Mentira tem perna curta

Mentira tem perna curta. Assim diz o ditado popular. Mas os acordistas não se deram conta deste fato tão óbvio. Em uma recente carta, o Pe. Bouchacourt, superior do distrito da América do Sul da FSSPX tentou, mais uma vez, enganar os fiéis. Não tardou a vir a merecida resposta desmascarando mais esta farsa:

http://farfalline.blogspot.com.br/2012/09/comunicado-de-pe-bouchacourt.html

Dom Tomás de Aquino também deu sua resposta às acusações do Pe. Bouchacourt: 

http://spessantotomas.blogspot.com.br/2012/09/declaracao-de-dom-tomas-de-aquino.html

O principal já ficou dito nos artigos acima. Já se mostrou a covardia de acusar os anti-acordo de “grave pecado”, e já se demonstrou a falsidade da acusação de que a vista de Dom Williamson pretendesse enganar os fiéis. Além de me solidarizar com as pessoas falsamente acusadas pelo Pe. Bouchacourt, quero expressar o meu total repúdio aos métodos utilizados por este superior de distrito que tem tentado intimidar os fiéis para que eles tenham medo de buscar a verdade sobre o que se está passando atualmente.

Quero também deixar alguns comentários sobre uma frase do comunicado do Pe. Bouchacourt, a qual  destaco a seguir:

Se Dom Fellay rejeitou a mão estendida de Roma em 13 de junho, é por razões doutrinárias.

Como ele tem coragem de reinventar os fatos de uma maneira tão grosseira? Basta nos atentarmos para o que disseram ou escreveram Dom Fellay e seus seguidores nos últimos meses e constataremos o contrário do que diz o Pe. Bouchacourt.

No mês de junho, por exemplo, as declarações dos sequazes de Dom Fellauy eram totalmente a favor de um acordo imediato. O Pe. Pfluger, por exemplo, que é nada menos do que o primeiro assistente de Dom Fellay, afirmava que rechaçar a oferta do papa seria cair no sedevacantismo. O máximo que o Pe. Pfluger reivindicava era o direito de criticar alguns pontos do concílio. O que é muitíssimo diferente do que disse o Pe. Bouchacourt. As palavras do Pe. Simoulin também demonstram o quanto eles não estavam preocupados com as questões doutrinais e sim práticas. Chega a afirmar que o próprio Dom Lefebvre, em 1988, se deteve apenas por questões práticas, como a data de consagração do bispo, e não por questões doutrinais. O que é uma grande falsificação histórica. Para provar que Dom Lefebvre repudiava sim os erros doutrinários da roma conciliar, e todo o seu abandono da Fé, basta recordarmos o que ele disse ao então cardeal Ratzinger em 04/10/1987.

Se os auxiliares foram claros ao defender o acordo tal como Roma oferecia, não foi menos claro o próprio dom Fellay. Em sua carta aos outros três bispos da FSSPX, Dom Fellay aponta como absurdo que não se aceite a oferta de Bento XVI e questiona se eles têm o direito de recusá-la:

Se o Papa expressa uma vontade legítima em relação a nós, que é boa, que não dá uma ordem contra os mandamentos de Deus, temos o direito de negligenciar, de mandar de volta esta vontade?

Mais adiante, na mesma carta, Dom Fellay afirma que Dom Marcel Lefebvre não teria hesitado em aceitar a atual proposta: 

Esta situação concreta, com a solução canônica proposta, é bem diferente da de 1988. E, quando comparamos os argumentos que Mons. Lefebvre defendia na época, concluímos que ele não teria hesitado em aceitar o que hoje nos é proposto. Não percamos o sentido da Igreja, que era tão forte em nosso venerado fundador.

De tudo o que diz Dom Fellay, é impossível concluir qualquer coisa que não seja a aceitação dele do acordo tal como estava proposto por Roma. Está escrito com todas as letras que a oferta deveria ser aceita e que até Dom Lefebvre teria aceito. Não se fala nada de exigências doutrinais. Isto é pura invenção do Pe. Bouchacourt para defender seu superior. Releiam as palavras de Dom Fellay, destacadas na citação acima: “o que hoje nos é proposto”. Dom Fellay estava pronto a aceitar o que o Vaticano oferecia. Não deu certo, ainda, por conta da resistência daqueles que não perderam a razão. Mas que Dom Fellay se considerava na obrigação de aceitar a oferta tal como Roma a fez, isto se conclui de suas próprias palavras. E esta oferta não continha nenhuma concessão doutrinal por parte dos modernistas. O que definitivamente prova a mentira do Pe. Bouchacourt.

Ainda não basta? Vamos ler o que Dom Fellay disse na entrevista dada ao Catholic News Service, agência de notícias da Conferência Episcopal dos EUA:

Pessoalmente, eu teria querido esperar um pouco mais de tempo para ver as coisas mais claras, mas uma vez mais, realmente parece que o Santo Padre quer que aconteça agora. O movimento do Santo Padre, porque realmente vem dele, é genuíno. Se este reconhecimento acontece é graças a ele. Definitivamente só a ele.

http://fratresinunum.com/2012/05/16/dom-bernard-fellay-sobre-bento-xvi-se-o-reconhecimento-vier-e-gracas-a-ele-e-apenas-a-ele/

Dom Fellay não afirmou que somente aconteceria um acordo se houvesse antes a solução da questão doutrinal. Daquela firmeza das palavras do Pe. Bouchacourt não se encontra nem a mais fraca sombra nas palavras de Dom Fellay. Muito pelo contrário, tudo o que se vê é resignação. Ele até queria esperar um pouco, mas o papa quer se seja agora, então que seja… Nem parece que ele está tratando do assunto mais importante para a sobrevivência da Tradição Católica frente ao modernismo. Pois eu pergunto: onde se encontra a confirmação das palavras do Pe. Bouchacourt de que não haveria acordo prático? Vemos todo o contrário, vemos um Dom Fellay sem forças, sem determinação, todo entregue à ideia de um acordo imediato.

Respondam-me agora: quem tem o direito de ficar do lado da mentira? Ninguém! Não há autoridade religiosa que possa se impor contra a verdade! Quem estiver do lado de Dom Fellay e de seus sequazes está do lado da mentira. Senhores, padres ou leigos, acordem antes que seja tarde! Manifestem o seu repúdio a esses mentirosos!