam confusão à mente dos católicos, temos a obrigação de defender a verdadeira Fé.

E isto nós procuramos fazer objetivamente, com argumentos, apoiados na doutrina bimilenar da Igreja. Basta ler os artigos das várias publicações católicas para ver como são objetivos: comparam a doutrina católica e a doutrina carismática e demonstram como são diferentes. Quando será que os nossos adversários vão parar de apelar para a emoção e para o subjetivismo e vão contra-argumentar objetivamente? Este é o princípio de todo debate sério.

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Sei que ficou repetitivo e enfadonho, mas creio que seja necessário. Continuaremos em um próximo artigo.

 

Publicado em: on Novembro 1, 2009 at 10:40 pm Comentários (5)
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Será que ele vai continuar negando que acredita na evolução do dogma?

Este vídeo, que me foi trazido ao conhecimento por outro amigo engajado no bom combate pela Santa  Igreja, já estava postado como comentário no meu blog, mas, pelo gravidade dos erros, merece um destaque maior. Enquanto o assistem (se tiverem estômago para chegar até o final) prestem atenção nos seguintes pontos:

- Fábio de Melo acredita que o dogma pode evoluir; ele chega a considerar a hipótese de que a Igreja pode, um dia, revogar a proibição da comunhão para “casais de segunda união”;

- Ele faz uma confusão enorme com o termo “presença real”, chegando a afirmar que “a presença real se dá também na palavra” (35 s);

Para o Pe. Fábio de Melo, seria possível que a Igreja pudesse rever suas leis sobre o matrimônio. Nas palavras dele: “pode ser que a Igreja evolua para pensar isso” (50 s). Será que ele nunca leu os Evangelhos para saber que foi Cristo quem disse “o que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19, 6)? E não foi Ele mesmo a confirmar “todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E quem desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério” (Mt 19, 9)? Será que o padre carismático julga que estas palavras não são de validade eterna? Então seria Cristo mentiroso ao dizer que “o céu e a terra passarão antes seja retirado um jota da lei” (Mt 5,18)? Claro que não! Ora, se a Igreja Católica pudesse ir contra as palavras de Nosso Senhor, já não seria mais a Sua Santa Igreja, e sim mais uma seita protestante. Seria isto o que Fábio de Melo deseja? E depois os carismáticos não aceitam que a RC”C” é protestantismo infiltrado na Igreja de Deus.

Mas, como diz o adágio: abyssus abyssum clamat. E o abismo do relativismo de Fábio de Melo quanto à eternidade das leis da Igreja chama logo em seguida outro, qual seja, a confusão sobre a doutrina da presença real. De fato, para este padre, o termo “presença real” tem um significado muito estranho, estendendo esta presença à “palavra”. Vamos ver o que ele disse:

“Talvez a gente não tenha o hábito de sentir a presença real de Jesus na palavra porque a nossa catequese se limitou a ensinar a presença real no Corpo e no Sangue (1 min 35 s)”

A catequese de dois mil anos está errada, segundo Fábio de Melo! Por favor, padre, avise a S.S o Papa para tomar providências oficiais para acabar com este erro terrível que somente o senhor foi capaz de desvendar!

Continuem firmes, tem mais…

“Quando a Igreja (sic!) me diz que o Evangelho é presença real de Jesus, a proclamação do Evangelho, Jesus está verdadeiramente presente e eu O comungo, eu O recebo em mim .”( 4 min 23 s)

Não dá nem para comentar: Cristo verdadeiramente presente na palavra ao ponto de podermos comungá-Lo… Alguém já leu as críticas ao Novus Ordo sobre o deslocamento da importância na Santa Missa da comunhão para a “palavra”? É mais uma prova da protestantização da liturgia, o que está em perfeito acordo com as palavras do padre:

“Eu preciso confessar para vocês que, às vezes, na celebração, eu sou muito mais sensível ao contexto da palavra do que ao contexto do pão e do vinho. Por quê? Porque eu sou filho da palavra. Na minha vida a palavra sempre teve muito poder.” (5 min 40 s)

Alguém vai querer dizer que isto não tem nada a ver com influência protestante? Se quiser se aventurar, os comentários estão sempre abertos.

Não vou me alongar nos comentários, pois os absurdos ditos pelo padre no vídeo já dizem tudo. Para fechar o artigo, vou fazer uma observação sobre um detalhe quase sem importância: em nenhum ponto do vídeo ele fala para a mulher, que fez a pergunta, que ela está em pecado mortal por viver uma “segunda união”. Prova da importância que os padres modernos dão para a salvação das almas.

Marketing político também faz parte dos “carismas”?

