Será que ele vai continuar negando que acredita na evolução do dogma?

Este vídeo, que me foi trazido ao conhecimento por outro amigo engajado no bom combate pela Santa  Igreja, já estava postado como comentário no meu blog, mas, pelo gravidade dos erros, merece um destaque maior. Enquanto o assistem (se tiverem estômago para chegar até o final) prestem atenção nos seguintes pontos:

– Fábio de Melo acredita que o dogma pode evoluir; ele chega a considerar a hipótese de que a Igreja pode, um dia, revogar a proibição da comunhão para “casais de segunda união”;

– Ele faz uma confusão enorme com o termo “presença real”, chegando a afirmar que “a presença real se dá também na palavra” (35 s);

Para o Pe. Fábio de Melo, seria possível que a Igreja pudesse rever suas leis sobre o matrimônio. Nas palavras dele: “pode ser que a Igreja evolua para pensar isso” (50 s). Será que ele nunca leu os Evangelhos para saber que foi Cristo quem disse “o que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19, 6)? E não foi Ele mesmo a confirmar “todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E quem desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério” (Mt 19, 9)? Será que o padre carismático julga que estas palavras não são de validade eterna? Então seria Cristo mentiroso ao dizer que “o céu e a terra passarão antes seja retirado um jota da lei” (Mt 5,18)? Claro que não! Ora, se a Igreja Católica pudesse ir contra as palavras de Nosso Senhor, já não seria mais a Sua Santa Igreja, e sim mais uma seita protestante. Seria isto o que Fábio de Melo deseja? E depois os carismáticos não aceitam que a RC”C” é protestantismo infiltrado na Igreja de Deus.

Mas, como diz o adágio: abyssus abyssum clamat. E o abismo do relativismo de Fábio de Melo quanto à eternidade das leis da Igreja chama logo em seguida outro, qual seja, a confusão sobre a doutrina da presença real. De fato, para este padre, o termo “presença real” tem um significado muito estranho, estendendo esta presença à “palavra”. Vamos ver o que ele disse:

“Talvez a gente não tenha o hábito de sentir a presença real de Jesus na palavra porque a nossa catequese se limitou a ensinar a presença real no Corpo e no Sangue (1 min 35 s)”

A catequese de dois mil anos está errada, segundo Fábio de Melo! Por favor, padre, avise a S.S o Papa para tomar providências oficiais para acabar com este erro terrível que somente o senhor foi capaz de desvendar!

Continuem firmes, tem mais…

“Quando a Igreja (sic!) me diz que o Evangelho é presença real de Jesus, a proclamação do Evangelho, Jesus está verdadeiramente presente e eu O comungo, eu O recebo em mim .”( 4 min 23 s)

Não dá nem para comentar: Cristo verdadeiramente presente na palavra ao ponto de podermos comungá-Lo… Alguém já leu as críticas ao Novus Ordo sobre o deslocamento da importância na Santa Missa da comunhão para a “palavra”? É mais uma prova da protestantização da liturgia, o que está em perfeito acordo com as palavras do padre:

“Eu preciso confessar para vocês que, às vezes, na celebração, eu sou muito mais sensível ao contexto da palavra do que ao contexto do pão e do vinho. Por quê? Porque eu sou filho da palavra. Na minha vida a palavra sempre teve muito poder.” (5 min 40 s)

Alguém vai querer dizer que isto não tem nada a ver com influência protestante? Se quiser se aventurar, os comentários estão sempre abertos.

Não vou me alongar nos comentários, pois os absurdos ditos pelo padre no vídeo já dizem tudo. Para fechar o artigo, vou fazer uma observação sobre um detalhe quase sem importância: em nenhum ponto do vídeo ele fala para a mulher, que fez a pergunta, que ela está em pecado mortal por viver uma “segunda união”. Prova da importância que os padres modernos dão para a salvação das almas.