Confusão gerada pelo abandono da batina

Os padres modernos há muito tempo abandonaram a batina. Parecem ter vergonha de testemunhar publicamente que são sacerdotes de Cristo. Tanto eles buscam se parecer com os simples leigos, que muitos fiéis caem em confusão. Aí surgem coisas como esta pesquisa que fizeram para chegar ao meu blog:

falta-da-batina

O fato de leigos ensinarem e defenderem a Fé, quando o fazem em perfeito acordo com a doutrina de sempre, não é mal. Mas a omissão do clero, sim. Se os sacerdortes modernos não tivessem vergonha de usar batina, confusões como esta não ocorreriam.

Aproveitando o artigo, e já que me foi perguntado há pouco tempo, vou falar sobre outro assunto. O blog “Salve Regina”, que publicou, originalmente, o artigo sobre o comentário feito pelo Felipe Aquino de que era necessário silenciar os tradicionalistas, infelizmente, foi encerrado. Por isso, estou publicando aqui o comentário em que o Felipe Aquino demonstra sua postura tão contrária ao “diáologo ecumênico”, manifestando seu desejo de nos silenciar (o destaque é meu):

Essas palavras do Papa deixam muito claro, mais uma vez, a fundamental importância do Concílio Vaticano II para a Igreja. João Paulo II já tinha se referido a ele como “a primavera da Igreja”. Assim, é preciso calar de vez as vozes dissonantes e muito prejudiciais à Igreja que se levantam contra o Concílio. São maus católicos, em comunhão imperfeita com a Igreja, os que se prestam a esse triste serviço.
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/10/29/%C2%ABestamos-em-divida-com-o-concilio-vaticano-ii%C2%BB/

Para Felipe Aquino, quem não aceita o pastoral e falível concílio não é bom católico. Justamente o concílio que convidou ao diálogo é apontado como dever primordial de obediência por parte do católico. Se alguém não aceita os erros do concílio, deve ser calado. Devemos dialogar com o “mundo” e com todas as religiões, cristãs ou não, mas o católico que não aceita as inovações do concílio deve ser calado. Esta é a lógica de quem o defende.

Um dos principais objetivos deste blog é justamente discutir o assunto. Por isso, apresentamos os argumentos contrários ao modernismo reinante no concílio. Se os seus defensores quisessem um tratamento sério da questão, deveriam demonstrar que nossos argumentos estão errados. Mas não é isso que fazem. Por mais que nós apresentemos argumentos, eles não valem de nada. Felipe Aquino não quer se dar ao trabalho de contra-argumentar, prefere calar a nossa boca. Bastante contraditório para quem defende o concílio que abriu as portas para o diálogo.

A Tradição está crescendo, cada vez mais pessoas tomam conhecimento do que se passou na Igreja nestas últimas décadas e começam a entender a crise atual. Mas, se não fosse o silêncio que tentam nos impor, a recuperação da Igreja seria muito mais rápida. É lamentável, mas enquanto houver quem queira silenciar os católicos tradicionais, somos obrigados a dispender tempo para fazer nossa defesa.

Publicado em:  on Outubro 3, 2009 at 8:48 pm Comentários (5)

Taubaté será a nova Limeira?

Todos nós acompanhamos o que se passa, atualmente, na diocese de Limeira: uma confusão enorme foi montada porque o bispo se recusou a conceder aos fiéis um direito claro que lhes assite. Um direito garantido de forma inequívoca por ninguém menos que o Santo Padre, o Papa Bento XVI, através do motu proprio Summorum Pontificum. Mas o bispo de Limeira, certamente apoiado pela falsa idéia de colegialidade, uma das mais funestas novidades introduzidas pelo Concílio Vaticano II, e pensando que manda mais que o papa, criou todo tipo de obstáculo para impedir que os fiéis de sua diocese pudessem assistir à Santa Missa no rito Tridentino. Rito este, aliás, que goza de indulto perpétuo de S.S. o Papa Pio V, de venerabilíssima memória, que promulgou a bula Quo Primum Tempore.

Agora, parece que outra diocese do interior do estado de São Paulo está caminhando para um escândalo de semelhantes proporções, senão maiores. O bispo de Taubaté, diocese do padre Fábio de Melo, até agora não se pronunciou sobre o caso. Mas os fiéis, na interet pelo menos, já estão se mobilizando para quebrar a inéricia do bispo, organizando um abaixo assinado para que o mesmo tome alguma providência:

http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/4904

Esperamos que Dom Carmo tenha o bom senso de zelar pela ortodoxia e pelo bem de seus fiéis e tome as providências que lhe cabe como bispo para por um fim nas heresias que os padres de sua dioceses têm defendido publica e reiteradamente.

E não são poucos nem pequenos os erros do padre Fábio de Melo e do padre Joãozinho, que entrou na confusão para defender o colega; mas que se enrolou também; e depois abandonou  o padre Fábio, dizendo “ele que se defenda”; mas, como também ele já estava comprometido, continuou debatendo com a Montfort, e acabou se enrolando mais ainda… Enfim, uma “comédia pastelão” bem grotesca. E o bispo em silêncio.

Como exemplo do quanto o padre Joãozinho se enrolou na questão e de quão evasiva tem sido a atitude deste sacerdote, podemos citar a “resposta” que ele deu ao desafio da Montfort:

http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2009/08/24/resposta-ao-desafio-do-sr-orlando-fedeli-e-novo-desafio/

Além de não escrever uma única palavra para responder ao desafio, lançou outra pergunta, tentando se apoiar na “autoridade” do Concílio Vaticano II para fugir da declaração do IV Concílio de Latrão. De fato, este concílio definiu, infalivelmente, o dogma “Extra Ecclesia nulla salus” – “Fora da Igreja não há salvação”. O referido padre, para dar suporte à sua afirmação de que há santidade no protestantismo, citou a encíclica Ut Unum Sit, de João Paulo II, que, por sua vez, se apóia nas perniciosas idéias irenistas do último concílio.

