A salvação universal nos textos do concílio

Um dos dogmas da Igreja é a existência do inferno. E, desde os primórdios da revelação, é ensinado aos homens que os bons receberão o descanso eterno, enquanto que os maus sofrerão o castigo eterno. “Vinde benditos de meu Pai…”, “ide malditos para o fogo eterno…”, são palavras de Nosso Senhor. As parábolas sobre o inferno são claríssimas e não deixam margem para dúvidas a respeito desta terrível realidade. Também a lembrança dos nossos novíssimos foi prática piedosa não somente ao longo dos séculos da Igreja, mas muito antes da encarnação de Nosso Senhor. E que efeito salutar sempre teve sobre os cristãos a meditação do fim último do homem!

Há menos de um século, um grandioso milagre do sol confirmou a importância das aparições em Fátima. Na ocasião, Nossa Senhora mostrou a três crianças uma visão do inferno. No mar de fogo estavam mergulhados demônios e seres humanos. Certamente que a Mãe de Deus estava alertando sobre o maior de todos os perigos que corremos: o de sermos preciptados no inferno. Ela mostrou uma imagem real, terrível, para relembrar a existência do abismo.

Depois de tanta perseverança de nossa santa religião em nos alertar sobre os perigos de se cair no inferno, ainda assim houve quem se insurgisse para negar a existência do inferno ou, ao menos, para afirmar que o mesmo encontrar-se-ia vazio.

Tal tese não tem fundamentos católicos. Pelo contrário, é a gnose que afirma que o homem é um ser divino aprisionado na matéria. Para se livrar desta prisão, deste mundo material que, para eles seria mal, o homem precisa do conhecimento – da gnose. Os que não alcançassem esta libertação teriam de reencarnar e se manter presos à escravidão da matéria. Mas não haveria uma condenação eterna pois, possuindo o homem uma partícula divina, esta não poderia ser sofrer tal condenadação. O homem, um ser divino, seria antes de tudo uma vítima, aprisionado na matéria por um “deus” mau. Esta é a inversão da doutrina cristã, segundo a qual o gênero humano sofre por sua própria culpa, contraída pelos nossos primeiros pais.

Tal heresia, tão contrária ao dogma cristão, teve um inacreditável suporte no texto do Concílio Vaticano II:

“Por isso proclamamos a vocação altíssima do homem e afirmamos existir nele uma semente divina, o Sacrossanto Concílio oferece ao gênero humano a colaboração sincera da Igreja para o estabelecimento de uma fraternidade universal que corresponda a essa vocação.” (Gaudium et Spes, 3)

A letra do concílio, e não somente seu espírito, teve a ousadia de nos apresentar uma tese gnóstica, a de que haveria uma semente divina no homem. Em outra oportunidade, já pudemos demonstrar a enorme diferença que existe entre esta suposta semente divina e a verdadeira presença de Deus na alma do justo infundida por obra do batismo e recuperada pela confissão sacramental.

Mas a perversidade do concílio não acaba aqui. Não somente tiveram a ousadia de expor esta tese gnóstica, como tiraram dela a conclusão do salvação universal, por ela exigida.

Comecemos por um texto apenas ambíguo:

“De resto, como a Igreja sempre ensinou e ensina, Cristo sofreu, voluntariamente e com imenso amor, a Sua paixão e morte, pelos pecados de todos os homens, para que todos alcancem a salvação.” (Nostra Aetate, 4)

Seria melhor ter escrito: “para que todos pudessem alcançar a salvação”. Mas relevemos este texto, e passemos para o próximo (todos os destaques neste artigo são nossos):

“A igualdade fundamental entre todos os homens deve ser cada vez mais reconhecida, uma vez que, dotados de alma racional e criados à imagem de Deus, todos têm a mesma natureza e origem; e, remidos por Cristo, todos têm a mesma vocação e destino divinos.” (Gaudium et Spes, 29)

Agora já temos diante dos olhos um texto bem mais acintoso, que sugere com muito mais força a salvação universal. De fato, se todos os homens foram remidos por Cristo e têm um destino divino, como poderia alguém ir para o inferno? O texto deveria explicar que a Redenção tem valor objetivo para todos os homens, mas sua aplicação a cada ser humano depende de sua correspondência à graça divina. Desta forma, o destino para o qual Deus criou o homem, não é atingido por aqueles que rejeitem Seus desígnios e perseverem no mal até o último instante.

Mas, não somente de textos mal redigidos ou ambíguos vive o concílio. Passemos a textos ainda mais explicitamente contrários à Fé de sempre:

“O Filho do Homem não veio para que o servissem, mas para ser ele a servir e para dar até a sua vida em redenção por muitos, isto é, por todos” (Ad Gentes, 3)

A expressão “muitos” não implica necessariamente “todos”. Dizer que muitos estudam Direito, não implica que todos estudem Direito. Dizer que muitos alemães são loiros, não quer dizer todos  o sejam. Esta é uma verdade tão evidente, tão óbvia, tão simples que não é necessário sequer ser alfabetizado para entender. Mesmo assim, o concílio tentou nos fazer engolir o contrário.

Mas há algo ainda pior do que abusar da inteligência dos fiéis. O texto do concílio fez, neste ponto, uma referência às Sagradas Escrituras. Porém, o fez de forma nada católica, adulterando a citação bíblica. De fato, o texto do Evangelho de São Marcos, capítulo 10, versículo 45, nos traz apenas a expressão “por muitos”. O “por todos” é adulteração inserida pelo Concílio Vaticano II. E ainda há quem queira defender a infalibilidade do concílio e a assistência divina ao mesmo? Será que o Espírito Santo seria o responsável por essa citação bíblica adulterada? A única forma de se defender o concílio é escondendo seus erros, jogando a sujeira debaixo do tapete.

Não bastassem estas incoerências, seja com a razão, seja com a Bíblia, o texto do concílio é desmentido também pelo Catecismo Romano, que esclarece perfeitamente o motivo pelo qual a salvação não atinge todos os homens, mas apenas muitos deles:

De fato, se considerarmos sua virtude, devemos reconhecer que o Salvador derramou Seu Sangue pela salvação de todos os homens. Se atendermos, porém, ao fruto real que os homens dele auferem, não nos custa compreender que sua eficácia se não estende a todos, mas só a “muitos” homens.

Dizendo, pois, “por vós”, Nosso Senhor tinha em vista, quer as pessoas presentes, quer os eleitos dentre os Judeus, como o eram os Discípulos a quem falava, com exceção de Judas.

No entanto, ao acrescentar “por muitos”, queria aludir aos outros eleitos, fossem eles Judeus ou gentios. Houve, pois, muito acerto em não se dizer “por todos”, visto que o texto só alude aos frutos da Paixão, e esta sortiu efeito salutar unicamente para os escolhidos.

Tal é o sentido a que se referem aquelas palavras do Apóstolo: “Cristo imolou-Se uma só vez, para remover totalmente os pecados de muitos” (Hb 9,28); e as que disse Nosso Senhor no Evangelho de São João: “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por estes que Vós Me destes, porque eles são Vossos.” (Jo 17,9)

Catecismo Romano, Parte II, Capítulo IV, pag. 269-270

O concílio sai completamente derrotado, portanto, por um texto escrito quatrocentos anos antes. De onde se percebe, mais uma vez, o quanto ele rompeu com a Tradição.

Lembramo-nos do caso da tradução de “pro multis” na missa nova, que o papa Bento XVI ordenou que se traduzisse corretamente através da expressão “por muitos”, mas que o clero modernista insiste em desobedecer ao papa e mantém a expressão “por todos”. Esta turma da “plena comunhão” é, de maneira vergonhosa, desobediente e rebelde ao papa, ao mesmo tempo em que não tem como argumentar nada diante da clareza do Catecismo Romano, que somente podem manter longe do conhecimento dos fiéis. Mas, esta mesma turma que está contra o papa e contra a Tradição, está também muito coerente com o “sacrossanto” e “imaculado” Concílio Vaticano II.

Mas ainda há alguns outros textos conciliares que também expõem explicitamente a doutrina da salvação universal:

“Aquilo que uma vez foi pregado pelo Senhor ou aquilo que n’Ele se operou para salvação do género humano, deve ser proclamado e espalhado até aos confins da terra, começando por Jerusalém, de modo que tudo quanto foi feito uma vez por todas, pela salvação dos homens, alcance o seu efeito em todos, no decurso dos tempos.” (Ad Gentes 3)

De acordo com a letra do concílio a salvação do gênero humano deverá alcançar seu efeito em todos. Não em muitos, mas em todos. Novamente se reforça, portanto, a doutrina da salvação universal. O texto ainda acrescenta “no decurso dos tempos”. Que poderia significar que a salvação dos homens deveria alcançar seu efeito em todos no decurso dos tempos? Seria uma forma velada de defender a reencarnação? Estaria bem coerente, inclusive, com as teses gnósticas da semente divina aprisionada na matéria que mencionamos acima.

Antes que alguns fanáticos defensores do Concílio Vaticano II nos acusem de “pirotecnias”, devemos lembrar que os textos deste concílio foram intencionalmente escritos de forma ambígua, a fim de permitir uma leitura diferente da ortodoxa. E isto quem admitiu foram os próprios modernistas que manipularam todo o desenrolar do Vaticano II.

E esta interpretação me parece ser a única capaz de explicar como “a salvação dos homens poderia alcançar seu efeito em todos no decurso dos tempos”. Alguém consegue apresentar alguma solução ortodoxa? Sem esquecer que ela deve estar em harmonia com todos os outros trechos do vaticano II destacados aqui, obviamente.