Não faz muito tempo, a Canção Nova recebeu com festa a provável candidata do PT para as próximas eleições. Agora é a vez do Pe. Marcelo Rossi:

Padre Marcelo reabre igreja para o “Satanás Vermelho”
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=6239&Itemid=140

Será que estes “carismáticos” não conhecem nem o passado nem as idéias atuais do PT e de seus membros mais influentes? Será que eles são mesmo tão alienados? Ou será que os “carimas” que eles possuem os fazem enxergar muito além do que um pobre miserável como eu que não sou da RC”C”?…

Católicos parem de ser enganar: a RC”C” não respeita nem a liturgia, nem a doutrina, nem a moral católicas. Eles profanam a missa com algazarras, ensinam doutrinas protestantes e, agora, fazem campanha para comunistas, manifestamente pró-aborto, contra tudo o que a Igreja Católica sempre ensinou.

Publicado em: on Março 8, 2009 at 11:10 pm Comentários (2)
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Felipe Aquino recomenda Harry Potter

Depois do levantamento das excomunhões contra os bispos da FSSPX, resolvi visitar o site do Felipe Aquino para ver o que ele iria falar, se é que o faria. Minhas suposições se confirmaram: o professor passou o caso no mais absoluto silêncio.

Mas, se as boas notícias da Igreja o professor não publica, por serem contrárias às suas opiniões, os péssimos conselhos continuam a ser publicados em seu site. Logo na primeira página, uma leitora pergunta qual atitude tomar em relação aos filhos que gostam do bruxo Harry Potter. Eis o conselho dado por Felipe Aquino:

Sra … segue abaixo a determinação do Vaticano acerca dos filmes e livros do Harry Potter, como verá não há problema algum.

Felipe Aquino

Vaticano: Harry Potter não é nenhum problema para o cristão

São Paulo (SP), 4/2/2003

No Brasil, foi particularmente intensa a campanha contra Harry Potter.
Eu, que desde o começo defendi publicamente essa obra (também na Catolicanet), fiquei muito feliz com as recentes notícias do Vaticano sobre HP. O Boletim da Zenit de 3-2-03, informa que o Padre Peter Fleetwood, representante da Santa Sé na coletiva de imprensa de lançamento do documento sobre a New Age, declarou taxativamente (mas de passagem, como convém a assunto óbvio…) que “Harry Potter não representa nenhum problema: na infância de todos nós houve fadas, magos, anjos e bruxas, e isso não é mau mas uma ajuda para que as crianças entendam o conflito entre o bem e o mal”. E mais: a autora J. K. Rowling “é uma cristã; não talvez do modo como gostariam alguns bispos, mas vive como cristã e escreve como cristã”. Estavam presentes também o cardeal Paul Poupard, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura e o arcebispo Michael Fitzgerald, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso. Cfr:
http://www.zenit.org/spanish/visualizza.phtml?sid=30865 Agora cabe a cada um de nós escolher: ficar com o bom senso da Igreja ou com aqueles “católicos” que se empenharam tanto em criticar HP e, em alguns casos, valendo-se de calúnias vergonhosas e indesculpáveis contra a autora.

Prof. Dr. Jean Lauand – Prof. Titular de Filosofia FEUSP

Fonte: Agência Zenit

http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=PERGUNTA_RESPOSTA&id=prs0201

Ora, um dos dons do Espírito Santo não é exatamente o dom de conselho? Parece que o Felipe Aquino, apesar de fervoroso seguidor da RC”C”, não foi contemplado nem de longe com este dom. O que ele fez foi recomendar para os católicos uma obra que divulga a bruxaria e a magia como coisas normais e até positivas.

Se alguém tem alguma dúvida sobre o caráter nefasto da obra, é interessante ler o artigo “Harry Potter, o sinistro e diabólico anti-conto de fadas”, do site Catolicismo (é necessário fazer um cadastro para ler os artigos). Os textos citados são suficientes para demonstrar como a obra descreve elementos diabólicos, completamente inadequados mesmo para adultos, quanto mais para crianças. A obra leva as crianças a acreditar na magia, e pior que isso, a imaginar que é algo bom.

A verdadeira obra de arte, seja ele literária ou qualquer outra, deve refletir o bom, o belo e o verdadeiro (bonum, verum et pulchrum). A obra de arte apropriada para católicos deve inspirar os mais nobres desejos, as mais altas virtudes.

A obra Harry Potter, pelo descrito no site Catolicismo, não reflete nenhum dos três valores essenciais. Primeiro, a atitude dos “heróis” não é exemplo de moralidade: o próprio protagonista, por exemplo, desejaria vingar-se de um de seus professores. A beleza é o valor menos cultivado na obra, cheia de descrições dos seres mais horríveis e repugnantes – verdadeiros demônios. A obra é uma apologia da fealdade, do nojo, do asco. A verdade tampouco aparece na obra, que cria um mundo falso, dominado pelas falsas leis da magia, e não por aquelas verdadeiras leis do universo que Deus, infinitamente sábio e poderoso, dignou-se estabelecer.

