A Igreja é absolutamente Santa, e não pecadora

Igreja “santa e pecadora”, no sentido em que se ouve hoje em dia não passa de uma invenção dos modernistas. Não hesito em qualificá-la de diabólica, uma vez que tenta diminuir a glória e a majestade da Santa Igreja e, em conseqüência, do Deus Altíssimo que a fundou e que a governa, para glória de Seu nome e para a salvação das almas. Afinal, a quem mais pode interessar diminuir a glória de Deus, senão ao Adversário, ao inimigo de Deus e do gênero humano? Que “prazer” diabólico pode alguém sentir ao proclamar a Igreja como pecadora? Eu não estou usando de retórica, estou escrevendo o termo “diabólico” no seu sentido literal, pois somente ao diabo e a seus escravos, jamais aos cristãos piedosos, pode interessar diminuir a glória do Deus Altíssimo, que resplandece na santidade imaculada da Igreja Católica. A nós, indignos pecadores, cabe apenas louvar e glorificar a Deus por todos os benefícios que recebemos d’Ele, através de Sua Igreja, que é absolutamente santa. Os homens, estes sim, são pecadores, e por isso necessitam de uma instituição absolutamente Santa, governada por Deus mesmo.

O concílio Vaticano II, com sua ambigüidade característica, afirmou a certa altura, conforme a doutrina católica, que a Igreja é “indefectivelmente santa” (cf. LG n. 39). Em outro lugar, no entanto, aderiu à perversa interpretação modernista, dizendo que “com efeito, ainda aqui na terra, a Igreja está aureolada de verdadeira, embora imperfeita, santidade” (cf. LG n. 48 ). Desse tema eu já tratei em outro artigo. O erro do malfadado concílio é evidente, pois indefectível significa sem defeitos. Dizer que algo é indefectível, e depois dizer que é imperfeito, configura-se em contradição claríssima e insuportável até para um magistério humano. Quanto mais absurdo e blasfemo seria considerá-la como magistério divino.

Diante de tanta clareza, os defensores do Vaticano II somente podem desconversar, confundindo santidade da Igreja, que é perfeita, com a santidade dos homens, que é imperfeita. Mas não existe meios de salvar a ortodoxia do Vaticano II. O concílio não tratou da santidade pessoal dos homens, mas somente da Igreja enquanto instituição, caindo, portanto, em nítida contradição e cometendo a blasfêmia de dizer que a Igreja é pecadora, uma vez que sua santidade seria imperfeita. Devemos admitir a verdade de que esse concílio não foi infalível e, portando, pode ter ensinado, como de fato ensinou, o erro. E não foi qualquer erro, e sim a perversidade de tentar diminuir a glória da Igreja e do Deus Altíssimo.

Para quem se diz católico e ainda pensa que pode chamar a Igreja de pecadora, recomendo vivamente a leitura do excelente artigo, publicado pelo blog Adversus Haereses, defendendo a indefectível santidade da Igreja:

A Igreja não é Santa e pecadora
http://advhaereses.blogspot.com/2008/07/igreja-no-santa-e-pecadora.html