Se tudo o que foi dito ainda não convenceu os fanáticos defensores da suposta ortodoxia do Vaticano II, vejamos ainda mais um texto escandaloso:

“Finalmente, quando todos os que participam da natureza humana, uma vez regenerados em Cristo pelo Espírito Santo e já na visão unânime da glória de Deus Pai, puderem dizer: «Pai nosso», então se há-de realizar deveras o intento do Criador ao fazer o homem à Sua imagem e semelhança.” (Ad Gentes, 7)

Portanto, segundo a letra do concílio, todos os que participam da natureza humana serão regenerados e terão a visão da glória de Deus! Precisamos mais de que para convencer os neo-conservadores de que o Vaticano II rompeu com a Tradição da Igreja? O concílio não reforçou a doutrina tradicional da existência do inferno e do grande perigo da condenação eterna. Muito pelo contrário, manifestou-se claramente pela salvação universal. Para o “sacrossanto” concílio, o inferno estaria vazio! Bem como queria Urs von Balthasar.

É certo que em alguns trechos o concílio trata da necessidade da Igreja Católica para salvação. E o fez inclusive no mesmo parágrafo sétimo do decreto Ad Gentes citado acima! Mas, como já denunciava Sua Santidade o papa São Pio X na sua encíclica Pascendi, é tática modernista negar em uma página o que disse na anterior. E, com o concílio que foi uma obra prima dos modernistas, não poderia ser diferente. Dele se pode tirar tanto uma doutrina ortodoxa, quanto as maiores aberrações doutrinais. Vai do gosto do freguês.

E quando o freguês é um bispo ou padre modernista, quanto estrago ele não consegue fazer citando textos que, supostamente, estariam imbuídos de autoridade magisterial! A situação de decadência moral dos fiéis que caíram nas teias modernistas é uma prova clara do mal que o relativismo causou. Mas, como impedir o povo de cair no relativismo se se defende uma doutrina absurda da salvação universal? Se todos alcançariam um dia a salvação, então por que fazer, por exemplo, esforços heróicos para viver em castidade em mundo tão depravado como o atual? Por pregar o Evangelho, ou porque ser martirizado, ou defender a verdadeira religião contra uma massa de incrédulos ou mesmo hostis? A massa, após o concílio, vive de que forma, senão de acordo com esta doutrina da salvação universal, ainda que não a professe abertamente?

Queríamos exigir de todos que se abstivessem do pecado por puro amor a Deus, como se não houvesse prêmio ou castigo? Sim, este é o ideal, o que as grandes almas santas alcançam. Mas, a teologia ascética e mística nos ensina claramente que existem três vias no caminho da perfeição. E a primeira delas é a via purgativa, na qual se abstém do pecado pelo medo do castigo. Como se pode chegar às vias superiores sem passar pela primeira? E acaso não lemos nas Escrituras Sagradas que o temor de Deus é o princípio da Sabedoria? Se há tantos que vivem má vida, não nos surpreende que seja porque nunca trilharam os primeiros passos. E como poderiam se lembrar de seus novíssimos, em plena festa da “primavera conciliar”?

Finalmente, a dissolução moral do mundo não há de justificar a má vida de tantos batizados. A Igreja é guardiã da moral, e sempre lutou contra a corrupção do mundo. Mas, se hoje os membros da hierarquia eclesiástica, seja em suas vidas, em seus sermões ou mesmo nas confissões, dão testemunho de um mundo cor-de-rosa, de uma “primavera conciliar”, em que tudo pode, nada é proibido, como podemos esperar que os fiéis lutem contra a depravação do mundo? E pior de tudo, se, por absurdo, admitíssimos alguma autoridade magisterial no Concílio Vaticano II, este clero podre teria até suporte do “magistério” da Igreja para defender este mundo sem regras morais, uma vez que todos acabariam salvos um dia.

Porque temos amor a Deus e esperamos salvar nossas almas seguindo o caminho estreito da salvação, visto que largo é o da perdição, é que ficamos com a Tradição e rejeitamos o Vaticano II e todas suas novidades.

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PS: a discussão sobre os elementos do clero que difundiram a doutrina da salvação universal fica para outro artigo, pois este já vai muito longo.

39 comentários em “A salvação universal nos textos do concílio

  1. Teresa disse:

    Márcio,
    vc esqueceu-se destas, sumamente importantes também e que reforçam bastante a veracidade da sua tese (aliás, óptimo texto!!!). Veja:
    Retiradas de Lumen Gentium:
    “Mas o desígnio da salvação estende-se também àqueles que reconhecem o Criador, entre os quais vêm em primeiro lugar os muçulmanos, QUE PROFESSAM SEGUIR A FÉ DE ABRAÃO, E CONOSCO ADORAM O DEUS ÚNICO E MISERICORDIOSO, que há-de julgar os homens no último dia.”

    Só aqui duas heresias:
    salvação universal – o desígnio da salvação estende-se a e a e a;
    -os infiéis adoram o mesmo Deus que nós, recusando a Segunda e Terceira Pessoas da Santíssima Trindade.

    Mas, prossigamos:
    #“Nem a divina Providência nega os auxílios necessários à salvação àqueles que, SEM CULPA, não chegaram ainda ao conhecimento explícito de Deus e SE ESFORÇAM, não sem o auxílio da graça, por levar uma vida reta.”

    Os atueus tb têm direito aos auxílios da Providência… claro que n se explica que tipo de ateus, nem como nem porquê. Para quê? O objectivo é mesmo esse: ambiguidade e distorção da sã doutrina.

    Vc diz algo muito certo. o v2 tem passagens bastante ortodoxas. Tive de o usar contra progressistas e fiquei impressionada com a quantidade de passagens que encontrei boas. Mas eles encontraram outras tantas más. Isto é o Vaticano II!

    Destaco o mais importante das frases que coloquei:

    ““Mas o desígnio da salvação estende-se também àqueles que reconhecem o Criador”
    “Nem a divina Providência nega os auxílios necessários à salvação àqueles que, SEM CULPA, não chegaram ainda ao conhecimento explícito de Deus”

    Haverá alguém que n mereça a salvação? Pq n uma ladainha dos já salvos? Só faltou um rosário de certezas dos já salvos. Mais explícito era impossível. Será que alguém escapou à salvação? Será que essa coisa chamada salvação, essa banalidade, n haverá alguém que a n mereça?

    Excelente trabalho de compilação.

    Salve Maria!

  2. Márcio disse:

    Teresa, Salve Maria!

    Os textos errôneos do Vaticano II são incontáveis. Quanto mais lemos, mais erros encontramos. Daí que se torna inacreditável como podem os neo-conservadores fingirem que não há problema nenhum com o CV II, e até a defenderem sua “ortodoxia”.

    ADMG,

    Márcio

  3. Gederson disse:

    Teresa, muitas coisas contidas na GS e que foram destacadas pelo texto do Màrcio, explicam Mons. Escrivà de Balauguer, chamar um muçulmano de “filho de Deus como ele”…

    Fique com Deus.

    Abraço

  4. Rafael disse:

    Não sou defensor cego do CVII, mas vamos lá:
    “De fato, se considerarmos sua virtude, devemos reconhecer que o Salvador derramou Seu Sangue pela salvação de todos os homens. Se atendermos, porém, ao fruto real que os homens dele auferem, não nos custa compreender que sua eficácia se não estende a todos, mas só a “muitos” homens.”
    O sentido do sangue derramado por todos deve ser esse, sem nunca nos esquecermos que necessitamos da Igreja para a salvação. E se queremos a salvação universal devemos nos esforçar sempre em trazer toda a humanidade para a única e santa Igreja Católica. Evidentemente isso não justifica mudar as palavras da consagração, mas isso é lá outra história.

    O texto tem sim ambiguidades que podem ser usadas para maus propósitos, mas se olharmos assim a própria Bíblia pode ser distorcida para se dizer qualquer coisa (Edir Macedo a usa para defender o aborto!). Pede Bento XVI que interpretemos o Concílio na hermenêutica da continuidade, na Tradição, e não na da ruptura, sem no entanto a necessidade de revogar tudo que lá foi dito. Me parece evidente que o Concílio poderia ser mais claro, mas devemos lembrar que dali não saíram dogmas novos e absurdos, e sim recomendações pastorais infelizmente amplificadas mundo afora nesse ímpeto de romper com toda a Sagrada Tradição Apostólica, mas que podem ser mudadas com novas recomendações pastorais. De novo: a questão não é essencialmente dogmática, mas pastoral. Ademais, não cabe a nós especular (é a palavra correta) sobre o pensamento íntimo dos padres conciliares, se inspirados ou não. Devemos apenas ter fé que o Espírito ali estava “controlando” tais fortíssimos ímpetos modernistas e ler aquilo segundo o espírito de fé católica sem, de novo, especular qual seria o espírito que levou aquilo a ser escrito daquela forma.

    PS: O exemplo dos muçulmanos eu não conhecia, mas me vem à mente a doutrina do limbo que conheço muito superficialmente, então melhor eu não me imiscuir. Mas ss justos – veja bem, não todos os muçulmanos e outros, mas os justos – não fiéis não serão julgados no fim dos tempos?

  5. Rafael disse:

    Ainda sobre a salvação dos justos, lembrei-me dessa passagem:

    Mt 8,11s
    “Por isso, eu vos declaro que multidões virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão no Reino dos céus com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.”

  6. Márcio disse:

    Caro Rafael, Salve Maria!