É este “coquetel de monstruosidade” que o Felipe Aquino recomenda. Uma ante-visão do inferno, cheia de monstros, demônios, horrores.

Uma das coisas que mais me revolta nas posturas do Felipe Aquino é sua capacidade de criar “autoridades” para sustentar suas opiniões. Ele apresenta as desastrosas afirmações do Padre Peter Fleetwood, em uma entrevista, como sendo a “determinação do Vaticano”. Este padre foi apenas o “representante da Santa Sé na coletiva de imprensa de lançamento do documento sobre a New Age”. Mas, o Felipe Aquino apresenta seu parecer como se estivesse revestido de toda a autoridade da Santa Igreja Católica. As opiniões de uma padre, agora, são a “determinação do Vaticano”…

Não vou nem comentar o resto do artigo citado pelo Felipe Aquino. Basta ressaltar que o autor colocou a palavra “católicos” entre aspas, para se referir àqueles que não aceitam o seu parecer favorável às monstruosidades desta verdadeira introdução à magia. Inversão de valores aprovadas pelo Felipe Aquino, que citou o artigo como referência.

Será que o Felipe Aquino não enxerga o absurdo de sua posição, o quanto ela é contrária à doutrina católica? Não percebe ele o mal que faz às almas ler obras que tratam de monstros, demônios, magia, horrores, cenas repugnantes? E depois ele teve a ousadia de citar um artigo do falsitatis dizendo que é a Montfort que faz mal às almas por não aceitar o Vaticano II e seus erros. E teve a ousadia de dizer que gostaria de calar a nossa boca. Sinceramente, acho que o Felipe Aquino vive fora da realidade, em um conto de fadas às avessas, onde o que é bom é mal, e o que é mal é bom. Até o Vaticano II e a missa nova, para ele, seriam bons…

Publicado em: on Janeiro 26, 2009 at 10:48 pm Comentários (24)
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O “batismo no Espírito” não se confunde com o Sacramento da Crisma

Há algum tempo, eu lancei um desafio aos carismáticos a fim de demonstrar o quanto é absurda a teoria do “batismo no Espírito”. De fato, as Sagradas Escrituras nos dizem claramente que existe um único Batismo (Ef 4,5). De onde, então teria surgido a interpretação de que o termo “batismo no Espírito” significaria algo diferente do Batismo católico? Certamente é apenas mais uma heresia, importada do pentecostalismo protestante. Apesar de tão óbvia conclusão, um carismático não se deu por vencido e lançou a tremenda tese: O “batismo no Espírito” seria o mesmo que a Crisma! O presente artigo tem por objetivo demonstrar o quanto essa tese é absurda. Na realidade, ela é totalmente desmentida quando comparamos o “batismo no Espírito” pregado pelos carismáticos e a doutrina da Crisma ensinada pela Igreja Católica.

Em primeiro lugar, devemos lembrar que a Crisma deve ser recebida uma única vez. Repetir os Sacramento da Crisma (assim como o Batismo, por exemplo) é profaná-lo, é duvidar da eficácia do mesmo, e portanto do Deus que opera por meio desse sacramento. A RC”C”, portanto, não deveria “batizar no Espírito” nenhuma pessoa que já tenha sido crismada. Tal precaução nunca foi tomada nem ensinada pelos carismáticos.

Devemos lembrar, também, que somente o Bispo deve ministrar do Sacramento da Crisma:

Ora, doutrina é da Sagrada Escritura que só o Bispo tem o poder ordinário de administrar este Sacramento [da Crisma]. (…)

Santo Agostinho, por sua vez, protesta energicamente contra o péssimo costume que havia, entre os cristãos do Egito e de Alexandria, onde os sacerdotes se atreviam a administrar o Sacramento da Confirmação.

Catecismo Romano, Segunda Parte, Capítulo Terceiro – Da Confirmação, pág. 251.

Por outro lado, o “batismo no Espírito” é “administrado” por qualquer um, seja padre, seja leigo. Aliás, os primeiros católicos receberam o “batismo no Espírito” das mãos de protestantes!

Essa, inclusive, é a história da introdução do “batismo no Espírito” na Igreja, na segunda metade do século XX, o que desmente qualquer confusão com o Sacramento da Crisma, que foi sempre ministrado. Uma invenção protestante, introduzida na Igreja por dois leigos desobedientes, que foram buscar o tal “batismo” fora da Igreja… Absolutamente nenhuma semelhança com a Crisma.

Voltando aos pontos essenciais do Sacramento, devemos lembrar que a matéria do Sacramento da Crisma é o óleo sagrado, o Santo Crisma:

Ela [a matéria] se chama “crisma”, palavra tirada do grego, que os escritores empregaram para designar qualquer espécie de óleo para ungir. Por tradição geral, os escritores eclesiásticos adaptaram-lhe o sentido de só indicar o unguento composto de azeite doce e bálsamo, e que o Bispo consagra com rito solene.