O que o padre Joãozinho conseguiu foi apenas colocar em evidência o quanto o concílio é incompatível com a Fé Católica de sempre. Entre o magistério da Igreja não pode haver contradição. Ora, se o concílio está em desacordo com o magistério infalível anterior, então as suas proposições não podem gozar de infalibilidade. O concílio foi pastoral e não dogmático, portanto, passível de falhas, como podemos constatar pelo simples confronto com o magistério anterior. Por que é tão difícil para algumas pessoas admitir isso?

Esperamos que o bispo de Taubaté coloque um fim nas heresias destes padres antes que sua diocese siga os passos de Limeira. E que pode ter repercussão muito maior, pois não são apenas os “tradicionalistas” que se interessam pela questão, mas um número muito maior de católicos fica indignado com as heresias contra os dogmas eucarísticos.

E, talvez seja querer demais, mas não custa desejar, que o caso desperte nos fiéis a consciência de que há algo de muito errado com o clero atual. Quem sabe, um número maior de pessoas esclarecidas aproveite a confusão para perceber a contradição entre o Concílio Vaticano II e os demais concílios. Contradição que ficou evidente até pelas próprias citações do padre Joãozinho. Quem sabe este não tenha sido mais um tiro que saiu pela culatra?

Der Stauffenbergtag

20 de julho de 2009. Há exatos 65 anos era executada a “opeção Walkiria”, o mais famoso de todos os atentados contra Adolf Hitler. Como os anteriores, este também falhou e o Führer sobreviveu à enorme explosão da maleta deixada pelo Coronel Conde Klaus von Stauffenberg. “O seu gesto foi, porém, tão bravo, que merecidamente o dia 20 de julho de 1944 passou a chamar-se o ‘Dia de Stauffenberg’” (História Ilustrada da 2a. Guerra Mundial, Ed. Renes, 1977, série Líderes, livro 19, contra-capa).

Talvez não haja nenhuma instituição onde a obediência seja mais valorizada do que nas Forças Armadas. No entanto, diante de um regime monstruoso como o Nazismo, quem acusaria Stauffenberg e os outros conspiradores de traição contra sua Pátria? Quem “trai” o traidor pode ser acusado de traição? Não creio que alguém, em pleno gozo das faculdades mentais e que tenha um mínimo de caráter, defenderia um legalismo tão cego capaz de condenar como traidor o bravo oficial e seus companheiros que desejavam ver sua amada Alemanha livre da peste neo-bárbara e neo-pagã do Nazismo. Os verdadeiros traidores da grande nação alemã foram aqueles tristemente célebres que tinham as rédeas do poder no Reich naquele momento negro da história da humanidade: Hitler, Göring, Himmler, Göbbels, Streicher, Heydrich, Eichmann, Ribbentrop, Bormann, Müller, etc.

De forma análoga, poderíamos perguntar: quem “desobedece” o desobediente pode ser acusado de desobediência? Quem, estando subordinado a uma autoridade que se desvie do reto caminho, deve prestar vassalagem cegamente guiado pela “obediência”? Ou, percebendo claramente que a barca está sendo conduzida para a borrasca, se há de opor com todas suas forças a esta ação auto-destrutiva? Quero crer que não haja ninguém capaz de defender a obediência cega à autoridade que se desvia do caminho correto. Pois, a Pátria é sempre maior que o governo, a instituição maior que seus dirigentes, a Universidade maior que seu reitor e seus decanos, a empresa maior que seus proprietários e executivos, a Igreja maior que seus bispos.

A esta altura, todos já perceberam aonde eu quero chegar. Se houve um grande terremoto na Igreja, abalando nas almas cristãs a Santa Fé que zelosamente nos fora transmitida, pelo suor e pelo sangue de nossos honrados e heróicos antepassados, o que nos cabe senão levantar a nossa voz contra os culpados de tão ignominioso empreendimento? Deveríamos nós sermos cúmplices dos hereges da mesma forma que os covardes o foram do Nazismo? Para evitarmos ser chamados de “rebeldes”, de “desobedientes”, de “excomungados”, deveríamos nós abaixarmos a cabeça e fingirmos que nada de errado com o clero modernista? Mais uma vez quero crer que não haja quem possa compactuar com um legalismo hipócrita às custas do dever que todos temos de defender a Fé. Que nos importa sermos caluniados se é para defender a Fé? Isto deve antes de tudos nos alegrar, como nos ensinou Nosso Divino Mestre.

Stauffenberg e os outros verdadeiros alemães foram fuzilados naquele mesmo dia como “traidores”. Mas o “Reich de mil anos” desmoronou espantosa e horrivelmente, como sucede a toda obra das trevas, e a justiça foi feita aos que lutaram contra a barbárie. É com esta certeza que devemos lutar contra os  modernistas. Eles tomaram os templos católicos, ensinam suas heresias nos nossos seminários, dessacralizaram os ritos, descritianizaram a sociedade, perseguem os santos, caluniam os fiéis à Tradição da Igreja. Da mesma forma que tombou o Reich milenar, também passará a “nova primavera” pós-conciliar. Pode Kasper nos acusar do que ele quiser, ele apenas brada como um cão desesperado. A justiça, às vezes, demora para ser feita. Mas um dia ela surge, resplandecente como a luz do sol que afugenta as trevas.

A lista de nomes mencionada no início deste artigo era exaltada no terceiro Reich. No concílio Vaticano II os nomes que se sobressaíram foram Rahner, Chardin, de Lubac, Congar, von Balthasar, Schillebeeckx, Frings, Döpfner, König, etc. Stauffenberg e outros patriotas foram assassinados pelos primeiros. O cardeal Ottaviani e outros bons prelados foram silenciados pelos últimos. Ao conde foi feita justiça pela Alemanha do pós-guerra. Ao cardeal e a todos bons os bons católicos que defenderam a Fé contra a heresia modernista a justiça ainda está por ser feita. Mas que ela virá, disso nós temos certeza.

Haja incoerência!