    Sem dúvida que devemos querer a salvação de todos os que podem ser salvos, pois os que já estão no inferno já estão perdidos para a eternidade. Mas é diferente almejar a salvação de todos e trabalhar neste sentido, e dizer que todos serão salvos. O texto do CV II não é ambíguo, mas frontalmente oposto a tudo o que sempre se ensinou na Igreja. Releia os trechos que eu destaquei: o concílio afirma que todos chegarão a salvação.

    A hermenêutica da continuidade é uma tentativa de “salvar o morto”. O concílio defendeu erros terríveis contra Fé, e eu o convido a considerar o conjunto de todos estes erros, e não somente os destacados neste artigo. Nunca houve, na história da Igreja, a necessidade de ser reinterpretar um concílio. Se o Vaticano II causou tanta confusão, ele não pode ser considerado magistério da Igreja, pois o magistério sempre vem para esclarecer, e não para confundir.

    Não precisamos especular sobre o “pensamento íntimo dos padres conciliares”: os erros do Vaticano II estão escritos nos seus documentos. E eles são tão contrários à Fé Católica, que há passagens que não podem, de forma alguma, serem lidas “sob a luz da Tradição”. Somente as passagens ambíguas poderiam ser consertadas – o que já indicaria um problema do concílio, que tinha a obrigação de ser claro. Mas as passagens heréticas precisam ser eliminadas do texto do concílio, porque jamais poderiam existir em harmonia com a Fé.

    Seria bom mesmo anular todo o concílio. Mas, enquanto as autoridades eclesiásticas se esforçam para jogar a sujeira debaixo do tapete para salvar o CV II a qualquer custo, temos de esperar por tempos melhores denunciando os erros absurdos deste conciliábulo.

    AMDG,

    Márcio

  7. Teresa disse:

    Gederson,
    desculpe só agora responder, só agora vim aqui!

    S. Pio X, no número 24 do Catecismo Maior, ensina que todos somos filhos de Deus porque Ele nos criou, governa e conserva. Somos filhos adoptivos pelo Baptismo, mas antes já somos filhos, por sermos criados por Deus.

    Não acho correcta a formulação de S. Josemaría, é um tantinho ambígua e presta-se desnecessariamente a equívocos. Mas herética, não é.

    ***

    Mudando de assunto…
    A meu ver tanto o Rafael quanto o Márcio têm razão. O Vaticano II tem erros incontornáveis que têm de ser eliminados de raiz, são um cancer como dizia alguém por aí.

    Mas, e onde tem razão o Rafael, no meu entender? Quando o Rafael subtilmente tenta afirmar que as Escrituras também não usam linguagem escolástica. O grande – o maior de todos – erro do V2 foi abandonar a linguagem escolástica; esta foi a origem de toda a confusão; mas realmente a Escritura também não a apresenta.

    A diferença (o erro do Rafael na minha opinião) está em que não se pode comparar a Escritura – que precisa de ulterior interpretação – com documentos magisteriais que já deviam eles mesmos trazer interpretação na clareza da exposição.

    Não rejeito todo o Vaticano II. Trouxe coisas muito importantes nomeadamente na questão da visão da Igreja quanto à condição da mulher – coisas de que jamais abdicarei e que eram insuficientemente tratadas antes. Mas o mal do V2 é mesmo esse: foi tão mau, mas tão mau, que se tentarmos apresentar alguma coisa boa, o pessoal naturalmente desconfia, porque de uma árvore má não podem sair bons frutos; e porque mesmo que haja algo bom, foi posteriormente corrompido pelas mil e uma coisas más que viciaram, minaram por completo o que pudesse eventualmente haver de bom e saudável no v2.

    Eu sou muito optimista e, como consequência disto, tenho tendência para apreciar algumas coisas do V2. Mas essa abertura foi excessiva, foi exacerbadíssima, traiu os direitos da Igreja na esfera social, nivelou a santa Religião às seitas heréticas. Era suposto ser uma coisa boa, um aprofundamento doutrinal, mas foi uma catástrofe.

    Pessoalmente não creio na anulação. Mas tenho muita esperança – e rezo fervorosamente – para que as ambiguidades sejam corrigidas e os erros eliminados de raiz e sem respeitos humanos. Será que alguma vez veremos isto?

  8. Teresa disse:

    Gederson, veja o seguinte:
    No Catecismo de São Pio X podemos ler
    24. Por que se dá a Deus o nome de Pai?

    Resposta: Dá-se a Deus o nome de Pai:
    1) porque é Pai, por natureza, da segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, do Filho por Ele gerado;
    2) porque Deus é Pai de todos os homens, que Ele criou, conserva e governa;
    3) porque, finalmente, é Pai, pela graça, de todos os cristãos, os quais por isso se chamam filhos adoptivos de Deus.

    Agora vejamos o que S. Josemaría disse a um muçulmano:
    “És filho de Deus como eu” (Cfr. S. Josemaría Escrivá, Questões Actuais do Cristianismo)

    Então, concedo que a formulação tenha sido um tanto ambígua – mas também nós não dizemos por vezes coisas que se prestam a equívocos? Somos infalíveis? Santa Teresinha defendeu a tese herética do Inferno vazio. rs E não deixou de ser santa por isso – e uma grande santa que eu amo muito!
    A frase dele não é herética!
    “És filho de Deus como eu”

    Que se apoia em:
    «porque Deus é Pai de todos os homens, que Ele criou, conserva e governa – Catecismo de São Pio X, número 24.

    Um muçulmano não é filho pela graça, mas sim pelo facto de ter sido criado e governado por Deus. S. Josemaría nunca o chamou «filho adoptivo de Deus», mas apenas filho, conforme o Catecismo de São Pio X que afirma explicitamente que Deus é Pai de todos os homens.

    É preciso também termos cuidado com engolir goela abaixo tudo o que nos dizem! Mesmo que no seio da Tradição. Vocês já me conhecem e sabem que eu não embarco nessas coisas.

    O defeito na frase dele está no «como eu». Um muçulmano não é filho «como eu», mas de outro modo. Aí, no modo, na forma, nos acidentes, está o erro; não no conteúdo doutrinal de base.

  9. Márcio disse:

    Teresa, Salve Maria!

    Qual sentido Mons. Escrivá quis dar à frase “és filho de Deus como eu”? Se lermos a frase no conjunto dos outros escritos do Opus Dei podemos imaginar que seja bem diferente da sua interpretação:

    https://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/01/04/a-falsa-ortodoxia-do-opus-dei/

    A mentalidade do Opus Dei é liberal demais. E isto não é questão de “engolir goela abaixo tudo o que nos dizem”. Pelo contrário, em épocas de crise, devemos nos firmar sobre o magistério infalível anterior. Se a hierarquia da Igreja não se manifesta, o caminho fica aberto para todo tipo de erro. A única via segura é não se afastar da Tradição. E o ecumenismo se afasta de Tradição.

    Eu não acho que o Vaticano II seja destruído tão logo, mas espero que um dia ele seja sim anulado completamente, para o bem de todos nós. Você pode não querer isto, porque enxerga supostos avanços no mesmo. Mas eu não vejo assim, pois são mais uma deformação da família e um feminismo que não é saudável. Um bom concílio não teria erro algum. Se uma árvore é má, boa não era sua semente. E o que podemos esperar de bom de um espírito liberal como o que moveu o CV II?

    Não podemos escolher livremente o que nos agrada e ingorar o que nos desagrada só porque o magistério atual não se pronuncia por estar influenciado pelo liberalismo. Devemos ficar com a segurança da Tradição. Devemos ficar com a Casti Conubii em matéria de namoro e matrimônio. Devemos ficar com a segurança dos processos antigos de canonização, e não com as duvidosas canonizações pós-conciliares, que permitem até que se proiba alguém de depor no processo, como aconteceu com a canonização de Escrivá. Devemos ficar as Sagradas Escrituras, os Catecismos e os doutores da Igreja que disseram ser legítima a pena de morte, e não do lado do clero liberal e pacifista, chegando até a chamar de hipócrita quem está de acordo com os antigos.

    Não se trata de “engolir goela abaixo”, e sim dar assentimento ao que Igreja sempre ensinou. E mesmo quando a matéria não estava definida, não é seguro se alegrar com as mudanças de tendência apresentadas pelos liberais. Não temos o direito de seguir caminhos diferentes apenas porque nos agradam e porque não há autoridade para nos coibir. Temos obrigação de não nos afastarmos da Tradição.

    AMDG,

    Márcio

  10. Armando disse:

    Finalmente alguém colocou a Teresa em seu devido lugar!

  11. Pedro disse:

    Eu passei os olhos pela Ad Gentes, neste exato momento. É uma das coisas mais bizarras do magistério da Igreja, de um espírito liberal e relativista sem tamanho. Não a toa a fé sobrenatural enfraqueceu ou até desapareceu entre os católicos. Os conselhos ali contidos contrariam expressamente – não digo a bíblia ou a tradição – toda regra do bom senso, que nos dita uma série de normas práticas para que possamos proteger nossa fé das heresias dos hereges.

  12. Teresa disse:

    Márcio,
    no ponto 115 do Caminho, S. Josemaría diz clara, inequívoca e expressamente que «os maçons, protestantes e ateus têm o coração seco».

    No ponto 145 da mesma Obra, refere-se a estas três categorias como «inimigos de Deus e da Igreja».

    Quanto à pena de morte, explique-me o que entende por «Tradição». Até ao século XII – a esmagadora maioria dos cristãos e consequentemente dos santos – era contrária à aplicação da pena de morte. Logo, não teria existido Tradição até S. Tomás de Aquino que foi decisivo para se colocar a pena no Catecismo de Trento?