Portanto, a matéria da Crisma consiste na mistura de dois ingredientes. Esta combinação de elementos diversos simboliza as muitas graças que o Espírito Santos outorga aos crismados, bem como exprime, de maneira notável, a sublimidade do próprio Sacramento.

A Santa Igreja e os Concílios sempre ensinaram que essa é a matéria do Sacramento. Atestam-no São Dionísio e muitos outros Padres de máxima autoridade, entre os quais se sobressai o Papa Fabiano, declarando que os Apóstolos receberam do Senhor a maneira de fazer o Crisma, e no-la transmitiram.

Catecismo Romano, Segunda Parte, Capítulo Terceiro – Da Confirmação, pág. 251.

No “batismo no Espírito” não se usa óleo nenhum. Mons. Jonas Abib, no vídeo em que ele prega o “batismo no Espírito”, insinua até que a pessoa poderia recebê-lo no momento em que assistia ao vídeo. Ele manda o ouvinte pedir ao Senhor Jesus que lhe “batize no Espírito”.

Finalmente, devemos recorrer à Tradição da Igreja. Nunca, em toda a história, a Crisma foi chamada de “batismo no Espírito”. O outro nome dado à Crisma é o de Confirmação, assim como a Sagrada Eucaristia é também chamada de Comunhão, e a Penitência de Confissão. Se “batismo no Espírito” fosse sinônimo de Crisma, deviríamos encontrar isso relatado em algum lugar, como nos Catecismos, por exemplo. Tal relato, obviamente, não existe.

O Papa Clemente XIII em sua encíclica “in Dominico Agro”, de 1761, indicava quais são as características da verdadeira doutrina católica: universalidade, antigüidade e consenso doutrinário. No artigo “Desmascarando o ‘Batismo no Espírito’”, já foi demonstrado que o pretenso “batismo no Espírito” não preenche nenhum dos três atributos apontados pelo Sumo Pontífice. Aliás, o carismático não se deu ao trabalho de refutar os meus argumentos, apresentados no artigo supra-citado, como aliás é de sua praxe. E depois, não entende por que eu não me dou ao trabalho de responder seus comentários. Se a discussão não progride, porque ele ignora os meus argumentos, não há razão para se perder tempo que, aliás, já me é bastante curto para escrever tudo o que se tem necessidade.

Podemos concluir que a insinuação de ser o “batismo no Espírito” a mesma coisa que o Sacramento da Crisma significa, no mínimo, desprezar todo o ensinamento da Igreja sobre este sacramento. Os breves argumentos apresentados são mais do suficientes para provar o quanto um não se confunde com o outro. A teoria inventada pelo carismático é a saída desesperada de quem prefere defender até o fim o seu ponto de vista, subjetivo, em detrimento da Verdade, objetiva. Aliás, aquela música até parece ter sido feita em homenagem a esses teimosos carismáticos:

“Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito.” (Legião Urbana, eu era lobisomem juvenil)

Essa é uma descrição perfeita do que fazem os carismáticos, que desprezam todos os argumentos racionais e todos os ensinamentos da Igreja a respeito dos sacramentos.

Publicado em: on Setembro 30, 2008 at 11:41 pm Comentários (5)
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Ampliando os objetivos

O objetivo deste blog, pelo menos inicialmente, é combater a crise no interior da Igreja. É impossível resolver essa crise enquanto a maioria dos católicos não tiver conhecimento do que realmente aconteceu desde o Concílio Vaticano II, e antes dele, como sua preparação. Da mesma forma, é de suma importância esclarecer a todos os católicos o mal que a Teologia da Libertação e a Renovação Carismática “Católica” fazem à Igreja.

Os defensores dessas teorias podem até ficar furiosos quando contrariados, mas o que poderão apresentar como contra-argumentos? Até o momento, eu somente recebi indignações e ofensas dos carismáticos, mas nenhum argumento sério.

Eu já ouvi argumentos (aliás, de pessoas neutras e bem intencionadas, mas mal informadas) no sentido de que a RC”C” seria uma barreira para os católicos não abandonarem a Igreja e buscarem o protestantismo. Nada mais falso! A RC”C” é a grande porta aberta para que os católicos abandonem a Igreja. Por exemplo, a situação está tão terrível que eu já vi mais de um católico ligado à RC”C” buscar conselho espiritual com pastores protestantes. Como justificar isso, senão pela grande semelhança entre o que a RC”C” ensina e as idéias protestantes? Eu diria mais: a doutrina da RC”C” é protestante. Somente alguns aspectos ainda são católicos, o que apenas aumenta a confusão das pessoas e as prepara para aceitar as idéias protestantes misturadas aos elementos de catolicismo. Por isso, é tão importante colocar lado a lado a doutrina católica e as idéias carismáticas para que fiquem mais evidente a suas contradições.