No último artigo eu disse que praticamente só tratava de assuntos óbvios neste blog. E o que vou tratar no presente é mais do que óbvio. Salta às vistas de qualquer um que leia.

Os textos abaixo foram extraídos de diversos números da revista “Mensageiro de Santo Antônio” e todos têm por autor o padre Zezinho. São um grande exemplo da mentalidade mais “progressista”. Eles igualam completamente a Fé Católica e as doutrinas das seitas. Mas o objetivo deste artigo não é desfazer os erros teológicos dos textos, isto fica para outra oportunidade, quando eu estiver com mais tempo. Peço apenas que leiam para que depois os comparemos com outro texto publicado pela mesma revista. Os destaques são meus.

Gente humilde, gente boa!

Sua família não é perfeita, seus filhos não são perfeitos, você não é perfeito.
A igreja dos outros não é perfeita, sua igreja não é perfeita, você não é perfeito. (…)

Quem não sabe respeitar os outros, também não merece respeito. (…)

Esta mensagem é para todos aqueles que gostam muito de criticar a família, os vizinhos, a igreja e o partido dos outros.

(MSA, Junho de 2003)

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Do meu lado da cachoeira

Do meu lado da cachoeira, eu vejo o rio que desce lá de cima. Do seu lado da cachoeira você vê o mesmo rio descendo do mesmo jeito. Quando eu digo que do meu lado da cachoeira a água é mais pura eu sou um tolo. Quando você garante que a água do seu lado é que é mais pura o tolo é você. Quando você chama as pessoas para ver a cachoeira do seu lado e se põe a falar contra o meu ponto de vista e o meu lado você corre o risco de acabar um propagandista sectário e mentiroso que não consegue admitir que do outro lado também se vê perfeitamente o que você está vendo do seu lado.
(MSA, Setembro de 2001)

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Ecumênicos

Esta manhã, do meu ângulo e da janela da minha paróquia eu vi o sol que nascia.
De lá do meu ângulo, eu vi você do seu ângulo e da janela da sua paróquia, olhar o mesmo sol que nascia.
O sol foi subindo e me iluminando, e vi que o mesmo sol que me iluminava também iluminou você. (…)
Sua fé fez de você um homem de oração e um filho feliz do Criador. Seu povo o chama de pastor José.

Minha fé fez o mesmo comigo e meu povo me chama de padre José. (…)

Só nos falta nos reunirmos muitas vezes para conversar sobre a mesma luz que amamos.
(MSA, Janeiro/Fevereiro de 1999

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Vergonha de crer em Deus

Há muita gente com vergonha de Deus. Mas também há muitos fiéis e crentes com vergonha uns dos outros. Não estão felizes porque o outro crê, e não estarão felizes enquanto o outro não crer exatemento do jeito que eles crêem. Com gente de coração e cabeça pequenas assim, como querer que a idéia de Deus seja fonte de paz?
(MSA, Março de 1996)

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Religião é como a mãe da gente

Religião é como a nossa mãe. Mesmo que não seja a mais bonita, nós achamos que é. (…) Só os moleques falam mal e ridicularizam o outro e mãe do outro. (…) Religião é como mãe. Se a gente tem uma, a gente não a troca por nenhuma outra. E se o outro tem uma e gosta dela, a gente aplaude. Pessoas bem educadas sabem conviver com a sua própria mãe e com a mãe dos outros. (…) Só os fanáticos e mal educados gostam de falar mal da Igreja do outro e de colocar a sua acima de qualquer outra Igreja.

(MSA, Maio de 2001)

Até aqui foram as citações de trechos de artigos do padre Zezinho. Se alguma pessoa ingênua os lê, deve pensar: esta revista que os publicou deve ser extremamente tolerante com todas as opiniões contrárias. Deve ter um zelo todo especial para não ferir ninguém, nem discordar das opiniões que não lhe agradem muito.

Quanta ingenuidade seria necessária para pensar assim! É desconhecer totalmente o que se passa na Igreja há quarenta anos. Os modernistas elogiam todo tipo de heresia, aceitam todas as idéias mais contraditórios e mais opostas à Fé que a Igreja nos legou, encontram desculpas para todos os erros e inocentam todos os hereges. Mas, quando alguém tem a ousadia de defender a Fé Católica, o que acontece? Vamos ler o que esta mesma revista publicou em outra edição:

Anda por aí espalhada a confusão entre tradição e tradicionalismo. Na realidade, o tradicionalismo é a negação da tradição; é fenômeno patológico e degenerativo que brota do menosprezo da história e da ilusão de fixar a vida, nem que seja embalsamando-a. A tradição é transmissão ativa de experiềncias e de vida, de pessoa a pessas, de uma geração a outra. De resto, o processo marca não só a Igreja, que recebeu de Jesus Cristo a missão de anunciar a Boa-Nova até os confins dos tempos, mas também cada religião e cada sociedade humana. Em relação a este processo vivo e palpitante, o tradicionalismo representa a esclerose que atinge as veias envelhecidas e endurecidas (embora às vezes se encontrem em corpos jovens). As verdadeiras testemunhas da tradição, hoje, não são os nostálgicos seguidores de Lefèbvre, carangueijos das praias pós-conciliares a gritar por um retorno de utilidade duvidosa, mas aqueles que sabem viver o hoje da fé, a caminho do futuro de Deus.
(MSA, setembro de 1995, pag 11)

Quanta incoerência! Quem lia os textos do padre Zezinho, que acolhia todas as religiões, por mais erradas e mais inimigas da Igreja que fossem, poderia imaginar que a mesma revista publicaria um artigo tão infame como este que ataca a Tradição Católica de maneira tal vil e sem nenhuma caridade? Por que o lado da cachoeira dos tradicionalistas não é bonito nem tem água pura? Por que somente o ângulo da janela tradicionalista não permite ver a luz? Por que a religião tal como a entendem os tradicionalistas não é como a mãe da gente, da qual não se deve falar mal sob pena de ser fanático e mal educado? Será que o sujeito que criticou os católicos tradicinais não está feliz enquanto estes não pensarem exatamente do jeito que pensa? E por que somente as idéias tradicionalistas não precisam ser respeitadas, para que também se mereça respeito?

