Cardeal Kasper: ecumenismo sim, conversões não

Na tentativa desesperada de salvar o concílio vaticano II e seu ecumenismo suicida, o Falsitatis fez apelo a uma intervenção do cardeal Kasper, por ocasião do quadragésimo aniversário da Unitatis Redintegratio, em que ele defende o ecumenismo do Vaticano II.

Talvez o Falsitatis tenha se esquecido do que falou esse cardeal a respeito da conversão dos anglicanos, na ocasião em que 400.000 anglicanos solicitaram a comunhão plena com o Papa. Mas a atitude do cardeal foi a de desprezar o pedido:

Na entrevista Kasper declarou: não é nossa política (sic) trazer tantos anglicanos para Roma e eu não estou certo que existam tantos assim.

O cardeal então trata a salvação das almas como uma questão “política”. E pior que isso, não faz parte da sua “política” converter as pessoas ao catolicismo.

Kasper apela não para uma conversão, mas para um diálogo com os anglicanos. Para Kasper não tem qualquer sentido ecumênico a conversão ao Catolicismo.

Nas palavras do ecumênico cardeal, ele teme que a aceitação dos convertidos no seio da Igreja Católica pudesse “dificultar o diálogo” com os demais anglicanos.

Em vez de se alegrar, como caberia a todo católico, com esse grande passo para o retorno da igreja da Grã-Bretanha à comunhão com Roma, o cardeal se lamenta. Séculos de uma triste separação com nossos irmãos britânicos poderiam chegar ao fim se conversões como essa começassem a se concretizar. Mas o cardeal Kasper prefere não atender ao pedido deles por questões “políticas”…

Que “belos” frutos o ecumenismo do vaticano II produziu! E, se pela árvore nós conhecemos os frutos, então somente pode ser podre a árvore que produz esses frutos de desprezo pela salvação das almas e pela verdadeira unidade dos cristãos, dentro de uma única Igreja, como quis Nosso Senhor.

Se o Falsitatis publicou um documento do cardeal Kasper sobre o ecumenismo, podemos concluir que, no mínimo, eles concordam com as posições “ecumênicas” do cardeal. Então seria bom se eles esclarecessem o que pensam sobre o desprezo do cardeal no caso dos anglicanos que desejam se converter. Será esse o caminho ecumênico que a turma do Falsitatis Splendor pretende seguir? Se não for, fica difícil entender por que eles citaram o cardeal Kasper como autoridade no assunto. Mas, se for esse mesmo o caminho que eles desejam seguir, então fica mais do que evidente o desprezo que eles, como “dignos” filhos do vaticano II, têm pela salvação das almas.

Quanto mais o Falsitatis se esforça por defender o vaticano II, mais eles acabam por afundá-lo na lama.