Por que vocês se preocupam tanto com João Paulo II se Jesus também causava escândalos?

Estarei, com este artigo, dando continuidade às respostas sobre algumas questões levantadas sobre o trabalho deste blog, especialmente aquelas trazidas por muitas pessoas ou que tenham grande relevância. Não sei se são úteis aos leitores (até gostaria de opiniões), mas para mim facilita bastante quando alguns leitores fazem as mesmas perguntas através de comentários em diversos artigos, sendo que eu somente preciso colocar os links para as respostas. Aliás, nas últimas semanas eu perdi muito tempo apenas respondendo comentários de vários leitores.

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P. Por que vocês se preocupam tanto por João Paulo II ter provocado alguns escândalos? Por acaso as atitudes de Jesus também não escandalizavam os fariseus?

R. Cristo escandalizou os fariseus? Sim, porque Cristo denunciava a perversidade deles que, não tendo como se defender, levantavam o escândalo como arma contra Cristo. Nosso Senhor escandalizou os fariseus porque demonstrava seus erros e contradições de forma tão clara e irrefutável, que já não lhes cabiam mais artimanhas ou sofismas para contradizê-Lo. Se eles abandonassem seus erros, não haveriam de que se escandalizar. O motivo de escândalo estava nos fariseus, não em Cristo. Tanto que se tornou histórico o termo “escândalo farisaico”, significando um escândalo sem motivos.

Muitíssimo diferentes foram os escândalos provocados pelo antipapa João Paulo II, pois ele fez muitas e muitas coisas que contrariavam frontalmente tudo o que se tem por bom e ortodoxo na Igreja. Cito apenas como breves exemplos: o beijo no Alcorão, um livro que nega a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo; a entrega da Sagrada Eucaristia para uma índia semi-nua; a recepção, na testa, de um símbolo de um ídolo pagão; etc. E, principalmente, seu ecumenismo sem limites, que tanto agradava aos “católicos” liberais, do qual é exemplo típico a terrível reunião de Assis. E isto que nem tocamos no assunto dos seus escritos.

Não há, portanto, meios de se comparar os escândalos que os fariseus levantaram contra Cristo com aqueles provocados por João Paulo II. Além disso, o cristão deve temer muito ser motivo de escândalo, pois está escrito: “Ai daqueles que escandalizarem um destes pequeninos!” (Mt. 18, 6).

 

P. Vocês alegam, contra sua canonização, os erros de João Paulo II. Preciso lembrá-los de que São Paulo, Santo Agostinho, Santa Maria Magdalena foram grandes pecadores que se converteram em grandes santos? Se os erros deles não foram empecilho para suas canonizações, por que os de João Paulo II seriam? Para vocês o que valia para os santos de antigamente não vale mais para os posteriores ao Vaticano II?

R. Sem dúvida nenhuma, muitos santos tiveram péssima vida antes de sua conversão. Levaram, na juventude, vida devassa ou chegaram até mesmo a perseguir a Igreja de Cristo. E, no entanto, foram canonizados! Estaríamos nós, grandes malvados, julgando os seguidores do Vaticano II de forma injusta, diferente dos católicos de outrora?

Decididamente não! O caso dos santos citados, e de outros que o poderiam ser, não se compara de forma alguma ao de João Paulo II. Todos os santos citados se arrependeram profundamente do que fizeram de errado, não voltaram à antiga vida de pecado, muito pelo contrário, levaram o resto de suas vidas para apagar os erros do passado. E João Paulo II, ele se corrigiu dos enormes erros que promoveu? Ao menos publicamente, não. Pediu desculpas pelos escândalos que cometeu? Ao menos publicamente, não. Logo, a comparação se torna impossível.

Pelo que ficou exposto, fica claro também que não estamos sendo injustos. Aos católicos que viveram após o latrocínio Vaticano II aplica-se a mesma regra que aos anteriores desde que vivam como eles. Se alguém defendeu algum erro, em qualquer época, para ser canonizado precisa renegar publicamente estes erros e defender heroicamente a pureza da Fé.

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Continuaremos oportunamente com as questões já propostas ou com outras que sejam levantadas.

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