É isto que fazem os modernistas que tomaram de assalto a Igreja: aceitam qualquer religião, desde não seja a Católica. Quando se trata de quem está fora da Igreja, toda tolerância e todo respeito. Quando se trata de católicos que não querem abandonar a Fé, chamam-nos de fenômeno patólogico e degenerativo, esclerosados, nostálgicos, carangueijos…

Católicos ingênuos, abram os olhos! Como já dizia S. Pio X no início do século passado, os inimigos da Igreja infiltraram-se n’Ela com o fim de destrui-La. Para eles, quem não aceita os erros do Vaticano II e da missa nova deve ser destruido moralmente, difamado, isolado, silenciado. Estratégia verdadeiramente diabólica.

Creio que este exemplo prove de forma bem evidente que existem uma enorme má fé contra os católicos tradicionais.

Raça de víboras peçonhentas! Não é difícil entender que o objetivo dos modernistas é destruir a Igreja. É evidente demais para alguém não enxergar. Não é necessário grandes conhecimentos de teologia. Basta comparar o tratamento que eles dão para aqueles que odeiam a Igreja com o tratamento dado aos que amam a Igreja e se mantêm fiéis à Fé, a Tradição, à Liturgia e aos dogmas da Igreja.

Quem despreza a Santíssima e Sempre Virgem Mãe de Deus, o Santo Padre, os Sacramentos, etc, está vendo a mesma cachoeira, apenas do outro lado… Agora, aqueles que obedecem a ordem de São Pio V de jamais alterar a Santa Missa, estes são nostálgicos, esclerosados, sofrem de grave patologia…

É absolutamente impossível admitir a boa fé de quem age assim, elogiando o erro e difamando a verdade.

Mas a mentira tem pernas curtas, como se diz na linguagem popular. Quando o autor escreveu este texto difamatório, em 1995, jamais poderia imaginar a situação que vivemos hoje em 2009. Em primeiro lugar, S.S. Bento XVI, papa gloriosamente reinante, tomou algumas medidas em prol da Tradição. Quando o autor das injúrias contidas no texto poderia imaginar a criação do Instituto de Bom Pastor, que tem o dever de celebrar exclusivamente a Missa Tridentina e a missão, agora iniciada, de realizar a crítica do Vaticano II? E o motu proprio Summorum Pontificum, apesar do ódio que os bispos modernistas tem contra a Missa de Sempre? E o levantamento das excomunhões dos bispos da FSSPX, sem que estes retrocedessem um centímetro em suas posições? E que dizer quando Bento XVI realizar a “reforma da reforma” da missa nova de Paulo VI?

Em 1995, o autor do texto acreditva que a heresia modernista havia triunfado sobre a Verdade Católica. O que ele fazia era apenas aumentar o preconceito contra os bons católicos que não cederam aos erros do Vaticano II e da missa nova. Ele não contava com Bento XVI. E não contava com a internet, este instrumento que nos permite sair do confinamento ao qual tinha sido condenada a Tradição Católica. Foi pela internet que eu e muitos outros conhecemos este “golpe de estado” aplicado pelos modernistas. E é por meio dela que continuamos o bom combate para desfazer as mentiras e as calúnias inventadas contra a Tradição Católica desde o desastre do Vaticano II.

Católicos, abri os olhos. Aqueles que ainda não se deram conta da situação da Igreja, estudem-na com atenção. Quem procura, como eu fiz, entender o porquê da crise atual na Igreja vai descobrir a enorme traição que os modernistas cometeram contra a Santa Igreja. Os links católicos indicados neste blog são um bom começo para isto.

Ferirei o pastor e dispersar-se-ão as ovelhas

“Ferirei o pastor e dispersar-se-ão as ovelhas” Mc 14,27

Não temos a impressão de que esta profecia do Santo Evangelho está acontecendo hoje em dia? Quanta desunião vemos por todas as partes, dentro mesmo da Santa Igreja. Desde o concílio Vaticano II – o 1789 da Igreja – vemos as divisões aumentarem. A perversa idéia de “liberdade” abalou o princípio da hierarquia, e a desgraçada “colegialidade” foi o ápice desta revolta contra toda autoridade. Ferido o pastor, o rebanho se dispersou.

Sobre a desunião dentro da Tradição, creio que a Magdalia já falou o principal do que devia ser dito. Por isso, vou apenas complementar.

Para evitar tal desunião devemos, primeiro, nos manter nos nossos humildes limites. Devemos nos esforçar por auxiliar a nobre causa da Tradição, e não querer ser o “salvador da pátria”.  Queremos ver a ortodoxia triunfar sobre as heresias. Não somos nós ou o pequeno grupo a que pertecemos que dever sobressair. É a Verdade Católica que deve estar acima de tudo, norteando o nosso rumo. Ao lado de São Luís IX, de Godofredo de Bulhões, de Ricardo Coração de Leão, inúmeros guerreiros anônimos combateram pela Santa Igreja. Deram a vida não por uma vitória pessoal, mas pela causa maior da Cristandade. Tomemo-los por exemplo. Não importa o quão pequenos e desconhecidos sejamos, o que importa é lutar contra o verdadeiro inimigo, e não entre nós.

Depois, devemos lembrar que aquilo que nos une e nos define como católicos é que fomos validamente batizados, professamos inviolavelmente a Fé católica e nos submetemos filialmente ao governo do Santo Padre, o Cristo na Terra. E reforço o filialmente, e não estupidamente como querem alguns, que pensam cumprir o dever de obediência seguindo as opiniões do papa enquanto homem, independente da coesão com a doutrina. Basta, para desfazer este erro pernicioso, lembrarmo-nos das condições de infalibilidade papal definidas pelo concílio Vaticano I e da admoestação de São Paulo: “Mas ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu, vos anuncie um Evangelho diferente deste que ora vos anunciamos, que seja anátema! Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da recebestes, seja ele excomungado!” (Gal 1,8-9).