É desagradável ter que combater alguém assim, publicamente, mas não há outra saída para proteger a Igreja das influências pentecostais. E, apesar de os carismáticos se fazerem de vítima, eu já tenho uma certa experiência do quanto eles são intolerantes com quem quer defender a verdadeira doutrina da Igreja. Somente pelos comentários que eles deixam aqui já se percebem as mais vis e absurdas acusações, como, por exemplo, a terem sido os católicos tradicionais os culpados pela atual crise na Igreja. Por essa e outras, o combate à RC”C” continuará a passo firme.

Mas, como a RC”C” tem estreita ligação com o protestantismo, creio que esteja em boa hora a ampliação dos objetivos desse blog. No útlimo artigo eu já expus uma pequena mostra do nível a que chegam as mentiras dos pentecostais contra a Igreja Católica, e creio há muito mais o que possa escrito para alertar os católicos da necessidade de se defenderem de tais infâmias. E para se perguntarem se os pentecostais que atacam a Igreja são realmente “lindos e santos”.

Acrescentei, também. um novo tópico nos links, para tratar do protestantismo. E recomendo a todos os católicos desejosos defender sua Fé que estudem os artigos dos sites ali indicados, especialmente o deste: Índice das mentiras em sites protestantes (deixo apenas a advertência para os leitores de que não fiquem navegando pela floresta de vaidades e perdições do porkut, mas acessem somente o que for absolutamente católico). Outros sites de apologética serão acrescentados oportunamente.

Publicado em: on Agosto 7, 2008 at 9:15 pm Comentários (1)
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Pentecostais “lindos e santos” atacam a Igreja Católica

No presente artigo, vou transcrever um texto da IURD, a famosa “Universal”. Sinceramente, eu não encontrei os adjetivos apropriados para qualificar as agressões com que essa seita pentecostal ousa atacar a Santa Igreja Católica. Não compensa nem ficar revoltado com o que eles escrevem, pois é tanta mentira e tanta infâmia que não se deve nem levar em consideração qualquer coisa que parta deles. Mas devemos nos questionar sobre o que pensar de um padre que tem a ousadia de dizer que esses pentecostais são “lindos e santos”.

Logo na primeira página, vemos a primeira difamação: uma imagem grande, tendo no centro o mapa do Brasil, dentro do qual foi adaptada a cena da primeira Missa rezada em nossas terras; ao redor do mapa, fotos de diversos elementos acusados de corrupção, como se pode ver na figura abaixo:

Infame é o mínimo que podemos dizer da atitude desta seita pentecostal ao tentar correlacionar o Catolicismo à corrupção no Brasil. Mas isso é apenas o começo. Na página 3A do mesmo jornaleco, está o texto difamador, do qual alguns trechos estão transcritos abaixo:

A corrupção está qualquer lugar onde o homem existe. Nos países de cultura evangélica, no entanto, ela é bem menor do que nos de cultura católica, onde escândalos são constantes, conforme está ocorrendo no Brasil, que vive 500 anos de caos e má conduta. (…)

Os portugueses católicos desembarcados no Brasil não trouxeram suas respectivas famílias. E não era para menos, pois logo começaram uma ação extrativista em terras brasileiras. Pelo que se sabe, parte ia para a Coroa Portuguesa, parte para a Igreja Romana e uma outra ficava retida.

Nada era investido para o progresso do País e do seu povo. A Igreja Católica Apostólica Romana trabalhava como suporte de toda essa operação de extirpação de riquezas através das catequizações para ter o total domínio dos incautos nativos brasileiros. (…)

Dessa maneira, não haveria qualquer tipo de resistência para impedir o extrativismo, pois quando alguém resistia em aceitar essas e outras imposições religiosas, os inquisidores entravam em ação e os opositores eram queimados em fogueira pelos sacerdotes romanos.

Este tipo de cultura atrasou e continua atrasando o desenvolvimento do Brasil. Lamentavelmente, essa cultura corrupta da época da colonização é notória nos dias atuais. Por conta disto, os Estados Unidos da América, nossos contemporâneos de colonização, de cultura evangélica, são a grande potência do planeta, enquanto o nosso querido e manchado Brasil é considerado subdesenvolvido. (…)

Os Estados Unidos da América foram descobertos pelos espanhóis, porém, colonizados pela Inglaterra, país de cultura evangélica, que não praticou o extrativismo. Ao contrário do que aconteceu no Brasil, os colonizadores levaram seus familiares e a Bíblia Sagrada. Investiram no país e, com muito trabalho e fé, fizeram da América a maior potência mundial. O índice de corrupção é muito baixo se comparado ao Brasil. O povo é predominantemente evangélico, com pequeno número de católicos, e o país dispensa qualquer apresentação em relação à sua desenvoltura, fruto de uma crença baseada na Palavra de Deus.

