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	<title>Pacientes na tribulação</title>
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	<description>Tradição e ortodoxia católicas</description>
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		<title>Por que discutir com pessoas que se declaram católicas quando há tantos inimigos fora da Igreja?</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 01:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostasia pós-conciliar]]></category>

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		<description><![CDATA[Há tantos assuntos a serem tratados que eu nem sei por qual começar. De qualquer forma, vou cobrir com este aqui uma lacuna que há muito tempo já deveria ter sido coberta. De fato, sendo este um blog católico destinado especialmente à combater os inimigos internos, que se infiltraram na Igreja, há algumas pessoas que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=812&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Há tantos assuntos a serem tratados que eu nem sei por qual começar. De qualquer forma, vou cobrir com este aqui uma lacuna que há muito tempo já deveria ter sido coberta. De fato, sendo este um blog católico destinado especialmente à combater os inimigos internos, que se infiltraram na Igreja, há algumas pessoas que não compreendem o sentido do nosso trabalho. Algumas demonstram claramente sua má fé, mas outras podem realmente ter sinceras dúvidas sobre a oportunidade e necessidade da apologética <em>intra muros Ecclesiae</em>, e é isto que pretendo ajudar a esclarecer com este artigo. Quem já está há algum tempo na Tradição vai considerar este artigo óbvio demais. Mas o objetivo dele é esclarecer os católicos que estão desorientados no meio desta confusão e de demonstrar-lhes os motivos do combate tradicionalista.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><span id="more-812"></span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Obviamente, todo organismo ou toda instituição tem de lutar contra ameaças externas. Mas, se existe um inimigo interno, este deve ser combatido em primeiro lugar, porque é sempre o mais danoso. Um atleta não pode ir para uma competição se estiver doente. Sem antes eliminar o vírus que lhe retira todas as energias, ele não terá capacidade de competir, por mais força, resistência e agilidade que ele tenha adquirido através de um árduo treinamento quando estava sadio. Também um Exército não pode se preocupar exclusivamente em atacar uma posição inimiga enquanto forças adversas estiverem invadindo as suas próprias trincheiras. Primeiro se devem eliminar os inimigos que ameaçam grave e diretamente a sua retaguarda, para depois pensar em qualquer movimento ofensivo de vulto. Uma indústria não poderia planejar ser líder de mercado sem antes resolver os problemas mais básicos de infra-estrutura e organização interna que lhe estivessem causando transtornos diários.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os inimigos internos devem ser combatidos antes de todos. E que a Igreja Católica está sofrendo o ataque desta classe de inimigos, isto já o havia constatado e denunciado Sua Santidade, o papa São Pio X, em sua memorável encíclica <em>Pascendi Dominici Gregis</em>. Antes de São Pio X, nas aparições de La Salette, Nossa Senhora falava sobre os maus clérigos com palavras muito fortes, chegando a chamá-los até mesmo de &#8220;cloacas de impureza&#8221;. Com isso, não há que se acusar hipocritamente os tradicionalistas de exagero em nossas afirmações, pois não estamos nos levantando contra a autoridade da Igreja, mas sim combatendo estes maus clérigos infiltrados.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">E quais são os males que os inimigos internos tem feito à Igreja que nos motivem a combatê-los tão energicamente?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O escândalo provocado nas almas</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A perda da Fé em tantas almas é um enorme flagelo que os traidores infiltrados causam. Vejamos vários exemplos do mal que eles causam às almas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Pensemos inicialmente, em quantas almas menos formadas se afastaram da única Igreja de Cristo porque viram os escândalos de pedofilia. Não se justifica, obviamente, afastar-se da única religião verdadeira por conta dos pecados, por mais hediondos que sejam, de uma muito pequena parcela de seus membros. No entanto, sabemos que há almas fracas que fazem isto. E, pior ainda, quem consolará as vítimas dos abusos e seus familiares? Se a mentalidade liberal, vitoriosa desde o maldito Vaticano II, não pregasse na Igreja o falso remédio da &#8220;misericórdia&#8221;, virtude muitíssimo deformada nos nossos dias, não teríamos uma situação tão dramática como esta. Segundo as palavras do papa João XXIII, na abertura do conciliábulo, a Igreja pretendia então não mais condenar os erros, senão usar do remédio da misericórdia. As consequências desastrosas desta política conciliar e pós-conciliar todos nós podemos constatar, ainda que alguns fanáticos façam um esforço enorme para se manter na cegueira voluntária.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">E, que a abstenção da hierarquia em condenar os erros foi grande culpada nos casos de pedofilia, isto ficou evidente com o caso do monstro Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo. Durante anos havia denúncias contra ele, mas o &#8220;beato&#8221; João Paulo II nada fez. Foi somente Bento XVI assumir o pontificado e toda a podridão foi exposta e condenada, a contra-gosto dos filhos de &#8220;<em>padrecito</em>&#8220;, que estrebucharam muito por querer ainda continuar venerando o tarado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">E, por falar nas diretrizes do concílio, como não enxergar que a falta de combatividade dos católicos atuais tem raiz no ecumenismo traidor proposto em vários textos conciliares? Não é somente o &#8220;espírito do concílio&#8221; que é mal, como alguns tentam nos induzir a acreditar, mas a sua própria letra. Basta ler, se se conseguir superar a repugnância, documentos como a <em>Unitatis Redintegratio</em> ou a <em>Dignitatis Humanis</em>, para se perceber que a atitude passiva dos católicos diante das seitas que roubam almas para o inferno foi altamente estimulada pelos textos do conciliábulo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">As &#8220;autoridades&#8221; eclesiásticas, as mesmas que louvam o concílio, são aqueles que põem em prática as suas maléficas diretrizes. Ou não é o próprio clero moderno a promover o escândalo das celebrações ecumênicas? Não são estes lobos em pele de cordeiro que induzem os pobres fiéis a acreditar na bondade de todas as religiões? Se o clero não estivesse apodrecido, mas pregrasse a doutrina corretamente, a Igreja Católica perderia tantos fiéis para igrejolas de fundo de quintal, dirigidas por um manipulador qualquer? Com certeza, não. Os propagandistas do concílio são os mesmos que arrancam a fé do coração dos fiéis, transformando-os em uma massa amorfa, de indiferentistas sem amor pela verdade revelada por Deus e guardada com tanto zelo por nossos bravos antepassados.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">E o que pensar de bispos de terras cristãs que emprestam igrejas para maometanos? São os mesmos bispos que se calam diante das perseguições cruéis e violentas que os cristãos sofrem nas terras onde imperam os erros do sanguinário &#8220;profeta&#8221;. São os mesmos bispos, aliás, que não permitem, de forma alguma, que os fiéis católicos possam assistir à Santa Missa no rito tridentino.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">E se a atitude de tantos membros do clero em relação às falsas religiões é de aberta traição à Fé católica, não menos grave é a forma como eles se comportam diante das questões seculares. Já mencionamos a pedofilia, que deveria ter sido combatida com muito mais força. Como não devemos nos opor com toda firmeza também à atitude de tantos clérigos que apoiaram ou apóiam partidos comunistas? Como deixar de combater a maldita CNBB, ninho de tantas víboras comunistas? E os clérigos que, mesmo sem abraçarem o comunismo, se metem em política, estarão fazendo bem em abandonar o altar para tratar de questões seculares? E os padres que não tem tempo para as coisas sagradas porque precisam fazer &#8220;shows&#8221;, são eles dignos de aplausos? Ou, antes, de reprovação?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Como podemos levar com bom êxito um apostolado se tudo o que nos esforçamos para transmitir com zelo e fidelidade ao Depósito da Fé é completamente negado por um clérigo modernista? A Tradição avança, sim, mas o tempo que levamos para convencer alguém dos erros modernistas, quando o conseguimos fazer, é muito maior porque as pessoas tendem a acreditar muito mais na autoridade do que nos argumentos. Não que a autoridade seja má, muito pelo contrário. Ela é boníssima quando se presta à sua devida função de ensinar a Verdade. Mas, quando ela se perverte e ensina o erro, arrasta consigo para o abismo uma multidão de almas que não sabem distinguir entre a autoridade legítima e a desviada. Quando nos esforçamos para sermos bom católicos, sempre surge alguém para nos perguntar: &#8220;por que você não aceita isso se até o padre faz?&#8221;,&#8221;por que você não quer participar do encontro ecumênico se o padre está celebrando?&#8221;, etc. Quais são os clérigos da igreja conciliar, mesmo os mais &#8220;conservadores&#8221;, que dão testemunho inequívoco do dogma &#8220;Fora da Igreja, não há salvação&#8221;? Desta forma, este clero corrupto impede, ou pelo menos atrapalha muitíssimo, um verdadeiro trabalho de conversão dos que estão fora da Igreja. Pelo contrário, somente os confirmam nos seus erros</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Diante de tantos inimigos, das falsas religiões aos seculares, que avançam sobre a Igreja, que faz o clero? Ensina o povo a se defender? Organiza o combate apologético para dotar o povo de argumentos contra os ladrões de almas? Fortalece a moral do povo contra o mundanismo? Não. Infelizmente, não. São eles os primeiros a dar mal exemplo de indiferentismo religioso e de má vida.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O mau exemplo da indisciplina</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A indisciplina, perda do verdadeiro conceito de obediência &#8211; os que exigem de nós uma obediência cega ao CV II, à missa nova e às autoridades pervertidas são os mesmos que dão lições de desobediência aos legítimos pastores, às regras religiosas, litúrgicas, à moral, à doutrina da Igreja. Um bispo ou um padre que exigem obediência cega ao ecumenismo que eles promovem, ou que manda os tradicionalistas se conformarem com o &#8220;não&#8221; que lhes deram quando pediram a Missa Tridentina, têm estes clérigos alguma moral quando eles mesmos dão exemplo de desobediência? Que situação ridícula: um bispo sem batina &#8211; portanto em pública desobediência às leis da Igreja &#8211; exigindo que os tradicionalistas abandonem o seu legítimo pedido da Santa Missa em nome da &#8220;obediência&#8221; ao seu bispo!<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A vida espiritual completamente desconhecida</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Se os aspectos externos da crise estão nestas condições, não são melhores as disposições internas a que são induzidos os pobres fiéis. De fato, constata-se facilmente que não apenas o combate aos inimigos externos ficou enfraquecido pelo liberalismo reinante desde o concílio, como também a prática interna da própria religião tornou-se superficial para a maioria dos católicos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Desde sempre a nossa santa religião nos ensinou que temos três inimigos da salvação de nossa alma, a saber, o demônio, o mundo e a carne. Hoje, nesta &#8220;primavera&#8221; pós-conciliar, qual é o fiel que aprende isto na maioria absoluta das paróquias? Qual é o fiel que sabe o que são os novíssimos? Qual é o padre que fala em penitência e mortificação? Que fala em paraíso e inferno, em salvação ou condenação eternas? Que fala em reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo? Que fala que todo joelho se há de dobrar diante de Nosso Senhor, no Céu, na Terra e nos infernos? Quantos católicos enxergam nos filhos o maior bem do matrimônio? Quantos se vestem com modéstia no dia-a-dia? E na igreja? Quantos rezam o terço diariamente? Quantos fazem leituras espirituais? Quantos preferem morrer a pecar mortalmente?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O discurso do clero tornou-se secularizado. Tanto quis João XXIII que a Igreja abrisse suas janelas para que entrasse ar puro vindo do &#8220;mundo&#8221;, que os próprios homens de igreja se tornaram mundanos. A blasfema declaração do papa que abriu o concílio, como se o ar do &#8220;mundo&#8221; pudesse purificar o da a Igreja, e não o contrário, é a síntese do que se tem visto desde o desastre dos anos sessenta. A teologia da libertação, ou melhor da escravidão comunista, prega o materialismo mais rasteiro. Os carismáticos pregam cura e libertação dos males, tudo sob o mais forte sentimentalismo. Outro padre fala de futebol, o bispo comenta a novela da televisão. Os fiéis entram e saem da igreja sem aprender a sublime doutrina católica.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">E, se não saciaram sua sede de santos ensinamentos na igreja, no mundo é que não a saciarão. E serão arrastados pelo que é contrário ao Evangelho. Ou se tornam mundanos, ou são seduzidos por alguma seita.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Não somente a secularização é um mal gravíssimo. Também a excessiva exaltação da misericórdia de Deus, em total detrimento de Sua justiça, conduz a uma confusão enorme as almas despreparadas. Certamente que Deus é infinitamente misericordioso, mas a Sua misericórdia é para os que a buscam com sincero arrependimento de suas faltas. Pregar a misericórdia de Deus sem mencionar a necessidade do arrependimento, da penitência, da mortificação, do propósito de mudança de vida, é trair os ensinamentos evangélicos. Os clérigos assassinos de almas que se metem a proferir tais discursos adocicados, falseadores da verdade, não fazem nenhum bem às almas, muito pelo contrário, preparam-nas para a impenitência final porque não lhes instigam a abominação ao pecado, senão a complacência por suas próprias debilidades. Muito bem fazem às almas os bons e santos sacerdotes que alertam os fiéis sobre os riscos de perderem suas almas. Longe de criarem medos desnecessários, os piedosos clérigos que pregam a necessidade do arrependimento e da penitência são os maiores benfeitores destas almas, a quem lhes abrem os olhos sobre o maior perigo que um ser humano corre.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Resultado claro desta desmensurada complacência para com os pecados, são as péssimas confissões dirigidas pelo clero moderno. Quem nunca experimentou confessar um pecado mortal e ser obrigado a ouvir do sacerdote um &#8220;belíssimo&#8221; discurso tentando nos induzir a crer que nossas faltas não são na realidade tão graves? Ou, então, ouvir aquila maldita frase, &#8220;não se preocupe, meu filho, eu também faço isso!&#8221;. Ou, mesmo que não desminta a gravidade do pecado, sempre tira o foco dos defeitos que nós precisaríamos que nos fossem arrancados, nos dizendo para não nos preocuparmos com o que fizemos de mal, mas buscássemos nos lembrar do bem que fizemos? Na &#8220;primavera pós-conciliar&#8221; tudo se perdoa sem arrependimento, tudo se esquece, para tudo se encontra desculpas. A boa disciplina, a santa reprimenda que todos temos necessidade de ouvir nos confessionários, isto já são consideradas coisas do passado, de uma igreja &#8220;medieval&#8221;, que &#8220;inculcava um sentimento de culpa&#8221;. A falta de justa correção leva a massa cada vez mais na direção do abismo. Quem procura o caminho do confessionário precisa ser curado de um mal grave, e não ser iludido sobre uma suposta bondade. Nós todos, que compartilhamos a miserável condição humana depois do pecado original, somos muito mais dignos de misericórdia do que de louvores, e necessitamos das correções e orientações que um cura de almas prudente e experimentado nos dê, e não dos elogios vazios e instigadores de vaidade de um psicólogo moderninho que, por acaso, atende em um confessionário.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Mas o mal que o clero podre faz aos fiéis não se limita à moral, mas se estende também à doutrina e à liturgia. Quantas pessoas não são confundidas pela péssima doutrina de padres que não aprenderam, no seminário, a verdadeira doutrina católica? E quantos fiéis não ficam privados da Missa Tridentina por conta dos caprichos de um bispo que se julga no direito de não aplicar as determinações da bula <em>Quo Primum Tempore</em>?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A culpa dos leigos</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Certamente que nem toda culpa deve ser atribuída ao clero, pois o povo também não lhe vai melhor. Se cada povo tem o clero que merece, só de observar por alto a CNBB, já percebemos o quanto de culpa nós temos pesando sobre nossos ombros.