A história sem “maquiagem”

Os textos dos livros didáticos de história de nossos dias estão repletos de preconceitos e mentiras contra a Igreja Católica e tudo o que se refira a Ela, como, por exemplo, a Idade Média, época do auge da Cristandade. No entanto, vez ou outra encontramos textos sem “maquiagem”, que nos mostram uma realidade bem diferente. Leiamos o texto a seguir, retirado de um curso de francês:

Dès le onzième siècle, Philippe-Auguste fait paver les rues de la capitale en prenant soin d’aménager une rigole pour l’évacuation des eaux usées. Vers 1370, le prévôt de Paris, Hugues Aubriot, décide la construction du premier égout voûté et maçonné, rue Montmartre. Le réseau qui se développe trop lentement est insuffisant, cinq siècles plus tard, pour traiter les cent mille mètres cubes d’eaux usées et rejetées quotidiennement par les Parisiens. Cette lacune dans l’assainissement aura une grande part de responsabilité dans l’épidémie de choléra de 1832. Vingt ans plus tard, le baron Haussmann et l’ingénieur Eugène Belgrand entreprennent la construction du réseau que nous connaissons aujourd’hui.
(fonte: http://french.about.com/library/listening/blce-egouts-transcript.htm)

Abaixo, a tradução, de nossa responsabilidade:

Desde o século onze, Filipe Augusto mandou pavimentar as ruas da capital tomando o cuidado de providenciar uma vala para a evacuação das águas utilizadas. Por volta de 1370, o preboste* de Paris, Hugo Aubriot, decide construir o primeiro esgoto em arco [abóbada] e alvenaria, na rua Montmartre. A rede que se desenvolve muito lentamente é insuficiente, cinco séculos mais tarde, para tratar os cem mil metros cúbicos de águas utilizadas e despejadas quotidianamente pelos parisienses. Esta lacuna no sistema de saneamento terá uma grande parte de responsabilidade na epidemia de cólera de 1832. Vinte anos depois, o barão Haussmann e o engenheiro Eugênio Belgrand empreendem a construção da rede que nós conhecemos hoje.

* magistrado militar

Esse texto, escrito com intenções puramente didáticas demonstra o contrário do que a propaganda anti-católica nos diz sobre a Idade Média. O textos “históricos”, escritos por marxistas preconceitusos e mentirosos, tentam a todo custo nos convencer de que a Idade Média era suja, sem higiene. Mas o texto sem “maquiagem” que nós lemos acima mostra como foi exatamente na Idade Média que foram feitas obras de urbanização e saneamento público. Passou-se, no entanto, a Idade Moderna inteira e boa parte da Idade Contemporânea sem grandes obras. Na época de grande aumento populacional, o governo da França não se preocupou com a higiene até que estourasse o surto de cólera. Mas, como o objetivo dos livros didáticos (marxistas) é atacar a Igreja, somente lhes interessa criar uma lengenda negra contra a Idade Média, época do esplendor da Civilização Cristã.

O objetivo do texto era ensinar francês e, portanto, não recebeu a “maquiagem” que costuman receber os textos voltados para o ensino de história. Ou seria melhor dizer, os textos que visam encobrir a história, desvirtuando-a para difamar a Igreja Católica e tudo aquilo que tenha relação com Ela.

PS: Quando eu já havia escrito o texto, percebi mais um detalhe: o texto nos informa que Haussmann, o grande reurbanizador de Paris, era barão. Eu já havia lido sobre ele outras vezes, mas nunca vi mencionado seu título nobiliárquico. Esta é mais uma estratégia dos inimigos da Civilização Ocidental: apagar qualquer vestígio da nobreza, para pregar o igualitarismo democrático e anti-cristão.