Opiniões todos temos as nossas, algumas erradas, outras corretas. No que se refere aos dogmas, não há liberdade para questionamentos. Mas, naquilo que não foi disciplinado pela Igreja,  o importante é não nos apegarmos às nossas opiniões acima de tudo e contra toda verdade objetiva que nos demonstra de maneira certa e insofismável que nosso juízo anterior estava errado. Isto seria prova de soberba e uma forma de terrível desonestidade intelectual, e também um pecado contra o Espírito Santo, qual seja, o de negar a verdade conhecida.

Vivemos uma crise de gravidade, talvez, semelhante à ariana e cada um enxerga, de seu ponto de vista, a solução para esta crise. Exceto alguns casos de flagrante manipulação dos fatos e distorção dos argumentos, podemos crer que a maioria absoluta dos católicos que buscam uma solução para a crise age de boa fé ao defender sua posição. Alguns pautam mais pela prudência, outros pela combatividade. O que importa é que temos o mesmo objetivo: o bem da Igreja. Pode haver alguns exageros involuntários, mas nada que não possa ser corrigido fraternalmente. Não há motivos para nos digladiarmos nem criarmos sectarismos. Especialmente dentro da Tradição, não há motivos para querermos impor soluções pessoais. Até mesmo com alguns neo-conservadores podemos chegar a bons resultados. Podemos superar as pequenas diferenças com um diálogo sincero em busca da verdade.

Este tom conciliador não inclui, é claro, aqueles que agem de má fé, como os caluniadores, os hereges formais e os traidores. Não podemos aceitá-los e nem deixaremos de combatê-los. Mas é difícil saber qual a medida certa do combate. Por um lado, não queremos faltar com a caridade nem criar desavenças com aqueles que têm, involuntariamente, uma visão equivocada da situação presente. Por outro lado, não queremos, aliás, não podemos, deixar de combater o bom combate pela ortodoxia. Há tantos inimigos da Fé hoje em dia, dentro e fora da Igreja, que cruzar os braços nos faria – ao menos a mim – sentir-nos como traídores que assistem de longe uma guerra que era para ser a nossa.

Os cristãos sempre se apoiaram na oração, mas também arregaçaram as mangas e partiram para o trabalho. Prova disso são as Cruzadas. Quão alheio ao espírito do Cristianismo é a falsa idéia de que devemos apenas rezar e esperar de braços cruzados que a solução caia do céu. Agindo assim, daríamos apenas demonstração de covardia e preguiça, e não de fé e confiança em Deus. Estes que fogem à luta são os mornos, aqueles que Deus vomitará, e que em nome da “boa vizinhança” ou da “caridade” ou da “obediência”, recusam-se a combater o que sabem que está errado. Por covardia ou por comodismo buscam o caminho mais fácil. Por isso, sou partidário convicto da necessidade do combate contra o modernismo, não somente com oração, mas também com ação.

De qualquer forma, creio que devemos procurar denunciar antes os erros que atacar as pessoas, na medida em que isto for possível. Se citamos nomes aqui, é antes como defesa do que como ataque. Por exemplo, denunciamos aqueles que distorcem nossos argumentos e tentam criar uma falsa imagem de nós. Também aqueles que se negam a dialogar conosco, mas em seus blogs assumem descaradademente o desejo de calar a nossa boca. E, principalmente, nos casos graves, onde há grande perigo para a fé de muitos. Nestes casos não há como não desmacará-los publicamente.

Em outros casos, o melhor é não se manifestar senão genericamente. Por exemplo, há vários sites católicos que possuem link para o site do protestante Júlio Severo. Isto é um absurdo. Um protestante, por mais “conservador” e “moralista” que seja, jamais pode ser recomendado como modelo de religião, uma vez que não professa a Fé católica. Mas citar nominalmente as pessoas que mantêm tal link não é a solução que guarda a devida caridade para com quem erra. Nesta mentalidade liberal em que infelizmente vivemos, muitos católicos não tiveram a correta formação doutrinal. Denunciá-los publicamente seria, creio eu, faltar com a caridade. O grau de culpa de cada um, se houver, deixemos para que Deus julgue. A nós, basta, nos casos menos graves, denunciarmos o erro.

Se viver é uma arte, nestes tempos de confusão generalizada agir na medida certa se torna realmente uma obra de artista. Tudo o que posso dizer é que tenho toda boa vontade em combater o erro com energia sem faltar com a caridade. Mas a medida certa é difícil de ser encontrada.

Neste ponto seria importante abordar algo sobre o Opus Dei, mas dada a complexidade, não o farei aqui exaustivamente. Digo apenas que teria ficado extremamente agradecido a eles se me tivessem levado ao conhecimento da Missa Tridentina. Isso eu somente fui descobrir através do site da Montfort, e por isso lhes sou eternamente grato. Por mais que eu discorde da opinião absurda do Prof. Orlando Fedeli sobre os tribunais da FSSPX, eu não posso nunca deixar de reconhecer o bem incalculável que me fez ao me ensinar sobre a Missa de Sempre e os erros do concílio Vaticano II.

Devo confessar que estive tão preocupado em defender a ortodoxia que citei apenas o lado ruim que conheci no Opus Dei, esquecendo de citar o que aprendi de bom. É inegável que eles tenham uma espiritualidade muito superior à que se encontra nas paróquias, sejam aquelas dominadas pela teologia da libertação, quanto aquelas dominadas pela RC”C”. A moral também é bem mais rígida, mais fiel à moral católica, principalmente a moral sexual. Confessar-se com um padre do Opus Dei é, de certa forma, semelhante a confessar-se com um padre da Tradição. No campo político já devo confessar que senti um certo liberalismo, vi até mesmo elogio a Napoleão Bonaparte (na época eu não tinha noção do quanto nefasta é essa admiração por não saber quanto o general corso era inimigo da Igreja). Mas que há espiritualidade no Opus Dei, isso não posso negar. E também que eles não podem ser colocados no mesmo plano dos modernistas. Para ser mais justo, devo dizer que o Opus Dei é um caso à parte.