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Devemos levar uma vida santa e irrepreensível, em primeiro lugar, porque o pecado é uma ofensa infinita ao Deus altíssimo, digno da mais perfeita obediência às suas sábias leis. Em segundo lugar, porque a sorte eterna da nossa pobre alma depende de se encontrar ela sem pecado quando a morte nos tomar de assalto. Depois, a vida santa é o testemunho que não podemos nos recusar de dar ao mundo de que a santidade é possível, e tanto mais a alcançamos quanto mais fiéis somos aos sábios ensinamentos que Deus se dignou nos transmitir através de sua única Igreja, a Católica.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">As palavras de Nosso Senhor no Evangelho são claríssimas: como católicos, somos sal da terra e luz do mundo. Não temos o direito de não dar testemunho de Cristo no mundo descrente. Não podemos deixar apagar a luz, deixar de dar testemunho inequívoco, por palavras e por nossa vida, de que a Igreja Católica é a única arca de salvação. O sal que perdeu seu sabor será pisoteado. Não temos consciência disto?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Na igreja conciliar são engrandecidos exatamente aqueles que perderam o sabor, isto é, a Fé. Os ecumenistas são elevados até às honras dos altares e chamados de grandes. Aqueles que traem o Evangelho são feitos bispos. Os profanadores se contam entre os sacerdotes. O povo aplaude &#8220;obediente&#8221; os chefes que lhes agradam, pois tampouco condenam os vícios das ovelhas que deveriam pastorear. Na igreja conciliar pode tudo. Ou melhor, quase tudo, porque ninguém iria imaginar um judas, destes tantos que conhecemos, aceitar que se cometa o &#8220;crime&#8221; de querer assistir à Santa Missa no rito tridentino&#8230; Pior ainda se disser que o quer porque não aceita a missa nova.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Nesta correnteza toda, quantos católicos hoje sabem dar o valor devido à vida interior? Quantos são capazes de enxergar tudo o que lhes passa na vida sob a luz sobrenatural? Quantos, na igreja conciliar, mesmo sinceramente querendo ser católicos, conseguem escapar do ar mundano que se respira até dentro das igrejas?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Por pior que esteja o clero, há uma grande culpa dos leigos acomodados, mergulhados no pecado que não querem abandonar, pisoteando a consciência. E de outros que não concordam com os descaminhos do clero moderno, mas também não querem ter o trabalho de combatê-los.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">&#8220;A divisão causada pelos tradicionalistas não enfraquece ainda mais a Igreja&#8221;?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Esta acusação não tem sentido. Primeiro, porque foram os modernistas que causaram a divisão, introduzindo um espírito protestantizado, individualista e subjetivista na Igreja. Foram eles que causaram a divisão ao perseguirem os católicos de sempre, tradicionais. Foram eles que introduziram a missa nova e que tentaram de todos os modos proibir a Missa de Sempre. Foram eles que quiseram revolucionar a Igreja. Se nós, tradicionalistas, os combatemos, é para o bem da Igreja. Quando combatemos os inimigos da Igreja estamos fazendo o bem a Ela.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os inimigos declarados, externos, ganham força contra a Igreja exatamente porque ela está sendo traída desde dentro, pelos liberais que se infiltraram nela. Se os católicos não estivessem tão desorientados por seus pastores, jamais os inimigos da Igreja cresceriam com a facilidade com que crescem hoje. Os protestantes, espíritas e outras seitas não teriam sucesso no seu proselitismo se os fiéis católicos recebessem a correta formação doutrinária e apologética. Vários países não estariam nas mãos de comunistas se os malditos sequazes da teologia da &#8220;libertação&#8221; não tivesse doutrinado o povo nas cartilhas marxistas. Vários outros não estariam nas mãos de liberais se a doutrina da Igreja fosse bem ensinada. Mas como pode o povo votar em candidatos que defendem a doutrina social da Igreja se esta doutrina nem sequer lhe é ensinada? Como pode o povo católico se organizar para defender a Igreja se encontra tantas lideranças negativas no clero? Ora, um pouco de reflexão sobre os problemas práticos que nos afligem hoje basta para nos convencer de que a situação seria muito diferente se o clero da igreja conciliar não alienasse tanto o povo da verdadeira doutrina católica.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Devemos considerar, ainda, que a divisão existe não somente entre conservadores e progressistas, ou seja, entre aqueles que desejam ser sinceramente ser bons católicos e os inimigos abertos da Igreja Católica tal como Ela sempre foi desde que fundada por Deus. Mesmo nas fileiras dos que combatem os erros modernos há a divisão entre aqueles querem salvar, custe o que custar, o concílio Vaticano II e missa nova e aqueles que reconhecem o mal estes eventos fizeram à Igreja. Os primeiros são, genericamente, chamados &#8220;neo-conservadores&#8221;, e os outros &#8220;tradicionalistas&#8221;. Embora as diferenças entre ambos sejam menores do que entre estes e os modernistas, nem por isso elas podem ser ignoradas. Isto porque a posição neo-conservadora, apesar de se propor a defender a Igreja, comporta uma contradição, uma vez que se nega a enxergar que o progressismo e o liberalismo ganharam toda esta força que têm hoje exatamente por conta do Vaticano II e da missa nova, sem os quais não teriam conquistado o terreno que conquistaram. A proposta dos neo-conservadores, portanto, não é verdadeira solução para o problema da crise atual, uma vez que não chega até a raiz deste mal. Quem está acostumado a ler os sites tradicionalistas tem uma noção do quanto as afirmações neo-conservadoras são inconsistentes, e o quanto de malabarismo eles fazem para inocentar o concílio e a missa nova.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Sendo, pois, necessário juntar forças para combater os inimigos da Igreja, sejam os modernistas infiltrados, sejam os inimigos externos e declarados, muito natural nos parece combater aqueles que apresentam propostas que não solucionam o problema. Do contrário, quanto mais se esforça para desculpar o concílio e a missa nova de seus erros, mais os progressistas podem se utilizar dos princípios que eles contêm. Este assunto é longo, já tem ocupado boa parte dos artigos deste blog, e deve continuar ocupando.<br />
</span></p>
<p><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Justiça para aqueles que combateram pela Fé e foram perseguidos pelos liberais</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Outro motivo, não menos importante que os demais, para continuarmos o combate é que devemos honrar a memória dos que se levantaram contra a tirania do clero liberal. Como poderíamos nós sermos ingratos ao ponto de nos esquecermos dos heróis da Fé que impediram o triunfo completo das pervesas doutrinas liberais dentro da Igreja? Se hoje temos acesso à verdadeira doutrina e à Santa Missa Tridentina, como podemos cruzar os braços e nos esquecermos de que Dom Marcel Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer, e tantos outros, são ainda hoje insultados pelo clero liberal? O bem que eles nos fizeram, nós os pagaríamos com o esquecimento? Claro que não! Devemos continuar lutando até que a injusta declaração de excomunhão sobre eles seja declarada nula e sem efeito, que eles sejam canonizados e os tiranos perseguidores, eles sim, justamente excomungados. Combateremos até que a Justiça seja feita.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Uma igreja de cátaros?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Prevendo a malícia dos neo-conservadores, que tudo conseguem deturpar, já me adianto a responder uma objeção: estaríamos aqui propondo uma Igreja de &#8220;puros&#8221;, de &#8220;cátaros&#8221;, sem pecados? Certamente que não é o puritanismo, mas sim o Catolicismo que estou defendendo. A situação atual do clero e do povo é de crise. Quem não percebe isto? Em toda a história da Igreja há entre seus filhos santos e pecadores. Mas, sempre que surgem épocas de crise, como a nossa, é necessário combater com mais vigor os erros. Não queremos propor o erro oposto, donatista, rigorista. Mas tampouco podemos nos acomodar com a péssima situação atual. Temos necessidade de que as autoridades abandonem o liberalismo e voltem a agir como legítimos sucessores dos apóstolos, condenando os erros, ensinando a verdadeira doutrina e a moral católica, celebrando a verdadeira liturgia católica. Temos necessidade de que o clero volte a defender o povo das garras dos lobos, ao invés de incitá-lo a participar de reuniões ecumênicas. Queremos apenas que as autoridades da Igreja recobrem a defesa da Fé católica. Apenas isto. E que o povo recobre a santa obediência, o santo temor de Deus, aprenda a verdadeira doutrina e a verdadeira moral e tenha acesso à Santa Missa de Sempre. Coisas que não acontecem atualmente. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Há mais alegria no Céu por um pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. Sem dúvida que os pecadores também fazem parte da Igreja, que os busca converter sem desistir. E este é o problema atual: o clero liberal já não busca converter os pecadores. Tudo o que escrevemos contra estes apóstatas é com a finalidade de fazê-los parar de iludir as pessoas com palavras adocicadas e enganadoras. Demonstra amor aos pobres pecadores aquele que lhes dirige palavras duras de repreensão com a finalidade de corrigi-los, ao passo que o adulador somente os confirma no caminho da perdição.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Conclusão</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Eu tentei elencar aqui os motivos pelos quais devemos combater os inimigos internos, mas, devido ao grande número, tenho certeza de outras pessoas podem encontrar outros sérios motivos. De qualquer forma, os que eu consegui escrever aqui já são mais do que suficientes para provar a necessidade deste combate. Temos necessidade de combater muitos prelados que, não obstante a honra de que foram investidos, estão contaminados de liberalismo e fazem um mal enorme à Igreja e às almas. Quem pode ser tão ignorante que não enxergue isto? Quem tem o direito de ficar de braços cruzados sem ser cúmplice daqueles que estão destruindo aquilo que podem na Igreja?<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Enquanto &#8220;a outra&#8221;, como dizia Gustavo Corção, se fizer passar por Igreja Católica, o mundo vai atribuir ao nome dos católicos as culpas que recaem sobre os traidores modernistas. E as almas continuarão confusas e entregues aos lobos, e os inimigos externos aproveitar-se-ão da situação, como já estão aproveitando, para investir com toda fúria contra a Igreja. Por isto, continuaremos combatendo os inimigos internos com todo o vigor.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;">_________________</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">PS: Outras situações semelhantes devem ser citadas no artigo sobre o estado de necessidade, que ainda estou por escrever. Tenho intenção também de escrever sobre as dimensões da crise atual. Todos estes assuntos acabam se sobrepondo um ao outro.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Um dos objetivos deste artigo é apresentá-lo às pessoas que escrevem comentários discordando das críticas feitas, por exemplo, à RC&#8221;C&#8221;. De boa ou de má fé, só Deus sabe, muitas pessoas não compreendem a nossa atitude. Temos esperança de que este artigo possa ajudá-los a compreender, ou a aceitar, esta necessidade de crítica aos movimentos heterodoxos.<br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/intribulationepatientes.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/intribulationepatientes.wordpress.com/812/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/intribulationepatientes.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/intribulationepatientes.wordpress.com/812/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/intribulationepatientes.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/intribulationepatientes.wordpress.com/812/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/intribulationepatientes.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/intribulationepatientes.wordpress.com/812/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/intribulationepatientes.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/intribulationepatientes.wordpress.com/812/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/intribulationepatientes.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/intribulationepatientes.wordpress.com/812/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/intribulationepatientes.wordpress.com/812/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/intribulationepatientes.wordpress.com/812/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=812&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Márcio</media:title>
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		<title>Livro de Monsenhor Gherardini traduzido para o português: Vaticano II, um debate a ser feito</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 00:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros Católicos]]></category>
		<category><![CDATA[concílio vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Monsenhor Brunero Gherardini]]></category>
		<category><![CDATA[Vaticano II]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui avisado hoje de que o livro de Monsenhor Gherardini, Concilio Ecumenico Vaticano II: un discorso da fare, foi já foi traduzido para o português e pode ser comprado através do site da Editora Pinus. Apesar de eu ainda não ter lido o livro, baseado nos artigos já publicados sobre o assunto no Fratres in [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=925&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Fui avisado hoje de que o livro de Monsenhor Gherardini, <em><strong>Concilio Ecumenico Vaticano II: un discorso da fare</strong>,</em> foi já foi traduzido para o português e pode ser comprado através do <a href="http://www.editorapinus.com.br/concilio-ecumenico-vaticano-ii-um-debater-a-ser-feito-mons-brunero-gherardini.html" target="_blank">site da Editora Pinus</a>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Apesar de eu ainda não ter lido o livro, baseado nos artigos já publicados sobre o assunto no <em><a href="http://fratresinunum.com/tag/monsenhor-brunero-gherardini/" target="_blank">Fratres in Unum</a>, acredito que seja interessante pelo fato de um clérigo de Roma estar discutindo tão abertamente sobre o Vaticano II.</em><br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/intribulationepatientes.wordpress.com/925/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/intribulationepatientes.wordpress.com/925/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/intribulationepatientes.wordpress.com/925/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/intribulationepatientes.wordpress.com/925/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/intribulationepatientes.wordpress.com/925/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/intribulationepatientes.wordpress.com/925/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/intribulationepatientes.wordpress.com/925/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/intribulationepatientes.wordpress.com/925/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/intribulationepatientes.wordpress.com/925/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/intribulationepatientes.wordpress.com/925/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/intribulationepatientes.wordpress.com/925/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/intribulationepatientes.wordpress.com/925/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/intribulationepatientes.wordpress.com/925/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/intribulationepatientes.wordpress.com/925/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=925&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quarto aniversário do blog e mensagem de Natal</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 00:52:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mensagens]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia de ontem completaram-se quatro anos do primeiro artigo escrito neste blog. Agradeço aos leitores que nos apoiaram neste ano de 2011, que não foi nada fácil para realmente ama a Igreja. Só para mencionar alguns fatos: a &#8220;beatificação&#8221; de João Paulo II; o terceiro encontro de Assis; os bispos &#8220;conservadores&#8221; que defendem liberdade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=922&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">No dia de ontem completaram-se quatro anos do primeiro artigo escrito neste blog. Agradeço aos leitores que nos apoiaram neste ano de 2011, que não foi nada fácil para realmente ama a Igreja. Só para mencionar alguns fatos: a &#8220;beatificação&#8221; de João Paulo II; o terceiro encontro de Assis; os bispos &#8220;conservadores&#8221; que defendem liberdade religiosa, estado laico e elogiam o espiritismo; os &#8220;ex-tradicionalistas&#8221; que, não achando nada melhor para fazer, inventaram de atacar com mentiras um padre da Tradição &#8211; &#8220;ótima&#8221; preparação que eles escolheram para a Páscoa; a expectativa sobre as conversações, etc. Felizes somos nós, porque nossa confiança está em Deus. Somente assim podemos ter a firme confiança na vitória.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Por um lado, continuamos firmes neste ano a crítica ao Vaticano II, e vamos continuá-la no ano que vem. Por outro, percebi que estava perdendo tempo demais discutindo com quem não quer saber da verdade. Tomei, portanto, a iniciativa de fechar os comentários de alguns artigos sobre a RC&#8221;C&#8221;. Tenho que gastar melhor o tempo do que ficar lendo comentário que não acrescenta nada sobre a discussão, que só repete os mesmos chavões, as mesmas ofensas contra nós, quando não estão cheios de palavras de baixo calão. Outra crítica que eu me faço é o excessivo cuidado no combate aos neo-conservadores. Sinceramente, percebi que não adianta poupar críticas a eles. Certamente que eles promovem toda uma propaganda para nos fazer passar por &#8220;rad-trads&#8221;, &#8220;radicais&#8221;, &#8220;fundamentalistas&#8221;, etc. Mas, que importa isto? As pessoas que tiverem o mínimo de boa-vontade vão entender que o escândalo deles é farisaico. O que não podemos é deixá-los continuar a sua obra de desinformação. 2012 promete ser um ano de artigos voltados para desmentir a propaganda neo-conservadora. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Desejo um santo Natal e um feliz e próspero ano de 2012, cada vez mais pleno de Deus. Que possamos cada vez mais nos acercarmos dos meios de salvação que a Igreja nos dispõe, e que um número cada vez maior de católicos possam ter acesso a estes meios tão perfeitamente presentes na Tradição Católica.<br />