    A pena de morte não faz parte de qualquer grau de assentimento de teologia dogmática nem se configura como vinculativa de nenhum modo. Nem sequer é uma opinião teológica, pois que o seu âmbito de discussão é de outro nível, não relacionado aos conteúdos da Fé ou aos atributos de Deus, que é o que estuda a Teologia dogmática.

    Jesus falou em Tradição e em tradições. E em homens que trocam os mandamentos de Deus não por Tradição, mas por ideologias e tradições (com letra minúscula).

    Quanto ao suposto feminismo, odeio todos os «ismos». Mas o movimento de conquista de direitos da mulher, numa primeira fase, foi bom sim: conseguiu-nos o direito à educação, ao ensino, à vida activa extra muros do lar e sim, a uma efectiva e muito mais cristã e saudável relação matrimonial entre os cônjuges, baseada no amor, na compreensão e no respeito e cumplicidade; e não no um manda e o outro obedece, subordinadamente. Não sei se vc sabe disto também, mas durante muitos séculos os casamentos foram arranjados. E isto, naturalmente, era muito pior para a mulher. Isto não é mentira de modernistas, infelizmente é um facto! E os factos há que enfrentá-los com valentia e tentar avançar, não regredir.

    Em suma, há Tradição e tradições.

    A encíclica que vc citou é muito boa e útil, nem podia ser de outro modo posto que é do Magistério ordinário da Igreja. Mas contém partes – seguramente as que vc se referia – que foram sim uma forma bastante equivocada de enfrentar o problema que queriam combater. Tanta incompreensão só serviu para que esses movimentos diabólicos fossem abraçados por mulheres outrora católicas que se revoltaram com a falta de compreensão que deviam encontrar na Mãe Igreja e não viram, sendo absorvidas para o erro e para a radicalização esquerdista de discursos.

    ***

    Armando, ninguém me põe no meu lugar, porque eu nunca saio dele. Tenho dois neurónios para construir ao menos argumentação básica, coisa que pela demonstração dada – uma frase, uma linha – vc não tem!

    Quem acha que algum dia a Teologia do Matrimónio e da emancipação da mulher vai regredir, vive um pouco alienado da realidade.

    PS: Obviamente, defendo – coisa que muitas radicais tradicionais não – a família numerosa. Conheço muita dona de casa ‘tradicional’ que evita filhos.

  13. Teresa disse:

    «Ainda quando todos os grandes escritores, teólogos e Doutores se dedicassem a reunir argumentos para provar que a pena de morte é uma lei cristã, é tal a veneração que sinto pela vida humana e pelos ensinamentos do nosso Salvador que me seria de todo impossível crê-lo.»

    (Santa Rosa de Lima, “Escritos auto-biográficos”, editora Esfera dos livros, III Edição, Página 127)

    Portanto, Santa Rosa – que não era ignorante nenhuma, aqui até fala em teólogos e Doutores, logo sabia o seu grau de autoridade – Santa Rosa não era tradicional? Era herege?

    E ainda por cima humanista – fala em veneração pela vida humana, tal como também falou, e em grau bastante maior, S. Francisco de Sales.

    Eu busco, eu corro atrás, eu luto por saber a verdade. Estou a elaborar um trabalho documental sobre a pena de morte no Cristianismo primitivo.

    Santa Rosa cuidava de doentes, daí talvez o seu posicionamento expresso deste modo.

    Eu já passei por muitos sectores da Igreja: RC’C’, Opus, agora FSSPX. E a minha experiência diz-me que todos, mas todos sem qualquer excepção, não admitem que busquemos outras fontes que não as suas. Ora eu nunca fui assim… eu gosto da investigação, gosto de buscar, de confrontar, por isso incomodo!

    Não estou aqui a defender o Cristianismo primitivo – ou a heresia da refontalização, a la progressista. Esse é o argumento dos progres para a comunhão na mão por exemplo.

    Estou só a tentar – e já devia ter desistido – fazer-vos ver que nem tudo o que se lê em livros e textos online é exactamente assim como lá está transposto. Há que buscar outras fontes além das do nosso ciclo de referências! Há que abrir horizontes.

    É fácil pegar em duas ou três frases de S. Josemaría e distorcer o seu pensamento todo com base em duas ou três mais infelizes. Mas também se pode fazer isso com Dom Lefebvre – e os modernistas fazem – e com as nossas próprias palavras.

    Recomendo a leitura da sua obra: amar a Igreja. Ali está todo o seu pensamento; a obra é posterior ao CVII; e critica a noção errada de ecumenismo, dando a correcta: retorno à fé católica.

    Mas eu só vejo estas coisas entre leigos! Eu tenho sempre padres em minha casa: em almoços, jantares. Da FSSPX, de outras comunidades tradicionais e mesmo neo-conservadores. E os padres não tratam qq pessoa que discorde deles – de meras opiniões teológicas ou de coisas que nem isso são – como modernistas liberais.

    Nunca conheci um sacerdote que achasse que a pena de morte se aplicasse hoje.

    Mas conheci vários que defendem a doação de órgãos!

    Aliás, há saudável discussão na FSSPX sobre esse assunto: doação de órgãos. Sou contra, conheço padres contra e padres a favor. Vou chamar-lhes liberais por isso? Vão chamar-me – nem sei o quê – por defender o contrário? Obviamente não, porque há gente que distingue opiniões teológicas (neste caso teologia moral) de pronunciamentos infalíveis do Magistério.

    Aceito o argumento do Márcio: na dúvida, fica-se com a Tradição, com o que sempre foi ensinado. É uma opção possível, mas não a única. Eu optei por não rejeitar tudo quanto vem de Roma e esse discernimento faço-o eu e os sacerdotes que me acompanham e dirigem a minha alma.

    Inconcebível é tratar coisas não fundamentais, não de fé e moral, como se fossem vitais e exigissem opiniões uniformizadoras.

    Esta história de se ficar com o que foi ensinado sempre, aplica-se a tudo o que se relaciona à Doutrina Católica sobre Deus, a Santa Igreja e a Moral Católica. Agora quanto aos temas fracturantes entre mim (e outros) e vocês, não se aplica, porque a pena de morte não foi aceite sempre, ensinamento constante, entre os cristãos. Foi generalizada depois de S. Tomás de Aquino no século XII.

    Santo Agostinho foi contra, retratou-se na cidade de Deus manifestando ser favorável, e depois voltou a ser contra, morrendo nesta última posição.

    Santa Teresinha foi contra, Santa Maria Goretti na prática mostrou ser contra – porque o supremo argumento é o do testemunho de vida.

    E quanto ao pseudofeminismo de que subtilmente fui acusada, é o feminismo da Beata Hildegard von Bingen que viveu na Idade Média, da Rainha Blanca de Castela ou de Isabel a Católica para referir só três da idade de ouro do Catolicismo.

    Em suma, em poucas palavras: Tradição e tradições mais ideológicas do que outra coisa são muito diferentes.

  14. Teresa disse:

    Só para completar a questão de S. Josemaría e como se pode chegar a deturpar o pensamento de alguém, espalhando-se autênticas calúnias – porque hoje espalha um, amanhã outro engole o que o primeiro espalhou, e daqui a um mês já dez mil pessoas muito boas católicas espalham a calúnia – vejamos o que ele realmente pensava, nos seus textos oficiais, do ecumenismo:
    1 Recomendo muito esta obra que, como já coloquei, foi escrita e publicada depois do CVII. Pode ser lida online aqui:
    http://pt.escrivaworks.org/book/amar_a_igreja-indice.htm

    Aí está o índice, favor ler com calma os três capítulos da obra. Mas ler com boa vontade, não andar à caça de um errozinho, uma vírgula para implicar! Pq isso não seria justo, Dom Lefebvre tem vírgulas, pontos, ponto e vírgulas que podem ser muito mal interpretados e nós tb n gostamos quando isso é feito.

    2 Alguns excertos do primeiro capítulo referentes à Igreja e ao ecumenismo defendido por ele (Depois os seus oportunistas colaboradores distorceram tudo, porque de facto e como bem diz o Márcio, o Opus Dei está infectado de Liberalismo e serve somente os seus interesses e conveniências, embora eu guarde muito carinho à Obra a verdade tem de ser dita).

    Vou seleccionar os trechos, continua

  15. Teresa disse:

    Não é justo que se o Papa Bento diz algo ortodoxo, é aplaudido; mas um santo da Igreja que ganhou má fama nos meios mais tradicionais – leia-se FSSPX e comunidades amigas – tenha o seu pensamento distorcido in aeternum e a injustiça seja perpetrada e nunca corrigida. Não é justo!!!

    Ratzinger é bem mais liberal que S. Josemaría!!

    Não dá para descontextualizar o pensamento de alguém. Se conhecermos bem as obras dele, todas e na íntegra, vemos que essa acusação que alguns sectores da Tradição lhe fazem de ecuménico – no mau sentido da palavra – não tem qq fundamento!

    Liberal era sem dúvida… nunca disse o contrário. Mas este já seria outro assunto, que novamente daria pano para muitas mangas.

    Ecumenismo, vejamos – do primeiro capítulo da obra que coloquei acima, amar a Igreja. O capítulo chama-se lealdade à Igreja:
    «É comovente esta insistência de Deus, nosso Pai, empenhado em recordar-nos que devemos apelar para a sua Misericórdia a todo o momento, aconteça o que acontecer, e também agora, nestes tempos em que vozes confusas sulcam a Igreja; são tempos de extravio porque muitas almas não encontram bons pastores, outros Cristos, que as guiem para o amor do Senhor, mas, pelo contrário, ladrões e salteadores, que vêm para roubar, matar e destruir.

