Hereges, dentro e fora da Igreja

Antes de tudo, é bom esclarecer que não existe nenhum herege que esteja realmente dentro da Igreja porque, pela heresia formal, a pessoa deixa de ser membro da Igreja Católica. No entanto, nos tempos de liberalismo e de autoridades corrompidas em que vivemos, uma multidão de hereges não recebe as penas devidas por suas heresias, não sendo devidamente expulsos. Do ponto de vista dos legalistas, eles permanecem supostamente na Igreja. Na realidade, estão apenas dentro da “igreja” conciliar. E são estes os que mais fazem mal aos fiéis, pois os contaminam com suas heresias.

Vejamos dois exemplos bem recentes de atuação de hereges.

O primeiro de um herege declaradamente fora da Igreja Católica. Trata-se de um protestante exibindo seus “profundos” conhecimentos, fazendo uma análise de um canto gregoriano no qual aparece a palavra “lucifer”. Esbanjando arrogância, o protestante acusa os católicos de adorarem satanás. Chega a dizer que, quanto mais alguém é um excelente católico, mais inimigo do Evangelho ele é! O que o “sábio” não sabia, é que a tradução que ele fez do latim estava totalmente equivocada. O termo lucifer, encontrado no canto gregoriano, é, na realidade, traduzido por “estrela da manhã”, tal como na Vulgata, e não se refere ao anjo caído. A tradução apresentada no vídeo do protestante, não somente para esta palavra, mas todo o trecho, não tem absolutamente nada a ver com o texto que do canto. O que lhe faltou em conhecimento de latim, sobrou-lhe em arrogância e preconceito contra a única e verdadeira Igreja de Cristo.

Estes hereges que são declarados inimigos da Igreja Católica fazem mal às pessoas tremendamente ignorantes, incapazes de qualquer estudo e de qualquer ponderação séria. Estas seitas arrancam da Igreja os ignorantes, os presunçosos, os soberbos. Qualquer católico com um mínimo de conhecimento de sua religião não dá a mínima atenção para estes pseudo-doutores. Para alguns católicos, contemplar a abissal ignorância das seitas que se pretendem sábias pode até lhes fortalecer na Fé que é tão covardemente atacada por seus inimigos. Outros até acordam para a necessidade de defender a Fé de ataques tão virulentos quanto ignorantes.

Já no outro caso, o do herege que aparentemente faz parte da Igreja Católica, o mal feito aos fiéis é maior. Isto porque o número de fiéis capaz de enxergar a ameaça é menor do que no caso do herege declaradamente fora da Igreja. Ouvindo uma pregação de alguém (supostamente) dentro da Igreja, sem que nenhuma autoridade o moleste, os fiéis são induzidos mais facilmente a seguir o erro ensinado por aquele em que se confia seja um membro da Igreja. Por isto as autoridades eclesiásticas tem o grave dever de zelar pela integridade do que é ensinado pelo clero.

Exemplos destes não faltam atualmente. Precisam mais escândalos do que Fábio de Melo e Joãozinho já provocaram e nenhum bispo da “igreja” conciliar mexe um dedo para sanar o mal feito aos fiéis?

A notícia de mais um exemplo recente deste tipo de herege chegou até nós recentemente. O frei Cláudio van Balen O. Carm., da arquidiocese de Belo Horizonte, o qual, simplesmente nega a divindade de Cristo e é contrário aos dogmas marianos. Os fiéis tiveram que montar um abaixo-assinado, pois o superior provincial do referido frei se recusa a tomar qualquer providência. Gostaríamos que não “acabasse em pizza”, como sempre. Não porque tenhamos qualquer esperança que a “igreja” conciliar possa fazer algum bem efetivo à religião católica, mas sim pelo grande mal da apostasia que cada vez mais se espalha entre os católicos que, de maneira culpável ou não, permanecem sob influência dos modernistas. É este tipo de clero que destrói a Fé do povo, sob o olhar complacente das “autoridades” da “igreja” conciliar.

O problema, na realidade, é pior do que simples complacência. As “autoridades” da “igreja” conciliar não apenas são inertes para agir contra os hereges. Elas são as primeiras a defenderem heresias. Gostem ou não de ouvir a verdade, o fato é que a heresia começa do ponto mais alto da hierarquia da “igreja” conciliar. Algumas pessoas querem fingir que não, mas esta é uma verdade que ninguém, em consciência, pode negar. O tema é tão grave que dedicaremos um outro artigo, bem maior que este, a fim de colocar o dedo na ferida para ver se alguns sonolentos despertam e passam a defender a Igreja contra os inimigos infiltrados.