</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/intribulationepatientes.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/intribulationepatientes.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/intribulationepatientes.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/intribulationepatientes.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/intribulationepatientes.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/intribulationepatientes.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/intribulationepatientes.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/intribulationepatientes.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/intribulationepatientes.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/intribulationepatientes.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/intribulationepatientes.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/intribulationepatientes.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/intribulationepatientes.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/intribulationepatientes.wordpress.com/922/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=922&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Canção Nova em seu contexto</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 00:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio</dc:creator>
				<category><![CDATA[RC"C"]]></category>

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		<description><![CDATA[Os carismáticos possuem um grande número de frases prontas que eles apresentam logo que alguém tem a &#8220;extrema ousadia&#8221; de criticar o movimento ao qual eles pertencem. Uma destas frases é a famosa &#8220;vocês estão citando fatos fora do contexto&#8221;. Pois bem, resolvi fazer um breve, muito breve, apanhado dos fatos e ditos que constituem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=915&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os carismáticos possuem um grande número de frases prontas que eles apresentam logo que alguém tem a &#8220;extrema ousadia&#8221; de criticar o movimento ao qual eles pertencem. Uma destas frases é a famosa &#8220;vocês estão citando fatos fora do contexto&#8221;. Pois bem, resolvi fazer um breve, muito breve, apanhado dos fatos e ditos que constituem o contexto da Canção Nova. O trabalho está longe de ser exaustivo. Na realidade, foi apenas um voo de pássaro sobre os fatos que me vieram à memória. No entanto, creio que será suficiente para mostrar que as nossas críticas não estão fora de contexto. Pelo contrário, o conjunto da obra da RC&#8221;C&#8221; só vem a confirmar o quanto ela é um descaminho para os católicos. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-915"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Profanações</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Para começar sem rodeios, cito logo <a href="http://gloria.tv/?media=79868" target="_blank">a profanação ao Santíssimo Sacramento em que os carismáticos dançavam ao Seu redor, e depois, com o padre mesmo segurando o ostensório e agitando-O como se se tratasse de um objeto qualquer.</a> Cenas que ofendem profundamento o sentimento católico, tratando o Santíssimo Sacramento com total irreverência. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os carismáticos em geral tentam justificar as danças nas suas missas alegando que os judeus dançavam em torno da Arca. Acontece que a Santa Missa não é a comemoração de nenhuma passagem do Antigo Testamento, mas sim a renovação do Sacrifício do Calvário. Qual era a atitude que tinham a Virgem Maria, São João e as demais pessoas piedosas ao pé da Santa Cruz? A nossa atitude na Santa Missa, portanto, deve ser de silêncio, reverência, adoração. O que que os carismáticos fazem é pura profanação.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os insistentes pedidos de contribuição</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A Canção Nova não vende propagandas e, portanto, depende das doações dos sócios para manter-se. Não vamos questionar a opção deles. No entanto, existe diversas formas de se pedir. E a forma como eles fazem é através de uma verdadeira lavagem cerebral, com repetições exaustivas e apelos emocionais. Parece que até nisto eles copiaram os pentecostais, ao criar um clima em que o fiel se sente constrangido a colaborar financeiramente.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Acrescente-se a isto a consideração de que eles não pedem apenas pequenos valores. A propaganda deles pede até doações em ouro! <a href="http://blog.missadesempre.com/2011/11/tiraram-o-video-do-you-tube-e-achamos.html" target="_blank">E o pior, no mesmo momento em que estão pedindo aos sócios até o dente de ouro de seus parentes falecidos, eles riem, em uma atitude de total desrespeito.</a> Como se pensassem: &#8220;já bateu mesmo as botas, então entrega logo o ouro, seu trouxa&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A política, ou melhor, a politicagem da Canção Nova</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">É de conhecimento geral no Brasil as polêmicas envolvendo a Canção Nova e seu favorecimento a partidos com ideologia de esquerda. Não vou falar nada de política partidária, porque este <em>blog</em> é religioso e não político. Não tomo aqui a defesa de nenhum partido político, mas tão somente da moral católica. E esta moral tem sido pisoteada pela Canção Nova ao permitir que políticos com total compromisso com a ideologia comunista possuíssem programas em sua grade.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Em outubro de 2010 o padre José Augusto foi repreendido pela Canção Nova quando defendeu a moral católica, sob o argumento de que estava se intrometendo em política. Mas os políticos de esquerda somente perderam seus programas nesta rede de televisão devido aos protestos dos católicos que levantaram sua voz contra esta violação da doutrina e da moral da Igreja. O que demonstra que a coerência não é o forte desta rede que se faz passar por católica.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong>As doutrinas ensinadas pelos expoentes da Canção Nova</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Ao tratarmos dos expoentes da Canção Nova, deixaremos de lado as questões morais, como, por exemplo, a do Eto, protagonista dos fatos comentados acima sobre a política. Vamos nos concentrar sobre as doutrinas, porque assim demonstramos que não se trata apenas de má conduta pessoal, mas sim de questão mais grave. Pois, expondo a má doutrina dos grandes nomes da Canção Nova, demonstramos que os seus maus frutos não são algo apenas acidental, mas que derivam da própria árvore.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><a href="http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&amp;subsecao=rcc&amp;artigo=20040729215813&amp;lang=bra" target="_blank">Jonas Abib, o fundador da &#8220;obra&#8221;, afirma em um de seus livrecos, como denunciara o professor Orlando Fedeli, que &#8220;a primeira necessidade de um cristão é ter a certeza da sua salvação&#8221; (Padre Jonas Abib, A Bíblia foi escrita para você, Ed. Loyola, 1993, pg 16)</a>. Ora, a certeza da salvação é doutrina protestante, e não católica. Além disso, como já enfatizava o professor seguindo o catecismo, ter a presunção da salvação é um pecado contra o Espírito Santo. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/03/10/finalmente-ele-saiu-do-armario/" target="_blank">O mesmo &#8220;mau senhor&#8221; Jonas Abib, em um momento de empolgação, deixou cair a máscara  de católica que a RC&#8221;C&#8221; cria para si mesma. Exultando de alegria, o padre rccista afirmou que os pentecostais são &#8220;lindos e santos&#8221;.</a> Ora, os pentecostais são exatamente a raiz da qual nasceu a RC&#8221;C&#8221;, que é a sua transposição para &#8220;dentro&#8221; da Igreja (dentro dos limites visíveis, porque dentro da alma da Igreja não pode haver heresia nenhuma). E quem são estes pentecostais? São os protestantes mais agressivos contra a Igreja Católica! São os que mais insultam a Igreja, os que mais  Lhe roubam os  filhos através de um proselitismo agressivo. Na deturpada linguagem liberal, o elogio de Jonas Abib aos pentecostais é chamado ecumenismo. Mas, na linguagem comum, que não abandonou o bom senso, isto chama-se simplesmente traição. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Felipe Aquino, que em alguns aspectos parece mais assentado que os demais, não deixa de falar enormes absurdos contra a doutrina católica. <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/03/22/felipe-aquino-nao-e-catolico/" target="_blank">Certa vez, disse que o mandamento da Igreja de se abster de carne em determinadas datas é opcional.</a> Um &#8220;mandamento opcional&#8221;, coisa que só cabe na cabeça de alguém que aceita como normais as contradições do Vaticano II. Pior do que a contradição é o fato de que católicos estejam sendo induzidos a não obedecer um mandamento da Igreja. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/03/27/magia-e-coisa-inocente-segundo-felipe-aquino/" target="_blank">De outra feita, ele afirmou que &#8220;magia é coisa inocente&#8221;</a>. As severas proibições que Deus lançou contra o recurso à magia são o quê? Implicância? </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Para quem diz que magia é coisa inocente, <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2009/01/26/felipe-aquino-recomenda-harry-potter/" target="_blank">defender Harry Potter também não custa nada. E ele encontra até a &#8220;autoridade do Vaticano&#8221; a favor do &#8220;bruxinho inocente&#8221;. Quando se trata de defender suas idéias, a opinião de qualquer clérigo vira &#8220;autoridade&#8221;.</a><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Desconhecendo a austeridade e seriedade da Igreja Católica, a RC&#8221;C&#8221; busca muito a satisfação dos sentidos. Não tendo a profundidade doutrinal e espiritual do Catolicismo, o carismatismo busca outros meios de atrair as pessoas. O finado Pe. Léo atraía as pessoas através do humor. Não que sejamos contra a felicidade ou o humor sadio, mas devemos afirmar sem medo que o que fazia padre Léo é censurável, porque fazia suas piadas tomando temas sagrados. <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/06/19/a-reverencia-para-com-as-sagradas-escrituras-e-o-segundo-mandamento/" target="_blank">O Catecismo nos ensina claramente que é pecado contra o segundo mandamento fazer sátiras a partir de textos da Sagrada Escritura</a>. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Como este artigo não pretende ser exaustivo, o tombo foi tão rápido que já atingimos o fundo do poço. Que não pode ser outro senão Fábio de Melo. Este padre <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2009/09/05/sera-que-ele-vai-continuar-negando-que-acredita-na-evolucao-do-dogma/" target="_blank">acredita na evolução do dogma</a>; afirma que <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2010/04/05/a-igreja-nao-tem-autoridade-para-condenar-diz-o-ungido-do-senhor/" target="_blank">a Igreja não tem autoridade para condenar</a>; junto com seu colega, Pe. Joãozinho (não vamos nem falar dele, já basta um), <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2010/06/26/e-ainda-ha-quem-negue-que-a-rcc-e-porta-de-saida-da-igreja/" target="_blank">tece inúmeros elogios às seitas protestantes mais anticatólicas que existem</a>; elogia o <a href="http://advhaereses.blogspot.com/2009/05/padre-fabio-admira-heresias-de-teilhard_24.html" target="_blank">arqui-herege Teilhard de Chardin, sacerdote apóstata, amante de sua própria sobrinha, que chamou Santo Agostinho de &#8220;infeliz&#8221;, etc</a>. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Ufa! Vamos parar um pouquinho para respirar? Tem mais, vamos continuar. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A Igreja Católica já condenou o socialismo. No entanto, <a href="http://advhaereses.blogspot.com/2010/01/padre-fabio-de-melo-diz-o-monte-de.html" target="_blank">para Fábio de Melo, &#8220;a proposta de Jesus é socialista&#8221;</a>! </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Mas <a href="http://advhaereses.blogspot.com/2009/07/escandalo-padre-fabio-nega-ressurreicao_01.html" target="_blank">o auge mesmo dos absurdos de Fábio de Melo foi a sua negação de dogmas como a ressurreição de Cristo e a presença real na Eucaristia, e a afirmação de que ela é um &#8220;jantar entre amigos&#8221;. Todas estas doutrinas contrárias à Fé católica estão escritas no livro &#8220;Cartas entre amigos&#8221;, e foram denunciadas pelo excelente blog <em>Adversus Haereses</em></a>. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Em vez de simplesmente professar a Fé católica, que é obrigação de todo aquele que quer ser católico, e ainda mais dele que é padre, Fábio de Melo se complicou cada vez mais e mais tentando se justificar, até chegarmos <a href="http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&amp;subsecao=igreja&amp;artigo=fabio-de-melo-montfort&amp;lang=bra" target="_blank">ao artigo do professor Orlando Fedeli que, de tão claro, acabou com as esperanças do carismático</a>. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Este episódio teve cenas memoráveis. Depois de ter se envolvido na defesa de seu amigo Fabio de Melo, Joãozinho percebeu que não havia como continuar, e abanou-o dizendo &#8220;ele que se defenda&#8221;. Toda vez que lembro disso me vem à cabeça aquela música &#8220;amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito&#8221;&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A raiz dos males da Canção Nova</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Todos estes fatos e doutrinas contrárias à moral e à Fé católicas nos dão uma idéia do que é a Canção Nova. Importante é perceber que não são fatos isolados. Portanto, quando um carismático, que não aceita críticas, nos acusar de estarmos citando fatos ou palavras fora do contexto, convidemo-lo a estudar o verdadeiro contexto em que a Canção Nova se encontra. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Mais do que isso, convidemos os carismáticos a conhecer o contexto da RC&#8221;C&#8221; como um todo, desde seu início, que não foi dentro da Igreja Católica, e sim no protestantismo. Passemos a demonstrar que o &#8220;batismo no Espírito&#8221; não <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/05/17/desmascarando-o-batismo-no-espirito/" target="_blank">é uma doutrina católica, mas tão somente uma interpretação abusiva de um trecho da Sagrada Escritura, resultado de um livre exame, que não tem nenhum fundamento na Tradição nem no Magistério</a>. É provável que o carismático tente defender o &#8220;batismo no Espírito&#8221;, <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/09/30/o-batismo-no-espirito-nao-se-confunde-com-o-sacramento-da-crisma/" target="_blank">talvez tentando confundi-lo com o sacramento da Crisma. Mas também é fácil demonstrar que isto não é verdade</a>.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A discussão vai longe, porque toda heresia tenta se disfarçar quando é descoberta. Mas, pelo menos, cumprimos nossa obrigação de alertar as pessoas de que a RC&#8221;C&#8221; não está de acordo com a doutrina da Igreja Católica, e de que é a RC&#8221;C&#8221; a raiz dos males que atingem todos os carismáticos. Exatamente quando colocamos as coisas em seu devido contexto, é que percebemos que a RC&#8221;C&#8221;, e todos seus expoentes, estão em contradição com o Catolicismo, e isto como conseqüência lógica de seus princípios protestantes.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/intribulationepatientes.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/intribulationepatientes.wordpress.com/915/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/intribulationepatientes.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/intribulationepatientes.wordpress.com/915/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/intribulationepatientes.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/intribulationepatientes.wordpress.com/915/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/intribulationepatientes.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/intribulationepatientes.wordpress.com/915/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/intribulationepatientes.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/intribulationepatientes.wordpress.com/915/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/intribulationepatientes.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/intribulationepatientes.wordpress.com/915/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/intribulationepatientes.wordpress.com/915/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/intribulationepatientes.wordpress.com/915/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=915&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Márcio</media:title>
