Por que tantos ataques pessoais?

Continuemos com nossas respostas aos questionamentos.

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Por que tantos ataques pessoais? Por que vocês atacam tanto os líderes da RCC? Não sabem que maledicência é pecado?

Não! O que nos move em nosso combate não são ataques pessoais. Não é uma ou outra pessoa particular que visamos. O que combatemos, antes de tudo, são heresias e outros erros. Mas não há como combatê-los sem mencionar que os propaga.

Maledicência é falar mal de alguém com o objetivo de prejudicá-lo de alguma forma, seja em sua reputação, em suas relações sociais, pessoais, etc. Vamos mostrar através de exemplos que não é isso o que fazemos aqui.

Tomemos o caso do jejum e a abstinência que a Igreja nos impõe como obrigatórios. Vamos supor que eu viesse a saber que uma pessoa não cumpriu tal mandamento. Caberia a mim dirigir-me a ela e dizer que o que ela fez está errado, que ela está desobedecendo um mandamento da Igreja. Isto seria uma correção caridosa. Se, do contrário, eu saísse espalhando para todo mundo que tal pessoa não cumpre o mandamento, isto seria pecado da minha parte. Não teria função de corrigir a pessoa, senão de rebaixá-la.

Muito diferente da situação hipotética desta pessoa que cometeu um pecado, foi o fato denunciado neste blog e que gerou tantos protestos dos carismáticos. O Felipe Aquino disse que era facultativo o jejum que a Igreja ensina ser obrigatório. Aqui, então, já vemos uma grande diferença com o caso anterior. Já não é mais um pecado pessoal, e sim um ensinamento errado, que pode levar muitas pessoas a pecar contra o mandamento da Igreja. Se alguém se propõe a ensinar religião, deve tomar todos os cuidados para não ensinar nada de errado. A responsabilidade de quem quer trabalhar pela salvação da almas é muito grande. A partir do momento em que alguém se apresenta como professor de religião, o que ele ensina já não está mais no domínio privado. Logo, é muito fácil perceber que não se trata de uma questão pessoal, mas sim pública. E isto nos obriga, enquanto cristãos batizados e crismados, a defender a Fé Católica contra qualquer erro.

Outro exemplo. Suponhamos que uma pessoa cometa adultério. Se eu sair espalhando por aí tudo o que fiquei sabendo, sejam boatos ou mesmo fatos verdadeiros, estarei difamando as pessoas envolvidas. Isto seria algo indigno de um cristão. Caberia, sim, a orientação particular.

Muito diferente é o caso do Pe Fábio de Melo dizer na televisão que “pode ser que um dia a Igreja reveja a lei sobre a comunhão de casais de segunda união”. Caímos novamente no caso da defesa da Fé. Porque os tais “casais de segunda união” estão, aos olhos de Deus, cometendo pecado gravíssimo de adultério. A partir do momento em que um padre vem publicamente dizer algo que possa desfalecer nos fiéis a certeza de um mandamento da lei de Deus, a questão já não é mais particular, e sim pública. Se ficarmos em silêncio, muitas pessoas podem começar a crer nos ensinamentos errados de tal padre, e cairiam assim em graves pecados. A nossa obrigação de cristãos, então, é combater tais erros.

São, portanto, situações muito diferentes aquelas que combatemos aqui e aquelas que configurariam pecado de maledicência. É muito fácil perceber que não estamos tratando aqui de fraquezas pessoais, que deveriam ser corrigidas caridosamente em particular, mas sim de questões graves de defesa da Fé, o que impõe que seja publicamente defendida a ortodoxia católica. Não existe, como nos acusam alguns carismáticos, nenhuma intenção de fazer “fofoca” da vida alheia. O que existe, e isto é muito fácil de entender, são situações em que se faz necessário defender a Fé e a Moral católicas.

Está certo, reconheço que eles erraram. Mas, por que vocês os advertem publicamente? Conversem com eles em particular. Tenho certeza de que serão ouvidos.

E quem disse que nós já não tentamos conversar com eles? Tentamos sim, mas não fomos bem recebidos porque eles não querem debater conosco. Pelo contrário, eles já manifestaram abertamente seu desejo de calar nossa boca.

Assim, se eles continuam ensinando publicamente coisas contrárias à Fé da Igreja, torna-se necessário demonstrar também publicamente que os seus ensinamentos não estão em conformidade com a Fé Católica.

Ninguém menos que São Tomás de Aquino nos ensina que, estando a Fé em perigo, a sua defesa dever ser pública, até mesmo se quem erra são prelados da Santa Igreja: “Havendo perigo para a Fé, os prelados devem arguidos, até mesmo publicamente pelos súditos.”  Suma Teológica, II-II, 33, 4. 2.

Os carismáticos, em vez de fazer seus discursos afetados de emoção, deveriam entrar no mérito da questão, debater nossos argumentos. Deveriam  ou provar que eles não são válidos, ou então curvar-se à evidência de que os líderes da RC”C” estão em desacordo com a doutrina católica. Nós estamos tentando travar um debate teológico, em alto nível, com argumentos, apoiados não na nossa opinião particular, nem nos nossos pensamentos pré-concebidos, mas sim na doutrina da Igreja. São os carismáticos que sempre levam para o lado pessoal aquilo que deveria ser objetivo.

O que os líderes carismáticos fizeram contra vocês para que os odeiem tanto? Vocês devem ser movidos pela inveja.

Não, eles não fizeram nada particularmente contra mim. Os líderes carismáticos cujas doutrinas são combatidas aqui – Mons. Jonas Abib, Felipe Aquino, Pe Joãozinho, Pe Fábio de Melo, etc – não fizeram, no plano natural, nada contra mim. Eu não os conheço pessoalmente, nem sequer moro na diocese deles.

O grande problema, que os carismáticos não querem aceitar, é que as doutrinas que eles pregam são incompatíveis com a Fé Católica. A questão é bem objetiva, mas eles querem levar para o lado subjetivo, pessoal.

Mil vezes repetimos, mas há quem não queira entender: o que move nosso combate é a defesa da Fé, terrivelmente distorcida pela RC”C”. Não é o indivíduo A ou B que queremos “atacar”, como nos acusam. Mas, na medida que estas pessoas levam confusão à mente dos católicos, temos a obrigação de defender a verdadeira Fé.

E isto nós procuramos fazer objetivamente, com argumentos, apoiados na doutrina bimilenar da Igreja. Basta ler os artigos das várias publicações católicas para ver como são objetivos: comparam a doutrina católica e a doutrina carismática e demonstram como são diferentes. Quando será que os nossos adversários vão parar de apelar para a emoção e para o subjetivismo e vão contra-argumentar objetivamente? Este é o princípio de todo debate sério.

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Sei que ficou repetitivo e enfadonho, mas creio que seja necessário. Continuaremos em um próximo artigo.

 

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