Festa de Cristo Rei

No dia de hoje se comemora a festa de Cristo Rei. Esta festa foi instituída por Sua Santidade, o Papa Pio XI, por meio da Carta Encíclica “Quas Primas”, em um momento histórico conturbado, em meio a uma onda de secularismo e ódio contra a religião Católica. O papa teve a coragem de se levantar contra todos os inimigos da Igreja e proclamar que Nosso Senhor Jesus Cristo é Rei.

Nós também, cumprindo nosso dever de católicos, e seguindo Sua Santidade, proclamamos que Cristo é nosso Rei, e que queremos que Ele reine não somente nos corações e nas famílias, mas em toda a sociedade. Que os inimigos de Cristo nos odeiem, ainda assim repetimos: queremos que Cristo reine!

Vemos hoje os Estados, outrora católicos, moverem-se no sentido oposto ao que deveriam. De fato, após o latrocínio Vaticano II, houve uma grande aceleração do processo revolucionário, e a Igreja Católica se viu desfigurada. Que fizeram os papas do Vaticano II para conter a descristianização das sociedades? Tiveram alguma atitude semelhante à de Pio XI? É necessária uma absoluta ignorância da histórica recente da Igreja para acreditar em qualquer boa vontade das “autoridades” vaticanas nos últimos cinquenta anos.

Pois, desmontando qualquer falácia dos neoconservadores, que tentam livrar a responsabilidade dos seus queridos “beatos” e “santos” pós-conciliares, foram as próprias “autoridades” vaticanas que impuseram a descristianização do mundo!

Vejamos os fatos, contra os quais não há argumento. O livro intitulado “Catecismo Católico da Crise na Igreja”, organizado pelo Padre Matthias Gaudron, FSSPX, em seu capítulo sobre a liberdade religiosa, mais especificamente no número 42, descreve a obra diabólica que forçou os estados outrora católicos a destronar Nosso Senhor Jesus Cristo (a tradução e os destaques são nossos):

 – Quais são os países que tiveram que mudar sua constituição seguindo o Vaticano II?

Um exemplo característico é o da Colômbia. A população deste país era 98% católica e a religião católica era a única reconhecida oficialmente pela constituição. O presidente, muito contrariado, teve que ceder à pressão exercida pelo Vaticano em nome do Concílio e mudar a constituição em 12 de julho de 1973. Na mesma época, as seitas protestantes, financiadas pelos EUA, começaram a atuar na América Latina. Hoje em dia, o país está invadido por seitas. Algumas cidades tem mais templos protestantes do que igrejas católicas.

– A liberdade religiosa conciliar foi imposta em outros países?

Dois estados suíços, Tessin e Valais, também tiveram, sob a pressão do núncio, que mudar sua constituição.

Na Itália, uma nova concordata foi assinada em 11 de fevereiro de 1984; as falsas religiões obtiveram igualdade de tratamento com a Igreja, etc.

E é Roma que pressiona esta mudanças.

– Poderia dar um último exemplo?

O caso da Espanha é particularmente interessante porque a concordata assinada em 27 de agosto de 1953 entre a Espanha e a Santa Sé foi considerada por Pio XII um modelo de seu gênero. (…)

O que aconteceu depois de 1965?

(…) Sob pressão do Vaticano, a Espanha concedeu em 1967 a liberdade aos outros cultos, referindo-se explicitamente ao Vaticano II.

Que manifesta este exemplo daEspanha?

O exemplo da Espanha coloca em evidência a contradição entre a doutrina católica e a do concílio Vaticano II, pois o que era louvado antes de 1965, passa a ser subitamente condenado a partir desta data.

fonte: http://eccechristianus.wordpress.com/2013/10/17/catecismo-catolico-de-la-crisis-en-la-iglesia-iii-por-el-r-p-matthias-gaudron/

Pois bem, esta foi a obra das “autoridades” vaticanas no pós-concílio, e em nome do “sacrossanto” concílio… Eles tiveram a ousadia de trabalhar ativamente para retirar Cristo e Sua Igreja das constituições dos Estados Católicos! E hoje, alterou-se alguma coisa? Obviamente que não. Além de Roma não fazer nada para restaurar o reinado social de Cristo, o ecumenismo e a liberdade religiosa continuam sendo “dogmas” dos seguidores do Vaticano II. E não estou me referindo apenas a Francisco. Bento XVI, o “papa da restauração” (não sei se rio ou se choro quando ouço isso) para alguns alienados, também agiu gravemente contra Nosso Senhor, especialmente com a reunião de Assis III, onde Cristo não passava de mais um no meio do panteão dos deuses. Nem o mínimo respeito é dado a Cristo, misturando a religião católica com todas as outras, e muito menos se pode esperar qualquer esforço da Roma atual para restaurar o reinado social de Nosso Senhor.

 “Roma perderá a Fé e se tornará a sede do Anticristo”. Esta é uma das revelações de Nossa Senhora em suas aparições em La Salette, ainda em meados do século XIX. E, é sempre bom lembrar, a autenticidade esta aparição foi reconhecida pela Igreja. Hoje, quando vemos a apostasia tomar conta da igreja oficial, que devemos fazer? Seguir com um legalismo hipócrita e ajudar a destronar Nosso Senhor Jesus Cristo? Ou seguir lutando, segundo o estado de necessidade, contra as “autoridades” apóstatas? Como muito bem disse Dom Marcel Lefebvre ao então cardeal Ratzinger, em quatro de outubro de 1987, ainda que Roma fizesse concessões, é impossível colaborar com eles, porque a FSSPX e Roma trabalham em direções opostas. A Roma pós-conciliar trabalha para a descristianização da sociedade, da pessoa humana e da Igreja, enquanto que a FSSPX trabalha para a cristianização. E concluía o Arcebispo: “Roma perdeu a Fé! Roma está na apostasia!”. Isto é a mais pura verdade. E ainda hoje continua assim. Por isso, não podemos trabalhar com eles. Não podemos aceitar um acordo com quem coloca Cristo no meio do panteão dos falsos deuses. Enquanto eles seguirem na apostasia, nós seguimos afastados deles, proclamando em alta voz: que Cristo reine!

 Christus vincit! Christus regnat! Christus imperat!

 Cristo vence! Cristo reina! Cristo impera!