Anything except latin!

Uma das desculpas sem sentido utilizadas pelos modernistas para não conceder aos fiéis o seu legítimo direito à Santa Missa no rito tridentino é exatamente o desconhecimento do latim. Mas, mesmo na missa nova, o idioma estrangeiro não somente é apresentado como barreira, mas às vezes até mesmo como incentivo para os fiéis. Sabem como? Através da “missa em inglês”:

Algumas questões relevantes merecem ser comentadas. A primeira é a de como a igreja conciliar serve ao homem e não a Deus. O latim, idioma tradicional (e ainda hoje oficial) da Igreja, este é proscrito. Que importa que o latim, não sofrendo as mutações das línguas vulgares, seja tão estável e, portanto, o sentido de suas palavras permaneçam inaltarados, sendo assim tão adequado para exprimir as verdades imutáveis de nossa santa religião. Que importa tantas e tão belas orações e cantos, rezadas ou cantados com piedade através dos séculos por nossos  antepassados. Que importa a riqueza litúrgica do rito tridentino. Que importa as advertências das autoridades eclesiásticas sobre a necessidade do latim na liturgia da Santa Missa. Que importa a clareza de São Pio V e do Concílio de Trento. Para o “mundo”, o latim é uma língua morta… Para que perder tempo com algo assim?

E, como “time is money” (tempo é dinheiro), porque não aproveitar o tempo para aprender inglês, uma língua tão importante para os negócios hoje em dia? Nem que seja o tempo da missa, da única hora na semana em que muitas pessoas se lembram de Deus.

Este é o triste quadro da igreja conciliar. Pelo menos se a pastoral ensinasse inglês fora da missa… Mas não. No momento em que se deveria abandonar toda preocupação temporal, aí é que eles inventam de se ocupar de seus negócios. Típica caricatura de igreja, que em vez de servir a Deus, serve ao homem. Em total coerência com o discurso de Paulo VI no encerramento do Vaticano II:

“Neste Concílio [Vaticano II] a Igreja quase que se fez escrava da Humanidade”. E ainda: “Humanistas do século XX, reconhecei que Nós também temos o culto do Homem”. http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=filosofia&artigo=20040812172040&lang=bra

Em coerência, também, com a letra, e não somente com o espírito, do “sacrossanto” Concílio (os destaques são nossos):

Tudo quanto existe sobre a terra deve ser ordenado em função do homem, como seu centro e seu termo: neste ponto existe um acordo quase geral entre crentes e não-crentes. (Gaudium et spes, n. 12)

http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html

Portanto, se alguém reconhece que é um abuso desviar a atenção da Santa Missa de Deus para o homem, há de reconhecer também o erro absurdo ensinado pelo Concílio Vaticano II. Pois, segundo a nefasta letra do concílio, tudo deve ser ordenado em função do homem. O homem, e não mais Deus, deve ser o centro de tudo o que existe sobre a terra.

Quanta diferença entre o que Igreja sempre ensinou e o que o “imaculado” concílio quer nos fazer engolir como se católico fosse! Tomemos, somente como exemplo, a “Cidade de Deus” de Santo Agostinho e comparemos com o que disse o Vaticano II. É impossível não enxergar a ruptura com a Tradição.

O clero modernista, desde o Vaticano II e coerente com ele, quer desviar a Igreja, que deve servir a Deus, a fim de que sirva ao homem. Quanto tempo ainda será necessário para que os católicos mornos se dêem conta de que isto implica em fazer a Igreja trair sua missão?

Outra questão bastante curiosa sobre o vídeo é que, logo após o primeiro minuto, eles esclarecem que não importa que haja pouca gente, pois o pároco espera que a novidade (como a igreja conciliar gosta de novidades…) possa atrair outras pessoas. Quanta diferença em relação à Missa Tridentina! Pois os bispos modernistas não gostam de inventar aquela estória de que é necessário um número mínimo de pessoas? Por que não permitem que primeiro seja celebrada a Missa Tridentina, e depois deixe que a Tradição possa atrair mais pessoas? Pelo contrário, os nossos bispos  buscam todas as formas de esconder a Missa de Sempre do conhecimento dos fiéis. A regra dos modernistas é sempre a dos dois pesos e duas medidas, e sempre em prejuízo de tudo o que é legitimamente católico.

Um comentário em “Anything except latin!

  1. […] Em coerência, também, com a letra, e não somente com o espírito, do “sacrossanto” Concílio (os destaques são nossos): Tudo quanto existe sobre a terra deve ser ordenado em função do homem, como seu centro e seu termo: neste ponto existe um acordo quase geral entre crentes e não-crentes. (Gaudium et spes, n. 12)http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html Portanto, se alguém reconhece que é um abuso desviar a atenção da Santa Missa de Deus para o homem, há de reconhecer também o erro absurdo ensinado pelo Concílio Vaticano II. Pois, segundo a nefasta letra do concílio,tudo deve ser ordenado em função do homem. O homem, e não mais Deus, deve ser o centro de tudo o que existe sobre a terra. Quanta diferença entre o que Igreja sempre ensinou e o que o “imaculado” concílio quer nos fazer engolir como se católico fosse! Tomemos, somente como exemplo, a “Cidade de Deus” de Santo Agostinho e comparemos com o que disse o Vaticano II. É impossível não enxergar a ruptura com a Tradição. O clero modernista, desde o Vaticano II e coerente com ele, quer desviar a Igreja, que deve servir a Deus, a fim de que sirva ao homem. Quanto tempo ainda será necessário para que os católicos mornos se dêem conta de que isto implica em fazer a Igreja trair sua missão? Outra questão bastante curiosa sobre o vídeo é que, logo após o primeiro minuto, eles esclarecem que não importa que haja pouca gente, pois o pároco espera que a novidade (como a igreja conciliar gosta de novidades…) possa atrair outras pessoas. Quanta diferença em relação à Missa Tridentina! Pois os bispos modernistas não gostam de inventar aquela estória de que é necessário um número mínimo de pessoas? Por que não permitem que primeiro seja celebrada a Missa Tridentina, e depois deixe que a Tradição possa atrair mais pessoas? Pelo contrário, os nossos bispos  buscam todas as formas de esconder a Missa de Sempre do conhecimento dos fiéis. A regra dos modernistas é sempre a dos dois pesos e duas medidas, e sempre em prejuízo de tudo o que é legitimamente católico.   Fonte: In trubulatione patientes. […]

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