    Não temamos. A Igreja, que é o Corpo de Cristo há-de ser indefectivelmente o caminho e o redil do Bom Pastor, o fundamento robusto e a via aberta para todos os homens.

    […]
    Mas, o que é a Igreja? Onde está a Igreja? Muitos cristãos, aturdidos e desorientados, não recebem resposta segura a estas perguntas, e chegam talvez a pensar que os ensinamentos que o Magistério formulou através dos séculos – e que os bons Catecismos propunham com toda a precisão e simplicidade – foram superados e hão-de ser substituídos por outros novos. Uma série de factos e de dificuldades parece ter convergido, para ensombrar o rosto límpido da Igreja. Alguns afirmam: a Igreja está aqui, no empenho de acomodar-nos ao que chamam tempos modernos. Outros gritam: a Igreja não é mais do que a ânsia de solidariedade dos homens; devemos modificá-la de acordo com as circunstâncias actuais.

    Enganam-se. A Igreja, hoje, é a mesma que Cristo fundou, e não pode ser outra. Os Apóstolos e os seus sucessores são vigários de Deus para o governo da Igreja, fundamentada na fé e nos Sacramentos da fé. E assim como não lhes é lícito estabelecer outra Igreja, não podem também transmitir outra nem instituir outros sacramentos, porque pelos Sacramentos que jorraram do peito de Cristo pendente da Cruz é que foi construída a Igreja. a Igreja há-de ser reconhecida por aquelas quatro notas indicadas na confissão de fé de um dos primeiros Concílios e que nós rezamos no Credo da Missa: Uma única Igreja, Santa, Católica e Apostólica. Essas são as propriedades essenciais da Igreja, que derivam da sua natureza, tal como Cristo a quis. E, por serem essenciais, são também notas, sinais que a distinguem de qualquer outro tipo de união humana, embora nelas se ouça também pronunciar o nome de Cristo.

    Há pouco mais de um século, o Papa Pio IX resumiu brevemente este ensinamento tradicional: a verdadeira Igreja de Cristo constituiu-se e reconhece-se, por autoridade divina, pelas quatro notas que no Símbolo afirmamos deverem crer-se; e cada uma dessas notas, de tal modo está unida às restantes, que não pode ser separada das outras. Daí que aquela que verdadeiramente se chama Católica, deva juntamente brilhar pela prerrogativa da unidade, da santidade e da sucessão apostólica. É este, insisto, o ensinamento tradicional da Igreja, repetido novamente – embora nestes últimos anos alguns o esqueçam, levados por um falso ecumenismo – pelo Concílio Vaticano II: esta é a única Igreja de Cristo – que no Símbolo professamos Una, Santa, Católica e Apostólica – a que o nosso Salvador, depois da ressurreição, entregou a Pedro para que a apascentasse, encarregando-o a ele e aos outros Apóstolos de a difundirem e de a governarem e que erigiu para sempre como coluna e fundamento da verdade.

    A Igreja é Una
    Que sejam um, assim como nós , clama Cristo a seu Pai; para que sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós. Brota constantemente dos lábios de Jesus Cristo esta exortação à unidade, porque todo o reino, dividido em facções contrárias, será desolado; e toda a cidade ou família, dividida em bandos, não subsistirá . Exortação que se converte em desejo veemente: Tenho também outras ovelhas que não são deste aprisco; e importa que eu as traga, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor

    De que forma maravilhosa pregou Nosso Senhor esta doutrina! Multiplica as palavras e as imagens, para que a compreendamos e fique gravada na nossa alma a paixão da unidade. Eu sou a verdadeira vide e o meu Pai é o agricultor. Todo o sarmento que não dá fruto em Mim, ele corta-la-á; e todo o que der fruto, podá-la-á para que dê mais abundante fruto… Permanecei em Mim, que Eu permanecerei em vós. Como o sarmento não pode de si mesmo dar fruto, se não estiver unido à videira, assim também vós se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira e vós as varas. O que permanece em Mim e Eu nele, dá muito fruto, porque, sem Mim, nada podeis fazer.

    Não vedes como aqueles que se separam da Igreja, estando às vezes cheios de frondosidade não tardam em secar e como os seus frutos se transformam em vermineira viva? Amai a Santa Igreja, Apostólica, Romana, Una! Porque, como escreve São Cipriano: quem recolhe noutro lado, fora da Igreja, dissipa a Igreja de Cristo. E São João Crisóstomo insiste: não te separes da Igreja. Nada é mais forte do que a Igreja. A tua esperança é a Igreja; a tua salvação é a Igreja; o teu refúgio é a Igreja. É mais alta do que o céu e mais larga do que a terra. Nunca envelhece e o seu vigor é eterno.

    Defender a unidade da Igreja traduz-se em viver muito unidos a Jesus Cristo, que é a nossa vide. Como? Aumentando a nossa fidelidade ao Magistério perene da Igreja: na verdade, não foi prometido o Espírito Santo aos sucessores de Pedro para que por sua revelação manifestassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência, santamente custodiassem e fielmente exprimissem a revelação transmitida pelos Apóstolos ou depósitos da fé . Assim conservaremos a unidade, venerando esta Nossa Mãe sem mancha e amando o Romano Pontífice.

    Alguns afirmam que ficamos poucos na Igreja. Eu responder-lhes-ia que, se todos defendessem com lealdade a doutrina de Cristo, depressa cresceria consideravelmente o número, porque Deus quer que se encha a sua casa. Na Igreja descobrimos Cristo, que é o Amor dos nossos amores. E temos de desejar para todos esta vocação, este gozo íntimo que nos embriaga a alma, a doçura luminosa do Coração misericordioso de Jesus.

    Devemos ser ecuménicos, ouve-se repetir. Pois sim. No entanto, temo que, por trás de algumas iniciativas auto-denominadas ecuménicas, se oculte uma fraude, pois são actividades que não conduzem ao amor de Cristo, à verdadeira vide. Por isso não dão fruto. Eu peço todos os dias ao Senhor que torne cada vez maior o meu coração, para que continue a tornar sobrenatural este amor que pôs na minha alma a todos os homens, sem distinção de raça, de povo, de condições culturais ou de fortuna. Estimo sinceramente a todos, católicos e não católicos, aos que crêem em alguma coisa e aos não crentes, que me dão tristeza. Mas Cristo fundou uma única Igreja, tem uma única Esposa.

    A união dos cristãos? Sim. Mais ainda: a união de todos os que crêem em Deus. Mas só existe uma Igreja verdadeira. Não é preciso reconstruí-la com pedaços disperses por todo o mundo. E não necessita de passar por nenhum tipo de purificação para depois se encontrar finalmente limpa. A Esposa de Cristo não pode ser adúltera, porque é incorruptível e pura. Só uma casa conhece, guarda a inviolabilidade de um único tálamo com pudor casto. Ela conserva-nos para Deus, ela destina para o Reino os filhos que engendrou. Todo aquele que se separa da Igreja une-se a uma adúltera, afasta-se das promessas da Igreja: não conseguira as recompensas de Cristo quem abandona a Igreja de Cristo.

    ***

    É este e não outro o ensinamento da Obra – eu estive lá – e o pensamento de S. Josemaría sobre o ecumenismo, que ele até aí nesse texto chama falso!

    Nunca ninguém me proibirá de pensar e de construir as minhas opiniões com base no estudo e na investigação. Até os sedevacantistas estudam comigo se for preciso, pq eu não me escuso de estudar sempre e em todo o lado, para me aperfeiçoar e descobrir a completa verdade. A vida é constante estudo!

  16. Teresa disse:

    Para o senhor que me quer pôr no meu devido lugar, mas sem escrever um argumento que me esmague:
    A frase não é minha, mas vou roubar porque aqui se aplica bem – desculpas à autora: nunca fui expulsa de nenhuma capela da FSSPX – fim de citação -. Nem dos priorados; e tenho sacerdotes que me orientam.

    Portanto, no seu lugar ponha-se o senhor que não me conhece de lado nenhum.

    Estudo, trabalho e tenho aprovação do meu director espiritual para começar a minha tese de doutoramento!

    Se o facto das mulheres hoje não serem estupidificadas e massa de manobra dos homens faz tanta confusão à ‘tradição’, isso não é meu problema. Resolvam-se com o machismo existencial.

    Márcio, não estou de nenhum modo contra vc, aprecio muito o seu trabalho e perdoe-me alguma eventual agressividade nos comentários anteriores. Por vezes excedo-me um pouquinho rs.

    Mas realmente não concordo com vc quanto à pena de morte, embora respeite muito a sua decisão prudente de ficar com o tradicional em tudo. Eu não fico em tudo, porque julgo ter discernimento para diferenciar o trigo do joio e sei que um avanço não é mau só por ser avanço, e sim por ser contrário ao depósito da fé. Pena de morte não é depósito de fé. O padre Anselmo disse-me que posso ser contra sem problema. Até ter as minhas opiniões censuradas pelos meus sacerdotes nem sequer cogito a hipótese de as calar. Revê-las, sem dúvida; todos os dias tento perceber em quê estou errada e não vejo.

    Pena de morte é legítima em casos muito graves, de extrema necessidade e quando não há meios para defender a sociedade do agressor. O que n se aplica hoje, daí a luta pela abolição.

    Mulheres a trabalhar fora n faz delas menos católicas, porque não é o lugar onde alguém está que torna essa pessoa melhor ou corrompida, e sim a formação, o carácter, os valores que tem.