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		<title>Cardeal Ottaviani: hermenêutica da continuidade ou da ruptura?</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 19:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neoconservadores]]></category>
		<category><![CDATA[Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[concílio vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[missa nova]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estava escrevendo um artigo mais extenso sobre a interpretação dos textos do Vaticano II, mas o tema está se estendendo mais do que eu esperava. Por hora, publico apenas algumas ponderações sobre uma carta do cardeal Ottaviani relacionada ao tema. Em outra oportunidade, aprofundaremos o assunto o quanto desejamos. Algumas dúvidas não esclarecidas A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=862&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Eu estava escrevendo um artigo mais extenso sobre a interpretação dos textos do Vaticano II, mas o tema está se estendendo mais do que eu esperava. Por hora, publico apenas algumas ponderações sobre uma carta do cardeal Ottaviani relacionada ao tema. Em outra oportunidade, aprofundaremos o assunto o quanto desejamos.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong><strong>Algumas dúvidas não esclarecidas </strong></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A carta atribuída ao Cardeal Ottaviani teria sido escrita em 1966. No último parágrafo, o autor diz que a carta deveria permanecer em estrito segredo. No entanto, segundo o site do Vaticano a carta teria sido publicada na <em>Acta Apostolicis Sedis (AAS) &#8211; Atos da Sé Apostólica -</em> daquele mesmo ano. O que eu não consegui compreender ainda, é como um documento que deve ser mantido em sigilo pode ser publicado em um jornal como as AAS.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><span id="more-862"></span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Um artigo que encontrei sobre as AAS dizem que elas contêm documentos públicos (o que seria de se imaginar para um jornal):<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Contém os principais documentos <strong>públicos</strong> emitidos pelo Papa, directamente ou através dos departamentos da Cúria Romana e também listas de nomeações Romanas.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acta_Apostolicae_Sedis" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Acta_Apostolicae_Sedis</a><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong><strong><br />
</strong></strong></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Talvez alguém possa me ajudar a compreender como um documento sigiloso pode ser publicado em um jornal públco. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><a href="http://www.vatican.va/archive/aas/index_sp.htm" target="_blank">No site do Vaticano, as AAS &#8211; originais em latim &#8211; estão publicadas desde Março de 2010,</a> conforme tivemos conhecimento através de <a href="http://www.newliturgicalmovement.org/2010/03/acta-apostolic-sedis-online.html" target="_blank">um artigo do New Liturgical Movement</a>.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Outra dificuldade de entendimento é porque se demorou tanto tempo para se fazer uso de tal carta.<strong> </strong>No site do Vaticano, a carta pode ser lida, entre outras línguas, em <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19660724_epistula_it.html" target="_blank">italiano</a> e <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19660724_epistula_sp.html" target="_blank">espanhol</a>. Infelizmente, eles não trazem, no texto, a data da publicação no site. Utilizando-se porém, de recurso da informática, qual seja, a visualização do código fonte da página, pudemos encontrar no código HTML informações sobre a possível data de publicação: &lt;meta name=&#8221;date.issued&#8221; content=&#8221;2010-10-21&#8243; /&gt;. Ou seja, a data é um pouco posterior à publição das AAS no mesmo site. A data de sua assinatura é de 24 de Julho de 1966, o que nos dá um espaço de quarenta e quatro anos até sua publicação. Algo que nos faz questionar seriamente sobre o porquê uma carta com a finalidade de defender a Fé não foi utilizada ao longo de tantas décadas. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Outros questionamentos nós faremos ao longo do presente artigo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong><strong>O conteúdo da</strong> carta</strong> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Temos, publicada na internet, a seguinte tradução para o português:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">CARTA SOBRE OPINIÕES ERRÔNEAS NA INTERPRETAÇÃO DOS DECRETOS DO CONCÍLIO VATICANO II<br />
Congregação para a Doutrina da Fé</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Depois da promulgação do Concílio Ecumênico Vaticano II, concluído recentemente, sapientíssimos documentos, tanto sobre questões doutrinais, quanto disciplinares, para promover eficazmente a doutrina da Igreja, incumbem a todo o Povo de Deus a lutar com todo o empenho para que se realize tudo o que, com a inspiração do Espírito Santo, foi solenemente proposto ou decretado naquele sínodo de Bispos, presidido pelo Romano Pontífice.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Á hierarquia compete o direito e o dever de vigiar, dirigir e promover o movimento de renovação que o Concílio começou, de modo que os documentos e decretos do referido Concílio recebam uma reta interpretação e sejam levados a efeito com exatidão segundo a força e o sentido dos mesmos. Portanto, esta doutrina deve ser defendida pelos Bispos, já que, como tais, gozam do poder de ensinar com autoridade, unidos à cabeça de Pedro. É digno de elogio que muitos Pastores do Concílio já tomaram a iniciativa de explicá-la convenientemente.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Sentimos, contudo, que de diversas partes chegam notícias de como não somente pululam os abusos na interpretação da doutrina do Concílio, como também de como aqui e ali surgem opiniões estranhas e audazes, que perturbam não pouco a alma de muitos fiéis. Devemos louvar os trabalhos ou intentos que buscam penetrar mais profundamente na verdade, distinguindo retamente entre aquilo em que se deve acreditar e o que é opinião; porém, pelos documentos examinados nesta Sagrada Congregação, consta que existem não poucas sentenças que, passando por alto facilmente os limites da simples opinião, parecem afetar o mesmo dogma e os fundamentos da fé.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Convém que expressemos, como exemplo, algumas das sentenças e erros, tal como são conhecidos através da relação de doutores e das publicações escritas.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">1) Primeiramente, referimo-nos à Sagrada Revelação: há quem recorra à Sagrada Escritura, deixando de lado intencionalmente a Tradição, porém restringem o âmbito e a força da inspiração e da inerrância, já que pensam equivocadamente sobre o valor dos textos históricos.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">2) No que se refere à doutrina da Fé, diz-se que as fórmulas dogmáticas devem ser submetidas à evolução histórica, de tal modo que o sentido objetivo das mesmas seja exposto a mudanças.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">3) Esquece-se ou subestima-se o Magistério ordinário da Igreja, principalmente do Romano Pontífice, de tal maneira que se relega ao plano das coisas opináveis.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">4) Alguns quase não reconhecem a verdade objetiva absoluta, firme e imutável, expondo tudo a um certo relativismo, alegando o falaz argumento de que qualquer verdade deve seguir necessariamente o ritmo da evolução da consciência e da história.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">5) Ataca-se a admirável pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando, ao refletir sobre a Cristologia, utilizam-se tais conceitos de natureza e pessoa, que apenas podem se conciliar com as definições dogmáticas. Insinua-se certo humanismo pelo qual o Cristo é reduzido à condição de simples homem, que foi adquirindo pouco a pouco consciência de sua filiação divina, Sua concepção virginal, seus milagres e sua Ressurreição são concedidos de palavra, porém frequentemente reduzem-se à mera ordem natural.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">6) Igualmente, ao tratar da teologia dos sacramentos, alguns elementos são ignorados ou não se lhes presta a suficiente atenção. Sobretudo no que se refere à Santíssima Eucaristia. Não falta quem discuta sobre a presença real de Cristo sob as espécies de pão e vinho, defendendo um exacerbado simbolismo, como se pão e vinho não se convertessem no Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo pela transubstanciação, mas que simplesmente fossem empregados com certa significação. Há quem insista mais no conceito de ágape, com relação à missa, do que no de Sacrifício.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">7) Alguns desejam explicar o Sacramento da Penitência como um meio de reconciliação com a Igreja, sem explicar suficientemente a reconciliação com Deus ofendido. Pretendem que, ao celebrar este Sacramento, não seja necessária a confissão pessoal dos pecados, mas somente se preocupem em expressar a função social da reconciliação com a Igreja.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">8) Não falta quem menospreze a doutrina do Concílio de Trento sobre o Pecado Original, ou quem a interprete obscurecendo a culpa original de Adão ou, ao menos, a transmissão do pecado.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">9) Não são menores os erros que circulam no âmbito da teologia moral. Com efeito, não poucos se atrevem a refutar a razão objetiva da moralidade; outros não aceitam a lei natural e defendem, por outro lado, a legitimidade da chamada “moral de situação”. Propagam-se opiniões perniciosas sobre a moralidade e a responsabilidade em matéria sexual e matrimonial.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">10) A todos estes temas, temos de acrescentar uma nota sobre o Ecumenismo. A Sé Apostólica, certamente, louva todos os que, no espírito do Decreto Conciliar sobre o ecumenismo, promovem iniciativas para fomentar a caridade com os irmãos separados e atraí-los à unidade da Igreja; porém lamenta que não falte quem, interpretando a seu modo o decreto Conciliar, exija uma ação ecumênica que vá contra a verdade, assim como contra a unidade da Fé e da Igreja, fomentando um perigoso irenismo e indiferentismo, que é totalmente alheio à mente do Concílio.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Espalhada esta classe de erros e perigos, apresentamo-los sumariamente, nesta Carta aos Ordinários do lugar, para que cada um, segundo seu cargo e ofício, cuide de refreá-los e preveni-los.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Este Sagrado Dicastério roga encarecidamente para que os Ordinários do lugar tratem disso nas reuniões de suas conferências episcopais e enviem relações à Santa Sé, aconselhando o que creem oportuno, antes da festa da Natividade de Nosso senhor Jesus Cristo do ano em curso.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Esta carta, que, por uma óbvia razão de prudência, nos impede de fazê-la de domínio público, deve ser guardada sob estrito segredo pelos Ordinários e por todos aqueles que com justa causa a ensinam. Roma, 24 de julho de 1966. A. Card. Ottaviani, Pró-prefeito. </span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">fonte: http://cartasaprobo.blogspot.com/2011/08/carta-da-congregacao-para-doutrina-da.html<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong><strong>A carta e a hermenêutica da continuidade </strong></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os três primeiros parágrafos trazem uma inegável marca da &#8220;hermenêutica da continuidade&#8221;, teoria segundo a qual os documentos do Vaticano II seriam bons e isentos de erros, e toda a confusão pós-conciliar teria sido fruto apenas da má interpretação abusiva destes textos. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os neo-conservadores alegraram-se imensamente com a tal carta, uma vez que ela estaria a corroborar a opinião que eles têm sobre o Vaticano II. E não faltaram as costumeiras provocações baixas contra os tradicionalistas. Uma destas típicas ofensas, que demonstra o quanto os neo-conservadores não são nem um pouco moderados, e o quanto de ódio eles tem contra nós, é este:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong><strong><br />
</strong></strong>Jucken says:<br />
6 September 2011 at 2:43 am</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">E aí pseudo-tradicionalistas, vão por acaso alegar que esta carta do Cardeal Ottaviani também foi forjada? Que belo tapa na cara dos católicos de fachada que só sabem mentir e mentir e só são “tradicionalistas” por motivos políticos&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">http://www.deuslovult.org/2011/09/05/sobre-opinioes-erroneas-na-interpretacao-dos-decretos-do-concilio-vaticano-ii-1966/#comment-31715</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Será que a alegria demonstrada por este e outros fanáticos neo-conservadores se justifica? É isto que vamos esclarecer neste artigo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong><br />
A carta impugna as críticas tradicionalistas?<br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Deixemos de lado, por hora, todas as dificuldades já mencionadas e admitamos a autenticidade da carta. Será que ela demonstra o “erro” tradicionalista de que nos acusam os neo-conservadores?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Em primeiro lugar, vejamos o que nos diz a carta. Ela afirma que houve abuso na interpretação do concílio Vaticano II.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Comparemos com o que dizemos, nós, tradicionalistas: o concílio Vaticano II contém textos intencionalmente ambíguos e outros abertamente em ruptura com a Tradição da Igreja.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A duas afirmações são mutamente exclusivas? Incompatíveis entre si? Claro que não. Somente na cabeça dos neo-conservadores que não perdem uma oportunidade de nos atacar e de tentar, desesperadamente, salvar o concílio.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Se estivéssemos considerando uma única proposição, teríamos indiscutivelmente a mútua exclusão sobre sua evidente veracidade, evidente falsidade ou ambigüidade.  Apenas uma destas três opções poderia se aplicar a uma única proposição considerada. Quando consideramos, porém, um texto, ou um conjunto de textos, podemos encontrar nele(s) algumas proposições verdadeiras, outras falsas e outras ambíguas. E o concílio Vaticano II é uma extensa coleção de proposições, algumas perfeitamente católicas, outras ambíguas e outras em total ruptura com a Tradição católica. Basta ler as bem fundamentadas críticas tradicionalistas para se ter uma noção da grande quantidade de textos ambíguos e em evidente ruptura com a Tradição. O que não quer dizer que <strong>todos</strong> os erros defendidos no pós-concílio estejam baseados <strong>apenas</strong> nestes trechos.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Desta forma, torna-se fácil entender que, mesmo que se venha a confirmar a autenticidade da carta do cardeal Ottaviani, as críticas tradicionalistas ao Concílio Vaticano II permanencem intactas em sua validade. Claro, pois as nossas críticas se baseiam tanto nos textos ambíguos quanto naqueles em aberta ruptura com a Tradição da Igreja, ao passo que as críticas da carta do cardeal Ottaviani tratam de abusos dos textos legítimos. O fato de alguns erros procederem de abusos na interpretação de trechos legítimos, não exclui a possibilidade, que realmente se verifica, de que alguns dos erros estão realmente escritos em outros trechos do concílio, nem a de que haja outros trechos propositalmente ambíguos. A carta somente impugnaria a posição tradicionalista se ela dissesse que não existem, no Vaticano II, trechos ambíguos ou em ruptura com a Tradição, e que todos os erros, sem exceção, partiram de abusos. Isto ela não traz, mesmo porque seria uma mentira fácil de ser desmascarada. