A malícia das heresias

Muitas vezes, no meio modernista, vemos as pessoas, e mesmo o clero renegado, tentar minimizar a gravidade das heresias. São comuns frases feitas, do tipo “o que vale é o amor”, “o conta é a caridade com os pobres”, etc. O que mais se vê é um sentimentalismo barato, uma pseudo-religião subjetiva, bem característica do modernismo.

Mas será que a heresia, isto é, a negação de uma verdade revelada, ou a afirmação de algo que vá contra ela, não tem mesmo importância? Vejamos o testemunho incontestável das Sagradas Escrituras:

Eu vos declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro; e se alguém dele tirar alguma coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descritas neste livro. (Ap 22,18-19)

Portanto, nesses versículos, que estão entre os últimos da Bíblia Sagrada, está descrita com toda a clareza o resultado de se alterar a Fé: a perda da Vida Eterna. Tudo o que faz parte do Depósito da Fé, transmitidos pelas Sagradas Escrituras e pela Tradição Apostólica, guardado pela Magistério infalível da Santa Igreja Católica, foi revelado por Deus mesmo, um Deus que não se engana, nem pode nos enganar. Logo, duvidar de qualquer dogma, é chamar a Deus de mentiroso. Daí a infinita malícia existente em toda heresia, que é a de renegar as verdades que Deus se dignou revelar a nós.

Por outro lado, a quem acrescentar crendices ao depósito da Fé, Deus o castigará com as penas descritas no Apocalipse. Será que os defensores de novidades leram as Sagradas Escrituras? Se o fizeram, então por que, conhecendo a ordem de Deus de manter incorrupto  o depósito da Fé, ainda assim o corrompem?

Dessa forma, podemos ver quão longe da santa religião revelada por Deus, estão as pessoas que, declarando-se católicas, aceitam todo tipo de novidades, ao mesmo tempo que desdenham da Fé e da Tradição que recebemos de nossos Maiores. Nossos santos e veneráveis Pais na Fé sempre tiveram o mais nobre zelo pela guarda incorrupta da Fé, ao passo que nossa geração  prefere abrir suas janelas para o “mundo”, atirando aos ares as certezas da Fé para abraçar todo tipo de crendice fugaz e leviana, de bisbilhotices e curiosidades fúteis. Esse “aggiornamento” foi o fruto amargo do “diálogo” com as outras religiões e da abertura para o “mundo”, proposto pelo Vaticano II. Nada mais lógico, ao se abrir as janelas para o “mundo”, do que se tornar mundano.

Tempora mala sunt, como disse o Apóstolo. Mas Sua Santidade, o papa Bento XVI está se esforçando para restaurar a Santa Igreja. Deo Gratias!