Falsitatis diz que se pode participar do Halloween

Os conhecidos inimigos da Tradição, “doutor” Rafael e companhia., do Falsitatis Splendor, conseguem defender as opiniões mais absurda como se fossem legítima doutrina católica. Eles promovem uma verdadeira guerra contra nós que queremos apenas ser católicos da única maneira possível – professando e defendendo a doutrina de sempre. Os artigos mentirosos do Falsitatis criam um verdadeiro preconceito contra os “tradicionalistas”. Uma pessoa que leia as mentiras do Falsitatis e acredite nelas, fica com uma impressão totalmente invertida sobre a situação da Igreja. É por isso que nós nos sentimos na obrigação de denunciar os erros do Falsitatis Splendor, para que todos saibam que eles não defendem a doutrina católica, e sim suas próprias idéias, que, diga-se de passagem, não são nem um pouco louváveis.

Explicado o motivo de nossa indignação contra esses pseudo-católicos, vamos ao artigo de hoje. Eu não tenho nenhum costume de freqüentar certos locais da internet mas, para conhecer um pouco mais do “pensamento” do Falsitatis, resolvi entrar no perfil deles no Orkut. Além de alguns artigos que não merecem sequer ser citados (e nem visitados) pelo baixo nível moral, encontrei uma discussão entre o “doutor” Rafael e alguns internautas sobre o Halloween. Tudo se iniciou com uma pergunta sobre a possibilidade de um católico participar de tal festa. E qual foi a resposta do “doutor” que se diz católico? Pois bem, ele defendeu o Halloween:

Rafael

A festa de Halloween é um deboche no diabo, originariamente! Nada a ver com cultuar bruxas e demônios, e sim como uma atitude bem católica (e irlandesa, povo catolicíssimo) de saber tirar o bem do mal e de não dar bola para a força do demônio quando se vive na graça!

Pecado é ser bruxa, não se fantasiar de uma!

Quanta besteira partindo de alguém que se autodenomina “doutor”! Desde quando o ato de se vestir como demônios significa debochar deles? E frase sensacionalista do “doutor”: “Pecado é ser bruxa, não se fantasiar de uma!”. Será que no carnaval ele veste uma fantasia bem esdrúxula e depois diz triunfante: “Pecado é ser tal coisa, e não se vestir como um!”. Sinceramente, isso já passou há muito do limite do ridículo.

Não foi à toa que os leitores (nenhum dos quais se proclamava “doutor”) se assustaram com a resposta do “doutor” Rafael e o questionaram. Mas ele não se corrigiu, senão piorou a situação prosseguindo com mais besteiras:

A Igreja Católica não tem posição sobre tudo. Ainda bem! A moral não se estabelece com listas do que pode e do que não pode, e sim com princípios universais que devem ser aplicados caso a caso.

Pois bem, a festa de Halloween é neutra. Depende, pois, sua licitude, da finalidade com que se vai, e das circunstâncias que a cercam. Ela, em si mesma, não cultua bruxas. Pelo contrário: é um deboche e tem origem cristã. Todavia, se uma festa específica não for isso, mas desculpa para o paganismo, então devemos evitá-la.

O site da Quadrante está perfeito! Ele confirma o que venho dizendo: a festa, em si mesma, não é imoral, e sim algumas delas que, nos dias de hoje, assumiram contornos neo-pagãos.

Vejam só a opinião do “doutor”: “A Igreja Católica não tem posição sobre tudo. Ainda bem!”. A Santíssima Igreja tem sim uma moral bem definida, e tem o direito, aliás, a obrigação, de proibir certas atitudes contrárias à Fé e à Moral. Mas o “doutor” exclama o seu “Ainda bem!” porque pensa que pode aplicar seus “princípios universais” por sua própria conta. E podemos ver por esta e outras situações, que a mentalidade do “doutor” é aberta ao mundo, “aggiornata”, o que permite que os tais “princípios universais” sejam entendidos da maneira mais frouxa possível, em desobediência aberta contra os veneráveis ensinamentos da Igreja. É porque o Rafael não é obediente à Moral da Igreja, que ele pôde afirmar, em outro artigo, que católicos podem participar de noitadas em boates. Que grande moral a do “pensador católico”! Se não me falhe a memória, era ele mesmo que reclamava “obediência” dos tradicionalistas aos erros do concílio vaticano II.

Voltando ao texto, o Rafael ainda acha que foram os pagãos que perverteram um costume legítimo dos cristãos e que foi nos dias de hoje que a festa assumiu “contornos” neo-pagãos! Na verdade, a festa original era pagã, e cultuava os mortos. Os cristãos transformaram a festa dos mortos na festa dos vivos: dos santos, daqueles alcançaram a vida plena, a salvação eterna, e estão na amizade do Deus Altíssimo e O adoram perpetuamente. Se nós quisermos ser católicos, devemos festejar os santos, através do culto católico. Se participamos do Halloween, estamos retrocedendo ao paganismo, àquilo que os celtas cultuavam antes de se tornarem um povo catolicíssimo, e não depois, como disse o “doutor” Rafael. Se seguíssemos o mau conselho do “doutor” Rafael, estaríamos cultuando a morte, e o príncipe das trevas, aquele deseja a morte eterna das almas.

O sr. Luís Dufaur, do blog Luz de Cristo, publicou um artigo que expressa a doutrina católica sobre o assunto, diametralmente oposta aos delírios do “doutor” Rafael:

Numa janela da movimentada rua Hudson Street, em West Village, bairro de New York freqüentado por homossexuais, pendia o corpo de um infeliz suicida. O enforcado colgava de um colar de cachorros e levava botas de couro. Sua cabeça estava envolta numa máscara de couro. Porém, vizinhos e passantes que viram o corpo enganaram-se achando mais uma montagem do Halloween, embora um pouco prematura. Depois sentiram-se envergonhados pela própria insensibilidade moral ante o drama. Mas, não é para insensibilidades dessas que as encenações monstruosas do Halloween predispõem os homens?

Fica aqui o nosso alerta sobre o perigo que é para a Fé a leitura dos textos do “doutor” Rafael e sua turma do Falsitatis Splendor, os mesmos que procuram difamar de toda forma os verdadeiros católicos, aqueles que não caíram na apostasia do vaticano II e da missa nova.