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">É verdade que a carta chama os documentos do Vaticano II de sapientíssimos. É difícil imaginar o cardeal Ottaviani, ou qualquer outro defensor da Fé católica, chamar de &#8220;sapientíssimo documento&#8221; um lixo como a <em>Dignitatis Humanae</em> ou a <em>Unitatis Redintegratio</em>. Certo é, também, que a carta não  diz que <strong>todos</strong> os documentos do Vaticano II, sem exceção, são sapientíssimos. De qualquer modo, tais afirmações sobre o concílio, de forma genérica, não implicam a aprovação de cada um dos textos do Vaticano II, nem a absoluta inexistência de ambigüidades e erros no textos do mesmo. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong>O cardeal Ottaviani e a hermenêutica da ruptura<br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A “Carta sobre opiniões errôneas na interpretação dos decretos do concílio Vaticano II” estaria datada do dia 24 de julho de 1966.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Acontece que aproximadamente três anos depois, em 25 de setembro de 1969, o cardeal Ottaviani, juntamente com o cardeal Bacci, escreveu uma outra carta ao papa Paulo VI, esta pública, encaminhando ao Santo Padre o “Breve Estudo Crítico da Nova Ordenação da Missa” e solicitando-lhe a intervenção na questão da missa nova. Uma simples leitura desta carta demonstra que o cardeal não poupou críticas nem aos graves problemas do novo rito, nem aos erros correntes na época:</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong>Portanto, em um momento em que a pureza da fé e a unidade da Igreja sofrem cruéis lacerações e um perigo ainda maior, diária e dolorosamente ecoado nas palavras de nosso Pai comum</strong>, nós fervorosamente rogamos a Vossa Santidade para que não nos prive da possibilidade de continuarmos a ter acesso à integridade fecunda do Missale Romanun de São Pio V, tão louvado por Sua Santidade e tão profundamente amado e venerado por todo o mundo católico. (Breve exame crítico, Carta introdutória, nº 3)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Se o cardeal Ottaviani utilizou palavras tão claras para denunciar a gravidade da situação da Igreja naquele momento, por que não haveria de publicar aquela carta de 1966? Por mais questionável que seja o sigilo do documento naquele ano pós-conciliar, em 1969 o cardeal falou abertamente dos problemas. Por que manter o sigilo? Não existem motivos. Não teria sido lógico, no mínimo, tornar público o documento a fim de melhor combater os perigos? Por que somente em 2010 esta carta é publicada? Por que, ao longo de todos estes anos, os papas e os bispos não tiveram o zelo de se utilizar desta carta para defender a Fé?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">No capítulo I do Breve Exame, o cardeal Ottaviani cita um periódico dirigido aos bispos onde se pode ler uma crítica mordaz à celebração experimental de uma nova missa realizada em outubro de 1967:</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">“Quiseram passar uma esponja em toda a teologia da Missa. Terminou como algo muito próximo da teologia protestante que destruiu o sacrifício da Missa.”</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O piedoso cardeal, portanto, não media palavras para defender a Fé católica. A frase que ele citou, “Quiseram passar uma esponja em toda a teologia da Missa”, é muito mais forte do que qualquer passagem da suposta carta de 1966. O que torna estranho o fato deste documento não ter sido publicado, pelo menos, junto com a carta de 1969.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O número 2 da carta de 1966, que denuncia o erro da evolução do dogma, também tem seu paralelo na carta de 1969. Comparemos os dois textos:</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">No que se refere à doutrina da Fé, diz-se que as fórmulas dogmáticas devem ser submetidas à evolução histórica, de tal modo que o sentido objetivo das mesmas seja exposto a mudanças. (Carta de 1966, nº 2)</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">As inovações na Novus Ordo e o fato de que tudo o que possui um valor perene encontra ali apenas um lugar secundário – se é que continua a existir – poderiam muito bem transformar em certeza <strong>as suspeitas, infelizmente já dominantes em muitos círculos, de que as verdades que sempre foram objeto de crença pelos cristãos podem ser alteradas ou ignoradas sem infidelidade ao sagrado depósito da doutrina ao qual a fé católica está para sempre ligada</strong>. (Carta introdutória ao Breve exame crítico, nº 2)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A carta de 1966 denuncia o conceito protestante da celebração eucarística:</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">6) Igualmente, ao tratar da teologia dos sacramentos, alguns elementos são ignorados ou não se lhes presta a suficiente atenção. Sobretudo no que se refere à Santíssima Eucaristia. <strong>Não falta quem discuta sobre a presença real de Cristo sob as espécies de pão e vinho</strong>, defendendo um <strong>exacerbado simbolismo</strong>, como se pão e vinho não se convertessem no Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo pela transubstanciação, mas que <strong>simplesmente fossem empregados com certa significação</strong>. <strong>Há quem insista mais no conceito de ágape, com relação à missa, do que no de Sacrifício</strong>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Ao comentar a herética definição de missa dada pelo número 7 da Instrução Geral do Missal Romano, de 1969, i.e., “Ceia dominical é a assembléia sagrada ou congregação do povo de Deus, reunindo- se sob a presidência do sacerdote, para celebrar a memória de Nosso Senhor”, o cardeal Ottaviani escreve:</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Desta forma, a definição da Missa é reduzida a uma “ceia”, um termo que a Instrução Geral repete constantemente (nos números 8, 48, 55, 56 da Institutio 5 ). A Instrução mais adiante caracteriza esta “ceia” como uma assembléia, presidida por um padre e celebrada como o “memorial do Senhor” para recordar o que Ele fez na quinta-feira Santa.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Nada disso implica por mais mínimo que seja nem a Presença Real, nem a realidade do Sacrifício, nem a função sacramental do padre que consagra, nem o valor intrínseco do Sacrifício Eucarístico, independente da presença da “assembléia”.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Em uma palavra, <strong>a definição dada pela Instrução não implica nenhum dos valores dogmáticos que são essenciais à Missa</strong> e os quais, tomados em conjunto, fornecem a sua  verdadeira definição. <strong>A omissão, num tal lugar, desses dados dogmáticos, não pode ser senão voluntária</strong>. <strong>Semelhante omissão voluntária significa que já se consideram como obsoletos, e equivale, ao menos na prática, a negá-los</strong>. (Breve Exame, Capítulo II)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Percebemos que a denúncia pública de 1969 tem, em muitos pontos, o mesmo conteúdo que a oculta de 1966. Não há, portanto, motivos pelos quais esta deveria ter permanecido oculta e não ter sido utilizada para o combate às heresias.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Quem desejar conhecer outras palavras fortes do cardeal, tanto na condenação da missa nova como dos erros vigentes em sua época, pode ler a sua carta de 1969 na íntegra:</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><a href="http://www.fsspx.com.br/exe2/breve-exame-critico-do-novus-ordo-missae" target="_blank">http://www.fsspx.com.br/exe2/breve-exame-critico-do-novus-ordo-missae</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Com palavras tão claras do cardeal Ottaviani em 1969, é impossível entender porque sua suposta carta de 1966 pudesse causar tanta alegria aos neo-conservadores. Aliás, na carta de 1969, de autenticidade jamais questionada, o cardeal Ottaviani denuncia e combate a hermenêutica da ruptura. Isto é insofismável. Ele o diz com todas as letras, afirmando que o novo rito está em ruptura com a Tradição. Certamente por isto, os mesmos <em>sites</em> que publicam a carta oculta de 1966 não se dão ao trabalho de publicar a carta pública de 1969: ela destrói completamente a hermenêutica da continuidade, ao menos quanto à missa nova, que é a expressão litúrgica da &#8220;nova teologia&#8221; ensinada pelo Vaticano II, e que foi inventada para tentar salvar este conciliábulo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong>O fiasco do Vaticano II confirmado por esta carta</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O Cardeal Ottaviani era o Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, ou seja, o homem responsável, imediatamente depois do papa, por defender a Fé católica. O fato de ele ser obrigado a escrever em segredo uma carta com este conteúdo já prova o quão grave era a situação. Pior ainda, como a história demonstra, estas recomendações não foram seguidas pela maioria dos bispos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A divulgação desta carta acaba sendo mais um tiro dos neo-conservadores que sai pela culatra. Pois, se, por um lado, as críticas tradicionalistas não são afetadas e vários textos do concílio continuam sendo reprováveis, por outro, a tal carta somente vem a confirmar o total fiasco que foi o concílio Vaticano II.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"> O pouquíssimo tempo, praticamente meio ano, decorrido entre o final do concílio e a carta do cardeal Ottaviani demonstra o quão ineficaz foi o concílio na defesa da Fé. Se o Vaticano II tivesse seguido o modelo dos concílios anteriores, com cânones e anátemas bem definidos, com linguagem clara e objetiva, nenhuma interpretação heterodoxa seria possível. Pois, como perguntamos em de nossos últimos artigos, qual outro concílio da Igreja foi utilizado pelos Seus inimigos para defender idéias tão contrárias à Fé católica? Esta carta vem nos provar que somente alguns meses já foram suficientes para que tais &#8220;abusos&#8221; acontecessem. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Mesmo que, por absurdo, nós não tratássemos <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2009/01/02/o-concilio-vaticano-ii-foi-intencionalmente-ambiguo-e-responsavel-pela-crise-atual/" target="_blank">das intecionais ambigüidades inseridas nos textos do concílio pelos modernistas, a fim de serem interpretadas de maneira herética na era pós-conciliar</a>; mesmo que não existissem trechos do concílio em aberta ruptura com a Tradição católica, ainda assim o Vaticano II teria sido um enorme fracasso, pois não teria passado mais que alguns poucos meses até que ele estivesse sendo totalmente deturpado.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><a href="http://www.stas.org/component/content/article/502.html" target="_blank">Um artigo muito esclarecedor da FSSPX, publicado em inglês no site do Seminário São Tomás de Aquino, levanta sérios questionamentos sobre a hermenêutica da continuidade</a>.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Vejamos: a finalidade do magistério é explicar a fé de modo a dissipar as dúvidas. O Magistério é regra próxima de fé: não pode ser dúbio.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Se quarenta anos depois de ter sido encerrado o concílio, um papa vem falar que precisa lhe ser dada a correta interpretação, então o concílio falhou estrondosamente em sua finalidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Devemos acrescentar que <strong>o Concílio Vaticano II foi escrito em linguagem do homem moderno com a finalidade de ser facilmente compreendido.</strong> O concílio que <strong>não quis ser dogmático, mas sim pastoral, com a finalidade de ser facilmente compreendido</strong>, falhou em seu objetivo principal. Quarenta anos depois vem o papa tentar dar uma interpretação ortodoxa para o concílio que pretendia ser escrito em linguagem acessível a qualquer homem&#8230; É evidente demais que o concílio falhou estrondosamente em sua missão de ser inteligível. Somente um fanatismo extremo pode levar alguém a negar isto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Não podemos esquecer um outro fator importantíssimo: o concílio foi interpretado pelos mesmos bispos que o escreveram. Como pode alguém interpretar errado algo que ele próprio escreveu? A carta do cardeal Ottaviani, de 1966, não menciona quem estaria interpretando o concílio de forma abusiva. Mas, nós sabemos bem que é o papa e os bispos em comunhão como ele os responsáveis pelo magistério. Se houve interpretação heterodoxa foi porque havia bispos modernistas, eles mesmos promovendo estas interpretações e ainda protegendo os padres e leigos que as promoviam. Interpretavam o que eles mesmos escreveram e impuseram ao concílio através da quadrilha do Reno, cuja história está perfeitamente desmascarada no livro &#8220;O Reno se lança no Tibre&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><strong>Conclusões</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Ainda que se prove a autenticidade da carta de 1966, ela não impugna as críticas tradicionalistas ao Concílio Vaticano II. Os textos propositalmente ambíguos e os abertamente em ruptura com a Tradição, provam que o concílio de fato contém erros e, no mínimo, não pode ser considerado igual aos demais, isto se não vier a ser totalmente anulado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Caso se verifique a autenticidade da carta de 1966, podemos entender como uma atitude, em princípio, cautelosa do cardeal Ottaviani, mas que logo compreendeu a ruptura provocada, que foi clara e irrefutavelmente denunciada já no Breve Exame Crítico de 1969. Esta carta de 1969, por condenar de forma tão insofismável a ruptura, é mantida longe do conhecimento das pessoas, degredada. Mas, para qualquer um que tenha sincero amor pela verdade, vale a pena ler esta carta e constatar o quanto a missa nova de Paulo VI, e conseguentemente, a &#8220;nova teologia&#8221; que a inspirou, estão em total ruptura com o que sempre ensinou nossa santa religião católica.<br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/intribulationepatientes.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/intribulationepatientes.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/intribulationepatientes.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/intribulationepatientes.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/intribulationepatientes.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/intribulationepatientes.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/intribulationepatientes.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/intribulationepatientes.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/intribulationepatientes.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/intribulationepatientes.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/intribulationepatientes.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/intribulationepatientes.wordpress.com/862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/intribulationepatientes.wordpress.com/862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/intribulationepatientes.wordpress.com/862/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=862&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O caminho da paz não passa por Assis, passa por Fátima</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 01:22:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostasia pós-conciliar]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagem de Fátima]]></category>