Folha Universal, n. 699, de 28 de agosto a 3 de setembro de 2005

Mas as mentiras e baixarias não acabam aí. No quadro, reproduzido abaixo, vemos a que nível chegam as mentiras desta seita. Por que eles não mencionam os países católicos e ricos, como Espanha, França e Itália? Por que eles não mencionam os países colonizados por protestantes e que são pobres, como a Índia? Tudo é direcionado, através de mentiras, a fazer com que o leitor ignorante acate a idéia de uma supremacia protestante:

A quantidade enorme de erros históricos, mentiras, falsificações e calúnias em um curto texto que ocupa uma única página, cheia de figuras, assusta até quem já conhece um pouco da IURD. Se quiséssemos responder às acusações, teríamos de escrever quase um artigo para cada frase do texto caluniador. Talvez eu o faça, em futuros artigos, para esclarecer alguns pontos que possam ser instrutivos para a defesa da Fé Católica. Mas isso não será em resposta aos ofensores, pois quem escreveu esse texto caluniador não merece outra coisa senão o nosso desprezo à suas baixarias. E as nossas orações, claro, pois estamos obrigados a orar por nossos inimigos.

Voltando à análise do texto, poderíamos dizer que, se trocássemos as expressões “evangélicos” por “raça superior” e “católicos” por “raças inferiores”, nenhuma diferença essencial haveria entre o mesmo e a propaganda nazista, estando ambas no mesmo nível de canalhice. Omitindo deliberadamente todos os fatos e argumentos contrários à sua tese, e falsificando os favoráveis, o autor do texto cria uma espécie de dicotomia, na qual tudo o que é bom vem dos protestantes, enquanto que tudo o que é mau vem dos católicos. É o cúmulo da parcialidade e da mentira. Na verdade, a História prova o quanto a Igreja Católica foi de fundamental importância para a construção da Civilização Ocidental, enquanto que o protestantismo trouxe discórdia e divisão entre os homens, através do individualismo tão próprio a essa heresia. Análise essa, é claro, feita apenas no plano da Civilização, sem sequer tocar no ponto mais importante, que é o teológico.

Cabe a nós acrescentar, ainda, que essa calúnia foi um exemplo extremo do ódio a que podem chegar os pentecostais contra a Igreja de Cristo. Mas, infelizmente, a IURD não é a única seita a atacar a Igreja. Qualquer católico que já teve a oportunidade de defender sua Fé contra o ataque de pentecostais sabe o quanto eles ofendem injustamente a Igreja e conhecem a violência verbal de que eles se utilizam para tentar tirar as pessoas da Igreja Católica e levá-las para suas seitas. Isso sem falar em inúmeros sites protestantes da internet (um dos piores é o www.cacp.org.br) que contam as mais terríveis mentiras contra o Catolicismo.

Diante de tanta mentira e tanta perseguição injusta contra a Igreja Católica, nós temos obrigação de nos perguntar como que Mons. Jonas Abib teve a ousadia de elogiar esses pentecostais caluniadores, dizendo que ele são “lindos e santos”. Esse líder da RC”C”, aliás, já demonstrou, com abundância de provas, que sua doutrina é protestante. Quando se referem aos católicos que não aceitam os erros do Concílio Vaticano II, os carismáticos são ofensivos e intolerantes, mas para elogiar quem ataca a Igreja, para isso eles são tolerantes e amigáveis. Eu consigo encontrar apenas um título para o “católico” que defende serem os pentecostais “lindos e santos”: o de traidor da Igreja.

Publicado em: on Agosto 3, 2008 at 10:45 pm Comentários (31)
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Por que não podemos deixar de denunciar a RC”C”

Alguns carismáticos ficam realmente furiosos quando alguém denuncia os absurdos da RC”C”, absolutamente contrários aos ensinamentos da Santa Igreja Católica, à qual eles acreditam pertencer. No entanto, quanto mais se lê o que os carismáticos escrevem, mas sem tem a noção do que se faz mister esclarecer as pessoas sobre o grande mal que esta heresia faz aos fiéis.

Um deles veio dizer Mons. Jonas Abib é um santo! Mons. Jonas Abib, entre mil outros escândalos, chega a elogiar os pentecostais, dizendo que são lindos e santos. Ora, eles estão entre os mais agressivos inimigos da Igreja. Basta ler qualquer publicação dos pentecostais para ver o quanto eles nos atacam de maneira injusta, infame e vulgar, inventando todo tipo de calúnia contra a Santa Igreja. O meu próximo artigo vai ser sobre este assunto. Um “católico” que se presta ao papel de elogiar estes perseguidores da Igreja, não merece outro nome senão o de traidor. Isso sem contar a infinidade de idéias contrárias aos ensinamentos eternos da Igreja, que este “mau senhor” despeja nos ouvidos inocentes dos fiéis mais simples. Ele ensina doutrina protestante como se fosse católica. E ainda há que o queira defender como santo!