    Em vez de estarmos a discutir questões de lana caprina, unamo-nos em defesa da Santa Igreja e da Sua doutrina imutável – porque não pode jamais mudar -. O acessório, deixemos que Deus julgue!

  17. Gederson disse:

    Teresa,
    São Francisco chamava o sol e a lua de irmãos, por considerá-los também, filhos de Deus. Mas jamais ele diria que são filhos de Deus, como ele é Filho de Deus.

    Nos dizeres do Pe Antônio Vieira, “(…) Quando Cristo mandou pregar os Apóstolos pelo Mundo, disse-lhes desta maneira: Euntes in mundum universum, praedicate omni creaturae: «Ide, e pregai a toda a criatura». Como assim, Senhor?! Os animais não são criaturas?! As árvores não são criaturas?! As pedras não são criaturas?! Pois hão os Apóstolos de pregar às pedras?! Hão-de pregar aos troncos?! Hão-de pregar aos animais?! Sim, diz S. Gregório, depois de Santo Agostinho. Porque como os Apóstolos iam pregar a todas as nações do Mundo, muitas delas bárbaras e incultas, haviam de achar os homens degenerados em todas as espécies de criaturas: haviam de achar homens homens, haviam de achar homens brutos, haviam de achar homens troncos,haviam de achar homens pedras. (…).”

    Se um muçulmano é filho de Deus, como é filho de Deus São José Maria Escrivá, então este muçulmano já não é filho de Deus, enquanto criatura, mas filho do criador. Enquanto criatura o homem tem sua origem no nada. Enquanto filho de Deus, que contemplou e aceitou seu filho unigênito, ele tem sua origem em Deus. Concluindo, se todos são filhos de Deus, como os cristãos são filhos de Deus, por que pregar o Evangelho? Não é isso que transpira a Gaudium et Spes?
    Fique com Deus.

    Abraço

    Gederson

    P.S.; Os ensinamentos de São José Maria Escrivá, não apresentam apenas este problema. Naquela postagem da Maite, que eu respondi em seu blog, questionei um outro ensinamento dele, não muito ortodoxo, e você não disse nada….

  18. Márcio disse:

    Caro Pedro, Salve Maria!

    Não somente o Ad Gentes, mas todo o CV II é horrível, nojento. É difícil ler sem embrulhar o estômago. Não dá para acreditar que alguém defenda que aquilo é católico.

    AMDG,

    Márcio

  19. Márcio disse:

    Teresa, sinto muito mas você falou muito e não disse nada.

    Em primeiro lugar, quanto a Mons. Escrivá, não vou entrar em detalhes sobre a pessoa dele. Vou fazer com calma a coletânea de vários textos. Mas, somente de pensar que, no processo de canonização dele, a sua secretária foi impedida de depor, já se dá o que pensar.

    Quanto ao Opus Dei, não adianta você vir me dizer que já o frequentou. Eu também! E o meu conselho para quem quiser ouvir é o de ficar longe de lá. Até louvor a Napoleão Bonaparte eu ouvi lá. Na época não tinha consciência do perigo em que estava me metendo.

    Quanto ao feminismo, você não entra no cerne do assunto. Veja o que você escreveu:

    “Mulheres a trabalhar fora n faz delas menos católicas, porque não é o lugar onde alguém está que torna essa pessoa melhor ou corrompida, e sim a formação, o carácter, os valores que tem.”

    Concordo parcialmente, embora tenha de fazer a ressalva de que um ambiente de trabalho corrompido coloca em prova a santidade da mulher, e que ele precisa de muito mais caráter para se santificar neste ambiente do que no lar. Mas o problema não é este! O problema é que a mulher, trabalhando fora, não pode cuidar diretamente da educação dos filhos. Como querer uma sociedade cristã onde as crianças são deixadas ao cuidado de outra pessoa que não a mãe?

    Quanto às suas palavras, “Conheço muita dona de casa ‘tradicional’ que evita filhos”, saiba que minha mãe também é dona-de-casa, e lhe agradeço muito a educação que tive, e eu também sou filho único. Portanto, toda ofensa que você faz contra a Ana Maria, está fazendo também contra a minha mãe. Não adianta terminar o discurso de forma bonitinha, convocando à defesa da Igreja, se você leva as coisas para a ofensa pessoal.

    Aliás, você já demonstrou outras vezes o seu desprezo pelas donas de casa:

    http://www.deuslovult.org/2010/08/28/eu-masoquista/#comments

    Vamos deixar este assunto de lado para não entrarmos em questões pessoais.

    Vamos ao último ponto. A pena de morte está legitimada nas Sagradas Escrituras e nos Catecismos. Eu já lhe disse isso várias vezes mas você finge que não entende. Você foca apenas em Santo Tomás.

    S A G R A D A S E S C R I T U R A S
    C A T E C I S M O S

    Eles não têm autoridade suficiente para você? Ora, você escorrega para um lado, para outro, mas nunca toca no assunto. E, quando o faz, é pior, pois, na discussão no Fratres, você chegou a dizer que existem, nas Sagradas Escrituras, passagens a favor e contra a pena de morte. Ora, você simplesmete acusou as Escrituras de ensinarem coisas opostas, não dizerem o sim sim, não não. Isto é gravíssimo.

    E a quantidade de insultos que você proferiu contra que é a favor da pena de morte? Até de hipócritas você nos chamou! Parece, muitas vezes, que você quer fazer crer que o abolicionismo é uma necessadide decorrente dos ensinamentos evangélicos. Vocês usam de baixarias para defender suas idéias.

    E, dizer que o sistema prisional atual e toda a tecnologia que temos hoje fazem com que a pena de morte tenha se tornado obsoleta, isto é fugir totalmente da realidade. Você não tem a menor noção do que se passa no mundo. Eu já lhe disse isto antes, mas você finge que não ouve os argumentos contrários.

    Haveria muitas outras coisas a dizer, inclusive sobre outros assuntos, mas fica para outra oportunidade. O que não posso deixar de dizer é que fiquei extremamente decepcionado com você.

  20. Gederson disse:

    Caro Márcio, nossa amiga Teresa esta cada vez mais confusa e mais progressista. Não admira que ela defenda acordos práticos para a FSSPX, se ela mesmo fez acordos práticos com Mons. Escrivá e o Opus Dei. Algumas opiniões expressas como:

    “Se o facto das mulheres hoje não serem estupidificadas e massa de manobra dos homens faz tanta confusão à ‘tradição’, isso não é meu problema. Resolvam-se com o machismo existencial.”

    Fazem até protestantes, como Regine Pernoud, que tem uma opinião diferente e positiva da mulher medieval, parecem medíocres, mas na verdade, a opinião medíocre é a ultra-progressita expressada pela Teresa. Mas veja, que em certo senso ela tem razão, pois ela encarna muito bem o “espírito do Concílio”. Não dizia Paulo VI, que a Igreja com o Concílio Vaticano II, tomou consciência de si mesma?Antes ela era “estupidificada e manobra do filho do homem”, agora ela tem vontade própria e veja-se os resultados catastróficos… Como uma pessoa que defende um pensamento desses, não ira concordar com aqueles que chamam a Idade Média de Idade das trevas? Como irá defender em sintonia com Leão XIII, que nesta idade, o Evangelho era o guia das nações?

    A livre “teóloga das fontes”:
    Nunca ninguém me proibirá de pensar e de construir as minhas opiniões com base no estudo e na investigação. Até os sedevacantistas estudam comigo se for preciso, pq eu não me escuso de estudar sempre e em todo o lado, para me aperfeiçoar e descobrir a completa verdade. A vida é constante estudo!

    Um católico apenas repete aquilo que foi dito. Alguns estão sempre estudando, sem nunca chegar ao conhecimento da verdade. Mas se o conhecimento da verdade depende apenas do estudo, qual a função dos dons do Espírito Santo ? Se pegarmos textos dos teólogos das fontes (nouvelle theologie) veremos uma erudição sem igual, até mesmo na tradição, no entanto em Henrici de Lubac e Urs Von Balthasar, não se vêem virtudes intelectuais, estavam sempre a estudar, mas nunca chegaram ao conhecimento da verdade (veja-se os embates entre De Lubac e Garrigou…).

    O caso da pena de morte:

    “Pena de morte é legítima em casos muito graves, de extrema necessidade e quando não há meios para defender a sociedade do agressor. O que n se aplica hoje, daí a luta pela abolição.”

    Não se aplica hoje porque vivemos a sociedade do amor de Paulo VI ou o reino dos céus, representado pela encarnação do céu na sociedade?

    No argumento sequer se considera o argumento teológico que válida a pena de morte. A pena de morte na Inquisição, era apenas o reconhecimento de galhos secos na Igreja. O que a torna válida é o reconhecimento de uma alma morta. Só mesmo a inocente e ingênua Teresa para defender uma bobagens dessa, pois a sociedade moderna sequer tem condições defender a lei natural e a fé, vai ter condições de defender de criminosos? Ainda mais quando podem chegar ao poder, como a Dilma Roussef ou será que José Socrates e Cavaco e Silva não representam nenhum perigo a sociedade?

  21. Gederson disse:

    Complementando: Os criminosos hoje fazem leis, por fazerem as leis, inválida-se a pena de morte?

    Quando vemos Cavaco Silva, Josè Socrates, Lula, Dilma, Serra e outros tantos como estes disputando cargos eletivos, entendemos porque em determinado período se matava nobres, suas famílias e ainda salgavam o terreno de suas residências.