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		<description><![CDATA[Infelizmente, Assis III teve início e está se desenrolando como já temíamos que fosse, um desastre ecumênico. Provalmente não ocorrerão as aberrações e profanações que se deram sob a complacência do &#8220;beato&#8221; João Paulo II. Mas o clima de indiferentismo não deixa de estar presente. Este encontro é um enorme equívoco. De onde o Vaticano [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=880&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Infelizmente, Assis III teve início e está se desenrolando como já temíamos que fosse, um desastre ecumênico. Provalmente não ocorrerão as aberrações e profanações que se deram sob a complacência do &#8220;beato&#8221; João Paulo II. Mas o clima de indiferentismo não deixa de estar presente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Este encontro é um enorme equívoco. De onde o Vaticano tirou a absurda idéia de que a reunião das religiões seria o caminho para a paz? Por acaso alguém se lembra qual foi a promessa de paz feita por Deus através da Santíssima Virgem Maria em Fátima?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-880"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Aquilo que a Santa Mãe de Deus mandou fazer foi consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração. Se fosse cumprido o pedido do Céu, a Rússia converter-se-ia e teríamos paz. E esta promessa foi selada com um dos maiores milagres que este mundo já viu, o milagre do sol, testemunhado por dezenas de milhares de pessoas. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A Rússia não se converteu ao Catolicismo, o mundo não encontrou a paz, mas a obstinação dos altos prelados do Vaticano continua a mesma em não cumprir a vontade de Deus. Aí ficam inventando estes encontros cinematográficos para encontrar uma “paz” maçônica. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Reiteramos aqui a indicação da leitura do livro intitulado “O Derradeiro Combate do Demônio”, do Pe. Paul Kramer, que prova, com admirável riqueza de documentos e de maneira incontestável, que o pedido de Nossa Senhor de Fátima foi e continua sendo rejeitado pelo Vaticano. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Aliás, por tocarmos neste assunto, uma conclusão certa nós podemos tirar deste encontro de Assis: <strong>o pedido de Nossa Senhora de Fátima não foi atendido</strong>. Sem dúvida, porque a promessa de Nossa Senhora foi a de um tempo de paz para o mundo, o que não aconteceu. O próprio Vaticano, ao realizar o encontro de Assis com a finalidade de encontrar a paz, acaba por corroborar, contra seu gosto, esta conclusão óbvia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Vamos escrever o silogismo por extenso:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Se a Rússia for consagrada, ela converter-se-á e o mundo terá paz.</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O mundo ainda não teve paz. </span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Logo, a consagração da Rússia ainda não ocorreu. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Contra sua vontade, portanto, o Vaticano acaba por demonstrar que o pedido de Nossa Senhora não foi atendido. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">E então? Vamos aplaudir, feitos macacas de auditório, a encenação ecumênica de Assis III ou vamos nos dirigir ao Vaticano, filial porém resolutamente, como convém a católicos, pedindo que eles cumpram a vontade dos Céus? </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Fátima! Fátima é o caminho da paz. A paz que vem do Alto, que vem da promessa do Deus Altíssimo, transmitida por ninguém menos que a Santíssima Virgem Maria.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;">________</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">PS: Algumas das palavras de Bento XVI no discurso de abertura foram muito equívocas. Vou comentá-las em um próximo artigo.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/intribulationepatientes.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/intribulationepatientes.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/intribulationepatientes.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/intribulationepatientes.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/intribulationepatientes.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/intribulationepatientes.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/intribulationepatientes.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/intribulationepatientes.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/intribulationepatientes.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/intribulationepatientes.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/intribulationepatientes.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/intribulationepatientes.wordpress.com/880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/intribulationepatientes.wordpress.com/880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/intribulationepatientes.wordpress.com/880/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=880&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Márcio</media:title>
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		<title>Sobre o mau uso da expressão &#8220;Tradição Viva&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 01:18:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tradição x Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Tradição]]></category>
		<category><![CDATA[Tradição Católica]]></category>

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		<description><![CDATA[Desculpem-me pela demora, eu pretendia ter retornado mais cedo. Os deveres de estado, porém,  tomaram-me um tempo considerável nas últimas semanas. Como disse no último artigo, é necessário, mais do nunca, estarmos preparados para enfrentar os questionamentos daqueles que desconhecem a Tradição Católica, ou mesmo as furiosas investidas dos inimigos empedernidos que não suportam a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=874&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Desculpem-me pela demora, eu pretendia ter retornado mais cedo. Os deveres de estado, porém,  tomaram-me um tempo considerável nas últimas semanas. Como disse no último artigo, é necessário, mais do nunca, estarmos preparados para enfrentar os questionamentos daqueles que desconhecem a Tradição Católica, ou mesmo as furiosas investidas dos inimigos empedernidos que não suportam a restauração da Tradição.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Algumas questões, para quem conhece a Tradição, são muito claras. Mas, devido às maquinações modernistas, conceitos simples acabam por se tornar perigosas armadilhas para os incautos. Aparentemente, muitos repetem os slogans modernistas com ingenuidade pueril, sem serem capazes de distinguir como eles são opostos à doutrina católica. Estas pessoas são os famosos inocentes úteis que, apenas por terem ouvido tal ou qual expressão da boca de um clérigo, põem-se a repeti-la como se doutrina católica fosse. Se antes confrontassem o que dizem muitos clérigos atuais, inclusive altos prelados, com o que a Igreja sempre ensinou, verificariam a heterodoxia dos mesmos e não lhes auxiliariam na sua encarniçada luta, desde dentro, contra a Igreja Católica. Exemplo muito corrente desta manipulação é a expressão Tradição Viva, que é freqüentemente interpretada pelos modernistas de maneira a inverter sua signficação católica.<span id="more-874"></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Para um católico, Tradição Viva é aquela que não deixou de existir, aquela que se mantém. Se a doutrina da Igreja é transmitida de maneira imutável ao longo dos séculos, temos uma Tradição Viva. Se cremos exatamente na mesma doutrina que os católicos de todos os séculos precedentes, temos uma Tradição Viva. Se fazemos todos os anos a procissão de Corpus Christi, se todos os anos comemoramos o Natal e a Páscoa, isto é uma Tradição Viva. Se o rito da Santa Missa se mantém essencialmente o mesmo desde os tempos mais remotos do Cristianismo, temos uma Tradição Viva. Todo o desenvolvimento litúrgico da Igreja foi harmônico com o passado, tornando a liturgia sempre mais bela, sem jamais desfigurá-la. A Tradição, para um católico, seria morta de deixasse existir. Se fosse possível, o que não é, que toda a Igreja universal pudesse deixar de crer uma determinada verdade de fé católica, esta tradição estaria morta. Ou, da mesma forma, se toda a Igreja universal, sem exceção, abandonasse o venerabilíssimo rito tridentino, e os demais ritos antigos, para celebrar a missa nova, a tradição litúrgica do Ocidente estaria morta, pois o novus ordo é uma fabricação protestantizada em ruptura com a Tradição Católica.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Por outro lado, para um modernista, Tradição Viva significa aquela tradição que se transforma, que se adapta. Tradição &#8220;morta&#8221; seria aquela estagnada, que não muda. Percebe-se claramente a influência de um pensamento evolucionista nesta concepção. Sim, porque o entendimento de vida como mudança contínua nada mais é do que um preconceito evolucionista. O evolucionismo biológico, que estabelece como origem de seres mais complexos a contínua mutação de outros seres mais simples, nada mais é do que a ilegítima aplicação deste preconceito filosófico ao mundo natural. Da mesma forma que a evolução biológica geraria novas espécies, que já não são mais as anteriores, a Tradição &#8220;Viva&#8221; dos modernistas gera novos ritos, novas crenças, novas condutas morais que não são mais, de forma alguma, aquelas que nossos antepassados celebravam, nelas criam, a elas obedeciam. A Tradição &#8220;viva&#8221; dos modernistas não implica mudança apenas nos acidentes, mas uma profunda mudança na própria essência da nossa santa religião.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">É evidentíssimo que os dois conceitos de Tradição Viva, o católico e o modernista, são incompatíveis entre si. Mais do que isso, são absolutamente contrários. Para não sermos vítimas desta fraude teológica, não devemos cair na armadilha da &#8220;tradição viva&#8221; tal qual a entendem os modernistas. Quando eles utilizam esta expressão, querem significar a sua concepção, mas o católico inocente imagina a interpretação ortodoxa, deixando-se levar pelo jogo de palavras. Esta expressão, portanto, não passa de uma estratégia utilizada pelos modernistas para confundir a verdadeira questão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O que nos interessa, como católicos, é saber se houve ou não ruptura com a Tradição Católica. Este é o verdadeiro mérito da questão, que o termo ambíguo &#8220;tradição viva&#8221; tenta esconder: se houve ou não ruptura. A doutrina em que cremos, a moral que praticamos, os ritos que celebramos, devem estar todos eles em perfeita harmonia com tudo o que a Igreja Católica sempre nos ensinou desde os seus primórdios. Esta é, aliás, a regra que São Vicente de Lérins já nos ensinava para distinguir a verdadeira doutrina católica: aquilo que sempre, em toda a parte e por todos os católicos foi tido por verdadeiro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Portanto, sempre que alguém quiser nos impor obediência a algo pressionando-nos pelas palavras mágicas &#8220;tradição viva&#8221;, devemos avaliar se houve ou não ruptura com o ensinamento de sempre da Igreja. Caso não tenha havido, realmente trata-se de Tradição católica. Caso haja ruptura, o termo &#8220;tradição viva&#8221; está sendo utilizado no sentido modernista, evolucionista e anti-católico. Não devemos cair no canto da sereia: simplesmente rejeitamos o sofisma, porque esta &#8220;tradição&#8221; em ruptura com o passado está morta, e não viva. A Tradição à qual devemos obediência é aquela em perfeita harmonia com toda a história da Igreja. A tradição &#8220;viva&#8221;, em ruptura com o passado, são palavras vazias, sofistas, que só impressionam os ignorantes. Contra aqueles que nos quiserem impor uma tradição &#8220;viva&#8221; como esta, simplesmente mostremos as rupturas e peçamos para que eles nos expliquem como pode a doutrina de hoje contradizer a de ontem. Os sofistas vão fugir como o diabo foge da Cruz.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/intribulationepatientes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/intribulationepatientes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/intribulationepatientes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/intribulationepatientes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/intribulationepatientes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/intribulationepatientes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/intribulationepatientes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/intribulationepatientes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/intribulationepatientes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/intribulationepatientes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/intribulationepatientes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/intribulationepatientes.wordpress.com/874/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/intribulationepatientes.wordpress.com/874/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/intribulationepatientes.wordpress.com/874/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=874&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Superando a apreensão</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 00:46:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Creio que, como em todo tempo de provação, a frase do grande Apóstolo, &#8220;Sede pacientes na tribulação&#8221;, que nós escolhemos como tema do blog, se torna importante conselho para os dias atuais. Enquanto não sabemos qual será a resposta de Dom Fellay ao Vaticano, surgem muitos comentários maliciosos que tentam nos desestabilizar e criar desavenças [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=864&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Creio que, como em todo tempo de provação, a frase do grande Apóstolo, &#8220;Sede pacientes na tribulação&#8221;, que nós escolhemos como tema do blog, se torna importante conselho para os dias atuais. Enquanto não sabemos qual será a resposta de Dom Fellay ao Vaticano, surgem muitos comentários maliciosos que tentam nos desestabilizar e criar desavenças entre nós.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Da minha parte, não estou preocupado com as especulações.  Um pouco de apreensão sempre existe, mas vamos aguardar, com confiança, a decisão daqueles que estão há muito mais tempo no bom combate da Tradição, têm muito mais conhecimento que nós e também a graça de estado.  Temos a certeza de que um &#8220;acordo prático&#8221;, que silencie a única grande resistência contra o modernismo, não será assinado. Depois, conforme a situação, definimos a nova estratégia. Que, até certo ponto, é  bem previsível: continuar expondo a doutrina católica de sempre, comparando com os erros modernos a fim de demonstrar a ruptura provocada pelo concílio e ampliada nas décadas que o sucederam. O importante é que, da minha parte, enquanto leigo e desempedido de qualquer obediência a clérigos corrompidos em sua doutrina, continuo o combate do mesmo jeito. Quanto aos que não estão afundados na heresia, veremos como se comportarão, como passarão a tratar a Tradição.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Aconteça o que acontecer, o combate vai ser de longa duração. Disto não há dúvidas. A malícia dos hereges empedernidos vai continuar a mesma. Basta ver as discussões com os seguidores dos &#8220;movimentos&#8221; pós-conciliares. Por mais que nós provemos os seus erros, eles disfarçam, mudam o foco, não entram no assunto, se fazem de vítima, tentam nos desmerecer, apelam para a emoção, citam frases feitas, como &#8220;o que importa é o amor&#8221;, &#8220;não julgueis&#8221;, etc. Somente a condenação formal destes &#8220;movimentos&#8221; poria fim às  suas deturpações da fé católica. Da mesma forma, os erros e ambigüidades do Vaticano II. Algo que ainda deve demorar um pouco. Enquanto estas condenações não chegam, vamos continuar usando os argumentos de razão, desfazendo as mentiras dos neo-conservadores e dos modernistas, seja qual for o &#8220;movimento&#8221; a que eles pertençam. Quando tivermos a autoridade, novamente, do lado da verdade, será mais fácil convencer os católicos que, de boa fé, estão atualmente no erro.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Quando as autoridades eclesiásticas voltarem a condenar com clareza os erros, os católicos não estarão mais desorientados como estão hoje. Por outro lado, a ira dos inimigos da Igreja vai aumentar ainda mais, como já começamos a ver só pelo pouco que o Vaticano já fez de concessão à Tradição.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Pelo menos <em>grosso modo</em> este é o cenário que se pode prever. Passar disto é temerário demais. O que fazemos então? Devemos nos esforçar para deixar de lado toda preocupação, toda apreensão, e nos prepararmos para o combate com os meios que a Igreja sempre ensinou: oração, penitência, e muito estudo, para podermos  bem defender a fé católica. Quando os católicos que desconheciam a Tradição vierem a conhecê-la, devemos estar preparados para apresentar-lhes a riqueza da nossa Igreja, que os modernistas nos tentaram esconder. Além de nos defender de todo ataque que estes mesmos modernistas irão nos fazer, furiosos com a Tradição que recupera o espaço perdido.<br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/intribulationepatientes.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/intribulationepatientes.wordpress.com/864/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/intribulationepatientes.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/intribulationepatientes.wordpress.com/864/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/intribulationepatientes.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/intribulationepatientes.wordpress.com/864/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/intribulationepatientes.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/intribulationepatientes.wordpress.com/864/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/intribulationepatientes.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/intribulationepatientes.wordpress.com/864/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/intribulationepatientes.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/intribulationepatientes.wordpress.com/864/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/intribulationepatientes.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/intribulationepatientes.wordpress.com/864/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=864&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O concílio Vaticano II e os inimigos da Igreja</title>
		<link>http://intribulationepatientes.wordpress.com/2011/08/17/o-concilio-vaticano-ii-e-os-inimigos-da-igreja/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 00:29:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[concílio vaticano II]]></category>