Esse mesmo carismático não atendeu ao meu pedido: ele não respondeu por que a RC”C” ensina que existe o tal “batismo no Espírito”, além do Sacramento do Batismo, quando as Sagradas Escrituras dizem que há somente um Batismo (Ef 4,5). Pelo contrário, ele me mandou pensar bem sobre o assunto. Quanto mais nós estudamos a RC”C”, mais percebemos o quanto ela se afasta da doutrina católica.

Um outro, bem mais educado e menos radical, mas igualmente enganado pela RC”C”, veio dizer que eu não devo criticar o Prof. Felipe Aquino. Um dos argumentos apresentados é o de que “jamais podemos colocar uma simples questão dogmática à frente da união”. Em outras palavras, de nada importaria seguir os dogmas da Verdadeira Fé ensinada por Nosso Senhor, bastaria estarmos “unidos”. Se alguém está no erro – e os erros da RC”C” são enormes – nós temos o dever de alertá-lo para que encontre a Verdade. Pelo contrário, se ficássemos em silêncio, em prol de uma “união”, estaríamos faltando com o nosso dever para com aquele que precisa de ajuda para sair do erro. Além disso, a verdadeira comunhão somente pode existir na Verdade.

A seqüência do texto mostra como o veneno do concílio Vaticano II ainda ataca com furor os católicos de hoje, fazendo-os crer que todas as religiões poderiam ser obra de Deus, constituindo apenas “diferentes formas de se ver a mesma Verdade”. Isso demonstra como é urgente combater as doutrinas ecumênicas do Vaticano II a fim de proteger o povo católico.

O seu segundo comentário demonstra mais ainda o quanto o povo foi deixado sem instrução depois do Vaticano II. O leitor apresentou um verdadeiro manifesto vegetariano, defendendo a idéia de que não devemos comer carne porque o animais seriam “nossos irmãos”! Para defender seu ponto de vista, ele acabou por fazer, um livre-exame das Sagradas Escrituras, da mesma forma que os protestantes:

Jesus disse “não matarás”, que implica em não matar nenhuma criatura, pois se estivesse apenas se referindo aos próprios homens, teria dito “não assassinarás”, que é atentar contra a vida de um humano. O termo “matar” abrange muito mais, abrange tudo, não permite exceções.

Não é sem razão que se disse ter o Vaticano II introduzido um modelo protestante na Igreja. A atitude do leitor, de interpretar a Bíblia por si mesmo, é fruto dessa (des)orientação causada pelo modernismo. E creio que um bom números dos católicos abandonados pelo clero pró-conciliar se acha nesta situação de falta de formação, acreditando que podem interpretar as Sagradas Escrituras por si mesmos. Nós, leigos católicos, não devemos criar nossas próprias doutrinas. Quem faz isso são os protestantes, e o resultado é que eles se despedaçam cada vez mais, construindo cada um a “sua” verdade. A Igreja Católica transmite de maneira infalível as doutrinas que recebeu de Nosso Senhor, através de seu Magistério, da Tradição e das Sagrada Escrituras. A nós, cabe seguir fielmente os santos e veneráveis ensinamentos da Igreja.

Para sabermos qual a doutrina cristã sobre qualquer assunto, devemos recorrer à essas fontes. No presente caso, por exemplo, podemos ler, no Catecismo Romano:

Quanto à proibição de matar, devemos primeiro explicar quais espécies de morte não são proibidas por este Mandamento. Não é, pois, proibido matar os animais. Se Deus permitiu aos homens que se alimentassem deles, também permitiu que os matassem. (cfr Gn 9,2; Ex cap. 12)

Sobre este particular, diz Santo Agostinho: “Quando ouvimos dizer: ‘não matarás’, não entendemos que isto se refira às plantas, porque elas não têm nenhuma sensação; nem aos brutos irracionais, porque não se ligam à nós por nenhuma relação de sociedade. (Aug de civit. Dei I 20)

Catecismo Romano, Parte III, Capítulo VI, Do quinto mandamento, pág 436

Sejamos, pois, fiéis ao ensinamento da Igreja, e não soberbos ao ponto de pensar que podemos seguir os delírios da RC”C”. Essa heresia ensina doutrinas absolutamente estranhas e contrárias àquelas ensinadas por Nosso Senhor e transmitidas por Sua Santa Igreja.

