Hereges, dentro e fora da Igreja

Antes de tudo, é bom esclarecer que não existe nenhum herege que esteja realmente dentro da Igreja porque, pela heresia formal, a pessoa deixa de ser membro da Igreja Católica. No entanto, nos tempos de liberalismo e de autoridades corrompidas em que vivemos, uma multidão de hereges não recebe as penas devidas por suas heresias, não sendo devidamente expulsos. Do ponto de vista dos legalistas, eles permanecem supostamente na Igreja. Na realidade, estão apenas dentro da “igreja” conciliar. E são estes os que mais fazem mal aos fiéis, pois os contaminam com suas heresias.

Vejamos dois exemplos bem recentes de atuação de hereges.

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É proibido prostrar-se?

Enquanto escrevo os artigos mais complexos, que demandam mais tempo e cuidado, vou escrevendo outras mais simples e imediatos. O presente artigo visa responder à acusação que um pentecostal fez contra a Igreja com relação ao ato de prostrar-se.

Os protestantes, dentre tantas outras acusações absurdas, gostam de atacar os católicos por se prostrarem. Segundo os “sábios” entendedores da Bíblia, todo ato de prostrar-se é adoração e, portanto, seria idolatria protrar-se diante de um homem, de uma imagem, de um altar, etc. Eles gostam de citar dois trechos bíblicos, um quando Pedro repreende o centurião romano que se ajoelha diante dele (At 10,25), e o outro quando o anjo tem a mesma atitude diante de João (Ap 19,10).

Para um ignorante, que não conheça as Sagradas Escrituras, podem até parecer convincentes esses argumentos. No entanto, para quem já se deu ao trabalho de ler o Livro Santo e, ainda mais para quem conhece o método nada honesto da apologética protestante, vulgarmente conhecida como “tesoura protestante”, é muito fácil derrubar esta falácia ridícula. Basta citar alguns trechos onde pessoas santas se prostram diante de outras, sem que tenham sido repreendidas:

Gn 18,2; 19,1; 23,7.12; 33,3-7; 47,31; 48,12;

Ex 4,31; 12,27; 18,7;

Nm 22,31;

Dt 26,10;

Js 5,13-16;

Rt 2,10;

1Sm 1,129; 1,28; 24,9; 25,41;

2Sm 1,2; 9,6.8; 12,20; 13,31; 14,4; 14,22; 14,33; 18,21.28

Estes trechos foram retirados apenas dos primeiros livros da Bíblia, pois eu ainda não terminei de assinalar todos. Mas já demonstram de maneira insofismável que nem todo ato de prostrar-se significa adoração. Esta depende da intenção de quem se prostra, e poderia mesmo acontecer sem nenhum ato exterior.

Além disso, os trechos apontados pelos protestantes para atacar a Igreja podem ser compreendidos com um pouco de boa vontade. Pedro admoestou o romano porque, sendo este pagão em vias de se converter,  podia não entender bem a diferença entrer adorar e venerar. Também quanto a João, é possível encontrar explicação para sua atitude. Talvez, vendo o anjo, o apóstolo tenha inicialmente imaginado estar diante de uma manifestação divina. Estas de fato ocorreram, conforme nos descreve o apóstolo no mesmo livro do Apocalipse onde se encontra narrada a repreensão.do anjo. No entanto, os trechos das Sagradas Escrituras citados acima, narram várias ocasiões em que pessoas santas se prostram diante de outras. Para os que são instruídos na Fé Verdadeira, não há qualquer perigo de se confundir adoração e veneração. Daí a prática de se prostrar diante de outros homens, tão presente no Antigo Testamento, não merecer repreensão alguma, constituindo, pelo contrário, exemplo de como nos devemos portar para com os nosso maiores.

A conclusão a que chegamos é que os protestantes enxergam os dois trechos da Bíblia que serviriam para defender sua tese, mas não enxergam todos os outros, muito mais numerosos, que a derrubam. É preciso muita má vontade para agir da forma como eles agem. Querem interpretar a Bíblia citando apenas os trechos que interessam e ignoram os que não se enquandram nas idéias pré-fabricadas que eles recebem de seus “pastores” ou a que chegam por si mesmos, atribuindo-as, no entanto, ao Espírito Santo. Somente para suas vistas turvas não existe a diferença entre adorar e venerar, diferença esta tão nítida para nós católicos, que apoiamos nossa Fé não em dois versículos isolados, mas totalidade da revelação divina.

Alguém sabe dizer que estátuas são essas?

Vejam a foto abaixo. Alguém sabe dizer que estátuas são essas?

2381853012_257967aec0fonte da imagem: www.flickr.com

Não são nada menos que as estátuas dos “reformadores” protestantes do século XVI !!! Calvino & Cia esculpidos na pedra, da mesma forma como os protestantes tanto censuram os católicos.

Eu vi a imagem, inicialmente, como fundo de tela (wallpaper) em um computador. Realizando uma pesquisa na internet, várias outras fotos podem ser vistas.

Nós temos todo direito de perguntar: os protestantes não acusam os católicos por fazermos imagens? Então por que eles mesmos fazem imagens dos seus “heróis” da pseudo-reforma?

Por mais que um católico diga que não adora as imagens, as seitas protestantes nos apedrejam impiedosamente, citando a Bíblia de forma parcial, omitindo as passagens em que o próprio Deus mandou que se fizessem imagens. Esta questão é, sem dúvida, um dos principais cavalos de batalha dos protestantes para arrancar os filhos menos instruídos da Igreja.

E não houve aquele “bispo” da IURD que teve a ousadia de chutar a imagem da Santíssima Mãe de Deus? O que ele diria das esculturas dos fundadores de sua seita? E todos os “pastores” protestantes que blasfemam contra a Igreja Católica, o que diriam dessas imagens? Se a Bíblia proíbe aos católicos de fazer imagens, por que não a eles?

Esta é mais uma incoerência do protestantismo. As imagens dos santos, que tanto fizeram pela santa religião e tanto nos têm a ensinar, não podem ser feitas. A dos semeadores do ódio pode. No fundo, eles são contra a Igreja Católica. O que a Igreja faz, para eles é errado. Que perversa inspiração não os move!

Quem já esteve em alguma igreja onde há um enorme crucifixo sobre o altar, e já se ajoelhou e rezou diante da imagem do Crucificado, sabe o que quanto as imagens piedosas nos auxiliam na oração. Como seres humanos, somos profundamente influenciados pelos sentidos. Poder olhar para as chagas de Cristo, pendendo da Cruz, nos reaviva sobremaneira a memória, e nos auxilia a sentirmos a dor pelos nossos pecados.

Na Idade Média, as catedrais eram verdadeiros livros escritos em pedra, onde as imagens prestavam incalculável auxílio à Fé do mais simples e analfabeto dos homens. Ainda hoje, que diferença não percebemos entre uma igreja mais antiga, com imagens sacras, torres, sinos, e as igrejas novas, quase sem imagens, sem torres, sem sinos, praticamente um templo iluminista?

E o que não dizer da alegria de se ver uma imagem de Maria Santíssima? E que boas inspirações não nos causam a imagem de um santo cujas obras ou cuja biografia já lemos?

Todos esses auxílios espirituais trazidos a nós através dos sentidos pelas imagens sacras deveriam ser destruídos, segundo os protestantes. Mas a memória daqueles que arrancaram da Igreja tantos filhos e que ensinaram as mais absurdas doutrinas, para eles deve ser perpetuada na pedra… Haja incoerência.