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		<description><![CDATA[Pretendemos, com este artigo, estudar brevemente a forma como os inimigos da Igreja reagiram e ainda hoje reagem diante do Vaticano II. Os inimigos da Igreja se rejubilaram com o Vaticano II Todos os concílios ecumênicos da Igreja, de Nicéia até o Vaticano I, foram convocados para resolver problemas doutrinários e disciplinares da Igreja. E, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=839&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Pretendemos, com este artigo, estudar brevemente a forma como os inimigos da Igreja reagiram e ainda hoje reagem diante do Vaticano II<strong>.</strong></span><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os inimigos da Igreja se rejubilaram com o Vaticano II</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Todos os concílios ecumênicos da Igreja, de Nicéia até o Vaticano I, foram convocados para resolver problemas doutrinários e disciplinares da Igreja. E, tendo de fato condenado os erros, jamais foram amados pelos inimigos da Igreja. O Vaticano II, porém, tal como o desejou João XXIII, não condenou os erros de seu tempo, nem a heresia modernista, nem o laicismo, nem o comunismo (aliás, protegido pelo traidor e vil pacto de Metz). Esta nada honrosa peculiaridade do Vaticano II foi a causa outra: este é o único concílio da Igreja que provocou a alegria de seus inimigos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O imprescindível livro &#8220;O derradeiro combate do demônio&#8221;, por exemplo, descreve vários exemplos de maçons e comunistas que se exultaram com o Concílio Vaticano II (<a href="http://www.devilsfinalbattle.com/port/ch6.htm" target="_blank">http://www.devilsfinalbattle.com/port/ch6.htm</a>).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Quando, em toda a história da Igreja, já se viu os seus inimigos se alegrarem com um concílio ecumênico? Por acaso os arianos se alegraram com os concílios de Nicéia e Constantinopla? Os nestorianos se alegraram com o concílio de Éfeso? Os monofisitas se alegraram com o concílio de Calcedônia? Os protestantes se alegraram com o concílio de Trento? Os liberais se alegraram com o concílio do Vaticano (Primeiro)? Poderíamos estender estas perguntas a todos os legítimos concílios da Igreja. Obviamente, a resposta seria negativa, pois todos os legítimos concílios da Igreja condenaram os erros ensinados pelos inimigos de Cristo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Se o concílio Vaticano II provocou a alegria dos inimigos da Igreja, então algo de muito errado e de muito diferente dos demais, ele certamente possui. Como João XXIII declarou na sua abertura, o concílio Vaticano II não intencionava condenar nenhum erro. E não somente não condenou os erros, como se fez porta-voz do liberalismo ao defender a colegialidade, a liberdade religiosa e o ecumenismo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Vamos tentar ajudar os idólatras do concílio a entender a questão. Suponhamos que temos dois times de futebol, entre os quais existe uma extrema rivalidade, e que estes estão se enfrentando em uma final de campeonato. Se um jogador de um dos times causa uma grande alegria para a torcida adversária, então podemos concluir que ele está jogando muito bem ou muito mal? Óbvio que está jogando mal. Quiçá tenha marcado um gol contra. De outra forma, se tivesse marcado um gol para seu próprio time, teria feito a tristeza da torcida adversária.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">É óbvio demais para alguém se furtar da conclusão: se a polícia fizesse a alegria dos bandidos, não estaria cumprindo sua obrigação; se um professor é amado pelos alunos mais vagabundos, então não os está cobrando como deveria; se um fiscal for amado pelos sonegadores, então não está realizando corretamente seu trabalho. Se um concílio da Igreja faz a alegria de seus inimigos, então&#8230; É tão difícil chegar à conclusão deste raciocínio? Claro que não. Somente a paixão que cega os idólatras do Vaticano II é que os impede de entender isto.</span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os inimigos da Igreja reconhecem que o Vaticano II rompeu com a Tradição</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os aguerridos defensores do Vaticano II negam, contra toda evidência, que ele tenha rompido com a Tradição da Igreja. Na maioria das vezes, estes defensores do concílio não se dão ao menor trabalho de argumentar, escondendo-se sempre atrás do falso conceito de autoridade que eles inventaram, como se pudesse existir legítima autoridade capaz de subsistir contra a verdade. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O que negam estes defensores do concílio, que se declaram católicos e gabam-se de serem os &#8220;bons mocinhos&#8221;, reconhecem até mesmo os inimigos da Igreja. <a href="http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&amp;subsecao=igreja&amp;artigo=hk_vii&amp;lang=bra" target="_blank">O herege Hans Küng, por exemplo, reconhece que o Vaticano II introduziu um modelo protestante na Igreja Católica. A protestantização a que foram submetidos os católicos que seguem a (des)orientação conciliar é tão grande, tão inegável que até um herege do nível de Küng é obrigado a admiti-lo. O professor Orlando Fedeli, autor do artigo que destacamos, faz a pergunta: &#8220;quando até os hereges enxergam, por que alguns, que se dizem católicos, negam o visível?&#8221;</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Certamente que as opiniões de nada valem se não tiverem um apoio mais firme, e ainda mais o testemunho de um herege não prova nada se for tomado sozinho. Muitas oportunidades o prof. Orlando ofereceu aos neo-conservadores para deturparem seu pensamento quando ele insistia nos tais &#8220;torpedos&#8221; de Bento XVI contra o Vaticano II. <a href="http://www.veritatis.com.br/article/5300" target="_blank">E, nesta oportunidade do comentário de Küng, também houve quem deturpasse grosseiramente o pensamento do professor por não estar ele completamente explícito no seu artigo. Já o título demonstra a deturpação: &#8220;Quando os hereges são seguidos&#8221; (http://www.veritatis.com.br/article/5300), como se o professor Orlando estive seguindo Hans Küng.</a><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">É óbvio que os católicos tradicionais não seguem o pensamento dos hereges inimigos da Igreja. A única afirmação que fazemos em comum, e que qualquer pessoa que estude o assunto sem preconceitos a favor do Vaticano II consegue enxergar, é que ele rompeu com a Tradição. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Sabendo que toda doutrina que rompe com aquilo que a Igreja sempre ensinou é falsa e contrária ao depósito da Fé que Deus se dignou nos revelar, e que todo aquele que ensinar uma doutrina diferente desta revelada deve ser excomungado (Gal 1,8), então tudo o que rompe com a Tradição é errado e somente poder causar o mal à Igreja. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Com relação ao herege, então, podemos raciocinar:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"> O concílio Vaticano II rompeu com a Tradição</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O herege quer o mal da Igreja tradicional, em proveito de suas próprias idéias erradas</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Logo, o herege  reconhece a ruptura do Vaticano II, alegra-se com ela e dela faz uso em seu proveito e contra a Igreja<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Já para o católico que se dedica ao estudo do situação atual, temos:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O concílio Vaticano II rompeu com a Tradição</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O católico ama a Igreja, por isso combate tudo o que seja nocivo a Ela</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Logo, o católico combate todas as rupturas provocadas pelo Vaticano II, que causaram e causam tanto mal à Igreja</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Podemos perceber que, ao contrário da falsa acusação neo-conservadora, os católicos tradicionais <strong>não seguem</strong> os hereges. Fazemos exatamente o contrário dos hereges, combatendo-os da única forma eficaz: cortando o mal pela raiz. Portanto, o artigo que acusava o professor Orlando de retórica, ele sim é retórico.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Analisando o pensamento neo-conservador, entendemos porque, neste ponto, eles discordam tanto dos hereges quanto dos católicos:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O concílio Vaticano II é bom, perfeito, isento de erros, idêntico aos demais concílios</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O que rompe com a Tradição é mau para a Igreja</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Logo, o concílio Vaticano II não rompeu com a Tradição<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A segunda afirmação é verdadeira, como já dissemos acima. <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2011/05/30/um-concilio-ecumenico-nao-pode-ter-erros-logo/" target="_blank">A primeira, no entanto, é falsa e fruto da idéia pré-concebida a respeito do Vaticano II. Toma-se por verdade absoluta aquilo que não tem este valor, e que poderia com facilidade ser entendido corretamente se houvesse um cuidado  em se comparar os textos do Vaticano II com o conjunto dos ensinamentos da Igreja ao longo de todos seus séculos de existência.</a><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A partir desta premissa errada, a conclusão igualmente errada a que chegam os neo-conservadores é negada tanto pelos hereges quanto pelos católicos. A partir desta conclusão falsa os neo-conservadores tentam se colocar como defensores da Igreja, ao mesmo tempo em que tentam fazer os católicos se assemelharem aos hereges. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Do que ficou exposto, é fácil perceber que, apesar de enxergarmos o mal do Vaticano II da mesma forma que os hereges, agimos de maneira totalmente contrária a eles. E somente quem enxerga o mal pode combatê-lo. Já os neo-conservadores, devido a sua cegueira voluntária, eles sim colaboram enormemente para que os hereges possam fazer uso das más doutrinas defendidas pelo Vaticano II. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Além de ser falsa a acusação de seguirmos os hereges, também é falsa outra acusação contra o professor Orlando Fedeli. Podemos ler e reler o artigo do professor que não vamos encontrar em nenhum lugar a afirmação de que a opinião de Küng é prova irrefutável de que o Vaticano II contém erros. Esta distorção grosseira é apenas mais uma tentativa neo-conservadora de criar uma imagem ridícula dos católicos tradicionais. O que os neo-conservadores fazem é criar um espantalho e depois combatê-lo. Eles refutam a caricatura que fazem de nós, e saem cantando vitória como se fosse a nós que tivessem refutado, quando não passaram nem perto dos nosso argumentos.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">A forma correta como devemos raciocinar é a seguinte: se um efeito somente pode ser produzido por uma única causa, então, quando estamos diante do efeito, podemos ter certeza de que a causa também está presente. A sabedoria popular expressou este silogismo através do provérbio &#8220;onde há fumaça, há fogo&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Quais foram os efeitos produzidos? Os inimigos da Igreja se alegram com o Vaticano II, reconhecem que ele modificou profundamente o modelo da Igreja, depositam suas esperanças nas mudanças provocadas pelo concílio, e se utilizam muito de seus textos para defender seus erros (como veremos adiante). Poderíamos elencar outros efeitos não relacionados diretamente com os inimigos da Igreja (tema do presente artigo), como a confusão em que os católicos caíram depois do concílio, a usurpação do poder pela colegialidade, o ecumenismo desenfreado, a apostasia, o abandono do hábito, da disciplina religiosa, etc. Ora tais efeitos jamais poderiam ser produzidos por um concílio perfeitamente ortodoxo. Logo, se estes efeitos foram produzidos pelo Vaticano II, certamente ele possui algo de muito errado. &#8220;Onde há fumaça, há fogo&#8221;. O prof. Orlando certamente  não deixou explícito este raciocínio  por ser ele óbvio demais. Não houve, portanto, nenhuma retórica da parte tradicionalista. O que houve foi distorção da parte neo-conservadora, fazendo afirmações a partir de palavras que o professor não escreveu, e que não poderiam de forma alguma ser deduzidas de seu texto.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Já provamos que os neo-conservadores, mais uma vez, tentaram criar uma caricatura dos católicos tradicionais. Mas, afinal de contas, que valor tem a argumentação do prof. Orlando? Que importa que os hereges reconheçam que o Vaticano II rompeu com a Tradição? </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Em primeiro lugar, todo herege é um acérrimo inimigo da Igreja. Se o Vaticano II não tivesse realmente introduzido um modelo liberal na Igreja, um herege como Küng jamais se alegraria com ele e jamais o citaria. Votaria contra ele o mesmo ódio que tem contra Trento ou o Vaticano I. Inclusive, neste mesmo caso citado, <strong>Küng não somente reconhece que  o Vaticano II introduziu um <strong>modelo protestante</strong> na Igreja, mas também <strong>coloca suas esperanças neste modelo a fim de</strong> conter o &#8220;retorno à Idade Média&#8221; do qual ele acusa Bento XVI</strong>. Por que jamais houve um herege que pusesse suas esperanças em algum outro concílio da Igreja? </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Não se trata aqui, portanto, de simples opinião de um herege. Trata-se de seu interesse perverso contra a Igreja apoiado no Vaticano II, o que faz qualquer pessoa inocente, que jamais tenha estudado a questão, parar um pouco para refletir sobre a ortodoxia deste concílio. Mesmo que a palavra de Küng não seja prova irrefutável dos erros do Vaticano II, o que aliás é muito óbvio, elas não deixam de clamar por um aprofundamento por parte de quem esteja alheio à questão do Vaticano II.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Além desta inquitante situação de um herege colocar suas esperanças em um concílio, temos também o fato de que pessoas totalmente discordantes sobre a Igreja, uns amando-a como os católicos tradicionais, outras odiando-a como os hereges, enxergam o quanto o Vaticano II modificou a Igreja. Tendo o testemunho de mais de uma fonte, já não podemos imaginar que a ruptura do Vaticano II seja uma invenção tradicionalista. Somos mais uma vez obrigados a entrar no mérito da questão, estudando com mais cuidado os textos do Vaticano II.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Em um inquérito policial, por exemplo, é importante que as testemunhas sejam independentes. Quando os depoimentos de várias delas, sem interesse no caso, convergem, há bons motivos para acreditarmos que estão dizendo a verdade. São, no mínimo, motivo para aprofundarmos a investigação. E, se as partes que estão em litígio estão de acordo em seus depoimentos,  serão, em princípio, ainda maiores os motivos para acreditarmos neles, porque qualquer mentira de um estaria no sentido de prejudicar o outro, o que provocaria discordância dos depoimentos. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Ainda estudando o tema dos testemunhos insuspeitos, façamos uma analogia com o futebol. Vejamos que testemunho tem mais eloquência: depois de uma partida, à qual não assistimos, ficaríamos mais convencidos de que um time jogou bem se ouvíssimos os elogios partindo de um fanático torcedor deste time ou de um igualmente fanático torcedor do time adversário? Claro, se o torcedor de um time rival se vê constrangido a admitir a boa partida de seu adversário, isto é um forte testemunho de que ele realmente jogou bem. Para este torcedor fanático, segundo suas más paixões, seria de seu gosto denegrir o adversário. Somente uma partida brilhante do adversário o forçaria a admitir que ele jogou bem, porque as evidências seriam fortes demais.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Vejamos alguns exemplos mais eruditos do que o do futebol. Depois da Segunda Guerra Mundial, Pio XII recebeu os agradecimentos de judeus salvos do genocídio nazista. Tão evidente foi a ajuda deste papa às vítimas da perseguição que os judeus, mesmo com sua inimizade para com a Igreja Católica, foram obrigados a reconhecer o apoio de Pio XII.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Outro exemplo que li há pouco em meus estudos. Os enciclopedistas estavam imersos em uma filosofia naturalista e anti-católica.  A eles interessaria, em princípio, negar os milagres da Igreja. Uma maneira seria negar a existência de todos os fatos  sobrenaturais. No entanto, como destaca o Cardeal Gousset em sua obra &#8220;Theologie Dogmatique&#8221;, décima quarta edição, tomo I, páginas 84 a 87, os enciclopedistas reconhecem a existência destes fatos sobrenaturais.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Enfim, sempre que alguém a quem não interessaria admitir uma verdade, acaba por admiti-la, temos um importante testemunho a favor desta verdade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">No nosso caso, aos hereges não convém auxiliar os católicos tradicionais em seu combate contra o Vaticano II. São uma fonte completamente independente, até mesmo contrária a nós, e que também reconhecem a ruptura do Vaticano II. A diferença, como já dissemos, é que eles apóiam esta ruptura, enquanto que nós a combatemos.