Para os que se escandalizam com o latim…

A todos os que se escandalizam com o latim na liturgia tradicional da Igreja Católica Apostólica Romana,  convido a assistir o seguinte vídeo, que eu encontrei na página da Igreja Greco-Melquita Católica: (http://www.melquitas.com.br/paginas.php?cod_pagina=246&tipo=dep&cod_sub_area=104)

Esta celebração da Divina Liturgia (como é chamada a Missa no rito oriental) mostra toda a assembléia cantando em português, grego e árabe. Portanto, não somente uma, mas duas línguas litúrgicas diferentes do vernáculo. E a quantidade de pessoas cantando demonstra que as línguas litúrgicas não são uma barreira para quem tem verdadeira religião. Em vez de afastar as pessoas, as línguas litúrgicas as unem e reforçam sua identidade, como o grego e o árabe na liturgia oriental, e o latim na ocidental.

É preciso lembrar que o valor da assistência à Missa não depende da compreensão dos textos litúrgicos. O que importa é que se está diante do Sagrado. A liturgia tradicional é, inequivocamente, um culto de adoração a Deus. Um momento de se esquecer do mundo e se concentrar apenas em Deus, e a língua litúrgica diferente do vernáculo ajuda em muito a destacar a sublimidade deste momento, superior a todos os outros momentos do nosso quotidiano.

Engraçado que as pessoas que se escandalizam quando se defende a liturgia da Santa Missa em latim, são aquelas mesmas que não perdem um capítulo da novela, ou das novelas… Para as coisas do mundo há tempo de sobra, mas quando se trata de religião, busca-se sempre o mais cômodo, aquilo com o que já se  acostumou, por mais pobre que seja em termos litúrgicos. Quem se acostumou com a língua vulgar da missa nova deveria fazer um esforço inicial para assistir a liturgia tradicional. Logo verá que o não latim não é obstáculo, pelo contrário, é um dos grandes atrativos da liturgia. O latim realça o momento sublime da Santa Missa. E quem sabe, com o tempo, aquelas mesmas pessoas que se assustavam com o latim, acabem até por estudá-lo. Pois, mesmo não sendo essencial, a compreensão do que diz o texto litúrgico e o canto gregoriano pode ajudar na apreciação de seu valor.

De qualquer forma, sendo compreendida ou não, a liturgia tradicional é incomparavelmente mais bela do que aquela inventada na década de 60. E não somente mais bela, como muito mais verdadeira, muito mais próxima da dignidade de Deus, plena das virtudes de piedade e religião.

Guerra declarada

Todos os setores modernistas são contrários à Missa Tridentina. Alguns o fazem de maneira mais velada, outros nem tanto. A recusa dos bispos em atender aos pedidos dos fiéis que desejam a Missa de Sempre, por exemplo, é prova incontestável da má vontade dos modernistas. Se não se nega água nem para o inimigo, quanto mais não se deve negar o alimento espiritual para os fiéis que o pedem aos pastores. Tais pastores, é bem verdade, mais se comportam como lobos. Mas, além desta perseguição mal camuflada contra a Tradição, os modernistas já estão assumindo abertamente as suas disposições diabólicas (não há outra palavra) de sufocar a legítima liturgia tridentina. Vejam o site que eu encontrei, ao fazer pesquisas na internet:

O Antitridentino

http://antitridentino.com.sapo.pt/

Um site inteiro dedicado a combater a Tradição católica e a Missa de Sempre!

Logo na página inicial eles demonstram o que pretendem defender: O Concílio Vaticano II e a missa nova. Dizem também que querem defender a Igreja Católica, como se pudessem defender a Igreja que decretou a excomunhão daqueles que consideram que na Missa Tridentina possa haver erros:

“Cân. 6. Se alguém disser que o cânon da Missa contém erros e, portanto, deve ser ab-rogado: seja anátema” (Sacrifício da Missa, Doutrina do Sacrifício da Missa Cap. IX. Sessão XXII celebrada no dia 17 de setembro de 1562. DENZINGER 1756).

Incoerência, no entanto, é o mínimo que se pode ver nos modernistas. O grande mal que existe neles, tanto nos camuflados como nos assumidos, é o desejo de afastar a Igreja Católica de sua Tradição de dois mil anos e de ocultar a Verdadeira Fé, tudo em nome da “obediência” ao Vaticano II. Em troca do que é falível e pastoral, abandona-se ou mitiga-se o que infalível e dogmático. Em troca do que é “novo” abandonam-se as verdades antigas. Em troca do mundo moderno, abandonam-se os ensinamentos de nossos santos e veneráveis antecessores na Fé do Cristo. Em troca do reino do homem, abandona-se o Reino de Deus. E, contra aqueles que não desejam apostatar, declara-se (ou não, para maior desgraça e perfídia) uma guerra sem tréguas, sem moralidade, buscando reduzi-los ao silêncio e ao degredo. Esse é o retrato dos “tolerantes” defensores do Vaticano II e da missa nova, que realmente toleram tudo, desde que não seja legitimamente católico.