De qualquer forma, como o Opus Dei não defende a missa Tridentina contra o novus ordo, nem condena o erros do Vaticano II, o meu conselho, por hora, é não os procurar enquanto não assumirem totalmente a defesa da Tradição. Eu assistiria satisfeito à Missa Tridentina celebrada por um sacerdote do Opus Dei depois que eles se colocassem inequivocamente em defesa da Tradição e da ortodoxia contra as inovações modernistas. Quem os conhece melhor que eu, diz que eles celebram secretamente a Missa Tridentina, e publicamente a missa nova. Isso eu não consigo entender: fazer o certo às escondidas e o errado às claras. A missa nova, no estado atual, é inadmissível. Quem sabe, após a “reforma da reforma” que Bento XVI há de promover em breve, ela se torne livre dos equívocos protestantizantes que possui atualmente. Aguardemos.

Finalmente, algo que não se relaciona muito com o assunto, mas já que demos alguns esclarecimentos, há lugar para mais um. Este blog é eminentemente apologético e assim continuará sendo até quando for necessário. Logo, não é meu objetivo trarar de espiritualidade aqui, e por dois motivos. Primeiro, porque existem inúmeros escritos de espiritualidade: as Sagradas Escrituras, os escritos dos Santos Padres, dos Doutores da Igreja, dos santos, as hagiografias, etc. Segundo, eu não sou a melhor pessoa para escrever sobre espiritualidade, por falta de santidade, estudo e larga experiência, além de não ter graça de estado dos sacerdotes, aos quais cabe o ensino da nossa santa religião. Este blog se mantém nos limites estreitos das minhas capacidades: aqui somente se trata de coisas óbvias. Nada, cuja evidência uma lógica límpida não faça saltar aos olhos de qualquer ser racional, se trata aqui. O objetivo é demonstrar, àqueles que ainda não perceberam, o quanto estão afastados da dotrina e moral católicas alguns setores, “movimentos” e personalidades que com fachada de católicos se apresentam. Além, é claro, de denunciar os desvios do concílio Vaticano II e da missa nova. O mal que eles fazem à Igreja é enorme ao obscurecer a doutrina, a moral, a espiritualidade a hierarquia. Combatendo-os, pretendemos abrir o caminho para que as pessoas conheçam a Tradição, livre dos preconceitos que os modernistas levantam. Abraçamos este trabalho porque acreditamos que é necessário desfazer confusões e mentiras perversamente construídas contra a Tradição Católia durante quarenta anos.

Porém, o fato de não tratarmos aqui de espiritualidade não implica, de forma alguma, que nós a negligenciamos. A oração, a leitura espiritual, a direção espiritual, entre outras práticas piedosas, não podem faltar jamais ao católico. A apologética constitui a quase totalidade deste blog, mas não pode jamais constituir a totalidade, nem a melhor parte, da vida de um católico. Abrir mão da espiritualidade é cometer um “suicídio espiritual”.

Espero não ter divagado demais, o que é contrário ao estilo racional e objetivo deste blog, mas eu cri nescessário expor tal argumentação para juntar vozes com aqueles que desejam todos os bons católicos bem unidos e coesos e, destarte, fortes para combater os inimigos da nossa Santa Igreja. Que Nossa Senhora de Fátima, de modo especial neste 13 de Maio, possa interceder por nós nessa intenção.

Publicado em:  on Maio 13, 2009 at 9:58 pm Comentários (17)
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Nossa Senhora de La Salette era neoprotestante?

Um breve complemento ao artigo anterior. Conforme nos foi muito bem lembrado, durante as aparições em La Salette, Nossa Senhora fez a seguinte afirmação:

“Roma perderá a fé e tornar-se-á a sede do Anticristo.”

Então, nós perguntaríamos àqueles que rasgaram suas vestes e fizeram um tremendo escândalo farisaico sobre o termo “Roma modernista”, utilizado algumas vezes por pessoas da Tradição: será que Nossa Senhora de La Salette também era, na concepção deles, neoprotestante?

O termo “Roma modernista” pode até não ser o mais adequado, mas não quer dizer, de forma alguma, o que os inimigos da Tradição afirmam. Não se trata de um ataque à Igreja, mas sim aos modernistas infiltrados. Seria melhor dizer “os modernistas infiltrados em Roma”. Mas o que importa é que o sentido que se dá mesmo ao primeiro termo é o mesmo do segundo, e jamais um ataque à Igreja, como quiseram fazer crer uns mal-intencionados que vagam aí pela internet.

Agora, que há modernista infiltrados na Igreja, há alguém que ouse negar? E que há muitos prelados modernistas em Roma? E que é de extrema urgência combatê-los, pelo bem da Santa Igreja, alguém negaria?

Ora, então por que se escandalizar quando alguém combate o modernismo que se instalou em Roma?

E, se continuamos lendo a mensagem de Nossa Senhora de La Salette, não vemos condenações extremamente duras contra a depravação do clero? Leiamos:

“Os sacerdotes, ministros de meu Filho, os sacerdotes, por sua má vida, por suas irreverências e sua impiedade em celebrar os santos mistérios, por amor do dinheiro, das honras e dos prazeres, os sacerdotes tornaram-se cloacas de impureza. Sim, os padres pedem vingança, e esta está suspensa sobre as suas cabeças. Desgraçados dos padres e das pessoas consagradas a Deus, as quais, por suas infidelidades e sua má vida crucificam novamente o meu Filho! Os pecados das pessoas consagradas a Deus clamam ao Céu e chamam a vingança e ela está às suas portas, pois não se encontra ninguém para implorar misericórdia, e perdão para o povo; não há mais almas generosas não há mais ninguém digno de oferecer a Vítima sem mancha ao Pai Eterno em favor do mundo.”