<br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os inimigos da Igreja e os maus clérigos fazem uso do Vaticano II para defender seus erros</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2011/07/06/bem-que-eu-poderia-repetir-o-titulo-do-ultimo-artigo/" target="_blank">O assunto de nosso último artigo demonstra bem o quanto o Vaticano II é utilizado pelo clero moderno para defender suas aberrações. Pois foram exatamente os textos horríveis do Vaticano II que Dom Aldo Pagotto invocou para explicar sua atitudade de prefaciar um livro espírita</a>. E qualquer católico liberal que queira defender o ecumenismo faz largo uso dos textos do Vaticano II. Qual outro concílio poderia ser invocado para defender o irenismo, o indiferentismo religioso? Qual? Simplesmente não há como tirar dos outros concílios nenhum texto para defender os erros que são defendidos com o auxílio dos textos do Vaticano II. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;"><a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2009/06/08/o-concilio-e-o-protestantismo-parte-1/" target="_blank">E os encontros ecumênicos e as orações em comum com os hereges, tão condenados pelo magistério pré-conciliar? O Vaticano II declarou desejável aquilo que era completamento proibido anteriormente</a>:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Em algumas circunstâncias peculiares, como por ocasião das orações prescritas «pro unitate» em reuniões ecuménicas, <strong>é lícito e até desejável que os católicos se associem aos irmãos separados na oração</strong>. (UR 8)<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">E os sacramentos? <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2010/03/02/a-communicatio-in-sacris-e-o-concilio-vaticano-ii/" target="_blank">Nem eles escaparam da fúria destruidora do concílio, pois ele deixou consignado em sua letra aquilo que era também completamente proibido anteriormente: a communicatio in sacris, isto é, a recepção de sacramentos conjunta entre católicos e hereges ou cismáticos</a>:</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">De harmonia com estes princípios, podem ser conferidos aos Orientais que de boa fé se acham separados da Igreja católica, quando espontâneamente pedem a estão bem dispostos, os sacramentos da Penitência, Eucaristia e Unção dos enfermos. Também aos católicos é permitido pedir os mesmos sacramentos aos ministros acatólicos em cuja Igreja haja sacramentos válidos, sempre que a necessidade ou a verdadeira utilidade espiritual o aconselhar e o acesso ao sacerdote católico se torne física ou moralmente impossível.<br />
Supostos estes mesmos princípios, permite-se, igualmente por justa causa, a communicatio nas funções sagradas, coisas e lugares entre católicos e irmãos separados orientais. (OE 27,28)<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Como alguém poderia se opor aos abusos irenistas da era pós-conciliar se, por absurdo, quisesse negar a evidentíssima ruptura do concílio com todo o magistério anterior e com toda a Tradição da Igreja?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Não é sem motivos que os todos inimigos da Igreja, especialmente os clérigos de mentalidade liberal, fazem grande uso do Vaticano II. Pois é exatamente nas suas letras que se encontra toda &#8220;justificativa&#8221; para o procedimento irenista que corrói a Igreja tradicional. Seja a intenção deles destruir a Igreja, seja a de transformá-la em algo ao seu gosto, o mal que eles fazem com o apoio do Vaticano II é enorme.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Mas o mal do concílio não para no ecumenismo. O que dizer, por exemplo, daquela malfadada expressão &#8220;opção preferencial pelos pobres&#8221; que a teologia da libertação (leia-se, escravidão) utiliza como <em>slogan</em>? Ao contrário da Igreja Católica, que busca a evangelização e a salvação de todos, a teologia da libertação, como mascaramento da sua ideologia marxista, busca a &#8220;evangelização&#8221; dos pobres. Evangelização entre aspas, porque o que eles querem é apenas doutrinação comunista dos pobres para utilizá-los como inocentes úteis. Mas, esta expressão &#8220;evangelização dos pobres&#8221;, poderia ser encontrada no magistério legítimo da Igreja? Se, por um absurdo, por um enorme absurdo, considerássemos o Vaticano II como magistério legítimo da Igreja, idêntico aos demais concílios, a resposta seria afirmativa. Pois lemos, no final do número 5 do decreto Ad Gentes:</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Continuando esta missão e explicitando através da história a missão do próprio Cristo, <strong>que foi enviado a evangelizar os pobres</strong>, a Igreja, movida pelo Espírito Santo, deve seguir o mesmo caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação própria até à morte, morte de que Ele saiu vencedor pela sua ressurreição. (Ad Gentes, 5).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Se a teologia da libertação fizer uso desta passagem para defender suas idéias, ela estaria abusando do que está escrito? Não. No texto do Vaticano II ficou escrito exatamente um dos lemas destes marxistas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Pesquisando na internet, não é nada difícil encontrar o termo &#8220;evangelizar os pobres&#8221; em sites da teologia da libertação, como este, por exemplo: http://teologiaelibertacao.blogspot.com/2010/01/evangelizar-os-pobres.html. Já que chegamos a este <em>site</em>, é interessante notar a lista de livros indicados pelo mesmo:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Os imorais &#8220;O Príncipe&#8221;, de Maquiavel, e &#8220;Assim falou Zaratustra&#8221;, de Friedrich Nietzsche; &#8220;A ética protestante e o espírito do capitalismo&#8221; de Max Weber; &#8220;Ensaio sobre a cegueira&#8221; do ateu José Saramago; &#8220;Experimentar Deus&#8221;, do inimigo da Igreja Leonardo Boff; para provar a &#8220;ortodoxia&#8221; da TL, &#8220;Teologia do pluralismo religioso, para uma leitura pluralista do cristianismo&#8221; (José Maria Vigil); e, como o diabo não consegue mesmo esconder os chifres, há até livros fundamentais do comunismo: Manifesto do Partido Comunista (Marx &amp; Engels) e O Estado e a Revolução (V.I. Lenin).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">No meio de um coquetel tão indigesto como este, haveria espaço para algum documento realmente católico? Poderia haver a indicação de um concílio da Igreja? Só se for o Vaticano II que, de fato, está lá indicado, em sua edição pela Paulus, &#8220;Documentos do Concílio Vaticano II&#8221;. Por que será que a leitura do Vaticano II pode ser indicada pelos inimigos da Igreja? Por que nenhum outro concílio recebe esta &#8220;honra&#8221;?<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Qualquer pessoa de boa vontade entende isso. O Vaticano II é &#8220;remédio&#8221; para doente que não quer sarar. O magistério legítimo da Igreja jamais seria recomendado pelos seus inimigos. Já o Vaticano II o é. Prestem bastante atenção: o Vaticano II não somente é citado como até mesmo recomendado pelos inimigos infiltrados na Igreja, junto com Lenin, Marx, Nietzsche, Saramago et caterva&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Que outro concílio da Igreja é tão largamente utilizado para defender idéias anti-católicas? Quando é que um concílio como o de Trento ou do Vaticano (Primeiro) seria recomendado pelos inimigos da Igreja? </span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Conclusão</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Como pode alguém não perceber que &#8220;onde há fumaça, há fogo&#8221;? Tudo o que citamos não são provas cabais, mas são evidências claríssimas de que algo de muitíssimo errado há sim com o Vaticano II. Diante de tantas evidências, ninguém tem o direito de repetir cegamente que o Vaticano II é um concílio idêntico aos demais. Todos temos a obrigação moral de estudarmos mais a fundo a questão antes de de nos pronunciarmos. É isto o que temos feito neste blog (muitas vezes aprofundando o raciocínio já iniciado por outros numerosos trabalhos, que não faltam àqueles que tem boa vontade de estudar o assunto), comparando os textos do Vaticano II com o magistério anterior a ele, os escritos dos santos, a doutrina católica, as Sagradas Escrituras. E o que encontramos é uma infinidade de contradições. Estas contradições sim, são provas irrefutáveis de que o concílio rompeu com a Tradição da Igreja. Uma ruptura enorme, inegável e que explica todo o caos em que vivemos nesta &#8220;doce primavera&#8221; pós-conciliar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">_____</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">PS: os comentários permanecem fechados até que terminemos a série sobre a credibilidade do Vaticano II.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/intribulationepatientes.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/intribulationepatientes.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/intribulationepatientes.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/intribulationepatientes.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/intribulationepatientes.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/intribulationepatientes.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/intribulationepatientes.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/intribulationepatientes.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/intribulationepatientes.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/intribulationepatientes.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/intribulationepatientes.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/intribulationepatientes.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/intribulationepatientes.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/intribulationepatientes.wordpress.com/839/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=839&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Bem que eu poderia repetir o título do último artigo</title>
		<link>http://intribulationepatientes.wordpress.com/2011/07/06/bem-que-eu-poderia-repetir-o-titulo-do-ultimo-artigo/</link>
		<comments>http://intribulationepatientes.wordpress.com/2011/07/06/bem-que-eu-poderia-repetir-o-titulo-do-ultimo-artigo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 00:41:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostasia pós-conciliar]]></category>
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		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>

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		<description><![CDATA[Não bastasse a decepção que tivemos com Dom Bergonzini, tema de nosso último artigo, tomamos conhecimento hoje de outro prelado, que temos em boa estima, promovendo o indiferentismo religioso. Dom Aldo Pagotto, outro bispo que, a exemplo do primeiro, levantou corajosamente sua voz em defesa dos inocentes assassinados por meio do crime hediondo do aborto, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=intribulationepatientes.wordpress.com&amp;blog=2305572&amp;post=836&amp;subd=intribulationepatientes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Não bastasse a decepção que tivemos com Dom Bergonzini, tema de nosso último artigo, <a href="http://fratresinunum.com/2011/07/06/a-fsspx-obra-ilegitima/#comment-24343" target="_blank">tomamos conhecimento hoje</a> de outro prelado, que temos em boa estima, promovendo o indiferentismo religioso. Dom Aldo Pagotto, outro bispo que, a exemplo do primeiro, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AC_3SwCinH4" target="_blank">levantou corajosamente sua voz em defesa dos inocentes assassinados por meio do crime hediondo do aborto</a>, simplesmente escreveu o prefácio de um livro espírita.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">O erro de Dom Bergonzini foi grave, pois ele, com suas palavras, deu a entender o contrário do que nos ensina a Santa Madre Igreja, através do dogma de que &#8220;fora da Igreja não há salvação&#8221;, além de defender o Estado laico. Mas, Dom Aldo também deu péssimo exemplo, induzindo os fiéis ao indiferentismo religioso. Como haveríamos de explicar a um fiel que é pecado mortal participar de uma sessão espírita se nos calássemos diante do próprio bispo que escreve um prefácio para um livro espírita? Se a doutrina católica e a espírita são incompatíveis, por que então utilizar o peso de seu cargo de arcebispo para dar credibilidade a um livro de alguém que professa uma crença incompatível com a Fé da Igreja? Logo para os espíritas, que gostam de seduzir os católicos dizendo que não há incompatibilidade entre as duas doutrinas, para depois, pouco a pouco afastar o católico da doutrina da Igreja e fazê-lo crer apenas na do espiritismo. Imaginem que bela oportunidade de propaganda o arcebispo deu para os espíritas, pois eles poderão dizer a um católico incauto: &#8220;se até o seu bispo prefacia os nossos livros, por que você não pode assistir às nossas reuniões? Deixe de preconceito!&#8221;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">De fato, existem ainda alguns poucos prelados que têm a coragem de levantar a voz para defender temas morais da maior importância em nossos dias. Constatamos, porém, para nossa decepção, que mesmo estes prelados cometem erros graves contra a Fé, induzindo os fiéis ao indiferentismo religioso.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Infelizmente, o único &#8220;dogma&#8221; que existe para os clérigos modernos é o intocável Vaticano II. Aliás, não poderia faltar, como de fato não faltou, <a href="http://www.arquidiocesepb.org.br/index.php?arqui=pages/noticia&amp;cod_noticia=133" target="_blank">um apelo ao Vaticano II na carta que o arcebispo escreveu para se justificar de sua atitude</a>. O bispo cita, para tanto, aquela obra asquerosa, um dos mais mentirosos documentos do Vaticano II, que é a <em>Unitatis Redintegratio</em>. Por que os prelados modernos não se lembram também da <em>Mortalium Animos</em>? Simplesmente porque não é possível encontrar nenhuma conciliação entre estes dois documentos. O documento tracional exige que qualquer trabalho para a unidade esteja centrado na conversão à única Fé verdadeira. O documento revolucionário fala muito de unidade, mas não menciona uma vez sequer a necessidade de conversão à Fé verdadeira. Por isso é que é necessário escolher entre a pureza da Tradição ou a feijoada do Vaticano II, com seu caldo azedado de irenismo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Mas o Vaticano II não é a única justificativa do arcebispo. Os maus exemplos de indiferentismo religioso dados pelos papas pós-conciliares também mereceu ser citado por Dom Aldo. Como se a moralidade de nossos atos se baseasse na cega imitação dos atos, ainda que escorados na dignidade dos altos cargos que ocupam. Ora, imaginem se alguém quisesse tomar o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Alexandre_VI" target="_blank">papa Alexandre VI</a> por exemplo a ser seguido&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Muito oportuno é lembrar que até São Paulo teve de se opor a São Pedro. &#8220;Resisti-lhe em face&#8221;, disse o grande apóstolo dos gentios (Gal 2,11). São Paulo não seguiria jamais a atual onda de indiferentismo com a desculpa de que o &#8220;papa também faz&#8221;. Pois foi ele próprio quem escreveu que &#8220;ainda que nós mesmos, ou um anjo do Céu, vos ensine doutrina diferente desta que vos temos pregado, seja excomungado&#8221; (Gal 1,8). Dado que o indiferentismo conciliar e pós-conciliar contraria tudo o que foi ensinado ao longo de toda a história da Igreja, qualquer católico tem a mais grave obrigação de rejeitá-lo, não importando quão grandes sejam aqueles se desviem do caminho correto. Obediência, neste caso, não passa de eufemismo para covardia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">É muito fácil entender que existem bons e maus pastores. E nós temos toda a doutrina e a moral católicas anteriores ao Vaticano II para nos ensinar, sem erros nem ambigüidades, o que devemos crer e como devemos agir. Enveredar pelas águas podres do concílio só pode induzir ao indiferentismo, mesmo aqueles que se destacam, em temas morais, da massa de covardes traidores.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Senhores bispos e padres que venham a ler este artigo, por caridade, parem de induzir os fiéis ao indiferentismo religioso. Se alguns deles não quiserem ouvir as palavras do bom pastor e seguirem as falsas religiões, a culpa será somente deles. Mas não maculem suas consciências, não sejam cúmplices na perdição de tantas almas. O ecumenismo conciliar é a via errada, é o caminho de saída da Igreja. Cinqüenta anos de prática ecumênica provam-no até à exaustão. Sejam tão firmes na defesa da doutrina quanto o são na defesa da moral (que alguns dentre os senhores fazem tão bem, devemos reconhecer), porque ambas são imprescindíveis. E, quanto aos que estão fora da Igreja, trabalhem apenas para convertê-los e não para agradá-los, pois é somente a Deus devemos procurar agradar.<br />
</span></p>
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