Guerra declarada

Todos os setores modernistas são contrários à Missa Tridentina. Alguns o fazem de maneira mais velada, outros nem tanto. A recusa dos bispos em atender aos pedidos dos fiéis que desejam a Missa de Sempre, por exemplo, é prova incontestável da má vontade dos modernistas. Se não se nega água nem para o inimigo, quanto mais não se deve negar o alimento espiritual para os fiéis que o pedem aos pastores. Tais pastores, é bem verdade, mais se comportam como lobos. Mas, além desta perseguição mal camuflada contra a Tradição, os modernistas já estão assumindo abertamente as suas disposições diabólicas (não há outra palavra) de sufocar a legítima liturgia tridentina. Vejam o site que eu encontrei, ao fazer pesquisas na internet:

O Antitridentino
http://antitridentino.com.sapo.pt/

Um site inteiro dedicado a combater a Tradição católica e a Missa de Sempre!

Logo na página inicial eles demonstram o que pretendem defender: O Concílio Vaticano II e a missa nova. Dizem também que querem defender a Igreja Católica, como se pudessem defender a Igreja que decretou a excomunhão daqueles que consideram que na Missa Tridentina possa haver erros:

“Cân. 6. Se alguém disser que o cânon da Missa contém erros e, portanto, deve ser ab-rogado: seja anátema” (Sacrifício da Missa, Doutrina do Sacrifício da Missa Cap. IX. Sessão XXII celebrada no dia 17 de setembro de 1562. DENZINGER 1756).

Incoerência, no entanto, é o mínimo que se pode ver nos modernistas. O grande mal que existe neles, tanto nos camuflados como nos assumidos, é o desejo de afastar a Igreja Católica de sua Tradição de dois mil anos e de ocultar a Verdadeira Fé, tudo em nome da “obediência” ao Vaticano II. Em troca do que é falível e pastoral, abandona-se ou mitiga-se o que infalível e dogmático. Em troca do que é “novo” abandonam-se as verdades antigas. Em troca do mundo moderno, abandonam-se os ensinamentos de nossos santos e veneráveis antecessores na Fé do Cristo. Em troca do reino do homem, abandona-se o Reino de Deus. E, contra aqueles que não desejam apostatar, declara-se (ou não, para maior desgraça e perfídia) uma guerra sem tréguas, sem moralidade, buscando reduzi-los ao silêncio e ao degredo. Esse é o retrato dos “tolerantes” defensores do Vaticano II e da missa nova, que realmente toleram tudo, desde que não seja legitimamente católico.