Aqueles que acusam os católicos tradicionais de serem “neoprotestantes” considerariam assim também Nossa Senhora pelo que Ela falou em La Salette? Esta ousadia eles não teriam. Então, por questão de coerência, devem se calar sobre este assunto e não pronunciar mais difamações contra aqueles que querem o bem da Igreja e combatem o modernismo que invadiu nossa amada Roma.

Publicado em:  on Maio 4, 2009 at 10:52 pm Deixe um comentário
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Links banidos deste blog

Acabei de retirar deste blog os links para blogs que se manifestaram sede-vacantistas. Agradeço aos que me avisaram. Existe hoje, Deo gratias, um grande número de blogs e sites tradicionalistas e, por isso, não é possível visitar todos com freqüência. Sem contar com a possibilidade de tomarmos apressadamente por tradicionalista um site sede-vacantista “camuflado”, que só se declara nas entrelinhas.

Aliás, não foram somente blogs sede-vacantistas que foram retirados dos meus links. Retirei, há algum tempo, também um que se diz tradicionalista mas que não passava de neo-conservador. Estes conservadores, à primeira vista, parecem até bem intencionados, desejosos do bem da Igreja. Mas nunca chegam ao ponto crucial, o motivo da crise atual: o Vaticano II e a missa nova.

Não podemos dispersar forças, nem confundir os bons católicos. Não podemos tombar nem para a esquerda, nem para a direita. Não podemos cair no sede-vacantismo, nem no modernismo. E também não podemos ficar atolados no conservadorismo que não ataca as raízes do problema atual.

Finalmente, fiz que algo que já deveria ter feito há muito tempo: retirei o link para o blog do Pe. Laguérie. Ele consegue escrever um artigo pior que o outro, e agora fez eco à imprensa difamadora, extraindo do discurso de Dom Richard Williansom coisas que ele não falou. De tablóides sensacionalistas e méprisables também não nós precisamos.

Publicado em:  on Fevereiro 19, 2009 at 9:11 pm Comentários (6)
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Apoio ao Papa Bento XVI

apoio

Rezemos pelo Santo Padre o Papa Bento XVI e manifestemos o nosso apoio a Sua Santidade. Que ele possa enfrentar todos os lobos, dentro e fora da Igreja. Que ele possa superar toda formação modernista que recebeu e possa restaurar plenamente a Tradição Católica. Deus dê força e coragem a S.S. Bento XVI.

Publicado em:  on Fevereiro 10, 2009 at 9:22 pm Comentários (1)
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Mais uma batalha vencida

Mais uma batalha vencida para a restauração da Tradição. Foi assim que eu, pessoalmente, enxerguei o levantamento das excomunhões contra os bispos da FSSPX. Ainda não foi a vitória completa. Há de se notar, especialmente, que não foi feita justiça a Dom Marcel Lefêbvre e a Dom Castro Mayer. Se a guerra tivesse terminado por aqui, teria sido um verdadeiro desastre. Mas não acabou! O Vaticano reconhece a necessidade de continuar os debates, e a FSSPX se mantém firme na defesa da Verdadeira Fé. E Dom Bernard Fellay manifestou a esperança em uma reabilitação próxima de Dom Marcel Lefêbvre. Nós a desejávamos agora, junto com a dos demais bispos. Mas, declarar a nulidade das excomunhões de 1988 iria enfurecer demais os modernistas. Bento XVI, como já expressou na Summorum Pontificum, não deseja causar um cisma. Por isso, age com prudência. Ainda não chegamos aonde queríamos, mas estamos caminhando para lá, mesmo que lentamente.

De qualquer forma, foi uma vitória. Em primeiro lugar, a FSSPX não aceita os erros do Vaticano II, e mesmo assim não está “excomungada” (como nunca esteve). O IBP também não o aceita, mas tendo já assinado seu acordo com Roma, não pode falar tão abertamente sem ser perseguido pelos modernistas. A FSSPX continuará o bom combate da Fé sem sofrer golpes com o que o IBP sofreu, expulso de São Paulo.

Além disso, os modernistas, os “conservadores” e os “tradicionalistas” pró-Vaticano II não poderão mais utilizar as excomunhões como desculpa para afastar as pessoas inocentes da FSSPX. Acabaram-se as desculpas para as acusações baixas contra a FSSPX.

Os padres de Campos não poderão mais utilizar aquela “estratégia de marketing” ridícula: “Venha assistir à Missa Tridentina em comunhão com a Igreja”. A frase é uma clara alusão à FSSPX, tentando fazer os incautos preferirem a missa dos traidores que aceitaram o Vaticano II àquela dos que estavam supostamente “excomungados”.A FSSPX sempre esteve em comunhão, mas agora está oficialmente, e acabou assim o motivo do “slogan publicitário” dos traidores da Tradição.

Que alegria em constatar que ficou muito mais difícil agora para que o Felipe Aquino consiga calar a nossa boca. Até o Vaticano reconhece a necessidade de se prosseguir no diálogo. O Vaticano não disse: “calem a boca e parem de atacar o concílio, senão vocês permanecerão excomungados para sempre”. Pelo contrário, a FSSPX não cedeu em nada, as excomunhões foram levantadas, e a discussão prosseguirá.

Felipe Aquino é incorrigível, como o Falsitatis Splendor. Mas que importa a opinião deles? O que importa é que perderam o motivo que tinham para atacar a FSSPX. Assim como o IBP, a FSSPX está na Igreja sem aceitar os erros do Vaticano II. Aqueles, que queiram calar a nossa boca, tiveram as suas caladas.

Ainda não ganhamos a guerra. Mas, de batalha em batalha chegaremos lá. Deus dê forças a S.S. Bento XVI para enfrentar os inimigos da Igreja e restaurá-La plenamente.

O nosso blog lido no Vaticano!