Um ano sem missa nova!

Permitam-me compartilhar a minha alegria. Hoje faz um ano que eu não assisto mais a missa nova. Parece que faz já tanto tempo. Estou tão acostumado com a paz, a reflexão, a espiritualidade da Missa Tridentina, que já nem me lembro da barulheira, da gritaria, das danças, dos teatrinhos da missa nova. É tão bom ouvir o canto gregoriano, em vez das músicas protestantizadas e sentimentalistas.

É tão bom não ter que ficar procurando uma missa decente, fugindo da baderna modernista. Nos tempos de novus ordo, eu precisava procurar um padre que rezasse a missa com o mínimo de respeito. Muitas pessoas faziam (e ainda fazem) isso, fugindo da avalanche carismática. Estes não perguntam se as pessoas gostam da barulheira. Simplesmente começam a fazê-la, e os incomodados que se retirem. Eu também já sofri bastante com isso.

Aliás, por falar em influência carismática, lembram-se da enquete promovida pelos melquitas a respeito da mudança para o “rito carismático”? Pois já saiu o resultado da pesquisa:

Você concorda com a mudança do rito Greco Melquita para Carismatico ?

Sim

1%

8 votos

Não

43%

526 votos

Jamais

56%

681 votos

Portanto foi rejeitado por 99% dos paroquianos legitimos a ideia de algums Padres de mudar o nosso Rito Greco-Melquita para Carismatico

http://www.melquitas.com.br/paginas.php?cod_pagina=247&tipo=dep&cod_sub_area=110

Os fiéis melquitas, portanto, não querem a mudança de um rito tradicional, piedoso e teologicamente riquíssimo para a barulheira carismática. Isso é muito natural. Se fizéssemos a mesma pesquisa entre nós, do rito latino, não obteríamos o mesmo resultado? Mas a igreja “democrática” do Vaticano II somente o é quando de seu interesse.

Mas, voltando ao texto do site melquita, tivemos a surpreendente notícia de a desgraçada idéia de introduzir um rito carismático partiu de padres!!! Da mesma forma que a missa nova foi introduzida pelo clero corrompido do Vaticano II, alguns padres tiveram a infeliz idéia de destruir também o rito bizantino. Mas, graças a Deus, os fiéis melquitas o rejeitaram com um tremendo não, do tamanho que os modernistas amantes de novidades merecem.

E que os melquitas estão determinados a não permitir a influência protestante, podemos ver pelo seguinte atigo:

RCC e Missa Nova.ISTO É CANÇÃO NOVA !!! E NÃO VAI SER NA NOSSA EPARQUIA CUSTE O QUE CUSTAR

http://www.melquitas.com.br/detalhes.php?cod=46&pgi=0&pgf=20

Lutemos nós também, do rito latino, pela preservação de nossas riquíssimas tradições e pela plena restauração da Missa Tridentina. Se ficarmos de braços cruzados, a minoria barulhenta vai continuar afugentando a maioria piedosa, porém tímida, que deseja uma missa cheia de paz, de reverência e de respeito pelo Nosso Salvador. Nós temos a obrigação de lutar pelo retorno pleno da Missa de Sempre, pois quem prefere o barulho ao silêncio, na hora da missa, não tem a menor idéia do que é religião, do que é paz, do que é adorar ao Deus Altíssimo no Santo Sacrifício da Missa, renovação incruenta do Calvário.

Exemplo a ser seguido

Em primeiro lugar, tenho a alegria de colocar aqui o link para o site da Comunidade Greco-melquita católica do Brasil:

http://www.melquitas.com.br/

A Igreja Greco-melquita Católica celebra a Divina Liturgia, no belíssimo Rito Bizantino. Quem conhece o Rito Tridentino e o Rito Bizantino, compreende facilmente o quanto a missa nova de Paulo VI é pobre de elementos litúrgicos e teológicos, assim como de piedade e de reverência, tanto quanto de beleza e de espiritualidade.

Em seguida, gostaria de chamar a atenção para a enquete promovida no mesmo site: Você concorda com a mudança do rito greco-melquita para carismático? O resultado parcial, no momento em que eu votei, era o seguinte:

Se uma pergunta dessas foi colocada no site, é porque alguma criatura desalmada já tentou influenciar a liturgia bizantina no sentido de uma aproximação com a RC”C”. Felizmente, ao contrário da traição que ocorreu no rito latino com a introdução obrigatória do novus ordo, a liturgia oriental, pelo menos no que depender do desejo dos fiéis, ficará livre das influências “moderninhas”: dois míseros votos desejando a protestantização da liturgia, contra mais de mil pela manutenção da sagrada tradição litúrgica bizantina.

Poderíamos nós também, do rito latino, manifestarmos publicamente e com maior veemência a nossa reprovação do modernismo na liturgia. Enquanto permanecemos em silêncio, a belíssima e santa tradição romana fica restrita a pequenos grupos que têm acesso à Missa de Sempre, enquanto a maioria do povo fiel, sedento de espiritualidade, tem que se contentar com as águas turvas da missa nova.