O desrespeito ao Papado por aqueles que pretendiam defendê-lo

Uma das graves consequências de se acreditar que um herege pode ser um verdadeiro papa é a atitude que se toma diante de seus atos que atentam contra a Igreja Católica. Os neoconservadores tentam desculpá-lo de tudo o que acontece de mal na Igreja e dizem que ele deve ser obedecido cegamente. Os tradicionalistas de linha média parecem salvar a doutrina católica ao dizer que o papa não deve ser obedecido quando ensina algo contrário ao depósito da fé. Mas na verdade não é isso o que acontece.

Em primeiro lugar, porque um Papa pode cometer pecado pessoal enquanto homem, mas não pode ensinar o erro como se fosse parte do magistério da Igreja. Depois, se fosse dado ao fiel decidir se o que o papa ensina é ou não correto, o critério imediato de fé não seria o Sagrado Magistério da Igreja, mas sim o próprio fiel. De maneira semelhante ao que os protestantes fazem com as Sagradas Escrituras, os de linha média fazem com o Magistério. Quem ainda não assistiu, recomendo que assista ao vídeo do Pe. Cekada intitulado “O papa dita, mas é VOCÊ quem decide!“.

Além de contrariar a doutrina católica sobre o Magistério da Igreja, a posição de reconhecer os hereges como papas válidos, e ainda por cima ensinando erros contra a fé, vai pouco a pouco minando o respeito que devemos ter pelo magistério da Igreja e seus legítimos membros. Afinal, que valor teria um magistério que pode passar décadas ensinando o erro, desviando os católicos da salvação eterna e colocando-os em risco de perdição? De que serviria a Igreja docente se coubesse à Igreja discente avaliar se o que Aquela disse está ou não de acordo com a Fé? Para que eu assistiria à aula de um professor se depois eu tivesse que ir à biblioteca conferir nos livros se o que ele disse é verdade ou mentira? E depois de algum tempo, quando eu percebesse que há muito mais mentiras do que verdades, meu respeito por ele não teria sido destruído?

Muitas vezes os católicos enfadados com os supostos “papas” conciliares não se limitam a resistir-lhes e criticá-los, mas chegam mesmo a zombar deles. Este ponto também é tocado no vídeo do Pe. Ceakada, onde ele trata da perda de respeito aos supostos “papas” conciliares por parte daqueles que os consideram como tais. Sem dúvida, o que Bergoglio fala ou faz, por exemplo, deixa qualquer católico indignado. Ele fere profundamente o sentimento religioso dos católicos mais ou menos conservadores. Aliás, se alguém não se irrita com esse homem, é porque desconhece o que seja ser católico. Por outro lado, se ele fosse verdadeiro papa, deveríamos manter o respeito e jamais repreendê-lo como se fosse um igual a nós ou mandá-lo calar a boca, como no caso abaixo:

O vídeo que manda o “papa” calar a boca contém até mesmo um palavrão, que não foi traduzido para o português:

É este o respeito que se deve a um Papa? Imaginem só! Mandar o Cristo na Terra calar a boca! Se Bergoglio fosse um verdadeiro Papa, jamais um católico poderia lhe faltar com o respeito dessa forma. Por outro lado, se Bergoglio fosse um verdadeiro papa, jamais ensinaria o erro como parte de seu magistério, porque a Divina Providência o impediria. Poderia cometer pecados pessoais, mas não agiria de forma deliberada para destruir a Igreja Católica.

Cada vez que vemos uma crítica contundente a Bergoglio, por mais justa que seja, se ao mesmo tempo o chamamos de Papa, estamos minando o respeito devido aos verdadeiros Papas. Estamos contribuindo para uma propaganda que vai se impregnando, que vai formando as mentes contra o Papado. Ao contrário de preservar a Igreja, ela progressivamente vai destruindo em nós o a confiança e respeito que devemos ter para com o Papado e o Magistério.

Reconhecer um homem como verdadeiro Papa e ainda assim zombar dele é atentar contra a religião católica. Da próxima vez que você sentir vontade de xingar Bergoglio (será que vai demorar?), tente substituir as palavras “o papa” por “o Cristo na Terra”, ou “o Vigário de Cristo”. A total incompatibilidade deste homem com o Papado vai ficar bem mais evidente.

Se alguém ainda não está convencido da atual vacância da Santa Sé, continue estudando. Mas, desde já, ao criticar Bergoglio, não o associe ao Papado. Eu não duvido da boas intenções de quem, no intuito de defender a Igreja, critica os erros de Bergoglio ainda que chamando-o de papa. Mas, de boas intenções o inferno está cheio. Por favor, não contribua para esta propaganda de desprestígio do sublime posto de Sumo Pontífice da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Jamais diga: “o papa está destruindo a Igreja”, ou “o papa gravou um vídeo apóstata”, ou outras frases negativas utilizando a palavra Papa, cargo que Bergoglio não possui. Qualquer futura restauração do Papado estará muito prejudicada por esta falsa mentalidade do “papa herege”, autor de um magistério falível, herético mesmo, motivo de chacota ou de ofensas por parte dos “bons” católicos. Quando tivermos novamente um verdadeiro Papa na cátedra de São Pedro, a posição reconhecer e resistir terá criado um espírito rebelde que retardará a plena restauração.

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