A inculturação da liturgia promovida pelo Vaticano II

Mesmo com a toda a opressão modernista, com todo o silêncio a que a parte podre do clero reduziu a Tradição, grande parte dos católicos inocentes que estão nas mãos dos conciliares repudia as inovações litúrgicas mais abusivas. Muitas vezes, como já aconteceu mesmo comigo, os católicos buscam uma missa onde não haja barulho, músicas impróprias, danças, teatros e encenações. Quantos católicos, com um mínimo de noção de nossa santa religião, aprovam as missas inculturadas, isto é, aquelas profundamente modificadas para “refletir a cultura local”? Missas adaptadas às diversas culturas e regiões dividem a Igreja, abrem brechas para profanações, tiram o sentido do sagrado, pois demonstram que a sua preocupação é o homem, e não Deus.

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A reforma litúrgica imposta pelo conciliábulo Vaticano II

Começamos, com este artigo, a análise e a crítica da constituição Sacrossanctum Concilium, que dispôs sobre a Sagrada Liturgia, no Vaticano II. Concentraremos, no presente, as atenções apenas sobre a reforma litúrgica imposta pelo conciliábulo, deixando outros aspectos para serem tratados posteriormente. Como veremos, já é assunto para um artigo longo, e para muito mal-estar provocado pela forma como a letra do conciliábulo se dirigiu à Igreja e sua liturgia.

Em 1570, Sua Santidade o Papa Pio V, de venerabilíssima memória, escreveu a bula “Quo Primum Tempore“, na qual, de maneira clara, objetiva e inquestionável, definiu a forma do rito romano como ela deveria permanecer para sempre, sem jamais ser alterada (os destaques, nestas e em outras citações, são nossos):

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Um ano sem missa nova!

Permitam-me compartilhar a minha alegria. Hoje faz um ano que eu não assisto mais a missa nova. Parece que faz já tanto tempo. Estou tão acostumado com a paz, a reflexão, a espiritualidade da Missa Tridentina, que já nem me lembro da barulheira, da gritaria, das danças, dos teatrinhos da missa nova. É tão bom ouvir o canto gregoriano, em vez das músicas barulhentas e sentimentalistas.

É tão bom não ter que ficar procurando uma missa decente, fugindo da baderna modernista. Nos tempos de novus ordo, eu precisava procurar um padre que rezasse a missa com o mínimo de respeito. Muitas pessoas faziam (e ainda fazem) isso, fugindo da avalanche carismática. Estes não perguntam se as pessoas gostam da barulheira. Simplesmente começam a fazê-la, e os incomodados que se retirem. Eu também já sofri bastante com isso.

Lutemos cada vez mais pela preservação de nossas riquíssimas tradições e pela plena restauração da Missa Tridentina e da Igreja. Se ficarmos de braços cruzados, a minoria barulhenta vai continuar afugentando os fiéis piedosos, porém tímidos, que desejam uma missa cheia de paz, de reverência e de respeito pelo Nosso Salvador. Nós temos a obrigação de lutar pelo retorno pleno da Missa de Sempre, pois quem prefere o barulho ao silêncio, na hora da missa, não tem a menor ideia do que é religião, do que é paz, do que é adorar ao Deus Altíssimo no Santo Sacrifício da Missa, renovação incruenta do Calvário.

Pode o homem mudar a liturgia?

Pode o homem mudar a liturgia por sua própria iniciativa? Nestes nossos dias de trevas, em que a Santa Missa é profanada pelos próprios sacerdotes e pelos leigos que se acham, todos, no direito de inventar uma nova liturgia, essa questão é mais do que pertinente. É uma verdadeira angústia, que acredito seja compartilhada por todos os fiéis que se indagam, perplexos, como chegamos a este ponto, onde o Santo Sacrifício da Missa foi transformado em espetáculo profano.

Uma resposta bem clara para essa pergunta pode ser encontrada nas Sagradas Escrituras:

Os filhos de Aarão, Nadab e Abiú, tomaram cada um o seu turíbulo, puseram neles fogo e incenso e ofereceram ao Senhor um fogo estranho, que não lhes tinha sido ordenado. Saiu, então, um fogo de diante do Senhor que os devorou, e morreram diante do Senhor. (Lv 10,1-2)

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Teria o Cardeal Ottaviani aceitado a missa nova?

Alguns desesperados defensores da missa nova têm utilizado o argumento de que o cardeal Ottaviani teria se retratado de sua carta escrita ao papa Paulo VI que apontava os erros da missa nova. Foi isso o que escreveu o Alessandro Lima, na data de hoje, no site do Falsistatis. O mesmo argumento já havia sido apresentado pelo bispo Dom Rifan, aquele que traiu a obra de Dom Castro Mayer.

Segundo essa hipótese, o cardeal Ottaviani teria escrito uma carta a Dom Lafond, da ordem dos cavaleiros de Notre-Dame, dizendo que estava satisfeito com as correções feitas pelo [anti]papa Paulo VI na nova versão do novo Ordo Missae. Assim, depois da carta do cardeal, o [anti]papa teria eliminado os defeitos do novo ordo, e a sua nova versão seria plenamente aceitável.

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Deve haver luxo na liturgia?

Uma idéia comum de se ouvir hoje em dia, seja nos meios “católicos” liberais, seja nos meios declaradamente anti-católicos, é a de que não deve haver luxo nas templos, nem nos paramentos litúrgicos, porque a Igreja deveria ser pobre como o foi Cristo. Essa heresia da pobreza necessária da Igreja é um tema complexo. Não tendo a menor intenção de esgotar o assunto, muito pelo contrário, no presente artigo pretendemos nos restringir a responder a seguinte questão: “Será que se deve gastar dinheiro com a ornamentação dos templos e com paramentos litúrgicos?”  Continuar lendo