    Acorda Teresa, a sociedade moderna coloca os criminosos como legisladores e você vem dizer que a meios para defender os agressores, quando são eles mesmos que fazem as leis?

    A salvação universal da GS presente na argumentação da Teresa:

    “Mulheres a trabalhar fora n faz delas menos católicas, porque não é o lugar onde alguém está que torna essa pessoa melhor ou corrompida, e sim a formação, o carácter, os valores que tem.

    Aqui ela começou dizendo que a mulher trabalhar fora, não faz dela menos católica, mas continua dizendo e se contradizendo “não é o lugar onde alguém está que torna essa pessoa melhor ou corrompida”, mas não é justamente este o pressuposto da salvação universal da GS: se não importa o lugar, então fora da Igreja existe salvação, em outras formações, caráter e valores. Também por isso a pena de morte não é mais válida… mas será candura ou otimismo?

    Cada vez mais o progressismo se delinea forte na Teresa… aguardem e ainda veremos ela defender Dom Rifan.

  22. Márcio disse:

    Caro Gederson, Salve Maria!

    Concordo com suas observações. O “espírito do Concilio” ainda faz muito estrago até mesmo em quem reconhece alguns de seus erros. Afinal, qual não foi o grito modernista senão o de liberdade e insubmissão? Daí se ouvir elogios aos documentos pós-conciliares e críticas à Casti Conubbi.

    Que tenha havido homens que não valorizaram suas esposas como deviam, isto não quer dizer que o modelo tradicional de família estivesse errado. O que não se pode jamais é defender como ideal um modelo em que a mulher não é mais a educadora dos filhos. A ânsia de liberdade não pode sufocar a maravilhosa função da mãe na educação cristã dos filhos.

    Sobre a pena de morte, é impossível alguém analisar a situação imparcialmente e concluir que hoje em dia os meios de combate ao crime e proteção da sociedade são eficientes. Não dá para acreditar que alguém possa dizer isso. Justamente aquela que fala de “tradições ideológicas” demonstra que está completamente cega pela ideologia pacifista. É impossível enxergar sinceridade em alguém que diz que os meios de proteção da sociedade são eficientes hoje em dia. É absolutamente impossível, é cegueira demais. É obsessão demais pelas próprias idéias e desprezo pela realidade. É revoltante.

    AMDG,

    Márcio

  23. Márcio disse:

    Só para evitar abusos, vou me antecipar às críticas.

    Pode ser que, muitas vezes, dadas as condições de vida atuais, a mulher seja obrigada a trabalhar fora. Por exemplo, se o marido estiver desempregado e a mulher conseguir emprego, vão morrer de fome ou a mulher vai trabalhar fora? Claro que este é um caso excepcional, como podem haver outros. Da mesma forma que podem haver fatores que impeçam o casal de ter muitos filhos. Os casos concretos inspiram prudência antes de serem julgados. Falar mal de alguém sem conhecer o que se passa é maledicência. Mas, na teoria é impossível defender um modelo de família que não seja o tradicional. Querer uma “nova teologia do matrimônio” não é nada católico.

    Sobre a pena de morte, podemos dizer que ela tem relação com o presente artigo, dada a heresia da semente divina na matéria. Afinal de contas, seria incompatível com esta heresia dizer que existem homens irrecuperáveis. Imagiem só, uma particula divina tão perversa que tenha de ser considerada irrecuperável! Assim, os gnósticos são obrigados, a todo custo, a se opor a uma pena que considera o homem irrecuperável. Mas os católicos não. A doutrina católica é bem lúcida ao compreender que o homem é capaz de persistir no erro até o fim, por culpa própria, abandonando Deus, que não está dentro dele como uma semente aprisionada na matéria.

  24. Pedro disse:

    A Teresa infelizmente está infectada por um espírito liberal, tanto no que diz respeito à pena de morte quanto na defesa de um modelo de família tradicional. A defesa de família tradicional que a Melissa fez no debate com ela no deuslovult, foi perfeito. E não adianta ficar citando textos do CVII – pasmem da gaudium et spes – nem páginas da zenit, nem textos do Magistério de JPII, ao menos aqueles que não gozam de infalibilidade, porque esses textos estão impregnados de um subjetivismo, de uma ambiguidade, que não se faz ideia, a não ser quem está bem firme na doutrina tradicional da Igreja. O Catecismo Romano goza da mais alta autoridade, em especial quando trata do modelo de família tradicional.

  25. Teresa disse:

    Não vou rebater, porque acho mesmo que não vale a pena. A cegueira aqui não é minha, e eu não admito a ninguém que me chame progressista. Eu tenho nojo desses repugnantes seres, pelo que se alguém me chama progressista eu pura e simplesmente retiro-me – as discussões com sedevacantistas são mais proveitosas.

    Só vou fazer duas observações:
    1 Márcio, em nenhum momento toquei no nome da senhora que vc referiu, disse que conheço – leia-se pessoalmente, no meu círculo de amigos – donas de casa ‘tradicionais’ que evitam filhos. E evitam mesmo, sem necessidade. De onde tirou que me referia a tal pessoa??? Jamais disse coisa semelhante.

    2 Completo silêncio sobre Santa Rosa de Lima, essa grande herege liberal como eu.

    E sobre Isabel a Católica, a ‘insubmissa’, que mandava no rei dom Fernando, que teve 10 filhos e foi uma brilhante estadista – essa feminista liberal como eu. Ou rainha Branca de Castela, ou Santa Gianna (ai, mas essa é pós CVII, logo aqui são todos mais santos que ela) ou a Beata Hildegard von Bingen, ou a Beata irmã Rosalia (século XVIII, que criou uma escola para crianças com o firme propósito de que as mães pudessem trabalhar fora se quisessem).

    Mas sobretudo, nem uma palavra carinhosa – herege! liberal! – a Santa Rosa de Lima.

    Ficamos à espera.

  26. Márcio disse:

    Teresa, Salve Maria!

    1. Sempre que você se refere a donas de casa, você o faz de maneira negativa.

    2. Fico feliz que você tenha se incomodado com meu silêncio sobre Santa Rosa de Lima. Com isto você deve admitir também que o seu silêncio sobre os trechos da Sagrada Escritura quem defendem inequivocamente a pena de morte é condenável. Pelo mínimo de coerência.

    Agora que você tocou o ponto que eu queria, eu falo sem problemas sobre o que ela escreveu. Em primeiro lugar, o escrito de nenhum santo está acima das Sagradas Escrituras (não vou nem incluir na minha argumentação os Catecismos). Os santos são falíveis, as Sagradas Escrituras não. A Utopia de Tomas Morus poderia ser citada como autoridade? Ora, ele foi canonizado por conta de seu martírio, por sua atitude heróica contra a tirania de Henrique VIII, e não por seus escritos. É impossível querer atribuir uma tal autoridade ao escrito de um santo que desautorizaria as Sagradas Escrituras.

    Eu poderia lhe perguntar também, se você se desfaz dos escritos de São Tomás de Aquino sobre a pena de morte, por que eu haveria de aceitar os de Santa Rosa de Lima? Antes de cairmos no relativismo ou de jogarmos um santos contra o outro, fiquemos com a autoridade dos Catecismos e da Sagrada Escritura, que você silencia.

    Finalmente, preste atenção no que escreveu Santa Rosa de Lima:

    «Ainda quando todos os grandes escritores, teólogos e Doutores se dedicassem a reunir argumentos para provar que a pena de morte é uma lei cristã, é tal a veneração que sinto pela vida humana e pelos ensinamentos do nosso Salvador que me seria de todo impossível crê-lo.»

    Ela disse que não acredita ser a pena de morte uma lei cristã. Eu discordo. Mas, mesmo que isto se verificasse, ainda sim a pena de morte poderia não ser uma lei cristã positiva sem que, no entanto, fosse contrária à doutrina cristã. E contrária aos ensinamentos divinos ela não pode ser, pois está escrito: “quem matar pela espada, pela espada deve ser morto” (Ap XIII,10). Sendo assim, mesmo se concordássemos com Santa Rosa de Lima, ainda assim a pena de morte seria legítima, a menos que você queira desqualificar as Sagradas Escrituras.

    E tem mais. A atitude de Santa Rosa não é, de forma alguma, igual à sua. Ela apenas disse que não lhe era possível crer. Ela retirou o seu assentimento sobre a pena de morte. Você faz algo muitíssimo diferente: você é uma militante contra a pena de morte. Você já admitiu, inclusive, que pretende banir a pena de morte. Ora, você quer banir um recurso legítimo da justiça e ainda quer se igualar a uma santa que apenas retirou seu consentimento sobre o assunto? Sinto muito, mas vai contar esta história para outra pessoa.

    Que a pena de morte é legítima, não há dúvidas. Agora, você diz que ela não é mais necessária. Aí sou obrigado a repetir o que disse: vou está na mais completa cegueira. Eu já lhe apresentei os argumentos (que, para variar, você ignorou) e não vou repeti-los de novo.

    Infelizmente, enquanto você mantiver esta posição, eu não posso recomendar o que você escreve.

  27. Márcio disse:

    contiuando:

    Pelo que eu disse acima, a sua frase: “Mas sobretudo, nem uma palavra carinhosa – herege! liberal! – a Santa Rosa de Lima.” é pura retórica. A sua posição não é igual à dela.