Publicado em: on Julho 30, 2008 at 11:15 pm Comentários (8)
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Desafio aos carismáticos

Existe um bom número de carismáticos que, ao lerem o meu blog, deixam alguns comentários onde se mostram indignados contra meu tratamento para com a RC”C”. Reclamam, mas não demonstram em que eu supostamente estaria errado. Aos que ainda não perceberam que a RC”C” é absolutamente incompatível com a Fé cristã, eu sugiro que respondam ao seguinte desafio:

As Sagradas Escrituras nos dizem que existe um só Batismo (Ef 4,5). Para a RC”C”, no entanto, existem dois: um seria o Sacramento do Batismo, conforme a Igreja Católica sempre o ensinou e administrou; e o outro seria o tal “batismo no Espírito”. Pergunto: Como pode uma teoria que contradiz as Escrituras se dizer católica? Gostaria que os carismáticos respondessem a essa pergunta antes de se revoltarem contra minha posição de não aceitar a RC”C” como católica.

Existem muitas outras questões que se poderiam levantar, mas essa já basta para demonstrar que as teorias da RC”C” não podem ser consideradas legitimamente católicas, porquanto incompatíveis com a doutrina da Santa Igreja. Entender isso, aliás, está ao alcance de todos, tão nítidas são as diferenças.

Aproveito a oportunidade para indicar mais um excelente artigo que demonstra como a RC”C” busca “alternativas” para esconder a sua disparidade com a doutrina católica:

“Caricaturas” do Estado de Graça
http://doctorisangelici.blogspot.com/2008/07/caricaturas-do-estado-de-graa.html

Nos Evangelhos lemos muitas vezes a expressão “quem tem ouvidos, ouça”. Pois bem, convido os carismáticos a se indagarem se devem continuar seguindo a RC”C” apesar de seus ensinamentos serem tão opostos e incompatíveis com a Fé Católica. Pela sorte eterna de suas almas, espero que tenham a boa vontade de perceber que nem tudo que se diz católico, o é de verdade.

Publicado em: on Julho 23, 2008 at 10:21 pm Comentários (10)
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A reverência para com as Sagradas Escrituras e o segundo mandamento

É de conhecimento geral a forma irreverente com que o falecido Pe. Léo tratava todos os assuntos. Tudo era motivo de piada, de risos. Nem  mesmo as Sagradas Escrituras eram poupadas. Os santos e dignos mistérios da história de nossa salvação, na boca desse padre carismático, se transformavam em humor popular.

Na entrevista dada em um conhecido programa de televisão, por exemplo, foram contadas piadas em seqüência, todas baseadas em textos bíblicos. Nem mesmo a Paixão de Nosso Senhor escapou do “humor” do padre:

O que já nos parece uma falta de respeito com as Sagradas Escrituras, pelo simples julgamento leigo, revela uma perversidade muito maior quando nos apoiamos na autoridade do Catecismo Romano e do Sagrado Concílio de Trento. No capítulo do Catecismo que trata do segundo mandamento, honrar o Santo Nome de Deus, podemos ler que  uma  das formas de se desobedecer a esse mandamento é não ter a devida reverência para com as Sagradas Escrituras:

Há também uma indigna e vergonhosa conspurcação das Sagradas Escrituras, quando pessoas perversas tomam suas palavras e sentenças, que merecem toda a veneração, para as torcerem em sentido profano, como seja de chocarrices, basófias, sandices, lisonjas, difamações, adivinhações, sátiras e outras infâmias. É um pecado que o Sagrado Concílio de Trento manda coibir com penas canônicas.

Catecismo Romano, Terceira Parte, Capítulo III, pág. 413

Portanto, dentre os outros atos infames mencionados, torcer o sentido das Sagradas Escrituras, “que merecem toda a veneração”, a fim de transformá-las em sátiras (piadas) é uma “indigna e vergonhosa conspurcação” (mancha, mácula) feita por “pessoas perversas”.

No final deste terceiro capítulo da terceira parte do Catecismo Romano, lemos a seguinte advertência que nos dão uma noção da gravidade dos pecados contra o segundo mandamento da Lei de Deus, nos quais se inclui a irreverência para com as Sagradas Escrituras:

Por isso, deste pecado [contra o segundo mandamento] devem escarmentar-nos os vários flagelos que todos os dias nos torturam, pois não será fora de propósito presumir que, na violação deste Preceito, esteja o motivo de caírem os homens nas maiores desgraças. Se os homens tomarem a peito esta verdade, é provável que se tornem mais cautelosos para o futuro.

Catecismo Romano, Terceira Parte, Capítulo III, pág. 414

Rezemos para que o referido padre possa ter se arrependido e ter alcançado o perdão de Deus, assim como todos nós precisaremos um dia. E rezemos também para que os católicos tomem conhecimento do quanto a RC”C” ensina uma doutrina totalmente incompatível com o catolicismo, desprezando os ensinamentos da Igreja, como se comprovou acima, e zombando até mesmo das Sagradas Escrituras.

Publicado em: on Junho 19, 2008 at 10:39 pm Comentários (4)
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