Corruptio optimi pessima

A corrupção do ótimo é péssima, diz a máxima. E como o católico não tem direito de se calar ante aquilo que é péssimo, especialmente para nossa santa religião, sou obrigado a entrar na disputa fratricida que está ocorrendo. Não me agrada nem um pouco ter que fazer isso, tentei mesmo adiar o máximo possível, mas agora já seria covardia calar. Nunca escondi minha admiração pelo Prof. Orlando Fedeli, e nem minha gratidão por todo o bem que me fez e por tudo o que aprendi com ele através da internet. Mas, neste momento em que a Associação Cultural Montfort se lança com todas as forças numa campanha injusta, desleal e abjeta contra a FSSPX, serei obrigado a combatê-los.

Com certeza este tipo de disputa somente tem a agradar os inimigos da Igreja, e o inimigo de nossas almas. Mas, se o orgulho luciferino se apoderou dos dirigentes da Montfort, e se estes se lançam cegamente a escrever uma série de artigos difamando, levantando juízos temerários, insuflando os católicos contra o maior baluarte que temos atualmente contra o modernismo, não existe outro caminho senão combatê-los. Eu tinha muitos outros assuntos a tratar, com tempo escasso para tudo o que queria, mas me vejo na obrigação de parar tudo o que estava fazendo para alertar sobre o veneno da Montfort. Não sei quantos artigos serão necessários, mas vou até o fim para desmascarar a atitude deste grupo que está afundando o bom combate da Tradição.

O lema da Monftort, “faça de sua alma uma espada”, depois desta campanha difamatória contra a FSSPX bem poderia ser mudado para “faça de sua alma uma espada… e de sua língua uma víbora peçonhenta”. Para que o caro leitor tenha uma idéia, apenas uma prévia noção, do quão desonestos e diabólicos são os métodos empregados pela Montfort, aconselho a leitura da resposta dada pelo Sidney Silveira a uma mentira difamatória contada contra ele por uma senhora da Montfort. Fato este que é extremamente revelador dos métodos empregados pela dita associação de leigos, capaz de levantar uma acusação grave sobre articulações que teriam sido promovidas por outra pessoa sem nem ter contato com ela, e sem prova alguma do fato. Aliás, a pessoa difamada vive no Rio de Janeiro, e os difamadores em São Paulo. Toda esta distância não foi suficiente para que a acusação fosse colocada em termos categóricos, como se se tratasse de uma testemunha visual dos fatos. E, pior, depois de ter sido desmascarada, a senhora não voltou atrás, senão colocou a culpa no difamado! Da leitura deste artigo se pode ter uma idéia dos métodos nada cristãos empregados pela Montfort.

O uso de mentiras e de difamações não se justifica jamais. Quem faz isto é o desesperado, o derrotado, o fraco que já não se sustenta na Verdade, mas quer confiar nas suas próprias forças. Já não estamos mais diante da Montfort de sempre, infelizmente. Já bem poderíamos chamá-la de Montfaible, porque o mentiroso é um fraco, um derrotado. Mas, ainda que já estejam derrotados por sua própria atitude, é necessário que os inocentes sejam alertados para não serem vítimas de seu veneno.

Eles, os dirigentes da Montfort e seus comparsas, se fazem de vítimas, chegam a escrever que temem até agressões físicas! Não se preocupem, é com palavras que serão derrotados. Elas são mais do que suficientes para desmascarar os mentirosos.

E por que a Montfort estaria se utilizando de expedientes tão anti-católicos, tão abjetos? Justificativa não existe, mas o começo da história, que nos permite entender a situção, é simples. Eles são orgulhosos, não querem admitir que o Prof. Orlando cometeu um erro grave ao sentenciar, não se sabe com que autoridade, que a FSSPX teria caído em cisma ao estabelecer os tribunais para julgamento de nulidades matrimoniais. A polêmica se estendeu até a resposta do padre Joël Danjou, à qual não foi dada nenhuma resposta acadêmica pela Montfort, e nem poderia ser, pois desmascara os erros  do Prof. Orlando Fedeli e a pretensão de autoridade que ele não tinha nesta matéria. Recomendamos vivamente a leitura da resposta do referido padre. A descoberta deste fato foi exatamente o que me fez deixar de apoiar a Montfort e passar a apoiar a FSSPX, porque o meu único compromisso é com a Verdade. Tentei, por ingenuidade, continuar acreditando na boa-fé da Montfort, e que eles pudessem enxergar o grave erro que estavam cometendo. Mas, no nível a que chegaram as suas ofensas contra a FSSPX, já não é mais possível ficar calado, é hora de combatê-los. É à Igreja Católica que eu quero servir, e não a um grupo de orgulhosos. Estou do lado de quem trabalha incondicionalmente pela Igreja, sem se preocupar com difamações, com acusações falsas de desobediência, de “cismas” que nunca existiram, etc.

Que proveitos poderiam ser tirados deste combate? Primeiro, preservar o bom nome do maior baluarte da Fé católica em nossos dias, que é FSSPX. Ela não é o único, mas é o maior. Todos os católicos, um dia que a crise tenha passado, ainda agradecerão a Mons. Lefebvre e à FSSPX por não ter abandonado o combate.

O segundo proveito seria demonstar mais uma vez, se ainda o fosse necessário, que buscar “soluções” para a crise atual que não sejam a de total resistência aos inimigos da Igreja é trabalho feito para estes mesmos inimigos. A Montfort, para fomentar sua “rixa” contra a FSSPX, depositou suas confianças no IBP, um instituto que fez acordos práticos, submetendo-se às autoridades modernistas. Uma verdadeira propaganda ufanista sobre o IBP foi levada a cabo pela Montfort. Parecia até que eles iriam criticar o Concílio Vaticano II e a missa nova com a mesma, ou talvez melhor, eficiência que a FSSPX. A Montfort levou um balde de água fria quando o IBP abandonou o Brasil e, que ironia!, saíram colocando a culpa na própria Montfort. Mas não aprenderam a lição. O orgulho lhes impede de enxergar que o combate da FSSPX, e o de alguns outros grupos menores, é o único realmente eficaz. Eles precisam, então, encontrar “chifre em cabeça de cavalo”, e a entrada do Pe. Leonardo Holzt para a FSSPX tem sido, nestes últimos dias o motivo que eles encontraram para atacar a FSSPX. Nos próximos artigos, vou tentar demonstrar como esta atitude da Montfort de querer encontrar apoio entre os acordistas, a fim de poderem alimentar sua rixa contra a FSSPX, tem levado esta associação cada vez mais para o abismo.

Ainda que seja apenas a posição de um leigo, e que eu fale apenas por mim mesmo, convido os católicos tradicionais a refletirem sobre o que escrevi e o que vou escrever, porque apoiar um associação que está atrapalhando todo o combate da Tradição é uma falta grave que nós não podemos cometer.