A apostasia de Roma segundo o cardeal Manning

No mesmo sentido dos últimos dois artigos, recomendo a leitura das palavras do cardeal Manning sobre a prevista apostasia de Roma:

A apostasia de Roma

http://speminaliumnunquam.blogspot.com.br/2015/02/a-apostasia-de-roma.html

É importante observar que este cardeal viveu no século XIX, sendo, portanto, livre de qualquer preconceito sobre as partes que agora disputam sobre a dita “igreja” conciliar. E, sem poder ser “acusado” de tradicionalista, ele descreve exatamente a situação em que vivemos e cuja gravidade os neoconservadores tentam minimizar.

Recomendo a leitura do texto inteiro, mas destaco especialmente um trecho que descreve a situação da Igreja durante a grande perseguição:

Então a Igreja vai-se dispersar, fugindo para o deserto, e será durante algum tempo como era no começo, escondida invisível nas catacumbas, em cavernas, em montanhas, em esconderijos; por algum tempo parecerá como que varrida da face da terraTal é o testemunho universal dos Padres da Igreja primitiva.

Os neoconservadores levantam o escândalo farisaico contra os que denunciam os anticristos da roma neopagã. Inventaram até o termo “eclesiovacantismo”, que quer dizer vacância da igreja, para acusar aqueles que não identificam a “igreja” conciliar com a Igreja Católica. Como se afirmar que a “igreja” conciliar não é a Igreja Católica implicasse no desaparecimento desta. Mas temos as palavras de um legítimo cardeal da Santa Madre Igreja tratando sobre apostasia de Roma não como mera opinião, mas com propriedade, citando autores conceituados, doutores e padres da Igreja. Um texto escrito muito antes do início de toda esta crise que, junto com os outros que já citamos, demonstram a ação da Providência Divina nos preparando para não sermos enganados pelos impostores.

Devemos viver e morrer na Santa Igreja Católica, e não na obediência cega a hereges públicos e manifestos que trabalham abertamente para destruir o catolicismo apesar de exteriormente se apresentarem como se fossem católicos. Mas a Igreja verdadeira, “durante algum tempo”, como citado no texto, será perseguida e reduzida ao ponto de parecer ter sido varrida da face da Terra. Este fato em nada contraria as promessas de Cristo de que a portas do inferno não prevalecerão sobre a Igreja Católica, pois esta perseguição durará “algum tempo”. Ao final a Igreja será triunfante. Mas, para triunfarmos com Ela, devemos guardar a Fé verdadeira, e não querer estar em comunhão com os hereges que renegam esta Fé e a combatem.