    Outro exemplo de retórica: “ai, mas essa é pós CVII, logo aqui são todos mais santos que ela”

    Eu nunca disse que sou mais santo do que os canonizados no pós-concílio. O que eu critico é o processo de canonização pós-conciliar. Pode haver grandes santos canonizados atualmente, mas o são pela vida que levaram, e não é o processo de canonização atual que garante qualquer segurança a este respeito. O padre Calderón fez uma crítica bastante clara sobre o assunto. Mas você, em vez de ficar no plano dos argumentos, parte para o lado pessoal. Lamentável.

    Quanto às grandes mulheres que você citou, tenho certeza que elas não criticariam a Casti Conubbi para elogiar os documentos conciliares e pós-concliares. Agora, elas não eram feministas por terem desempenhado um papel importante na vida pública ou por terem deixado seus nomes escritos na história. Feminismo é querer tomar como modelo uma rainha como modelo para todas as mulheres. Principalmente hoje em dia, onde a educação é de péssima qualidade, a figura da mãe que está em casa para cuidar dos filhos é muito mais importante. O ofício da dona de casa é belíssimo, tanto mais quanto é desprezado pelo “mundo”. Uma mulher mundana pode se sentir orgulhosa por ser advogada, médica, estadista, etc. Mas somente uma mulher católica se sentiria feliz por estar na humildade de seu lar, educando seus filhos na Fé verdadeira, e não deixando-os sob a influência de não se sabe que pessoas. O sacrifício da dona de casa, exatamente por ser tão escondido, é que é tão sublime.

    Antes que você me chame de machista, concedo sem problema nenhum que existem mulheres que são excelentes profissionais, melhores que muitos homens. Dentro da perspectiva de seus ofícios merecem respeito e admiração pelo trabalho que fazem. Eu mesmo, por muito tempo, fui apaixonado por uma amiga que estudava na faculdade comigo. E eu tinha grande admiração pela sua dedicação, inteligência, polidez, etc. Nunca houve intenção de dizer que as mulheres não são capazes de trabalhar fora.

    A questão, muito diferente, é que não é possível, ou pelo menos muito difícil, dar aos filhos a educação cristã necessária se a mulher trabalhar fora. Daí o modelo tradicional de família defendido pela Igreja, que pede sim um sacrifício à mulher, mas um nobilíssimo: trocar a glória terrena pela eterna, trabalhando longe dos holofotes para que o mundo de amanhã esteja repleto de homens e mulheres com profunda formação cristã.

    In cordibus Jesu et Mariae, semper,

    Márcio

  28. Michelle disse:

    Caro Márcio,
    Fiquei surpresa ao ver isto,

    Até que enfim uma voz que se levanta contra o comunismo, resta agora se manifestarem contra a CNBB.
    Acho que já é um começo.

  29. Pedro disse:

    Márcio, é verdade que houve um racha entre os membros do VS, sobrando apenas o Alessandro Lima? Eu entrei no site deles recentemente, e vi que tem um ex beatle como novo integrante do site, john lennon.

    Eu li sobre isso no legado montfort, em um dos comentários a uma das postagens do blog.

    Eu fiquei curioso p/ saber sobre o que causou a divisão…

    Tanto Montfort, quanto o VS retrocederam bastante. Um por sentimento de grandeza o outro, eu não sei o motivo, talvez percebram que seus argumentos contra a Tradição eram inúteis e insuficientes.

  30. Márcio disse:

    Cara Michele, Salve Maria!

    Está acontecendo uma verdadeira guerra entre a verdadeira Igreja e os inimigos infiltrados n’Ela. O Fratres in Unum traz muitas notícias a este respeito: fratresinunum.com

    Caro Pedro, eu não sei o que aconteceu com o VS, sei que eles pararam de contar mentiras sobre nós. Quanto à Montfort, eu acho que o problema deles é excesso de otimismo – precisamos sempre ser realistas.

    AMDG,

    Márcio

  31. Pedro disse:

    Eu discordo nesse ponto, Márcio. Acho que foi sentimento de grandeza mesmo. Eles queriam construir o melhor site de apologética do Brasil… Eles já eram… e deixaram de ser. Hoje está tudo condicionado às doações feitas… caso não haja doações, não há progresso… e com o site parado então, aí que as doações minguam mesmo… eles se tranformaram num tradicionalismo neo pentescotal, se é que me entende… uma pena… tomara que eles consigam se reerguer…

  32. Márcio disse:

    Caro Pedro, não sei exatamente o que tem acontecido com a Montfort. Eu discordei deles quando soube do parecer do Prof Orlando sobre os tribunais da FSSPX, pois é evidente que a Fraternidade agiu de acordo com o estado de necessidade em que vivemos. Depois disso eu me afastei um pouco, e também por considerá-los otimistas demais com o papa atual. Mas que possa haver sentimento de grandeza, é possível também, não sei ao certo.

  33. Gederson disse:

    Caro Márcio,
    Viva Cristo Rei! Salve Maria!

    Poderia se argumentar que pela incapacidade do Estado moderno em conservar a lei natural e a fé, a sua aplicação seria ilegítima. Mas na verdade isto seria o reconhecimento do fim da presença das leis naturais e da fé, no seio da sociedade. Porque a defesa da pena de morte traz consigo a defesa da lei natural e também da fé, sem as quais a pena capital, não tem nenhum sentido.

    O argumento da Tereza apresenta uma incompreensão da relação de causa e efeito, como também o historicismo. Quanto a relação de causa e efeito, toda causa tem que ser anterior e maior do que seu efeito.Onde nenhum efeito pode ter, em si, algo que não tenha recebido de suas causas. O livramento da sociedade de um agressor é o efeito e não a causa da pena capital. Anterior e maior que este efeito, é a conservação da lei natural, a sua proteção que se dá pelo reconhecimento de almas mortas. Não acredito que a pena de morte tenha sido defendida na antiguidade ou no medievo, como um livramento de agressores da sociedade, mas sim como um livramento de agressores da lei natural. Há extrema necessidade e o caso de extrema gravidade da pena capital, é a defesa da lei natural.

    O historicismo consiste em considerar que a pena de morte era válida apenas enquanto a sociedade não tinha condições de lidar com seus agressores. Então seria uma pena válida para um tempo, mas não seria uma pena válida para nosso tempo. Veja-se o que JP II diz na Fides Et Ratio sobre o historicismo:

    “O ecleticismo é um erro de método, porém poderia ocultar também as teses próprias do historicismo.Para compreender de modo correto uma doutrina do passado, é necessário considerá-la em seu contexto histórico e cultural.Em troca, a tese fundamental do historicismo consiste em estabelecer a verdade de uma filosofia sobre a base de sua adequação a um determinado período e um determinado objetivo histórico.Deste modo, ao menos implicitamente, se nega à validade perene da verdade.O que era verdade em uma época, sustenta o historicista, pode não sê-lo mais já em outra”.(Papa João Paulo II, Fides et Ratio, n.87).

    Recomendar o “sentido histórico” como a Teresa disse que a Igreja recomendava em uma outra troca de “telegráficas” que tive com ela, seria recomendar o ecletismo. Mas veja que salta aos olhos a filosofia de fundo que pretende reduzir a pena de morte ao período de meios escassos, que tinha por objetivo livrar a sociedade de agressores…

    Fique com Deus.

    Abraços

    Gederson

    P.S.: Podemos dizer agora que: “Uma coisa é a substância do Concílio Vaticano II, e outra é a forma que o reveste” ? Isto não é o mesmo que interpretar o Concílio a luz da tradição? É o concílio Vivo?

  34. Caramba!!! n tinha lido isso!!!!!!!!!!!

    Quanto mais a ‘Salomé’ tenta pedir a minha cabeça mais de ferra kkkkkk ninguém cai mais na dela.

    Olha que o Márcio é a paciência em pessoa!!

    *************** Gederson, sinceramente quanto tinha vc no meu msn te achava chato, n gostei quando vc falou que eu ficava no msn até tarde, quem me controla é meu marido e tudo fica gravado no pc por opção minha. E

    Com o tempo fui ficando admirada com suas postagens e sou sua fã. Vc arrebentou, parabéns!

  35. Márcio nem preciso falar que sou sua fã! Viu o que falei para a sua mamãe? Aliás, são lindinhos seus pais!!

  36. Caramba!!! n tinha lido isso!!!!!!!!!!!

    Quanto mais a ‘Salomé’ tenta pedir a minha cabeça mais SE ferra kkkkkk ninguém cai mais na dela.

    Olha que o Márcio é a paciência em pessoa!!

    *************** Gederson, sinceramente quando tinha vc no meu msn te achava chato, n gostei quando vc falou que eu ficava no msn até tarde, quem me controla é meu marido e tudo fica gravado no pc por opção minha. E com o tempo fui ficando admirada com suas postagens e sou sua fã. Vc arrebentou, parabéns!

  37. Márcio disse:

    Ana, Salver Maria!

    Obrigado. Realmente é difícil ter paciência com sofistas que insistem em fugir dos nossos argumentos mas, quanto mais trabalho tivermos para refutar-lhes, mais difícil fica para algum descuidado cair na confusão.

    Quanto ao Gederson, certamente ele é um daqueles que não tem blog mas que contribuem de maneira espetacular nos vários blogs através dos seus comentários.

    AMDG,

    Márcio

  38. Hugo P. Abreu disse:

    “O padre Anselmo disse-me que posso ser contra sem problema.”

    Teresa, você nunca falou com o Pe. Anselmo (excepto nos seus sonhos), nem nunca ele falou consigo. Portanto, todas as referências a conversas com o Pe. Anselmo são pura ficção.

  39. […] Se vários documentos do concílio ensinam a salvação universal do gênero humano, enquanto que to… é absolutamente impossível negar que houve ruptura no concílio. […]

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