O Vaticano está interessado no que os católicos tradicionais publicam na Internet. Até o nosso humilde blog foi lido pelo Vaticano! As seguintes telas foram obtidas através das estatísticas providas pelo StatCounter:

O blog Gazeta da Restauração também foi lido no Vaticano (cfr. o artigo “O Papa lê a GdR”). Muitos outros devem ter sido lidos, mas os autores não devem acompanhar as estatísticas. De qualquer forma, isso demonstra que a Internet, o nosso único meio de expressão, está cumprindo sua finalidade, de tal maneira, que até o Cardeal Castrillón Hoyos se referiu às publicações dos sites tradicionais. Conforme notícia traduzida pelo blog Fratres in Unum, o cardeal lamentou a atitude dos “tradicionalistas” de lhe enviarem cartas e publicarem suas queixas na Internet.

Infelizmente, no entanto, a entrevista do cardeal demonstra que o fantasma do relativismo ainda assombra Roma. Nas suas próprias palavras, o cardeal disse que “todos devem ser respeitosos com as idéias dos outros”. Ele citou, como exemplo, o caso da comunhão de joelhos, reclamando daqueles “cantam vitória” ao ver o Papa administrar a Eucaristia aos fiéis de joelhos. Por outro lado, quando acontece algo contra a Tradição, exultam os que são contrários à Tradição. Pode até parecer conciliador o discurso do cardeal, mas isso somente seria útil em uma briga de vizinhos, ou em uma confusão na feira livre, em que nenhuma das partes possui, definitivamente, razão. O caso aqui é bem diferente. A comunhão de joelhos é imperiosa para que se guarde o devido respeito para com o Santíssimo Sacramento. Receber o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, sem se prostrar de joelhos, nas mãos, sem reverência, tendo-O recebido de um “ministro” (ou “ministra”) da Eucaristia, isso não é atitude de cristão, de pessoa devota. Isso é desrespeito dos mundanos que já não têm Cristo como o centro de sua vida, que não têm mais temor de Deus, e que praticam uma religião por mero costume. Nós não “queremos” (no sentido de um triunfo da vontade sobre a realidade) que o sacramento seja administrado assim para “cantarmos vitória”. Nós desejamos profundamente que assim o seja porque esta é a forma correta. A realidade, a Verdade, deve moldar nossa vontade, e não o contrário. E nós estamos diante de uma Verdade Absoluta: Deus, por um mistério de Sua infinita bondade, entrega-Se, verdadeiramente, a nós como alimento, e o mínimo que o homem pode fazer é recebê-lo com a maior reverência. Essa Verdade de Fé é que nos obriga a defender a comunhão de joelhos, e não a alegria mundana de ver o nosso “time” poder zombar do outro que perdeu, a exemplo do que ocorre com as torcidas dos times de futebol. Para um aprofundamento sobre o tema da comunhão de joelhos, recomendamos a leitura do artigo “Sobre comungar de pé”, do site Volta para Casa.

Quanto à “insaciedade” dos tradicionalistas, de que o cardeal lamenta, creio sinceramente não ser mais do que o necessário. A Internet é único meio que nos restou para reivindicar os direitos que não são apenas nossos, mas, muito mais, do Deus Altíssimo, de receber um culto à altura de Sua infinita majestade. Se abstraíssemos a verdadeira motivação de nossa luta, a teocêntrica, ainda assim teríamos direito de publicar nossos textos. Os católicos tradicionais foram expulsos da Igreja, e os modernistas não deixaram nenhum lugar para nós. O “diálogo” pregado pelo Concílio Vaticano II e seus defensores é uma caricatura nojenta do verdadeiro diálogo. O que existe é uma verdadeira ditadura, onde somente têm voz aqueles liberais, que defendem a dessacralização da Igreja, a descristianização da sociedade. Nas homilias, nas CEBs, nos “grupos de oração”, nos folhetos de missa, nos jornais paroquianos, diocesanos, etc, somente há lugar para as opiniões liberais. O que restou para os católicos tradicionais, conservadores, senão a Internet? Perdoe-me, eminentíssimo cardeal, mas nós temos o dever católico de continuar defendendo a Verdadeira Fé da única forma que nos restou: publicando textos na Internet.

É interessante frisar aqui que eu demorei um bom tempo antes de decidir publicar algo na Internet. Eu tentei, antes, os meios privados. Por ocasião daquela desgraçada campanha do desarmamento, eu enviei e-mail para a CNBB questionando a postura que eles tomaram, contrária aos ensinamentos da Igreja e ao bom senso. Estou esperando a resposta até hoje. Quando o professor Felipe Aquino publicou a mentira de que os membros do recém-criado Instituto do Bom Pastor haviam aceitado o concílio Vaticano II e a missa nova, eu também lhe enviei um e-mail. Além de não me responder, o professor não deu nenhuma satisfação aos seus leitores para desfazer a confusão que ele gerou com seu preconceito de que somente pode estar em comunhão com a Igreja aquele que aceita o Vaticano II e a missa nova, fato desmentido pela criação do IBP. Até para a Canção Nova eu, ingenuamente, enviei um e-mail para travar um diálogo. É necessário dizer que eles também não respoderam? Devo deixar claro que todos os e-mails foram escritos de forma respeitosa, mas, como discordavam da posição dos destinatários, eles simplesmente rejeitaram o “diálogo fraterno”.

A minha experiência de tentar o “diálogo” com os defensores do Vaticano II, no entanto, é só um ínfimo exemplo do silêncio mortal a que foram reduzidos os católicos tradicionais. Silêncio esse, felizmente, quebrado pela Internet. Nós sabemos que o Santo Padre, o Papa Bento XVI, enfrenta lobos terríveis, que desejam impedir de qualquer forma a Missa Tridentina e a restauração da Igreja. Por isso, devemos ter certa moderação e paciência. Mas não podemos deixar de lutar e de expressar o nosso desejo da plena restauração da Missa Tridentina, em todas as paróquias, e da condenação de todos os erros modernos. E que isso se dê o mais breve possível, porque a questão não é um mero bairrismo, mas sim a eterna luta da Cidade de Deus contra a Cidade do Homem. E, do bom sucesso da restauração litúrgica e doutrinal, dependem a santificação e salvação de muitas almas, e a maior glória do Deus Altíssimo.